{"id":65376,"date":"2020-12-27T11:31:15","date_gmt":"2020-12-27T14:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=65376"},"modified":"2020-12-29T11:32:22","modified_gmt":"2020-12-29T14:32:22","slug":"a-igreja-e-o-ecumenismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-igreja-e-o-ecumenismo\/","title":{"rendered":"A Igreja e o ecumenismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste artigo, desejo tratar da rela\u00e7\u00e3o que a Igreja Cat\u00f3lica tem \u2013 ou procura ter \u2013 com outros crist\u00e3os (a isso chamamos Di\u00e1logo Ecum\u00eanico). Queremos, enquanto cat\u00f3licos fi\u00e9is \u00e0 nossa f\u00e9, ser construtores de pontes que dialoguem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Di\u00e1logo Ecum\u00eanico \u00e9 tratado no Decreto <em>Unitatis Redintegratio<\/em> (UR), do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II (1962-65). Nele se v\u00ea o grande desejo do retorno \u00e0 unidade entre os crist\u00e3os em geral \u2013 quer dizer, entre os que invocam a Deus Trino e confessam a Cristo como Senhor e Salvador, n\u00e3o s\u00f3 individualmente, mas tamb\u00e9m reunidos em assembleias (UR, 1) \u2013 sem barganhar a interpreta\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, que \u00e9 uma s\u00f3, mas \u00e9 a n\u00f3s transmitida por dois canais: a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradi\u00e7\u00e3o, ambas sadiamente interpretadas pelo Magist\u00e9rio vivo da Igreja (cf. <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em> n. 74-95). \u00c9 exatamente para afastar qualquer perigo de relativismo que, j\u00e1 no in\u00edcio do <em>Unitatis Redintegratio<\/em>, temos o seguinte longo par\u00e1grafo: \u201cNisto se manifestou a caridade de Deus para conosco, em que o Filho unig\u00eanito de Deus foi enviado ao mundo pelo Pai a fim de que, feito homem, desse nova vida pela Reden\u00e7\u00e3o a todo o g\u00eanero humano e o unificasse. Antes de se imolar no altar da cruz como h\u00f3stia imaculada, rogou ao Pai pelos que creem, dizendo: \u2018Para que todos sejam um, como tu, Pai, em mim e eu em ti; para que sejam um em n\u00f3s, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste\u2019 (Jo 17,21). Na Sua Igreja instituiu o admir\u00e1vel sacramento da Eucaristia, pelo qual \u00e9 tanto significada como realizada a unidade da Igreja. A Seus disc\u00edpulos deu o novo mandamento do m\u00fatuo amor e prometeu o Esp\u00edrito Par\u00e1clito, que, como Senhor e fonte de vida, com eles permanecesse para sempre\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSuspenso na cruz e glorificado, o Senhor Jesus derramou o Esp\u00edrito prometido. Por Ele chamou e congregou na unidade da f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade o Povo da nova Alian\u00e7a, que \u00e9 a Igreja, como atesta o Ap\u00f3stolo: \u2018S\u00f3 h\u00e1 um corpo e um esp\u00edrito, como tamb\u00e9m fostes chamados numa s\u00f3 esperan\u00e7a da vossa voca\u00e7\u00e3o. S\u00f3 h\u00e1 um Senhor, uma f\u00e9, um Batismo\u2019 (Ef 4,4-5). Com efeito, \u2018todos quantos fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo&#8230; Pois todos sois um em Cristo Jesus\u2019 (Gl 3,27-28). O Esp\u00edrito Santo habita nos crentes, enche e rege toda a Igreja, realiza aquela maravilhosa comunh\u00e3o dos fi\u00e9is e une a todos t\u00e3o intimamente em Cristo, que \u00e9 princ\u00edpio da unidade da Igreja. Ele faz a distribui\u00e7\u00e3o das gra\u00e7as e dos of\u00edcios, enriquecendo a Igreja de Jesus Cristo com m\u00faltiplos dons, \u2018a fim de aperfei\u00e7oar os santos para a obra do minist\u00e9rio, na edifica\u00e7\u00e3o do corpo de Cristo\u2019 (Ef 4,12)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPara estabelecer esta Sua Igreja santa em todo mundo at\u00e9 \u00e0 consuma\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos, Cristo outorgou ao col\u00e9gio dos doze o of\u00edcio de