{"id":66431,"date":"2021-03-09T15:06:00","date_gmt":"2021-03-09T18:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=66431"},"modified":"2021-03-11T15:06:47","modified_gmt":"2021-03-11T18:06:47","slug":"brasil-dos-maldosos-e-dos-cacoadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/brasil-dos-maldosos-e-dos-cacoadores\/","title":{"rendered":"Brasil dos maldosos e dos ca\u00e7oadores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pela figura exemplar e emblem\u00e1tica de Santo Agostinho, que o Senhor nos d\u00ea a gra\u00e7a de romper nossa surdez: \u201cTu me chamaste, clamaste por mim e teu clamor rompeu a minha surdez\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio ter um cora\u00e7\u00e3o bom e grande, capaz de compreender o dom da liberdade, com bons costumes e bons h\u00e1bitos, na confian\u00e7a e \u00e2nimo de come\u00e7ar e recome\u00e7ar. Apoiados em sua sabedoria, que possamos descartar todos os males em nosso mundo, no qual estamos inseridos, cheio de valores passageiros, sem esquecer os prazeres da vida, como se fossem absolutos e, embora imprescind\u00edveis, s\u00e3o assumidos pela humanidade como fossem sagrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As divis\u00f5es polarizantes s\u00e3o vis\u00edveis, de um esp\u00edrito odioso de guerrear, levando em conta o mau uso dos recursos humanos, no nosso mundo atual, que \u00e9 uma aldeia amea\u00e7ada, com indicadores de que sua extin\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Constata-se, nesse sentido, um esfor\u00e7o gigantesco, desumano e demon\u00edaco, em quase todos os lugares, tanto entre as na\u00e7\u00f5es, quanto nas iniciativas de diversos grupos e classes sociais, como se n\u00e3o valesse mais o conselho do doutor da gra\u00e7a, Santo Agostinho: \u201cNas coisas necess\u00e1rias, a unidade; nas contingentes, a liberdade; mas em tudo, a caridade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus, o Senhor da vida e da hist\u00f3ria, est\u00e1 nas alturas, sim, mas sem se deixar ver naqueles que sofrem, chegando-se mesmo a pensar, sem medo de duvidar, na not\u00f3ria e sempre mais crescente divis\u00e3o entre ricos e pobres; pa\u00edses, classes, grupos e indiv\u00edduos. \u00c9 a humanidade dividida em bandos, num antagonismo crescente, de inimigos a lutarem com todas as for\u00e7as e meios dispon\u00edveis, no intuito de aniquilar o advers\u00e1rio, esquecendo-se do verdadeiro advers\u00e1rio: o ego\u00edsmo e seus frutos. Convenhamos: tudo que existe de ruim \u00e9 fruto da maldade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que nunca a humanidade precisa acreditar no esp\u00edrito e reconcilia\u00e7\u00e3o, mas a partir da entrega de Cristo, a ponto de morrer na cruz, no seu gesto maior e supremo, no amor pelos \u00faltimos da sociedade, de forma carism\u00e1tica, na fidelidade ao Pai. Que o esp\u00edrito quaresmal, presente na nossa mente e no nosso cora\u00e7\u00e3o, estimule a aproxima\u00e7\u00e3o do filho de Deus em todos, imitando seu gesto generoso, com o desejo de um mundo reconciliado, restaurado e pacificado no amor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica o nosso \u201cn\u00e3o\u201d ao Brasil como reprova\u00e7\u00e3o da eloquente ret\u00f3rica, mas de tal modo omissa e pusil\u00e2nime, al\u00e9m de assassina e covarde, ao se desprezar com veem\u00eancia a dignidade da vida nos seus sinais sagrados de esperan\u00e7a. Que todos nos sintamos desafiados a abra\u00e7ar a vida e, igualmente, a interditar a estrada da morte, de risos c\u00ednicos e ca\u00e7oadores, afastando-nos do cora\u00e7\u00e3o aquele \u00f3dio, indicador da barb\u00e1rie humana. Assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela figura exemplar e emblem\u00e1tica de Santo Agostinho, que o Senhor nos d\u00ea a gra\u00e7a de romper nossa surdez: \u201cTu me chamaste, clamaste por mim e teu clamor rompeu a minha surdez\u201d. \u00c9 necess\u00e1rio ter um cora\u00e7\u00e3o bom e grande, capaz de compreender o dom da liberdade, com bons costumes e bons h\u00e1bitos, na confian\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":55824,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-66431","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66431","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66431"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66431\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66432,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66431\/revisions\/66432"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}