{"id":6584,"date":"2015-08-28T18:56:21","date_gmt":"2015-08-28T21:56:21","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-o-bem-se-faz-sujando-as-maos\/"},"modified":"2017-04-11T15:52:24","modified_gmt":"2017-04-11T18:52:24","slug":"francisco-o-bem-se-faz-sujando-as-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-o-bem-se-faz-sujando-as-maos\/","title":{"rendered":"Francisco: o bem se faz \u201csujando\u201d as m\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/ossrom58829_articolo.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/> Os crist\u00e3os devem se aproximar e estender a m\u00e3o \u00e0queles que a sociedade tende a excluir, como fez Jesus com os marginalizados do seu tempo. Isso faz da Igreja uma verdadeira \u201ccomunidade\u201d. Foi o que disse o Papa na homilia da Missa celebrada na manh\u00e3 desta sexta-feira (26\/06) na Casa Santa Marta. <\/p>\n<p>Aproximando-se dos exclu\u00eddos do seu tempo, Jesus \u201csujou\u201d as m\u00e3os tocando os leprosos. E, assim, ensinou \u00e0 Igreja \u201cque n\u00e3o se pode fazer comunidade sem proximidade\u201d. Francisco centralizou sua homilia no protagonista do Evangelho do dia, em que um leproso toma coragem, prostra-se diante de Jesus e lhe diz: \u201cSenhor, se queres, tens poder para purificar-me\u201d. Jesus o toca e o cura.<\/p>\n<p>O bem n\u00e3o se faz de longe<\/p>\n<p>O milagre, notou o Papa, aconteceu sob os olhos dos doutores da lei, para os quais, ao inv\u00e9s, o leproso era um \u201cimpuro\u201d. \u201cA lepra \u2013 observou \u2013 era uma condena\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua\u201d e \u201ccurar um leproso era t\u00e3o dif\u00edcil como ressuscitar um morto\u201d. E, por isso, eram marginalizados. Jesus, ao inv\u00e9s, estende a m\u00e3o ao exclu\u00eddo e demonstra o valor fundamental de uma palavra, \u201cproximidade\u201d:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se pode fazer comunidade sem proximidade. N\u00e3o se pode fazer a paz sem proximidade. N\u00e3o se pode fazer o bem sem aproximar-se. Jesus poderia muito bem ter dito: \u2018S\u00ea purificado!\u2019. Mas n\u00e3o: se aproximou e o tocou. E mais! No momento em que Jesus tocou o impuro, se tornou tamb\u00e9m ele impuro. E este \u00e9 o mist\u00e9rio de Cristo: toma para si as nossas sujeiras, as nossas impuridades. Paulo de fato afirma: \u2018Tendo a condi\u00e7\u00e3o divina, n\u00e3o considerou o ser igual a Deus como algo a que se apegar ciosamente, mas se esvaziou a si mesmo. Depois, Paulo foi al\u00e9m: \u2018Fez-se pecado. Jesus se faz pecado. Excluiu-se, tomou para si a nossa impuridade para aproximar-se de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Jesus inclui<\/p>\n<p>O trecho do Evangelho registra tamb\u00e9m o convite que Jesus fez ao leproso curado: \u201cN\u00e3o digas nada a ningu\u00e9m, mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta prescrita por Mois\u00e9s, para que lhes sirva de prova\u201d. Isso porque, destacou Francisco, al\u00e9m da proximidade, para Jesus \u00e9 fundamental tamb\u00e9m a inclus\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cTantas vezes penso que seja, n\u00e3o digo imposs\u00edvel, mas muito dif\u00edcil fazer o bem sem sujar as m\u00e3os. E Jesus se sujou. Proximidade. E depois vai al\u00e9m. Disse-lhe: \u2018Mostra-te aos sacerdotes e faz o que se deve fazer quando um leproso \u00e9 curado. Quem estava exclu\u00eddo da vida social, Jesus inclui: inclui na Igreja, inclui na sociedade \u2026 \u2018Vai, para que todas as coisas sejam como devem ser\u2019. Jesus jamais marginaliza algu\u00e9m, jamais. Marginaliza si mesmo, para incluir os marginalizados, para nos incluir, pecadores, marginalizados, com a sua vida\u201d.<\/p>\n<p>Proximidade \u00e9 estender a m\u00e3o<\/p>\n<p>O Papa ressaltou o estupor que Jesus suscita com as suas afirma\u00e7\u00f5es e os seus gestos. \u201cQuantas pessoas \u2013 comentou \u2013 seguiram Jesus naquele momento\u201d e \u201cseguem Jesus na hist\u00f3ria porque ficam impressionadas pelo modo como fala\u201d:<\/p>\n<p>\u201cQuantas pessoas olham de longe e n\u00e3o entendem, n\u00e3o lhes interessa\u2026 Quantas pessoas olham de longe, mas com o cora\u00e7\u00e3o mau, para testar Jesus, para critic\u00e1-lo, para conden\u00e1-lo\u2026\u00a0 E quantas pessoas olham de longe porque n\u00e3o t\u00eam a coragem que ele teve de se aproximar, mas t\u00eam tanta vontade de faz\u00ea-lo! E naquele caso, Jesus estendeu a m\u00e3o, antes. No seu ser estendeu a m\u00e3o a todos, fazendo-se um de n\u00f3s, como n\u00f3s: pecador como n\u00f3s, mas sem pecado, mas sujo dos nossos pecados. E esta \u00e9 a proximidade crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 uma \u201cbela palavra, a proximidade\u201d, concluiu Francisco. Que convida a um exame de consci\u00eancia: \u201cEu sei aproximar-me?\u201d. Tenho \u201c\u00e2nimo, for\u00e7a, coragem de tocar os marginalizados?\u201d. Uma pergunta que diz respeito tamb\u00e9m \u201c\u00e0 Igreja, \u00e0s par\u00f3quias, \u00e0s comunidades, aos consagrados, aos bispos, aos padres, a todos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os crist\u00e3os devem se aproximar e estender a m\u00e3o \u00e0queles que a sociedade tende a excluir, como fez Jesus com os marginalizados do seu tempo. Isso faz da Igreja uma verdadeira \u201ccomunidade\u201d. 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