ensinar, governar e santificar. Dentre eles, escolheu Pedro, sobre quem, ap\u00f3s a profiss\u00e3o de f\u00e9, decidiu edificar a Sua Igreja. A ele prometeu as chaves do reino dos c\u00e9us e, depois da profiss\u00e3o do seu amor, confiou-lhe a tarefa de confirmar todas as ovelhas na f\u00e9 e de apascent\u00e1-las em perfeita unidade, permanecendo eternamente o pr\u00f3prio Cristo Jesus como pedra angular fundamental e pastor de nossas almas. Jesus Cristo quer que o Seu Povo cres\u00e7a mediante a fiel prega\u00e7\u00e3o do Evangelho, administra\u00e7\u00e3o dos sacramentos e governo amoroso dos Ap\u00f3stolos e dos seus sucessores os Bispos, com a sua cabe\u00e7a, o sucessor de Pedro, sob a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo; e vai aperfei\u00e7oando a sua comunh\u00e3o na unidade: na confiss\u00e3o de uma s\u00f3 f\u00e9, na comum celebra\u00e7\u00e3o do culto divino e na fraterna conc\u00f3rdia da fam\u00edlia de Deus. Assim a Igreja, a \u00fanica grei de Deus, como um sinal levantado entre as na\u00e7\u00f5es, oferecendo o Evangelho da paz a todo o g\u00eanero humano, peregrina em esperan\u00e7a, rumo \u00e0 meta da p\u00e1tria celeste. Este \u00e9 o sagrado mist\u00e9rio da unidade da Igreja, em Cristo e por Cristo, realizando o Esp\u00edrito Santo a variedade dos minist\u00e9rios. Deste mist\u00e9rio o supremo modelo e princ\u00edpio \u00e9 a unidade de um s\u00f3 Deus, o Pai e o Filho no Esp\u00edrito Santo, na Trindade de pessoas\u201d (n. 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, o sadio di\u00e1logo ecum\u00eanico n\u00e3o \u00e9, de modo algum, atrai\u00e7oador da reta f\u00e9 da Igreja \u201cporque s\u00f3 pela Igreja cat\u00f3lica de Cristo, que \u00e9 o meio geral de salva\u00e7\u00e3o, pode ser atingida toda a plenitude dos meios salutares\u201d (UR 3), ainda que fora da Igreja vis\u00edvel tamb\u00e9m haja muitos elementos da Igreja de Cristo e seja poss\u00edvel a salva\u00e7\u00e3o eterna em virtude dessa mesma Igreja (<em>idem<\/em>; cf. <em>Lumen Gentium<\/em>, 16; <em>Gaudium et Spes<\/em>, 22). Cumpre notar, com o Conc\u00edlio Vaticano II que s\u00e3o Igrejas, no sentido pr\u00f3prio do termo, aqueles segmentos crist\u00e3os que conservam validamente a sucess\u00e3o apost\u00f3lica no minist\u00e9rio dos Bispos e a Eucaristia; as demais s\u00e3o denominadas Comunidades Eclesiais (cf. UR 14-23).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em que consiste, ent\u00e3o, o verdadeiro di\u00e1logo ecum\u00eanico? \u2013 O pr\u00f3prio <em>Unitatis Redintegratio<\/em> nos explica, de modo claro e longo: \u201cHoje, em muitas partes do mundo, mediante o sopro da gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, empreendem-se, pela ora\u00e7\u00e3o, pela palavra e pela a\u00e7\u00e3o, muitas tentativas de aproxima\u00e7\u00e3o daquela plenitude de unidade que Jesus Cristo quis. Este sagrado Conc\u00edlio, portanto, exorta todos os fi\u00e9is a que, reconhecendo os sinais dos tempos, solicitamente participem do trabalho ecum\u00eanico. Por \u2018movimento ecum\u00eanico\u2019 entendem-se as atividades e iniciativas, que s\u00e3o suscitadas e ordenadas, segundo as v\u00e1rias necessidades da Igreja e oportunidades dos tempos, no sentido de favorecer a unidade dos crist\u00e3os. Tais s\u00e3o: primeiro, todos os esfor\u00e7os para eliminar palavras, ju\u00edzos e a\u00e7\u00f5es que, segundo a equidade e a verdade, n\u00e3o correspondem \u00e0 condi\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os separados e, por isso, tornam mais dif\u00edceis as rela\u00e7\u00f5es com eles; depois, o \u2018di\u00e1logo\u2019 estabelecido entre peritos competentes, em reuni\u00f5es de crist\u00e3os das diversas Igrejas e Comunidades, organizadas em esp\u00edrito religioso, em que cada qual explica mais profundamente a doutrina da sua Comunh\u00e3o e apresenta com clareza as suas caracter\u00edsticas. Com este di\u00e1logo, todos