{"id":65571,"date":"2021-01-11T10:26:01","date_gmt":"2021-01-11T13:26:01","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=65571"},"modified":"2021-01-12T10:26:54","modified_gmt":"2021-01-12T13:26:54","slug":"limites-do-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/limites-do-humano\/","title":{"rendered":"Limites do humano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nos fundamentos do ser humano, que encarnam sua identidade, est\u00e1 o sentido de que todos somos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Os desafios veem justamente da\u00ed, porque todos somos respons\u00e1veis por todos, mesmo que sejamos de pa\u00edses diferentes. A origem e o fim \u00faltimo da humanidade s\u00e3o sempre os mesmos, e n\u00e3o tem como ser diferente e querer se escusar da responsabilidade universal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro do contexto migrat\u00f3rio, vemos que as pessoas n\u00e3o fazem isso por acaso. Acontece, movidas por extrema necessidade, e sempre em busca do necess\u00e1rio para preserva\u00e7\u00e3o da vida. Grande n\u00famero de pessoas tem migrado de seus pa\u00edses de origem, tendo que enfrentar in\u00fameros perigos em busca de sobreviv\u00eancia. N\u00e3o podem ser impedidos de reorganizar suas vidas em pa\u00edses aonde chegam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem acolhe n\u00e3o pode discriminar, mas reconhecer o direito de cidadania que todos t\u00eam, evitando que seja colocado em pr\u00e1tica o termo minoria, que significa inferioridade e isolamento. Quem se sente discriminado e isolado pode viver em atitude de hostilidade e disc\u00f3rdia, terreno f\u00e9rtil para a viol\u00eancia. Cuidar, mas tamb\u00e9m criar projetos de integra\u00e7\u00e3o dos migrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No contato com migrantes que chegam, h\u00e1 o encontro de pessoas e de culturas diferentes. Os que chegam n\u00e3o podem ser tratados como sujeitos perigosos e de menos dignidade. S\u00e3o pessoas humanas e trazem consigo experi\u00eancias diferentes e enriquecedoras. Elas podem contribuir para um novo desenvolvimento comunit\u00e1rio. Nesse encontro de culturas \u00e9 poss\u00edvel surgir algo de novo para todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a de migrantes pode ser uma ben\u00e7\u00e3o se bem acolhidos e tratados com paciente di\u00e1logo. Tudo deve contribuir para consolidar direitos humanos que tocam a todos, e assim garantir vida digna para todas as pessoas. \u00c9 consci\u00eancia de que, \u201cou nos salvamos todos ou n\u00e3o se salva ningu\u00e9m\u201d. A pobreza em um pa\u00eds pode ser fruto de pouca partilha, provocando migra\u00e7\u00f5es, que afeta o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na din\u00e2mica internacional, a ajuda dos pa\u00edses ricos aos mais pobres acaba por ajudar o mundo todo, porque evita a avalanche das migra\u00e7\u00f5es desumanas e for\u00e7adas. Mas s\u00e3o atitudes que n\u00e3o permitem privilegiar formas de utilitarismo, de privil\u00e9gios e de interesses ego\u00edstas, sen\u00e3o passam a ser atos de explora\u00e7\u00e3o. As ajudas devem acontecer sem a preocupa\u00e7\u00e3o em esperar recompensa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos fundamentos do ser humano, que encarnam sua identidade, est\u00e1 o sentido de que todos somos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Os desafios veem justamente da\u00ed, porque todos somos respons\u00e1veis por todos, mesmo que sejamos de pa\u00edses diferentes. 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