{"id":66801,"date":"2021-03-27T18:07:40","date_gmt":"2021-03-27T21:07:40","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=66801"},"modified":"2021-03-27T21:47:43","modified_gmt":"2021-03-28T00:47:43","slug":"domingo-de-ramos-e-da-paixao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/domingo-de-ramos-e-da-paixao-2\/","title":{"rendered":"Domingo de Ramos e da Paix\u00e3o &#8211; Cartas do Padre Jesus Priante"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\u2018Cristo entrega sua vida na cruz e nos faz imortais\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das grandes tarefas da\u00a0cultura, nossa segunda natureza, est\u00e1 em n\u00e3o deixar morrer o sentido das palavras e dos s\u00edmbolos. Este domingo reveste-se de grande significado para nossa F\u00e9. Iniciamos a Semana Santa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta express\u00e3o, presente estes dias na boca de um ter\u00e7o da humanidade, \u00e9 mais do que mero nome a identificar dias mais dedicados ao culto religioso. O santo tem como seu antag\u00f4nico o profano, que significa o que est\u00e1 em frente da luz. Esta Semana \u00e9 Santa porque nela se faz presente nossa Salva\u00e7\u00e3o, pela qual passamos do mundo profano do pecado e da morte \u00e0 santidade e \u00e0 vida de Deus. As 52 semanas fatigadas do ano mergulham no descanso da eternidade nesta Semana sacramental. N\u00e3o somos mais profanos, postados diante da luz da vida, mas vivificados na santidade de Deus. O quotidiano que nos envelhece e nos conduz \u00e0 morte, na Semana Santa reveste-se de gloriosa imortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este domingo tem dupla denomina\u00e7\u00e3o: das Palmas ou de Ramos e da Paix\u00e3o. Talvez essa duplicidade n\u00e3o favore\u00e7a o acontecimento Salv\u00edfico deste dia. Teria maior sentido apenas celebr\u00e1-lo como Domingo das Palmas, deixando o acontecimento da Paix\u00e3o para Sexta Feira, dia em que de fato e de maneira real, Cristo entrega sua vida na cruz e nos faz imortais. Comentamos ambos acontecimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOMINGO DAS PALMAS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o s\u00e9culo IV, reproduzindo a narrativa evang\u00e9lica da entrada triunfal de Jesus em Jerusal\u00e9m dias antes da sua Paix\u00e3o e morte, este domingo \u00e9 celebrado com uma prociss\u00e3o, na qual o povo, portando palmas, aclama a Jesus como seu Rei e Senhor, cantando: &#8220;Hosana! (salva-nos) Bendito o que vem em nome do Senhor&#8221;. Ele vem, cumprindo a profecia de Zacarias, n\u00e3o montado sobre um cavalo, s\u00edmbolo do poder deste mundo, mas sobre um jumentinho. Ele mesmo era esse jumentinho a levar sobre si nossos pecados, dores e morte, como nos mostra o profeta Isa\u00edas. A palma que recebe-se neste dia tem um car\u00e1ter sacramental. Infelizmente hoje n\u00e3o passa de algo folcl\u00f3rico ou costumeiro, ao qual damos as mais aberrantes significa\u00e7\u00f5es. J\u00e1 tenho visto Par\u00f3quias em que fazem deste rito das Palmas ou dos Ramos uma campanha ecol\u00f3gica, levando na prociss\u00e3o vasos de plantas. Outros usam a palma que recebem como amuleto para proteger-se de tempestades ou desgra\u00e7as. O semi\u00f3logo franc\u00eas Paul Ricoeur diz que quando um s\u00edmbolo ou sacramento perde seu sentido, precisamos renov\u00e1-lo ou prescindir dele. Ele torna-se est\u00e9ril por ignorar seu significado, por dar-lhe outro sentido ou por tornar-se confuso dentro de um amontoado de s\u00edmbolos, como acontece no Sacramento Eucar\u00edstico. Nossa Eucaristia \u00e9 t\u00e3o cheia de ritos que escurecem a p\u00e9rola da P\u00e1scoa e da Alian\u00e7a da Comunh\u00e3o com Deus no Corpo de Cristo. Tr\u00eas grandes significa\u00e7\u00f5es sacramentais