{"id":67078,"date":"2021-04-11T08:39:06","date_gmt":"2021-04-11T11:39:06","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=67078"},"modified":"2021-04-11T00:46:52","modified_gmt":"2021-04-11T03:46:52","slug":"eterna-e-sua-misericordia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/eterna-e-sua-misericordia\/","title":{"rendered":"ETERNA \u00c9 SUA MISERIC\u00d3RDIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u2018Ele \u00e9 nosso &#8220;going to&#8221; existencial, futuro cont\u00ednuo, que se realizar\u00e1 em cada um de n\u00f3s no \u00faltimo ano em curso de nossa vida e, no fim dos tempos, para toda a Cria\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a &#8220;Feliz Esperan\u00e7a&#8221; de Cristo, nossa P\u00e1scoa.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coube ao papa Jo\u00e3o Paulo II a inspira\u00e7\u00e3o de dedicar este domingo \u00e0 Miseric\u00f3rdia de Deus, completando assim o verdadeiro sentido pascal da Ressurei\u00e7\u00e3o de Cristo. A maior parte dos crist\u00e3os, ainda hoje, n\u00e3o tomou consci\u00eancia da dimens\u00e3o salv\u00edfica da P\u00e1scoa como uma liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 da morte, mas tamb\u00e9m do pecado, um mal maior do que a pr\u00f3pria morte. De fato, nossa vida imortal seria tr\u00e1gica e insuport\u00e1vel se, ap\u00f3s esta vida, tiv\u00e9ssemos de carregar a culpa de nossos pecados. Seria essa uma das raz\u00f5es pela qual muitos delinquentes, para se libertar do seu sentimento de culpa, suicidam-se. A Salva\u00e7\u00e3o que Cristo nos brinda com sua Ressurrei\u00e7\u00e3o nos comunica uma vida imortal e gloriosa e tamb\u00e9m a santidade de Deus. Esse \u00e9 o<br \/>\nsentido b\u00edblico, de &#8220;justi\u00e7a&#8221;, a bondade e a Miseric\u00f3rdia de Deus a nos comunicar a Vida Eterna como um dom ou gra\u00e7a, independentemente de nossos m\u00e9ritos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus \u00e9 mais santo e bom do que n\u00f3s pensamos. Ele \u00e9 Justo, que significa bom e santo. Tr\u00eas vezes santo, como cantamos, o que significa bon\u00edssimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na d\u00e9cada de 1950, Adorno, da Escola filos\u00f3fica de Frankfurt, negava a Ressurrei\u00e7\u00e3o porque a justi\u00e7a \u00e9 imposs\u00edvel de ser realizada. O mal feito \u00e9 irrevers\u00edvel. Toda compensa\u00e7\u00e3o para reparar esse mal \u00e9 incompleta. Ningu\u00e9m pode devolver a vida que lhe foi arrebatada por um assassino ou a paz \u00e0 pessoa ofendida. Sendo a Ressurrei\u00e7\u00e3o o passo desta vida mortal a uma vida imortal, nos tornaria a todos credores ou devedores, ofensores e ofendidos. E assim como \u00e9 imposs\u00edvel neste mundo que as partes de um pleito fiquem plenamente satisfeitas com o veredito do juiz, incapaz tamb\u00e9m de equacionar os fatos \u00e0 lei, \u00e0 vida ap\u00f3s a Ressurrei\u00e7\u00e3o seria insatisfeita e infeliz. O Papa Bento XVI, reportando-se ao argumento de Adorno, justificava a necessidade da Ressurrei\u00e7\u00e3o precisamente em nome da justi\u00e7a. Porque esta \u00e9 imposs\u00edvel de se cumprir, mesmo tendo a Deus como Juiz, pois o merecido castigo do malvado n\u00e3o pode devolver nunca o bem infligido ao inocente, \u00e9 que torna-se necess\u00e1ria a Ressurrei\u00e7\u00e3o, pela qual nascemos, bons e maus, novas criaturas. Para o Papa Bento XVI, a Miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 a garantia da nossa