adquirem um conhecimento mais verdadeiro e um apre\u00e7o mais justo da doutrina e da vida de cada Comunh\u00e3o. Ent\u00e3o estas Comunh\u00f5es conseguem tamb\u00e9m uma mais ampla colabora\u00e7\u00e3o em certas obriga\u00e7\u00f5es que a consci\u00eancia crist\u00e3 exige em vista do bem comum. E onde for poss\u00edvel, re\u00fanem-se em ora\u00e7\u00e3o un\u00e2nime. Enfim, todos examinam a sua fidelidade \u00e0 vontade de Cristo acerca da Igreja e, na medida da necessidade, levam vigorosamente por diante o trabalho de renova\u00e7\u00e3o e de reforma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDesde que os fi\u00e9is da Igreja cat\u00f3lica prudente e pacientemente trabalhem sob a vigil\u00e2ncia dos pastores, tudo isto contribuir\u00e1 para promover a equidade e a verdade, a conc\u00f3rdia e a colabora\u00e7\u00e3o, o esp\u00edrito fraterno e a uni\u00e3o. Assim, palmilhando este caminho, superando pouco a pouco os obst\u00e1culos que impedem a perfeita comunh\u00e3o eclesi\u00e1stica, todos os crist\u00e3os se congreguem numa \u00fanica celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia e na unidade de uma \u00fanica Igreja. Esta unidade, desde o in\u00edcio Cristo a concedeu \u00e0 Sua Igreja. N\u00f3s cremos que esta unidade subsiste indefectivelmente na Igreja cat\u00f3lica e esperamos que cres\u00e7a de dia para dia, at\u00e9 \u00e0 consuma\u00e7\u00e3o dos s\u00e9culos. Mas \u00e9 evidente que o trabalho de prepara\u00e7\u00e3o e reconcilia\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos que desejam a plena comunh\u00e3o cat\u00f3lica \u00e9 por sua natureza distinto da empresa ecum\u00eanica: Entretanto, n\u00e3o existe nenhuma oposi\u00e7\u00e3o entre as duas, pois ambas procedem da admir\u00e1vel Providencia divina. \u00c9, sem d\u00favida, necess\u00e1rio que os fi\u00e9is cat\u00f3licos na empresa ecum\u00eanica se preocupem com os irm\u00e3os separados, rezando por eles, comunicando com eles sobre assuntos da Igreja, dando os primeiros passos em dire\u00e7\u00e3o a eles. Sobretudo, por\u00e9m, examinam com esp\u00edrito sincero e atento aquelas coisas que na pr\u00f3pria fam\u00edlia cat\u00f3lica devem ser renovadas e realizadas para que a sua vida d\u00ea um testemunho mais fiel e luminoso da doutrina e dos ensinamentos recebidos de Cristo, atrav\u00e9s dos Ap\u00f3stolos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEmbora a Igreja cat\u00f3lica seja enriquecida de toda a verdade revelada por Deus e de todos os instrumentos da gra\u00e7a, os seus membros, contudo, n\u00e3o vivem com todo aquele fervor que seria conveniente. E assim, aos irm\u00e3os separados e ao mundo inteiro o rosto da Igreja brilha menos e o seu crescimento \u00e9 retardado. Por esse motivo, todos os cat\u00f3licos devem tender \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e, cada um segundo a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o, devam procurar que a Igreja, levando em seu corpo a humildade e mortifica\u00e7\u00e3o de Jesus, de dia para dia se purifique e se renove, at\u00e9 que, Cristo a apresente a Si gloriosa, sem mancha e sem ruga. Guardando a unidade nas coisas necess\u00e1rias, todos na Igreja, segundo o m\u00fanus dado a cada um, conservem a devida liberdade tanto nas v\u00e1rias formas de vida espiritual e de disciplina, como na diversidade de ritos lit\u00fargicos e at\u00e9 mesmo na elabora\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica da verdade revelada. Mas em tudo cultivem a caridade. Por este modo de agir, manifestar\u00e3o sempre melhor a aut\u00eantica catolicidade e apostolicidade da Igreja\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor outro lado, \u00e9 mister que os cat\u00f3licos reconhe\u00e7am com alegria e estimem os bens verdadeiramente crist\u00e3os, oriundos de um patrim\u00f4nio comum, que se encontram nos irm\u00e3os de n\u00f3s separados. \u00c9 digno e salutar reconhecer as