{"id":66433,"date":"2021-03-13T16:11:22","date_gmt":"2021-03-13T19:11:22","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=66433"},"modified":"2021-03-13T22:47:23","modified_gmt":"2021-03-14T01:47:23","slug":"deus-e-fiel-a-sua-alianca-cartas-do-padre-jesus-priante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/deus-e-fiel-a-sua-alianca-cartas-do-padre-jesus-priante\/","title":{"rendered":"DEUS \u00c9 FIEL \u00c0 SUA ALIAN\u00c7A &#8211; CARTAS DO PADRE JESUS PRIANTE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\u2018Em Cristo, fomos amados at\u00e9 o extremo.\u2019<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201cQuando eu for levantado, atrairei todos a mim&#8221; (Jo.12,32)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuando a perspectiva b\u00edblica da Alian\u00e7a dos domingos anteriores desta Quaresma, cabe apontar o aspecto singular da f\u00e9 de Abra\u00e3o, que culmina em Cristo, diferente das cren\u00e7as de todas as religi\u00f5es. Estas, impulsionadas pelo instinto vital, buscam um Deus que nos possa tornar imortais. Pela F\u00e9, entretanto, \u00e9 o pr\u00f3prio Deus quem vem ao nosso encontro para dar-nos essa imortalidade, de maneira feliz,<br \/>\nal\u00e9m de nossas expectativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Racionalmente, n\u00e3o podemos morrer de vez, pois seria impens\u00e1vel a mesma vida. O niilismo carece de todo fundamento. Emblem\u00e1ticos pensadores, como Voltaire, Schopenhauer, Borges, Unamuno, por citar alguns, confessos ateus, manifestaram ao findar seus dias sua incapacidade de morrer, mesmo querendo. Oscar Niemeyer, tamb\u00e9m descrente, disse que seu maior sonho teria sido construir uma ponte para atravessar o abismo da morte. Pena que n\u00e3o viu essa ponte j\u00e1 constru\u00edda, sem nenhum custo, em Cristo. &#8220;Somos sonhados para viver&#8221;, costuma dizer o papa Francisco. Ningu\u00e9m, homicida ou suicida, pode matar a vida, pois o pr\u00f3prio Deus morreria. Cada um \u00e0 sua maneira, curte as palavras do Sl.118,17: &#8220;Nao morrerei, ei de viver&#8221;. A raz\u00e3o e a cren\u00e7a postulam uma vida imortal e feliz. Mas, a F\u00e9 em Cristo ressuscitado nos faz sujeitos portadores da mesma, independentemente de nossos m\u00e9ritos e at\u00e9 da nossa vontade. Santo Agostinho, para ser mais evang\u00e9lico, teria de corrigir seu consagrado dito: &#8220;Quem te fez sem ti, n\u00e3o te salvar\u00e1 sem ti&#8221;, excluindo o &#8220;n\u00e3o&#8221; condicional. Deus nos criou sem n\u00f3s e nos salvar\u00e1 a pesar de n\u00f3s, pois o plano e a vontade de Deus s\u00e3o que todos sejamos salvos (Jo.6,39). Com isso, Ele n\u00e3o faz qualquer viol\u00eancia \u00e0s suas criaturas, pois a vida \u00e9 tudo quanto queremos e a raz\u00e3o do nosso ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde seu milagroso amanhecer, faz 4 bilh\u00f5es de anos neste planeta, precedido por 8 bilh\u00f5es de anos de um processo molecular gal\u00e1ctico , a vida, na sua incont\u00e1vel multiplicidade de esp\u00e9cies e entes vivos, teve um come\u00e7o, mas jamais ter\u00e1 fim. Ela, usando um conceito metaf\u00edsico, \u00e9 &#8220;eviterna&#8221; (come\u00e7ou para ser eterna).&#8221; Deus \u00e9 de vivos e n\u00e3o de mortos&#8221; , disse Jesus. Ele \u00e9 Esp\u00edrito, que significa vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns cientistas americanos negam a exist\u00eancia da mat\u00e9ria. Tudo \u00e9 energia, dinamismo e vida. Por isso, a Cria\u00e7\u00e3o inteira \u00e9 chamada a ser eterna, plena de vida. O inerte n\u00e3o pode ser eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus \u00e9 fiel \u00e0 sua Alian\u00e7a em favor da vida. Para que serviriam os deuses se deixassem morrer suas criaturas? Hans Kung, te\u00f3logo su\u00ed\u00e7o, na sua volumosa obra &#8220;Existe Deus&#8221; (1978) afirma ser a fidelidade o maior atributo<br \/>\ndivino. O Deus amor e miseric\u00f3rdia nos concede confian\u00e7a e esperan\u00e7a de salva\u00e7\u00e3o, mas um Deus fiel \u00e0 sua Alian\u00e7a (solid\u00e1rio) nos comunica a absoluta certeza da vida eterna no Reino da sua divindade. Uma maneira de entender o pecado, n\u00e3o como delito moral, mas existencialmente, consiste em viver neste mundo como condenados a morrer, fazendo nossas as palavras ateias de Heidegger: &#8220;o homem \u00e9 ser-para- a morte&#8221;, esta \u00e9 sua \u00faltima possibilidade, dizia. S\u00e3o Paulo adere a essa tese, identificando a morte com o pr\u00f3prio pecado e vice- versa. &#8220;Se n\u00e3o crerem na Ressurrei\u00e7\u00e3o, continuam a viver no pecado&#8221; (1Cor, 15,17).Quem n\u00e3o acredita na vida imortal, vive em pecado. Estamos e vivemos em Deus antes ou a pesar de sermos pecadores. Estar na gra\u00e7a de Deus n\u00e3o consiste em estar sem pecado, meta imposs\u00edvel neste mundo, mas sentir e experimentar a pr\u00f3pria exist\u00eancia no ser e na vida de Deus. Sem uma pequena dose de pante\u00edsmo (tudo \u00e9 Deus) n\u00e3o podemos entender o mist\u00e9rio da Cria\u00e7\u00e3o e Salva\u00e7\u00e3o e, menos ainda, o fato de Deus ter-se feito homem em Jesus de Nazar\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defini\u00e7\u00e3o de Deus: &#8220;o absolutamente OUTRO&#8221;, que a teologia ultimamente tem adotado, empobrece o sentido sublime da Alian\u00e7a, pela qual Deus une-se a n\u00f3s, ao ponto de nos fazer concorp\u00f3reos e consangu\u00edneos dele em Cristo, como afirma S\u00e3o Gregorio Nacianzeno (sec. IV). K. Rahner, o maior te\u00f3logo, do s\u00e9culo XX, afirmava que o cristianismo s\u00f3 pode ser m\u00edstico, uma viv\u00eancia de comunh\u00e3o com Deus. Por breve tempo, pois 14 bilh\u00f5es de anos, desde o suposto Big Bang, at\u00e9 Cristo, representam menos do que um minuto, se comparado com a eternidade, Deus nos criou separados dele, como a crian\u00e7a que precisa sair do seio materno para nascer, e assim sua m\u00e3e poder ver e o abra\u00e7ar com amor eterno. Em Cristo, fomos amados at\u00e9 o extremo. O amor \u00e9 entrega e a entrega \u00e9 morte de si para dar a vida \u00e0 pessoa amada. Se por um impossivel, Deus tivesse de deixar de existir e viver em favor das suas criaturas, Ele o faria. Por isso, disse S\u00e3o Irineu (sec.II): &#8220;A maior gl\u00f3ria de Deus \u00e9 nossa pr\u00f3pria vida&#8221;. O papa Jo\u00e3o Paulo II na sua maravilhosa enc\u00edclica &#8220;Rico em Miseric\u00f3rdia&#8221;, afirma que Deus n\u00e3o ser\u00e1 feliz at\u00e9 n\u00f3s todos sermos felizes com Ele. &#8220;Deus \u00e9 mais \u00edntimo a n\u00f3s do que n\u00f3s mesmos&#8221;, diz Santo Agostinho. At\u00e9 o termo portugues D-EU-S parece sugerir essa nossa divina comunh\u00e3o. Nosso &#8220;eu&#8221; mergulha no infinito de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">QUEM DE ENTRE V\u00d3S FAZ PARTE DO SEU POVO, PARTA E QUE DEUS ESTEJA COM ELE&#8221; (2Cr.36.14-23)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim falou profeticamente o rei Ciro da P\u00e9rsia (Iran) ao povo de Israel, aliado de Deus, ap\u00f3s 70 anos de ex\u00edlio na Babil\u00f4nia (Iraque) no s\u00e9culo VI a.C. O texto alude \u00e0 idolatria e infidelidades do povo, junto com seus chefes e sacerdotes. Afastados do Deus de Abra\u00e3o, aquele povo teve de experimentar a amargura do ex\u00edlio na Babil\u00f4nia, mil quil\u00f4metros distantes de Jerusal\u00e9m, e sentir a nostalgia (dor pelo retorno) do lend\u00e1rio Ulisses, fora da sua p\u00e1tria, em Troia. \u00c9 o que nos revela o eleg\u00edaco Sl 136: \u201c\u00c0 beira dos canais de Babil\u00f3nia, nos sent\u00e1mos a chorar pensando em Jerusal\u00e9m&#8221;. A vida de todo ser humano \u00e9 experimentada distante de n\u00f3s mesmos. Estamos, diz Baudelaire, sempre fora do lugar que almejamos.Mais do que termos a vida, a desejamos e lutamos por ela sem jamais atingir essa meta. Com toda verdade nossos ancestrais na Idade M\u00e9dia cunharam essa nossa condi\u00e7\u00e3o existencial na bela ora\u00e7\u00e3o da Salve Rainha: &#8220;desterrados neste vale de l\u00e1grimas&#8221;, onde os cantos e alegrias morrem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Como cantar em terra estranha?