Salva\u00e7\u00e3o. Ela, conforme o termo hebraico a designa, &#8220;rahamim&#8221;, significa &#8220;entranhas maternas&#8221; a nos gerar de novo. Nascemos e vivemos no pecado e nele morreremos, pois s\u00f3 Deus \u00e9 santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Miseric\u00f3rdia \u00e9 o plus do amor divino que nos faz seus filhos,<br \/>\natrav\u00e9s do parto doloroso da morte, em que nasceremos imortais, gloriosos e santos pela Ressurrei\u00e7\u00e3o. Fomos criados por Deus para existir neste mundo na condi\u00e7\u00e3o de mortais e pecadores, mas Cristo veio para tornar-nos imortais e santos pela sua morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o. O realismo deste prod\u00edgio realiza-se na sua mesma pessoa. Pela sua Encarna\u00e7\u00e3o na nossa natureza humana assumiu o pecado e a morte do mundo e pela sua Ressurrei\u00e7\u00e3o fomos todos divinizados. A sorte e o destino de Cristo s\u00e3o tamb\u00e9m nossos. Por isso S\u00e3o Paulo diz ser Cristo nossa P\u00e1scoa. Nele vivemos e morremos com nossos pecados, dores e mortes para, nele e com ele, Ressuscitar. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil superar o sentimento natural religioso que todos temos, pelo qual nos relacionamos com Deus externamente, como &#8220;pro-fanos&#8221; (diante da luz ou de Deus) para a F\u00e9 que nos faz sentir unidos a Deus. Por isso, afirma K.Rahner, o cristianismo s\u00f3 pode ser m\u00edstico, experi\u00eancia de comunh\u00e3o com Deus em Cristo, de outra maneira n\u00e3o \u00e9 cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A RESSURREI\u00c7\u00c3O NOS LIBERTA DO PECADO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No cemit\u00e9rio deixaremos n\u00e3o s\u00f3 os restos mortais, tamb\u00e9m nossos pecados e culpas. O pecado identifica-se onticamente com o mesmo mal, &#8220;mist\u00e9rio da iniquidade&#8221;. N\u00e3o sabemos o que de fato \u00e9, apenas o experimentamos nos m\u00faltiplos males que nos acontecem, inclusive, independentemente de nossa vontade e at\u00e9 d\u00e1 vontade de Deus. \u00c9 claro que o pecado ou o mal n\u00e3o pode ser um deus mau, rival do Deus bom e criador, como pensa a filosofia maniqueia, da qual todos nos participamos de alguma maneira, para poder dar uma resposta racional ao problema do mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Biblia nos revela que o pecado, causa de todo mal e da pr\u00f3pria morte, torna-se existencialmente consciente em n\u00f3s como ato de idolatria, isto \u00e9, crer e esperar o ser e a vida fora do Deus \u00fanico e verdadeiro, revelado a Abra\u00e3o e aos seus descendentes, o povo de Israel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as religi\u00f5es s\u00e3o boas na medida em que implicitamente confessam e invocam o Deus revelado a Abra\u00e3o e, de maneira plena em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Constantemente encontramos nos textos b\u00edblicos as palavras: &#8220;Escuta, Israel, eu sou teu Deus e n\u00e3o h\u00e1 outro fora de mim&#8221; . Quando negamos este princ\u00edpio existencial, tudo se reduz a pecado e morte, e nos priva da &#8220;gra\u00e7a&#8221; de Deus. At\u00e9 popularmente costumamos designar nossos males como &#8220;desgra\u00e7as&#8221;, isto \u00e9, desprovidos da gra\u00e7a . Santo Agostinho, definia o mal n\u00e3o como algo existente em si mesmo, mas como uma car\u00eancia do bem que n\u00f3s e o mundo ainda n\u00e3o temos, pois fomos criados do nada, e portamos esse