precisamos recuperar na celebra\u00e7\u00e3o do Domingo da Palmas:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Sinal e sacramento de nossa fidelidade a Cristo. Neste dia, com a palma na nossa m\u00e3o, temos de dizer: &#8220;te seguirei, Senhor&#8221;. Um dos sinais ou sacramentos de nossa salva\u00e7\u00e3o \u00e9 a perseveran\u00e7a na F\u00e9. Cada ano, neste domingo, temos a oportunidade de sentir-nos unidos a Cristo como seus verdadeiros disc\u00edpulos, e experimentar nossa Salva\u00e7\u00e3o, como Jesus nos disse: &#8220;Quem perseverar ate o fim ser\u00e1 salvo&#8221;. Mais um ano nossa F\u00e9 est\u00e1 viva, confessando que Jesus \u00e9 nosso Deus e Senhor. Com isso , nossa Salva\u00e7\u00e3o \u00e9 sentida de maneira segura e certa.<\/li>\n<li>Sinal e sacramento de nossa vit\u00f3ria sobre o pecado e a morte \u00a0conforme se nos revela em Ap.7. S\u00e3o Jo\u00e3o tem uma vis\u00e3o do fim dos tempos na qual contempla uma multid\u00e3o de todos os povos, ra\u00e7as e l\u00ednguas, vestidos de branco, (s\u00edmbolo da Ressurrei\u00e7\u00e3o) entrando no C\u00e9u com palmas nas m\u00e3os. Muitos crist\u00e3os, nos primeiros s\u00e9culos, guardavam a palma que recebiam neste domingo de um ano para outro. Com ela, caso falecessem, eram sepultados, expressando sua entrada gloriosa no Reino dos C\u00e9us.Nada mais sublime do que n\u00f3s sentirmos vitoriosos na luta da nossa vida. Esta palma, em nossas casas, teria de ser um sinal e sacramento que faz presente nossa vit\u00f3ria final.<\/li>\n<li>Sinal e sacramento de nossa esperan\u00e7a. Neste dia cantamos com alegria:&#8221;Bendito aquele que vem em nome do Senhor&#8221;. \u00c9 o desejo que carrega as gera\u00e7\u00f5es at\u00e9 o fim dos tempos: &#8220;Vem,Senhor, Jesus&#8221; (Ap.22).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">DOMINGO DA PAIX\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Paix\u00e3o e morte de Cristo tem seu pleno sentido na Sexta Feira Santa. Dia em que de fato, sua mesma narrativa \u00e9 sacramental, isto \u00e9, acontece realmente o que \u00e9 narrado. Por isso, nesse dia, e s\u00f3 nesse dia, o emblema do crucifixo \u00e9 adorado. Assim como s\u00f3 nesse dia a Eucaristia n\u00e3o \u00e9 celebrada, pois em Cristo crucificado neste dia realiza-se a P\u00e1scoa, o passo da morte \u00e0 vida. A Paix\u00e3o e morte de Cristo revela-nos dois aspetos fundamentais da nossa F\u00e9: o amor e o sofrimento em si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paix\u00e3o significa em latim (passio) sofrimento e afei\u00e7\u00e3o. Deus desceu na pessoa de Jesus de Nazar\u00e9, afirma Or\u00edgenes (s\u00e9c. III) por amor. Em Jo.13,1 se diz: &#8220;Ele nos amou at\u00e9 o extremo&#8221;. E em Rm.5,8, S\u00e3o Paulo declara: &#8220;Deus deixou const\u00e2ncia do seu amor entregando sua vida por n\u00f3s&#8221;. O amor, em seu grau supremo, consiste na ren\u00fancia de nos mesmos em favor da pessoa amada. Algu\u00e9m pode manifestar esse amor dando coisas ou prestando servi\u00e7os, mas quando se entrega a pr\u00f3pria vida, o amor s\u00f3 pode ser divino. De fato, s\u00f3 podemos amar na medida em que somos imortais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A raiz de todo ego\u00edsmo est\u00e1 no medo da morte, por isso nos preservamos e nos defendemos. Nesse sentido, s\u00f3 Deus \u00e9 amor, santo e imortal. Desse amor Ele nos fez part\u00edcipes pela Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. &#8220;Porque se hoje nos amamos, \u00e9 porque Cristo ressuscitou!. Na cruz , Jesus nos diz incessantemente : &#8220;Ningu\u00e9m te ama como eu&#8221;. Deus nunca deixou de amar suas criaturas e, particularmente, o ser humano. Mas s\u00f3 em Cristo crucificado esse amor revelou-se infinito e eterno. Ad\u00e3o e Eva, no