&#8221;, lamentava o povo exilado na Babil\u00f4nia. Um misto de saudades e ansiedade acompanha o sentir do nosso dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem de haver um lugar em que a sede e a fonte se beijem para sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a grande Utopia que nos brinda a F\u00e9 em um Deus aliado \u00e0 n\u00f3s e \u00e0 toda Cria\u00e7\u00e3o, que nos faz poss\u00edvel passar por todas as &#8220;topias&#8221;, situa\u00e7\u00f5es de dor, pecado e de morte da vida presente. S\u00f3 uma leitura teol\u00f3gica ou, melhor, teleol\u00f3gica (relacionada com o fim) torna intelig\u00edvel a Hist\u00f3ria. Talvez por isso, o povo judeu edite e leia seus livros da p\u00e1gina final para o come\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o cumpre-se o princ\u00edpio maquiav\u00e9lico :&#8221;O fim justifica os meios&#8221;. No fim da nossa vida pessoal e no fim dos tempos, encontramos sentido para nossas alegrias e tristezas e veremos, como afirma S\u00e3o Paulo, que &#8220;tudo coopera para nosso bem&#8221; (Rm.8,28). O absurdo do sofrimento ser\u00e1 revestido da sabedoria de Deus. &#8220;Deus n\u00e3o seria Todo Poderoso , se fosse incapaz de tirar o bem do mal&#8221;, nos diz Santo Agostinho. O plano salv\u00edfico de Deus seguir\u00e1 seu curso irreversivelmente pelos meandros da nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez poucos dos nossos leitores tenham alguma vez reparado no belo cap\u00edtulo 26 do Lev\u00edtico, onde descrevem-se as b\u00ean\u00e7\u00e3os e as maldi\u00e7\u00f5es de Deus, estas em maior n\u00famero, de acordo com nossa conduta. Mas sua grande mensagem est\u00e1 no vers\u00edculo 44: &#8220;Mesmo estando na terra dos inimigos, longe de mim, n\u00e3o vos rejeitarei nem me enfadarei, para n\u00e3o violar minha Alian\u00e7a, porque eu sou o Eterno, vosso Deus&#8221;. S\u00e3o Paulo confirma essa profecia: &#8220;Se n\u00f3s somos infi\u00e9is, Ele permanece fiel, porque n\u00e3o pode desmentir-se a si mesmo&#8221; (2Tm.2,3). O epis\u00f3dio do retorno do povo judeu \u00e0 sua amada Jerusal\u00e9m por meios humanamente inesperados, atrav\u00e9s do rei Ciro, faz-nos ler a Hist\u00f3ria de maneira otimista. Todos teremos um final feliz e vitorioso porque \u00e9 o pr\u00f3prio Deus,<br \/>\naliado a n\u00f3s, quem luta conosco e guia nossas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;MORTOS PELO PECADO, FOMOS SALVOS PELA GRA\u00c7A&#8221; (Ef. 2,4-10)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos co-vivificados e glorificados em Cristo Jesus. N\u00e3o pelos nossos m\u00e9ritos e nem sequer por uma d\u00e1diva ou pr\u00eamio de Deus, mas como resultado da sua Alian\u00e7a, realizada e consumada em Cristo Ressuscitado. Deus n\u00e3o nos deixa morrer em nossos pecados. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil passar do regime da lei do dever ao regime da gra\u00e7a. Esse passo s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pela F\u00e9, vis\u00e3o culminante do ser humano pela qual percebemos e experimentamos que tudo nasce de Deus, Nele acontece e Nele sobrevive. Uma pessoa deixa de ser apenas religiosa, pr\u00f3prio da natureza humana, para ser uma pessoa de F\u00e9, quando tiver absoluta certeza e segura esperan\u00e7a de portar j\u00e1 neste mundo, neste corpo mortal e doloroso, a vida do pr\u00f3prio Deus, eterna e feliz. Nisso consiste a evangeliza\u00e7\u00e3o, receber a boa e grande not\u00edcia da Salva\u00e7\u00e3o, que nos vem gratuitamente de Deus em Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O senso de justi\u00e7a da nossa raz\u00e3o nos impede de aceder ao regime da gra\u00e7a, assim como nossas cren\u00e7as religiosas. Por isso, identificamos pecado e morte. Morremos porque pecamos e por sermos pecadores n\u00e3o temos direito \u00e0 vida&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior parte da humanidade, inclu\u00eddos os crist\u00e3os, que em seu maior n\u00famero nunca foram evangelizados, vive mais