nada ate sermos tudo em Deus. Pecado, morte e nada implicam-se mutuamente. A Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 a plenitude do ser e da vida que, pela Ressurrei\u00e7\u00e3o, n\u00f3s e toda a cria\u00e7\u00e3o teremos. Antes de Cristo, essa salva\u00e7\u00e3o era uma promessa, que em Cristo Ressuscitado foi cumprida. Ele, disse o papa Francisco na sua b\u00ean\u00e7\u00e3o Urbi et Orbi domingo passado, n\u00e3o \u00e9 um anjo nem um mito, mas a mesma pessoa de Deus \u00e0 maneira humana que realiza a Salva\u00e7\u00e3o do mundo. Nem sequer o t\u00edtulo de Salvador, como her\u00f3i externo a nos libertar do pecado e da morte lhe seria apropriado. Ele mesmo \u00e9 nossa Salva\u00e7\u00e3o. O que aconteceu na sua vida, morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o acontece em cada um de n\u00f3s e em toda a Cria\u00e7\u00e3o. Deus revelou-se a Abra\u00e3o como Criador e Todo-Poderoso. Em Cristo como Salvador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pecado consiste agora em crer e esperar a vida fora de Cristo. Deixamos o de\u00edsmo das filosofias e religi\u00f5es e mesmo o Deus de Abra\u00e3o, para crer, ser e viver em Cristo. Por isso Jesus disse aos seus disc\u00edpulos: &#8220;Voc\u00eas creem em Deus, creiam tamb\u00e9m em mim&#8221;. &#8220;Eu e o Pai, somos um&#8221;. &#8220;Quem me v\u00ea a mim, v\u00ea ao Pai&#8221; (Jo.14.) &#8220;Eu sou a videira e voc\u00eas os ramos, separados de mim n\u00e3o tem vida&#8221; (Jo.15). O pecado que nos priva da vida consiste em estarmos separados de Cristo. &#8220;Esta \u00e9 a vit\u00f3ria que vence o mundo (s\u00edmbolo de todo mal): a nossa F\u00e9 em Cristo&#8221; (1Jo.5,4). Ele reafirmou essa verdade de muitas maneiras, mas foi por ocasi\u00e3o da ressuscita\u00e7\u00e3o de L\u00e1zaro que solenemente disse: &#8220;Eu sou a Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida, quem cr\u00ea em mim vive eternamente&#8221;.(Jo.11)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tudo quanto pensamos, cremos, fazemos e queremos buscamos sempre um resultado ou uma conclus\u00e3o. Logo ap\u00f3s a Ressurrei\u00e7\u00e3o, inspirado pelo Esp\u00edrito Santo, o ap\u00f3stolo Pedro, livre de todos os preconceitos, nos legou a conclus\u00e3o \u00e0 qual chegar\u00e1 todo ser humano antes ou depois: &#8220;N\u00e3o temos outro nome no qual possamos ser salvos (ter a Vida) a n\u00e3o ser Jesus Cristo&#8221;. (At.4)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consola-nos que o pecado da incredulidade em Cristo, que nos priva da vida, tamb\u00e9m ser\u00e1 vencido. O Esp\u00edrito Santo nos dar\u00e1 essa gra\u00e7a: &#8220;Ele nos convencer\u00e1 do pecado de n\u00e3o ter crido em Cristo&#8221; (Jo.16,9). O Anticristo, identificado com o Maligno, \u00e9 tudo o que nos separa de Cristo. Mas ele j\u00e1 foi vencido em Cristo Rssuscitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;J\u00c1, MAS AINDA N\u00c3O&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pertence ao te\u00f3logo franco-alem\u00e3o esta f\u00f3rmula, que nos permite entender a P\u00e1scoa como real acontecimento da nossa Salva\u00e7\u00e3o. J\u00e1 estamos salvos do pecado e da morte com todas suas trag\u00e9dias, males e mal\u00edcias, mas isto ainda se est\u00e1 realizando. Von Balthasar, do qual fizemos refer\u00eancia na semana passada, preferiu expressar este mist\u00e9rio atrav\u00e9s do s\u00edmbolo do C\u00edrio Pascal. A Chama da Luz e da vVda arde triunfante consumindo ao longo dos tempos a cera da morte e do pecado do mundo presente. Por isso esse C\u00edrio \u00e9 marcado com uma cruz e cinco chagas, e com a data do ano em curso, para significar que a morte e a Ressurrei\u00e7\u00e3o continuar\u00e3o at\u00e9 o dia em que Cristo apare\u00e7a gloriosamente no Fim dos Tempos. O Evangelho de hoje, Jo. 20,19-31, confirma esta tese. Jesus aparece ressuscitado aos seus disc\u00edpulos dizendo: &#8220;A Paz esteja convosco!