{"id":66259,"date":"2021-03-05T10:26:56","date_gmt":"2021-03-05T13:26:56","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=66259"},"modified":"2021-03-05T15:28:15","modified_gmt":"2021-03-05T18:28:15","slug":"cantalamessa-a-humanidade-de-jesus-o-mais-belo-entre-os-filhos-do-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/cantalamessa-a-humanidade-de-jesus-o-mais-belo-entre-os-filhos-do-homem\/","title":{"rendered":"Cantalamessa: a humanidade de Jesus, o mais belo entre os filhos do homem"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Segunda pega\u00e7\u00e3o da Quaresma, na manh\u00e3 desta sexta-feira (05\/03) na Sala Paulo VI, no Vaticano, feita \u00e0 C\u00faria Romana pelo pregador da Casa Pontif\u00edcia sobre o tema &#8220;Quem de v\u00f3s pode acusar-me de pecado?&#8221; O frade capuchinho, cardeal Raniero Cantalamessa, convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre a verdadeira humanidade de Jesus Cristo<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A perfeita humanidade de Jesus Cristo, \u201co mais belo entre os filhos do homem\u201d: sobre isso se focalizou o \u201cprimeir\u00edssimo plano\u201d da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/vaticano\/news\/2021-03\/segunda-pregacao-quaresma-2021-cardeal-raniero-cantalamessa.html\">segunda prega\u00e7\u00e3o da Quaresma<\/a>\u00a0do frade capuchinho, pregador da Casa Pontif\u00edcia, cardeal Raniero Cantalasmessa, feita na manh\u00e3 desta sexta-feira (05\/03) na Sala Paulo VI, no Vaticano, aos membros da C\u00faria Romana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O purpurado destacou que hoje a Igreja \u00e9 amea\u00e7ada por um perigo mortal, o de viver \u201c<i>etsi Christus non daretur<\/i>\u201d, ou seja, viver como se Cristo n\u00e3o existisse, uma m\u00e1xima t\u00edpica do pensamento moderno, iluminista. E \u00e9 este, explicou, o \u201cpressuposto com o qual o mundo e seus meios de comunica\u00e7\u00e3o falam todo o tempo da Igreja\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A realidade \u00e9 que da Igreja interessam hist\u00f3ria, organiza\u00e7\u00e3o, o ponto de vista sobre os problemas do momento, os fatos e as fofocas, mas \u201craramente se encontra mencionada a pessoa de Jesus\u201d, que n\u00e3o entra nem no di\u00e1logo entre f\u00e9 e filosofia, nem entre f\u00e9 e ci\u00eancia, nem no di\u00e1logo inter-religioso. Eis que, portanto, se preanuncia um risco importante:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Na preocupa\u00e7\u00e3o \u2013 al\u00e9m do mais, just\u00edssima \u2013 de responder \u00e0s exig\u00eancias e provoca\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria e da cultura, n\u00f3s corremos o perigo mortal de nos comportarmos, tamb\u00e9m n\u00f3s, fi\u00e9is, \u201cetsi Christus non daretur\u201d. Como se fosse poss\u00edvel falar da Igreja prescindindo de Cristo e do seu Evangelho.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cantalamessa retomou as palavras pronunciadas pelo Papa na audi\u00eancia geral de 25 de novembro passado, na qual Francisco citou as quatro coordenadas da vida eclesial: escuta do ensinamento dos ap\u00f3stolos, salvaguarda da comunh\u00e3o rec\u00edproca, fra\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, e a ora\u00e7\u00e3o. Elas lembram-nos que a exist\u00eancia da Igreja tem sentido, se permanecer firmemente unida a Cristo. Da\u00ed, a escolha do pregador de \u201cdedicar as medita\u00e7\u00f5es quaresmais \u00e0 pessoa de Jesus Cristo\u201d:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Qual \u00e9, ent\u00e3o, a utilidade de escolher este tema? \u00c9 que aqui se falar\u00e1 somente dele, como se existisse s\u00f3 ele, e valesse a pena se ocupar s\u00f3 dele (o que \u00e9, definitivamente, a verdade!).<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO nosso intuito n\u00e3o \u00e9 apolog\u00e9tico, mas espiritual. Em outras palavras, n\u00e3o falamos para convencer os outros, os n\u00e3o fi\u00e9is, mas para que ele se torne sempre mais realmente o Senhor da nossa vida, o nosso tudo\u201d, este ser\u00e1 \u201co modo mais eficaz de fazer evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cardeal esclareceu que Aquele de quem ser fala \u00e9 o Cristo dos Evangelhos e da Igreja:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Podemos falar de um tri\u00e2ngulo dogm\u00e1tico sobre Cristo: os dois lados s\u00e3o a humanidade e a divindade de Cristo, e o v\u00e9rtice, a unidade da sua pessoa.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Tudo o que se diz de Cristo deve, assim, respeitar esse dado certo e indiscut\u00edvel, isto \u00e9: que ele \u00e9 Deus e homem ao mesmo tempo; melhor, na mesma pessoa.