{"id":65498,"date":"2021-01-05T16:05:12","date_gmt":"2021-01-05T19:05:12","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=65498"},"modified":"2021-01-05T16:05:12","modified_gmt":"2021-01-05T19:05:12","slug":"o-batismo-de-jesus-no-jordao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-batismo-de-jesus-no-jordao\/","title":{"rendered":"O BATISMO DE JESUS NO JORD\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O batismo de Jesus no Rio Jord\u00e3o se deu num momento religioso marcante. Com efeito, a prega\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista havia produzido numerosas convers\u00f5es. In\u00fameros os que haviam decidido mudar de vida, abominando seus erros. Procuravam o batismo no rio Jord\u00e3o em cujas \u00e1guas viam o sinal desta renova\u00e7\u00e3o interior. Embora, Cordeiro Imaculado, sem a m\u00ednima mancha de pecado, Jesus valorizou o que ent\u00e3o a\u00ed se dava e foi tamb\u00e9m ser batizado pelo seu Precursor (Mc 1,7-11).\u00a0Com este ato de humildade deu in\u00edcio a sua vida p\u00fablica, unindo-se \u00e0queles que Ele viera salvar. Momento significativo, solene, no qual a divindade do Redentor foi proclamada pelo Pai: \u201cTu \u00e9s o meu Filho amado no qual eu me comprazo\u201d. O mist\u00e9rio de Jesus, verdadeiro homem e verdadeiro Deus, come\u00e7ava a se revelar. Ele o mestre divino a mostrar o valor da renova\u00e7\u00e3o interior, numa uni\u00e3o com os irm\u00e3os e irm\u00e3s pecadores, sob a complac\u00eancia do Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us. Jesus a mostrar a seus seguidores o caminho de uma f\u00e9 profunda e de uma humildade absoluta, condi\u00e7\u00f5es para se obter a plena salva\u00e7\u00e3o que Ele, o Filho de Deus, viera trazer do c\u00e9u \u00e0 terra. Portanto, important\u00edssima esta passagem do Evangelho de S\u00e3o Marcos, registrando o Batismo de Jesus. Esta cena recorda a todos os crist\u00e3os o dia de seu batizado quando foi remido do pecado original, vindo nele habitar a Trindade tr\u00eas vezes santa. Deus presente, fonte viva na qual se imerge mais ainda este eleito do Todo- poderoso Senhor. Assim sendo, o batismo de Jesus foi um mist\u00e9rio de amor, lembrando o grande afeto de Deus para com o homem pecador. Jesus, misturando-se a uma multid\u00e3o de prevaricadores, foi uma demonstra\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria da condescend\u00eancia divina, como que um esc\u00e2ndalo proporcionado pela benevol\u00eancia de um Deus cheio de ternura para com os seres racionais, abaixando-se at\u00e9 sua pequenez. Assim o gesto de Jesus ao se fazer batizar pelo Batista l\u00e1 no Jord\u00e3o continha em si o sentido da vida, da miss\u00e3o, da prega\u00e7\u00e3o futura do Redentor at\u00e9 sua crucifix\u00e3o no alto de uma Cruz. Atrav\u00e9s dos Evangelhos contemplamos Jesus sempre entre os marginalizados, levando-lhes a dile\u00e7\u00e3o do Pai celeste, a ponto de se fazer qualificar de \u201cglut\u00e3o e beber\u00e3o\u201d amigo dos publicanos e dos pecadores\u201d (Mt 11,19). Ali\u00e1s, este mesmo Jesus, batizado no Jord\u00e3o entre pecadores, l\u00e1 no Calv\u00e1rio estaria crucificado entre dois malfeitores. No Jord\u00e3o, se ouviu a voz do Pai e, ao morrer Jesus mais tarde no G\u00f3lgota o v\u00e9u do templo se rasgaria de alto a baixo, sendo estes dois fatos bem significativos, ou seja, aquele que morreria na Cruz era o mesmo que no seu batismo fora proclamado o bem-amado do Pai. Assim sendo, o batismo de Jesus deve nos encher de plena confian\u00e7a na miseric\u00f3rdia deste Deus compassivo que esteve entre os pecadores nas \u00e1guas purificadoras do Jord\u00e3o. Confian\u00e7a bem inspirada tamb\u00e9m pelo que se l\u00ea no profeta Isaias onde Deus afirma que aqueles que nada t\u00eam venham a ele e viver\u00e3o.\u00a0 Todas estas reflex\u00f5es deixam bem claro o motivo pelo qual Jesus quis ser batizado. Um sentido profundo da nova cria\u00e7\u00e3o do mundo e do homem.\u00a0 Uma nova g\u00eanese, um renascimento. Os c\u00e9us fechados pelo pecado se abrem e se escuta a voz do Pai. Ali se acham o novo Ad\u00e3o e o universo renovado, santificado, que emerge com Cristo das \u00e1guas do Jord\u00e3o. O homem que seria regenerado pelas \u00e1guas do sacramento do batismo se tornaria filho de Deus, pois Jesus era o\u00a0Filho bem-amado do Pai. Bel\u00edssimas mensagens que fluem da comemora\u00e7\u00e3o do batismo de Jesus. Elas nos levam a valorizar ao m\u00e1ximo as fontes vivas de nosso pr\u00f3prio batismo para a\u00ed encontrar as for\u00e7as novas de uma vigorosa espiritualidade. Degustemos ent\u00e3o as palavras de S\u00e3o Clemente de Alexandria: \u201cToda nossa vida \u00e9 uma primavera porque n\u00f3s temos em n\u00f3s a Verdade que n\u00e3o envelhece e esta Verdade irriga toda a nossa exist\u00eancia.\u00a0 N\u00e3o nos esque\u00e7amos finalmente que as \u00e1guas do Jord\u00e3o nas quais deparamos a proclama\u00e7\u00e3o da divindade do Redentor nos lembram que l\u00e1 no Calv\u00e1rio do lado aberto do Salvador jorraram sangue e \u00e1gua, que continuam a jorrar cada dia na Igreja, porque foram a figura da \u00e1gua do batismo de todos os crist\u00e3os. Como outrora no Jord\u00e3o a voz do Pai continua a testemunhar atrav\u00e9s dos tempos que este Jesus \u00e9 seu Filho bem-amado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O batismo de Jesus no Rio Jord\u00e3o se deu num momento religioso marcante. Com efeito, a prega\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista havia produzido numerosas convers\u00f5es. In\u00fameros os que haviam decidido mudar de vida, abominando seus erros. Procuravam o batismo no rio Jord\u00e3o em cujas \u00e1guas viam o sinal desta renova\u00e7\u00e3o interior. Embora, Cordeiro Imaculado, sem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":55813,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-65498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65498"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65498\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65499,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65498\/revisions\/65499"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}