&#8221; E mostrou-lhes as chagas dos cravos&#8221;. Aparentemente, depois de Cristo ou, melhor, com Cristo, tudo continua igual: doen\u00e7as, dor, trag\u00e9dias, guerras, pecados e mortes imperam em n\u00f3s, mas como fermento na massa, a energia da Ressurrei\u00e7\u00e3o nos vai transformando. Cristo continua morrendo e Ressuscitando em n\u00f3s. Ele \u00e9 nosso &#8220;going to&#8221; existencial, futuro cont\u00ednuo, que se realizar\u00e1 em cada um de n\u00f3s no \u00faltimo ano em curso de nossa vida e, no fim dos tempos, para toda a Cria\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a &#8220;Feliz Esperan\u00e7a&#8221; de Cristo, nossa P\u00e1scoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A MULTID\u00c3O DOS FI\u00c9IS ERA UM S\u00d3 CORA\u00c7\u00c3O E UMA S\u00d3 ALMA&#8221; (At. 4,32-35)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os frutos da Ressurrei\u00e7\u00e3o s\u00e3o o amor e a unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo conhecer\u00e1 que Cristo Ressuscitou na medida que criamos uma fraternidade universal. Pertence aos verdadeiros crist\u00e3os serem sinal e sacramento dessa unidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda divis\u00e3o \u00e9 diab\u00f3lica. Diabo \u00e9 uma palavra grega que significa divis\u00e3o. O \u00faltimo desejo e testamento de Cristo foi: &#8220;Que todos sejam um&#8221; (Jo.17). Fran\u00e7ois Mauriac in Life of Jesus, Vida de Jesus, diz que pela Ressurrei\u00e7\u00e3o, Cristo n\u00e3o mais ficou confinado a sua terra natal, a Palestina, mas tornou-se realmente presente em todo tempo e lugar. Sua Encarna\u00e7\u00e3o no ser humano se tornou universal. S\u00f3 nele \u00e9 que podemos ser um. A verdadeira fraternidade consiste em nos sentir unidos a Cristo, como membros dum s\u00f3 Corpo. Jacques Maritain na d\u00e9cada de 1940 defendia a tese que o \u00fanico mecanismo poss\u00edvel \u00e9 o Cristianismo. Os outros humanismos, como a hist\u00f3ria nos mostra, s\u00e3o um humanismo tr\u00e1gico. O fil\u00f3sofo ingl\u00eas Hobbes (s\u00e9c. XVII) definia o ser humano como &#8220;lobo para o homem&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunh\u00e3o de todos em Cristo \u00e9 o plano da Cria\u00e7\u00e3o e da Salva\u00e7\u00e3o de Deus. A unidade ou comunh\u00e3o em Cristo \u00e9 alimentada com todo gesto de amor e perd\u00e3o. &#8220;Todo aquele que cr\u00ea em Cristo, nasceu de Deus, e ama a quem o gerou e a todo aquele Deus gerou&#8221; (1Jo.5,1). O amor deixa de ser preceito para ser a coer\u00eancia da nossa F\u00e9. Mas como o pecado habita em n\u00f3s at\u00e9 o fim da vida, sempre haver\u00e1 em n\u00f3s conflitos, \u00f3dios, indiferen\u00e7a que nos separam diabolicamente de Cristo. O perd\u00e3o a recompor nossa unidade ser\u00e1 sempre uma constante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RECEBEI O ESP\u00cdRITO SANTO. AQUELES A QUEM PERDOARDES OS PECADOS SER-LHES-\u00c3O PERDOADOS&#8221;. (Jo.20,19-31)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O