{"id":67190,"date":"2021-04-16T09:31:59","date_gmt":"2021-04-16T12:31:59","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=67190"},"modified":"2021-04-17T00:32:54","modified_gmt":"2021-04-17T03:32:54","slug":"quando-nao-se-ve-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/quando-nao-se-ve-deus\/","title":{"rendered":"Quando n\u00e3o se v\u00ea Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A acolhida, vinculada \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o em se viver uma f\u00e9 s\u00f3lida, a partir de Jesus de Nazar\u00e9, mas num fasc\u00ednio comovedor, est\u00e1, sim, dentro da busca da descoberta de algo, ou daquele tesouro precioso, muito al\u00e9m de sua pr\u00f3pria fei\u00e7\u00e3o, meramente humana, convencido de que em tudo isso se poder\u00e1 reconhecer um sinal, o sinal de Deus, mas num convite para abra\u00e7ar a f\u00e9, com um sim todo livre e integralmente convicto, numa confian\u00e7a incondicional e absoluta. Essa f\u00e9 deve ser destemida e resoluta no Homem de Nazar\u00e9, revelador da face af\u00e1vel do Pai, mas por pessoas livres, alegres e ardorosas. Que ela cres\u00e7a por sua import\u00e2ncia, de tal modo persistente, aut\u00eantica e verdadeira, como a de um jovem judeu, ao escrever no muro do seu pequeno bairro, ou gueto, da cidade de Vars\u00f3via, esta afirma\u00e7\u00e3o: \u201cCreio no sol, tamb\u00e9m quando n\u00e3o brilha; creio no amor, tamb\u00e9m quando n\u00e3o o sinto; creio em Deus, tamb\u00e9m quando n\u00e3o o vejo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vida humana \u00e9 capaz de abra\u00e7ar quatro dimens\u00f5es, que, segundo Santo Agostinho, devem ser representadas na cruz transformando-se em esteio ou \u00e9gide de toda a espiritualidade crist\u00e3, a saber: \u201cCompreender com todos os santos qual a altura e a largura, o cumprimento e a profundidade de Cristo, e conhecer o amor de Cristo que excedo todo conhecimento\u201d (Ef 3, 18-19). O ap\u00f3stolo Paulo deixa claro quando afirma: \u201cA largura significa as boas obras do amor para com o pr\u00f3ximo; a altura \u00e9 a esperan\u00e7a pelo pr\u00eamio celeste; o cumprimento \u00e9 a perseveran\u00e7a at\u00e9 o fim; a profundidade encantadora, inef\u00e1vel e imperscrut\u00e1vel de Deus \u2013 do bom Deus \u2013 \u00e9 a que concede gra\u00e7as \u00e0 criatura humana\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ouvir, acolher e viver uma f\u00e9 s\u00f3lida, a partir de Jesus de Nazar\u00e9, est\u00e1 em conson\u00e2ncia com a met\u00e1fora do doutor da gra\u00e7a, Agostinho, quando nos ensina: \u201cDo navio que parte e chega \u00e0 p\u00e1tria, mas a p\u00e1tria s\u00f3 pode ser vista ap\u00f3s a viagem do navio\u201d. A verdade \u00e9 que nos encontramos no contexto real do mar. Basta olhar as ondas e as tempestades que se levantam neste mundo em que estamos inseridos. Ele assegura na mais elevada confian\u00e7a que n\u00e3o havemos de naufragar, pois temos um leme, ou comando, definido e seguro: o remo da cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sentido de ouvir e acolher nos faz pensar na passagem do Evangelho, que fala sobre Marta e Maria (Lc 10, 38-42): a imagem de Marta, nas atividades de sua pr\u00f3pria casa, enraivecida at\u00e9 pela insensibilidade e pela n\u00e3o colabora\u00e7\u00e3o de Maria, representa a humanidade, nas suas a\u00e7\u00f5es e ativismos; j\u00e1 Maria representa como sendo uma pessoa exemplar, em sua did\u00e1tica de saber ouvir com aten\u00e7\u00e3o os ensinamentos do mestre Jesus de Nazar\u00e9, externando, evidentemente, sua op\u00e7\u00e3o pela melhor parte, mas no sentido daquilo que \u00e9 permanente. Ela, ao realizar essa escolha no tempo presente, nos enche de esperan\u00e7a, porque haveremos de experiment\u00e1-la no futuro. Assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A acolhida, vinculada \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o em se viver uma f\u00e9 s\u00f3lida, a partir de Jesus de Nazar\u00e9, mas num fasc\u00ednio comovedor, est\u00e1, sim, dentro da busca da descoberta de algo, ou daquele tesouro precioso, muito al\u00e9m de sua pr\u00f3pria fei\u00e7\u00e3o, meramente humana, convencido de que em tudo isso se poder\u00e1 reconhecer um sinal, o sinal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":55824,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-67190","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67190","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67190"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67190\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67191,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67190\/revisions\/67191"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}