{"id":6554,"date":"2015-08-26T14:26:16","date_gmt":"2015-08-26T17:26:16","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dom-helder-um-articulador-no-concilio\/"},"modified":"2017-04-11T13:53:26","modified_gmt":"2017-04-11T16:53:26","slug":"dom-helder-um-articulador-no-concilio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dom-helder-um-articulador-no-concilio\/","title":{"rendered":"Dom Helder, um articulador no Conc\u00edlio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"> <img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/00adomhelder.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>No nosso Espa\u00e7o Mem\u00f3ria Hist\u00f3ria &#8211; 50 anos do Conc\u00edlio Vaticano II, vamos continuar a tratar, no programa de hoje, da participa\u00e7\u00e3o de Dom Helder C\u00e2mara no Conc\u00edlio Vaticano II.<\/p>\n<p>Dom Helder participou do Conc\u00edlio, n\u00e3o como um bispo isolado, mas como Secret\u00e1rio Geral, h\u00e1 exatos dez anos (1952-1962) da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, a terceira mais numerosa do mundo ap\u00f3s a italiana e a estadunidense. Sua participa\u00e7\u00e3o realizava-se tamb\u00e9m no contexto do \u00fanico continente que contava com um organismo de articula\u00e7\u00e3o, a Am\u00e9rica Latina, onde, desde 1955 havia o CELAM, do qual Dom Helder era um dos dois vice-presidentes, junto com Dom Manuel Larra\u00edn, do Chile, que no ano seguinte ser\u00e1 eleito presidente da entidade. Dom Helder tinha muito claro de que a CNBB e o CELAM eram suas &#8220;plataformas&#8221; de a\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o no Conc\u00edlio.<\/p>\n<p>O seu conhecimento em franc\u00eas, adquirido durante a forma\u00e7\u00e3o no Semin\u00e1rio da Prainha, em Fortaleza, junto aos Padres Lazaristas franceses, al\u00e9m do conhecimento do latim e um ingl\u00eas b\u00e1sico, facilitaram os contatos com os outros padres conciliares e tamb\u00e9m com a imprensa.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o nascida com o Cardeal Arcebispo de Malinnes-Bruxelas, Leo Joseph Suenens, e com o Secret\u00e1rio do Episcopado franc\u00eas, Roger Etchegaray, permitiram a Dom Helder fazer parte de um seleto grupo daqueles que podiam exercer alguma influ\u00eancia sobre a grande e heterog\u00eanea massa de padres conciliares. O Cardeal Suenens era membro da Comiss\u00e3o de Assuntos Extraordin\u00e1rios na primeira sess\u00e3o conciliar, da Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o criada ao final da primeira sess\u00e3o, um dos quatro moderadores que passaram a presidir as Congrega\u00e7\u00f5es Gerais, a partir do in\u00edcio da segunda sess\u00e3o e um dos mais influentes\u00a0 padres conciliares.<\/p>\n<p>Apenas para recordar, pois j\u00e1 tratamos deste tema em programas precedentes, Dom Helder C\u00e2mara participou ativamente de alguns grupos formados ao longo do Conc\u00edlio, fato que fez com que ampliasse seu raio de a\u00e7\u00e3o e de influ\u00eancia. Entre estes, destaca-se o Ecum\u00eanico, como Dom Helder costumava chamar, mas tamb\u00e9m conhecido como &#8220;Grupo da Domus Mariae&#8221; ou &#8220;Grupo da Ter\u00e7a-feira&#8221;, &#8220;Interconfer\u00eancia&#8221; ou &#8220;Grupo dos 22&#8221;; a Igreja dos Pobres, outro grupo que ajudou a criar e ao qual foi fiel at\u00e9 o fim e o Opus Angeli, ou Obra dos Anjos, que trabalhou durante as sess\u00f5es, assim como nas inter-sess\u00f5es, no sentido de oferecer textos alternativos aos esquemas provindos da estapa preparat\u00f3ria do Conc\u00edlio, de preparar interven\u00e7\u00f5es para serem lidas na aula conciliar, se assessorar os bispos nas quest\u00f5es mais complexas, de elaborar &#8220;modos&#8221; substitutivos para determinadas passagens dos esquemas submetidos \u00e0 vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um feito marcante de Dom Helder no Conc\u00edlio, foi ter conseguido que os melhores te\u00f3logos e peritos ali presentes passassem a trabalhar em conjunto e em estreita colabora\u00e7\u00e3o com os bispos reunidos no &#8220;Ecum\u00eanico&#8221; e na &#8220;Igreja dos Pobres&#8221;. Este mesmo grupo de te\u00f3logo prestou inestim\u00e1veis servi\u00e7os aos bispos do Brasil, por meio das Confer\u00eancias da Domus Mariae. O Padre Yves de Congar, que colaborou estreitamente com Dom Helder e com grupos por ele animados, percebeu logo no primeiro encontro a import\u00e2ncia de Dom Helder e de sua lideran\u00e7a, que levava ao Conc\u00edlio uma colabora\u00e7\u00e3o dotada de uma &#8220;vis\u00e3o&#8221;. Era algu\u00e9m com uma vis\u00e3o mais ampla e que via mais longe. Sobre ele, Padre Congar escreveu em seu di\u00e1rio em 21 de outubro de 1962:<\/p>\n<p>\u201cEm seguida, vem Helder. \u00c9 extraordin\u00e1rio: hoje, ao meio-dia, eles falaram de mim e me disseram que era necess\u00e1rio eu vir. Depois de conversar um pouco, n\u00f3s fomos at\u00e9 uma sala onde nos encontramos com uns doze jovens bispos. Eles me questionaram.<\/p>\n<p>Dom Helder tamb\u00e9m. Um homem n\u00e3o somente muito aberto, mas cheio de ideias, de imagina\u00e7\u00e3o e de entusiasmo. Isto que falta em Roma: a &#8220;vis\u00e3o&#8221;&#8221;<\/p>\n<p>Dom Helder, dias mais tarde, escreve em uma circular enviada a seus colaboradores, sobre um dos maiores te\u00f3logos da \u00e9poca: &#8220;O Padre Congar, cuja vis\u00e3o de Igreja, cujo ecumenismo, cuja caridade e cuja cultura extraordin\u00e1ria, brilham ainda mais pela humanidade que ele encarna&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: r\u00e1dio Vaticano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No nosso Espa\u00e7o Mem\u00f3ria Hist\u00f3ria &#8211; 50 anos do Conc\u00edlio Vaticano II, vamos continuar a tratar, no programa de hoje, da participa\u00e7\u00e3o de Dom Helder C\u00e2mara no Conc\u00edlio Vaticano II. 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