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Cristo homem perfeito<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos o que significa tudo isso, aplicado ao dogma da perfeita humanidade de Cristo, que \u00e9 o \u201cprimeir\u00edssimo plano\u201d que queremos lan\u00e7ar sobre Jesus nesta medita\u00e7\u00e3o, ressaltou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a vida terrena de Jesus, ningu\u00e9m jamais pensou em p\u00f4r em d\u00favida a realidade da humanidade de Cristo, isto \u00e9, o fato de que ele fosse realmente um homem como os outros. Quando fala da humanidade de Jesus, o Novo Testamento se mostra interessado mais pela santidade dela, que da verdade ou realidade dela, mais do que pela sua perfei\u00e7\u00e3o moral do que pela sua completude ontol\u00f3gica, continuou o pregador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Uma vez posto a salvo o dado dogm\u00e1tico e ontol\u00f3gico da perfeita humanidade de Cristo, hoje n\u00f3s podemos voltar a valorizar este dado b\u00edblico prim\u00e1rio. Devemos faz\u00ea-lo tamb\u00e9m por um outro motivo. Ningu\u00e9m hoje nega que Jesus tenha sido um homem, como faziam os docetistas e os outros negadores da plena humanidade de Cristo. Assiste-se, antes, a um fen\u00f4meno estranho e inquietante: a \u201cverdadeira\u201d humanidade de Cristo \u00e9 afirmada em t\u00e1cita alternativa \u00e0 sua divindade, como uma esp\u00e9cie de contrapeso.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A santidade de Cristo<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A observa\u00e7\u00e3o dos evangelhos nos faz ver que a santidade de Jesus n\u00e3o \u00e9 somente um princ\u00edpio abstrato, ou uma dedu\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica, mas \u00e9 uma santidade real, vivida momento por momento e nas situa\u00e7\u00f5es mais concretas da vida. As Bem-aventuran\u00e7as, para dar um exemplo, n\u00e3o s\u00e3o apenas um belo programa de vida que Jesus tra\u00e7a para os outros; \u00e9 a sua pr\u00f3pria vida e a sua experi\u00eancia que ele desvela aos disc\u00edpulos, chamando-os a entrar na sua mesma esfera de santidade. As Bem-aventuran\u00e7as s\u00e3o o autorretrato de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Uma tal seguran\u00e7a, uma tal exclus\u00e3o de pecado, como aquela que se nota em Jesus, indicaria sim uma humanidade excepcional, mas excepcional no orgulho, n\u00e3o na santidade. Uma consci\u00eancia assim feita ou \u00e9 em si mesma o maior pecado jamais cometido, maior do que o de L\u00facifer, ou ent\u00e3o \u00e9 a pura verdade. A ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 a prova concreta de que era a pura verdade.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Santificados em Cristo Jesus<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Passemos, agora, a ver o que a santidade de Cristo significa para n\u00f3s. E aqui nos vem encontro imediatamente uma boa not\u00edcia. H\u00e1, de fato, uma boa not\u00edcia, um alegre an\u00fancio, tamb\u00e9m a prop\u00f3sito da santidade de Cristo. N\u00e3o \u00e9 tanto que Jesus \u00e9 o Santo de Deus, ou o fato de que tamb\u00e9m n\u00f3s devemos ser santos e imaculados. N\u00e3o, a alegre surpresa \u00e9 que Jesus comunica, doa, presenteia-nos a sua santidade. Que a sua santidade \u00e9 tamb\u00e9m a nossa. E mais: que ele mesmo \u00e9 a nossa santidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pregador da Casa Pontif\u00edcia concluiu ressaltando que a santidade de Jesus consistia em fazer sempre o que agradava ao Pai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu sempre fa\u00e7o \u2013 dizia \u2013 o que \u00e9 do seu agrado\u201d (Jo 8,29).\u00a0<i>Tentemos nos perguntar o mais frequente que pudermos, diante de toda decis\u00e3o a se tomar e toda resposta a dar: \u201cQual \u00e9, no caso presente, a coisa que Jesus gostaria que eu fizesse?\u201d e faz\u00ea-la sem adiar. Saber qual \u00e9 a vontade de Jesus \u00e9 mais f\u00e1cil que saber, em abstrato, qual \u00e9 \u201ca vontade de Deus\u201d (ainda que as duas coincidam de fato). Para conhecer a vontade de Jesus, n\u00e3o devemos fazer outra coisa sen\u00e3o recordar o que diz no Evangelho. O Esp\u00edrito Santo est\u00e1 ali, pronto para nos record\u00e1-lo<\/i>.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda pega\u00e7\u00e3o da Quaresma, na manh\u00e3 desta sexta-feira (05\/03) na Sala Paulo VI, no Vaticano, feita \u00e0 C\u00faria Romana pelo pregador da Casa Pontif\u00edcia sobre o tema &#8220;Quem de v\u00f3s pode acusar-me de pecado?&#8221; O frade capuchinho, cardeal Raniero Cantalamessa, convida \u00e0 reflex\u00e3o sobre a verdadeira humanidade de Jesus Cristo Vatican News A perfeita humanidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":66260,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-66259","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66259","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66259"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66259\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66261,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66259\/revisions\/66261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66259"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66259"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66259"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}