{"id":66901,"date":"2021-04-02T09:06:05","date_gmt":"2021-04-02T12:06:05","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=66901"},"modified":"2021-04-05T12:07:43","modified_gmt":"2021-04-05T15:07:43","slug":"descida-de-jesus-da-cruz-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/descida-de-jesus-da-cruz-2\/","title":{"rendered":"Descida de Jesus da Cruz"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A crucifix\u00e3o era a execu\u00e7\u00e3o mais cruel e afrontosa que a antiguidade conhecia. Um cidad\u00e3o romano n\u00e3o podia ser crucificado. A morte sobrevinha depois de uma longa agonia (a de Jesus demorou 6 horas). \u00c0s vezes, os verdugos aceleravam o fim do crucificado quebrando-lhe as pernas. Desde os tempos apost\u00f3licos at\u00e9 os nossos dias, s\u00e3o muitos os que se negam a aceitar um Deus feito homem que morre num madeiro para salvar-nos: o drama da cruz continua a ser esc\u00e2ndalo para os judeus e loucura para os gentios. Desde sempre existiu a tenta\u00e7\u00e3o de desvirtuar o sentido da cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cApagam-se as lumin\u00e1rias do c\u00e9u, e a terra fica sumida em trevas, por volta do meio dia. S\u00e3o perto das tr\u00eas, quando Jesus exclama: <strong><em>Eli, Eli, lamma sabachatani?!<\/em><\/strong> Isto \u00e9: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? (Mt 27, 46). Depois de ter sede, depois de ter falado: \u201ctudo est\u00e1 consumado\u201d (Jo 19, 30). Jesus clama em voz forte: \u201cPai, em tuas m\u00e3os entrego o meu esp\u00edrito (Lc 23, 46).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de horas de agonia, Jesus morreu. Os evangelistas narram que, enquanto o Senhor esteve pregado na cruz, o c\u00e9u escureceu e ocorreram coisas extraordin\u00e1rias, pois era o Filho de Deus que morria. O v\u00e9u do templo rasgou de cima a baixo, dando a entender que, com a morte de Cristo, ficava abolido o culto da Antiga Alian\u00e7a, agora, o culto agrad\u00e1vel a Deus passava a ser tribulado atrav\u00e9s da humanidade de Cristo, que \u00e9 sacerdote e v\u00edtima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A tarde de sexta-feira avan\u00e7ava e era necess\u00e1rio retirar os corpos. N\u00e3o podiam ficar ali no s\u00e1bado; deviam estar enterrados antes de que brilhasse a primeira estrela no firmamento. Como era o dia de prepara\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa judaica, para que os corpos n\u00e3o ficassem na cruz, porque esse s\u00e1bado era particularmente solene, os judeus rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas e os retirassem. Pilatos encarregou alguns soldados de quebrarem as pernas dos ladr\u00f5es a fim de que morressem mais rapidamente. Quando chegaram a Jesus e viram que j\u00e1 estava morto, um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lan\u00e7a e, imediatamente, saiu sangue e \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja <em>\u201ccresce visivelmente pelo poder de Deus. O seu come\u00e7o e crescimento est\u00e3o simbolizados no sangue e na \u00e1gua que brotaram do lado aberto de Cristo crucificado\u201d<\/em> (Jo 19,33). A morte de Cristo significou a vida de Cristo, significou a vida sobrenatural que receb\u00edamos atrav\u00e9s da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desceram Cristo da cruz com carinho e venera\u00e7\u00e3o, e depositam-no com todo o cuidado nos bra\u00e7os de sua M\u00e3e. Ainda que seu corpo seja uma pura chaga, o seu rosto est\u00e1 sereno e cheio de majestade. Olhemos devagar e com piedade para Jesus, como a Virgem Sant\u00edssima o deve ter piedade para Jesus, como a Virgem Sant\u00edssima o deve ter olhado. O Senhor n\u00e3o s\u00f3 nos resgatou do pecado e da morte, mas nos ensinou a cumprir a vontade de Deus por cima de todos os planos pr\u00f3prios, a viver desprendidos de tudo, a saber perdoar quando aqueles que nos ofendem e nem sequer se arrependem, a ser ap\u00f3stolos at\u00e9 o momento da morte, a sofrer sem queixas est\u00e9reis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jos\u00e9 de Arimat\u00e9ia, disc\u00edpulo de Jesus, homem rico, influente no Sin\u00e9drio, que permanecera no anonimato quando o Senhor era aclamado por toda a Palestina, apresenta-se a Pilatos e faz-lhe o maior pedido que jamais se fez; o Corpo de Jesus, o Filho de Deus, o tesouro da Igreja, sua riqueza, seu ensinamento e exemplo, seu consolo, o P\u00e3o com que havia de alimentar-se at\u00e9 \u00e0 vida eterna. Naquele momento, Jos\u00e9 representava com o seu pedido o desejo de todos os homens, de toda a Igreja, que necessitava d\u2019Ele para manter-se viva eternamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O pequeno grupo, que junto com a Virgem Maria as mulheres que o Evangelho menciona expressamente, se encarregou de sepultar o corpo de Jesus, disp\u00f5e de pouco tempo para faz\u00ea-lo, pois a festa do dia seguinte come\u00e7ava ao entardecer desse dia. Lavaram o corpo do Senhor com extrema piedade, perfumaram-no, envolveram-no em faixas e o depositaram num sepulcro escavado na rocha que, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, era do pr\u00f3prio Jos\u00e9 e que n\u00e3o tinha sido utilizado por ningu\u00e9m. Cobriram a sua cabe\u00e7a com um sud\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Corpo de Jesus jaz no sepulcro. O mundo foi envolvido pelas trevas. Maria \u00e9 a \u00fanica luz acesa sobre a terra. A M\u00e3e do Senhor, m\u00e3e de todos os homens, e as mulheres que tinham seguido o Mestre desde a Galileia, depois de observarem tudo atentamente, v\u00e3o-se embora, tamb\u00e9m. Cai a noite. Agora tudo passou. Conclui-se a obra da nossa Reden\u00e7\u00e3o. J\u00e1 somos filhos de Deus, porque Jesus morreu por n\u00f3s e a sua morte nos resgatou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A crucifix\u00e3o era a execu\u00e7\u00e3o mais cruel e afrontosa que a antiguidade conhecia. Um cidad\u00e3o romano n\u00e3o podia ser crucificado. A morte sobrevinha depois de uma longa agonia (a de Jesus demorou 6 horas). \u00c0s vezes, os verdugos aceleravam o fim do crucificado quebrando-lhe as pernas. 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