Para\u00edso, tinham todas as coisas dadas por Deus, mas duvidaram do amor de Deus, por isso resolveram viver por si mesmos. A mesma d\u00favida teremos todos n\u00f3s, tanto quando temos as coisas que desejamos como quando nos faltam. Se a morte de Cristo na cruz n\u00e3o for neste mundo a suprema prova do amor de Deus, nenhum bem ou milagre nos convencer\u00e1 que Deus nos ama com amor eterno e salvador. N\u00e3o sem raz\u00e3o o povo Ingl\u00eas chama \u00e0 Sexta Feira Santa &#8220;Good Friday&#8221;. Dia em que Deus torna tudo santo e bom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Paix\u00e3o faz refer\u00eancia tamb\u00e9m ao sofrimento, inerente \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o humana. Por que sofremos? \u00c9 o grande problema filos\u00f3fico para o qual a raz\u00e3o humana carece de resposta, ao menos de maneira positiva. Se tivermos de elencar o Cristianismo dentro das incont\u00e1veis escolas filos\u00f3ficas, dir\u00edamos que a peculiaridade que a distingue de todas as outras filosofias, \u00e9 a vis\u00e3o positiva que d\u00e1 ao sofrimento, como caminho da vida. Ele \u00e9 &#8220;sabedoria de Deus&#8221;, que escandaliza toda raz\u00e3o e cren\u00e7a. &#8220;Pela cruz \u00e0 luz&#8221;, era slogan dos primeiros crist\u00e3os. O sofrimento n\u00e3o \u00e9 castigo, prova, meio de purifica\u00e7\u00e3o ou de merecimento salv\u00edfico. \u00c9 caminho &#8220;necess\u00e1rio&#8221; (Lc.24) escolhido por Deus para deixar este mundo e entrarmos no Reino de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIA SACRA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e9culo XVII nasce na Espanha a devo\u00e7\u00e3o popular da Via Sacra, que logo foi estendida a todos os povos cat\u00f3licos. Em todas as Igrejas vemos representado esse caminho sagrado da vida atrav\u00e9s das chamadas 14 esta\u00e7\u00f5es representadas nas paredes, nas quais contemplamos a paix\u00e3o e morte de Cristo. Pena que esse caminho da vida a ser trilhado por todos, o contemplemos com tristeza, lembrando o sofrimento de Jesus a caminho do Calv\u00e1rio. Nem sequer as palavras de Jesus \u00e0s mulheres de Jerusal\u00e9m para n\u00e3o chorarem por ele, nos ajudam a entender o sentido Salvador do sofrimento, nunca querido por Deus, mas que dele fez o caminho da nossa Salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00edsica ou emocionalmente, desde que nascemos at\u00e9 a morte, o sofrimento nos acompanha. Ele \u00e9 nosso existencial ou maneira de ser humana. Temos de lutar contra ele, mas tanto a luta como o mesmo sofrimento que n\u00e3o podemos vencer tem de ser caminho, &#8220;via sacra&#8221; pelo qual transitamos rumo ao Reino de Deus, onde n\u00e3o mais haver\u00e1 l\u00e1grimas, dor e morte. Quando damos ao sofrimento esse sentido positivo, torna-se sacramento ou sinal da nossa salva\u00e7\u00e3o. Porque sofro, espero a Salva\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O SACRAMENTO DA CRUZ<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para finalizar nossa reflex\u00e3o sobre a Paix\u00e3o e morte de Cristo, a ser celebrada com maior realismo na Sexta Feira Santa, seria maravilhoso e salutar recuperar o verdadeiro sentido do s\u00edmbolo ou sacramento da cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JESUS, O BOM PASTOR A CARREGAR SUAS OVELHAS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o s\u00e9culo IV, quando Santa Helena, segundo a tradi\u00e7\u00e3o, encontrou em Jerusal\u00e9m o madeiro da cruz no qual Jesus foi crucificado, Jesus era representado n\u00e3o no crucifixo mas como Pastor a carregar nos seus ombros uma ovelha ferida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na cultura romana, a cruz era simbolo maldito, instrumento de tortura e morte para os