poeta Robert Frost diz : &#8220;To be social is to be forgiving&#8221;. N\u00e3o podemos conviver neste mundo sem exercitar o perd\u00e3o, que n\u00e3o se reduz \u00e0 mera desculpa ou conclus\u00e3o duma d\u00edvida, mas a profiss\u00e3o da &#8220;cultura da doa\u00e7\u00e3o&#8221;. Perd\u00e3o significa dar sempre de novo (per-donar). Porque \u00e9 dando que se recebe, diz S\u00e3o Francisco de Assis. A melhor defini\u00e7\u00e3o de Deus que eu j\u00e1 encontrei pertence ao Papa Francisco: &#8220;Deus \u00e9 aquele que d\u00e1&#8221;, nunca tira. O perd\u00e3o de Deus para conosco n\u00e3o se reduz ao louv\u00e1vel sacramento da Penit\u00eancia. Este sacramento se faz presente toda vez que nos perdoamos ou recompomos nossa uni\u00e3o a Cristo perdoando-nos mutuamente e tamb\u00e9m a n\u00f3s mesmos, muitas vezes este perd\u00e3o para com n\u00f3s mesmos \u00e9 o mais dif\u00edcil, causa e fonte de nossas ang\u00fastias e depress\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o perd\u00e3o n\u00e3o tem que estar ligado ao pecado propriamente. Inclusive, o texto grego do Evangelho deste domingo, n\u00e3o menciona nesse dom do perd\u00e3o que Cristo ressuscitado deu aos seus disc\u00edpulos o pecado, mas a entrega e doa\u00e7\u00e3o que temos de fazer de nossa vida. Perdoar \u00e9 dar palavras, coisas, amor e vida aos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;DAI GRA\u00c7AS AO SENHOR PORQUE \u00c9 BOM, ETERNA SUA MISERIC\u00d3RDIA&#8221;(Sl.117)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Que o diga a Casa de Israel: eterna \u00e9 sua Miseric\u00f3rdia&#8221; &#8220;Que o digam os fi\u00e9is dos Senhor: eterna \u00e9 sua Miseric\u00f3rdia&#8221; &#8220;Que o digam todos os povos: eterna \u00e9 sua Miseric\u00f3rdia&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o ter\u00edamos palavras mais sublimes para este Domingo da Miseric\u00f3rdia de Deus do que este sublime salmo. Ser\u00e1 o canto do fim da nossa vida pessoal e de todos os povos. Cervantes finaliza sua famosa novela, pondo nos l\u00e1bios de Dom Quixote, no leito da sua morte, confessando aos seus escudeiro Sancho: &#8220;N\u00e3o creio que meus pecados possam vencer a Miseric\u00f3rdia de Deus&#8221;. Foi a \u00fanica derrota aceita por este desventurado cavaleiro a enfrentar os moinhos de vento.<\/p>\n<p>Padre Jesus Priante<br \/>\nEspanha<br \/>\n(Edi\u00e7\u00e3o por Malcolm Forest. S\u00e3o Paulo.)<br \/>\nCompartilhe mencionando o nome do autor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Ele \u00e9 nosso &#8220;going to&#8221; existencial, futuro cont\u00ednuo, que se realizar\u00e1 em cada um de n\u00f3s no \u00faltimo ano em curso de nossa vida e, no fim dos tempos, para toda a Cria\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a &#8220;Feliz Esperan\u00e7a&#8221; de Cristo, nossa P\u00e1scoa.\u2019 Coube ao papa Jo\u00e3o Paulo II a inspira\u00e7\u00e3o de dedicar este domingo \u00e0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":67079,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,13],"tags":[],"class_list":["post-67078","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano","category-featured"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67078"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67078\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67080,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67078\/revisions\/67080"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}