temendo o inferno (a morte eterna) do que com a feliz esperan\u00e7a de serem salvos pela gra\u00e7a de Deus. N\u00e3o damos cr\u00e9dito ao que S\u00e3o Paulo nos revela neste texto: Est\u00e1vamos mortos em nossos pecados, mas pela gra\u00e7a, fomos vivificados com Cristo&#8221;. D\u00e1 por certo e fato consumado nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8221; DEUS ENVIOU SEU FILHO N\u00c3O PARA CONDENAR O MUNDO, MAS PARA QUE O MUNDO SEJA SALVO POR ELE&#8221; (Jo. 14,21)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este trecho evang\u00e9lico faz parte do col\u00f3quio que Jesus teve com Nicodemos, mestre e seguidor da Lei, mas que na sua velhice percebeu seu fracasso existencial . Sonha pela vida, mas a morte cresceu mais forte do que ela. Esperou merecer uma outra vida, mas foi incapaz de equacionar seu senso do dever com o devido. Seu ideal \u00e9tico era irrealiz\u00e1vel. De fato, &#8220;s\u00f3 Deus \u00e9 santo&#8221;. Reportando-se ao epis\u00f3dio da serpente de bronze (Num.21,8-9) emblema que Deus mandou erguer no deserto para o povo acreditar que s\u00f3 Deus nos livra da morte, Jesus disse a Nicodemos que essa serpente, paradoxalmente salvadora, seria Ele mesmo. O veneno da morte se tornaria nele a Salva\u00e7\u00e3o do mundo. Os mestres judeus interpretam este epis\u00f3dio da serpente de bronze com o mesmo sentido das m\u00e3os erguidas em ora\u00e7\u00e3o de Mois\u00e9s no monte Sinai enquanto seu povo lutava no<br \/>\nvale contra seus inimigos. Bastava Mois\u00e9s deixar cair, cansado, seus bra\u00e7os, para os inimigos serem avantajados na luta. Cristo na cruz \u00e9 nosso estandarte de vit\u00f3ria. Nele morrem as mortes e as tardes deste mundo para nos trazer a vida, imortal e gloriosa&#8230; S\u00e3o Jo\u00e3o faz de Cristo crucificado a for\u00e7a da gravita\u00e7\u00e3o para todos os povos: &#8220;Quando eu for levantado, atrairei todos a mim&#8221; (Jo.12,32).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nSimone Weil, judia francesa, brilhante fil\u00f3sofa da primeria metade do s\u00e9culo XX, sugere com o titulo da sua primeira obra &#8220;A Gravidade e a Gra\u00e7a&#8221; (1947) essa ideia da salva\u00e7\u00e3o do mundo como fruto da irresistivel for\u00e7a divina que faz gravitar tudo nele. Somos &#8220;pondus Dei&#8221;, peso de Deus. De fato, onde poderia ficar uma criatura fora do seu criador?&#8230; Desde esta \u00f3tica, este mundo \u00e9 o melhor dos mundos, assim como tamb\u00e9m nossas vidas, n\u00e3o pelo que s\u00e3o em si, mas por que repousar\u00e3o em Deus. Sempre ficaremos aqu\u00e9m do que gostar\u00edamos, no que se refere ao mist\u00e9rio da nossa Salva\u00e7\u00e3o que, como Lutero disse, \u00e9 nossa \u00fanica quest\u00e3o. Tudo quanto n\u00f3s precisamos saber \u00e9 se viveremos de maneira feliz ap\u00f3s esta vida, pois as alegrias e tristezas na vida presente passam velozmente. E a \u00fanica certeza que temos de esperar uma vida imortal e gloriosa \u00e9 ter Deus assumido nossa causa, revelando-nos com sua Alian\u00e7a, ratificada para sempre em Cristo, que todos seremos salvos. N\u00e3o poderia ter feito uma viagem t\u00e3o longa, desde os prim\u00f3rdios da Cria\u00e7\u00e3o, para retornar ao C\u00e9u sem nos levar consigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padre Jesus Priante<br \/>\nEspanha<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Edi\u00e7\u00e3o por Malcolm Forest. S\u00e3o Paulo.) Copyright 2021 Padre Jesus Priante.<br \/>\nDireitos Reservados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compartilhe sempre citando o nome do autor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u2018Em Cristo, fomos amados at\u00e9 o extremo.\u2019 \u201cQuando eu for levantado, atrairei todos a mim&#8221; (Jo.12,32) Continuando a perspectiva b\u00edblica da Alian\u00e7a dos domingos anteriores desta Quaresma, cabe apontar o aspecto singular da f\u00e9 de Abra\u00e3o, que culmina em Cristo, diferente das cren\u00e7as de todas as religi\u00f5es. 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