riquezas de Cristo e as obras de virtude na vida de outros que d\u00e3o testemunho de Cristo, \u00e0s vezes at\u00e9 \u00e0 efus\u00e3o do sangue. Deus \u00e9, com efeito, sempre admir\u00e1vel e digno de admira\u00e7\u00e3o em Suas obras. Nem se passe por alto o fato de que tudo o que a gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo realiza nos irm\u00e3os separados pode tamb\u00e9m contribuir para a nossa edifica\u00e7\u00e3o. Tudo o que \u00e9 verdadeiramente crist\u00e3o jamais se op\u00f5e aos bens genu\u00ednos da f\u00e9, antes sempre pode fazer com que mais perfeitamente se compreenda o pr\u00f3prio mist\u00e9rio de Cristo e da Igreja. Todavia, as divis\u00f5es dos crist\u00e3os impedem a Igreja de realizar a plenitude de catolicidade que lhe \u00e9 pr\u00f3pria naqueles filhos que, embora incorporados pelo Batismo, est\u00e3o separados da sua plena comunh\u00e3o. E at\u00e9 para a pr\u00f3pria Igreja se torna mais dif\u00edcil exprimir na realidade da vida e sob todos os aspectos a sua plena catolicidade\u201d. O longo par\u00e1grafo termina com uma exorta\u00e7\u00e3o: \u201cEste sagrado Conc\u00edlio verifica com alegria que a participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is na a\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica aumenta cada vez mais. Recomenda-a aos Bispos de todo o mundo, para que a promovam com interesse e prudentemente a dirijam\u201d (n. 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desejo, depois de expor os principais pontos do <em>Unitatis Redintegratio<\/em>, lembrar que os movimento visando a unidade dos crist\u00e3os, ardentemente desejada por Cristo (cf. Jo 17,21), tem origem no j\u00e1 distante s\u00e9culo XIX e mereceu, por parte da Santa S\u00e9, corre\u00e7\u00f5es, no que tinha de confuso, e elogios, naquilo que \u00e9 l\u00edcito, incluindo entre os incentivos o bom est\u00edmulo do Papa Le\u00e3o XIII (cf. Daniel Rops. <em>A Igreja das revolu\u00e7\u00f5es (III). Esses nossos irm\u00e3os, os crist\u00e3os<\/em>. S\u00e3o Paulo: Quadrante, 2008, p. 507-572). Ainda, por um impulso da gra\u00e7a divina, em janeiro de 1938, o Padre Paul Couturier escreveu \u00e0 Madre Pia Gullini, abadessa do mosteiro trapista de Grottaferrata, na It\u00e1lia, e tamb\u00e9m entusiasta da Unidade dos crist\u00e3os, uma mensagem convidando as monjas a rezarem nessa inten\u00e7\u00e3o. No final do convite, se l\u00ea algo importante: \u201cSem fechar os olhos, voluntariamente, ante as diferen\u00e7as para resolv\u00ea-las em um sincretismo destruidor de qualquer f\u00e9 verdadeira, busquemos, antes de mais nada, o que nos aproxima para destac\u00e1-lo. Desse modo, vir\u00e3o \u00e0 luz as perspectivas de converg\u00eancia nas quais aparecer\u00e1 a necessidade de recusar tudo quanto h\u00e1 de negativo e reavaliar nossa respectiva orienta\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica\u201d (Gabriella dell\u2019Unit\u00e0. <em>Lettere dalla Trapa<\/em>. Milano: San Paolo, 2006, p. 23-24).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pe\u00e7amos a gra\u00e7a de \u2013 em comunh\u00e3o com o Santo Padre, o Papa, e o Bispo diocesano \u2013 rezar e, na medida de nossas possibilidades, atuar junto aos irm\u00e3os separados para que a vontade do Senhor se cumpra e todos sejamos um, como Ele e o Pai o s\u00e3o (cf. Jo 17,21). Assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Neste artigo, desejo tratar da rela\u00e7\u00e3o que a Igreja Cat\u00f3lica tem \u2013 ou procura ter \u2013 com outros crist\u00e3os (a isso chamamos Di\u00e1logo Ecum\u00eanico). Queremos, enquanto cat\u00f3licos fi\u00e9is \u00e0 nossa f\u00e9, ser construtores de pontes que dialoguem. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Di\u00e1logo Ecum\u00eanico \u00e9 tratado no Decreto Unitatis Redintegratio (UR), do Conc\u00edlio Ecum\u00eanico Vaticano II (1962-65). 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