{"id":66316,"date":"2021-03-08T13:04:12","date_gmt":"2021-03-08T16:04:12","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=66316"},"modified":"2021-03-08T13:04:12","modified_gmt":"2021-03-08T16:04:12","slug":"a-cidade-de-deus-de-santo-agostinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-cidade-de-deus-de-santo-agostinho\/","title":{"rendered":"A Cidade de Deus de Santo Agostinho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O grande Santo Agostinho, no seu rigor espiritual e intelectual, ao compreender e externar o projeto das duas cidades, num cora\u00e7\u00e3o em chamas, voltado, evidentemente, ao absoluto ou \u00e0s alturas, estabelece a base de sua reflex\u00e3o, a partir da invas\u00e3o e saque da cidade de Roma, em 410, por Alarico, rei dos visigodos. Agostinho, abrasado de zelo na sua compuls\u00e3o pela gl\u00f3ria futura, toma a decis\u00e3o de produzir a obra imortal \u201cA Cidade de Deus\u201d, <em>de Civitate Dei<\/em>, a ponto de ecoar por todo o mundo civilizado, indo ao encontro da humanidade, nos seus mais elevados sentimentos, contrariando asneiras, crueldades e blasf\u00eamias do ent\u00e3o rei Alarico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem deseja atravessar o mar da exist\u00eancia, segundo Agostinho, urge que se tenha por bra\u00e7os a cruz de Jesus Cristo. Ele, ao constatar um Imp\u00e9rio Romano em conflitos e ru\u00ednas, desenvolve o conceito da constru\u00e7\u00e3o da \u201cCidade de Deus\u201d, paradoxal \u00e0 cidade terrena. Na sua concep\u00e7\u00e3o grand\u00edssima, ultrapassa todo e qualquer par\u00e2metro, no modo de imaginar a vida humana, pela augusta bondade divina, assegurando-nos que a mesma vida se desenvolve entre dois amores, ou entre duas for\u00e7as: uma imanente, ou terrena, e a outra espiritual, ou celestial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, ele nos garante que a mesma din\u00e2mica acontece tamb\u00e9m na hist\u00f3ria. Sem d\u00favida, hoje no nosso mundo, com suas teorias conspirat\u00f3rias, pela proclama\u00e7\u00e3o do ceticismo, do obscurantismo e do negacionismo, reflete-se na vida das pessoas, mesmo aqui no Brasil, como sendo natural se reviver o brutal e b\u00e1rbaro drama, do saque de Roma no s\u00e9culo V. Longe dos \u201cAlaricos\u201d dos nossos dias, que esteja a humanidade convicta de n\u00e3o ser mais poss\u00edvel conceber a nossa civiliza\u00e7\u00e3o, omitindo a beleza da for\u00e7a e da a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, geradora de paz, no sonho alegre da verdadeira esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua afirma\u00e7\u00e3o, de que a criatura humana s\u00f3 tem acesso ao conhecimento quando iluminada por Deus, convence a todos, sem jamais se esquecerem do postulado do doutor da gra\u00e7a, na sua palavra a perpassar a hist\u00f3ria: \u201cDois amores fundaram, pois, duas cidades, a saber: o amor pr\u00f3prio, levado ao desprezo a Deus, a cidade terrena; e o amor a Deus, levado pelo desprezo de si pr\u00f3prio, a cidade celestial\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grande Santo Agostinho, no seu rigor espiritual e intelectual, ao compreender e externar o projeto das duas cidades, num cora\u00e7\u00e3o em chamas, voltado, evidentemente, ao absoluto ou \u00e0s alturas, estabelece a base de sua reflex\u00e3o, a partir da invas\u00e3o e saque da cidade de Roma, em 410, por Alarico, rei dos visigodos. Agostinho, abrasado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":55824,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-66316","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66316"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66316\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66317,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66316\/revisions\/66317"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}