escravos rebeldes. Mesmo assim, S\u00e3o Hip\u00f3lito, no s\u00e9culo III, legou-nos o costume de fazer o sinal da cruz na fronte como um &#8220;escudo&#8221;, dizia ele, contra nossos inimigos e males. Da\u00ed veio o costume de usar a cruz no rito dos exorcismos, para expulsar o dem\u00f4nio da pessoa possessa. Mais tarde, o sinal da cruz ser\u00e1 feito nos l\u00e1bios e no peito ou simplesmente na fronte e peito, como costumamos fazer hoje. Pessoalmente, eu fa\u00e7o tr\u00eas vezes este rito todos os dias ao despertar e levantar de manh\u00e3, brindando-me paz e seguran\u00e7a para iniciar a jornada. Depois do s\u00e9culo IV, a cruz como emblema se tornar\u00e1 o grande s\u00edmbolo distintivo e mais universal da cultura crist\u00e3. \u00c9 encontrado em todo lugar: templos, escolas, hospitais, casas, pra\u00e7as, caminhos e \u00e9 &#8220;amuleto&#8221; da maior<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">parte dos crist\u00e3os. Mas, o que teria de ser um grande sacramento, isto \u00e9, sinal da nossa Salva\u00e7\u00e3o, veio a se tornar mero objeto sagrado e at\u00e9 profano para o povo crist\u00e3o. \u00c9 usado como enfeite ou decora\u00e7\u00e3o, quando n\u00e3o como sinal de confronto e divis\u00e3o. Assim vemos seu uso &#8220;diab\u00f3lico&#8221;, para exprimir a divis\u00e3o entre os crist\u00e3os da Igreja cat\u00f3lica ortodoxa ou Bizantina, separada da Igreja cat\u00f3lica romana no ano 1054. Para significar esse cisma, usaram o s\u00edmbolo sacramental da cruz. Ao inv\u00e9s de fazer esse sinal finalizando no lado direito do peito, como fazemos os cat\u00f3licos romanos, eles o finalizam no lado esquerdo. Da mesma maneira, os protestantes e evang\u00e9licos, para exprimir sua separa\u00e7\u00e3o da Igreja una e apost\u00f3lica de Cristo, simplesmente deixaram de usar o sinal da cruz, ou representando cruz vazia, por isso, anunciam o evangelho dos milagres ou da prosperidade, escandalizados da sabedoria da cruz, escurecendo o Mist\u00e9rio da Salva\u00e7\u00e3o, que passa necessariamente pelo pecado, dor e morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m a Igreja Cat\u00f3lica Romana n\u00e3o est\u00e1 isenta de tornar &#8220;pecaminoso&#8221; o sacramento da Cruz, fazendo dele sinal de poder. Assim vemos que o Papa e os Bispos fazem tr\u00eas cruzes para aben\u00e7oar os fi\u00e9is, enquanto o baixo clero dos simples Padres, o fazem uma s\u00f3. E, para consumar este pecado, os leigos s\u00f3 podem faz\u00ea-la sobre si mesmos , nunca para aben\u00e7oar os outros ou as coisas, ficando despossu\u00eddos de todo poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas estas pedras encontramos no caminho da F\u00e9 crist\u00e3 e que precisamos limpar para torn\u00e1-la mais bela e grandiosa. O sinal da cruz, como objeto sacro ou gesto, tem de ser sacramental, uma maneira de expressar nossa Salva\u00e7\u00e3o em Cristo. Na cruz contemplamos o amor infinito de Deus, o caminho a seguir e o escudo a nos proteger de todo mal. &#8220;Bendita e louvada seja a Santa Cruz&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padre Jesus Priante<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Edi\u00e7\u00e3o e intert\u00edtulos por Malcolm Forest. S\u00e3o Paulo.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Copyright 2021 Padre Jesus Priante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compartilhe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Cristo entrega sua vida na cruz e nos faz imortais\u2019 Uma das grandes tarefas da\u00a0cultura, nossa segunda natureza, est\u00e1 em n\u00e3o deixar morrer o sentido das palavras e dos s\u00edmbolos. Este domingo reveste-se de grande significado para nossa F\u00e9. Iniciamos a Semana Santa. 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