{"id":65277,"date":"2020-12-18T10:07:57","date_gmt":"2020-12-18T13:07:57","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=65277"},"modified":"2020-12-18T10:07:57","modified_gmt":"2020-12-18T13:07:57","slug":"deus-viu-que-tudo-era-bom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/deus-viu-que-tudo-era-bom\/","title":{"rendered":"Deus viu que tudo era bom"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pensemos no contexto b\u00edblico da cria\u00e7\u00e3o, com o para\u00edso, o pecado original (serpente), Caim e Abel, e muitos outros assuntos, no in\u00edcio do Livro do G\u00eanesis, que tem sua plaus\u00edvel sustenta\u00e7\u00e3o no bom Deus, ao tomar a decis\u00e3o de descer do c\u00e9u, encarnar-se na hist\u00f3ria humana e, de um modo pedag\u00f3gico, instaurar seu reino de justi\u00e7a e paz. O Livro Sagrado nos revela a grandeza de um Deus que, al\u00e9m de criar tudo por amor, \u00e9 imensamente rico, maravilhoso, belo e vast\u00edssimo no seu amoroso mist\u00e9rio. No Livro do G\u00eanesis, constata-se o sentido aleg\u00f3rico e po\u00e9tico da vida como um todo, ao louvar a preciosidade da natureza, como bondade de Deus, na contempla\u00e7\u00e3o dos c\u00e9us, na sua amplitude e sublime dimens\u00e3o, numa simbologia \u00e0 luz divina com seu esplendor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos a terra e nela os minerais, as \u00e1guas, as numerosas planta\u00e7\u00f5es, as incont\u00e1veis variedades e modos de se perceber a beleza da vida. Tamb\u00e9m n\u00e3o se pode esquecer a narrativa do abismo e nele as for\u00e7as do mal, na constante tentativa da amea\u00e7a de arrastar o homem e a cria\u00e7\u00e3o, sendo todos conduzidos ao caos (cf. Gn 1, 1ss). J\u00e1 no Livro dos Prov\u00e9rbios e no da Sabedoria, percebe-se a eleva\u00e7\u00e3o e exalta\u00e7\u00e3o da sabedoria, n\u00e3o deixando d\u00favidas de que nela se v\u00ea o pr\u00f3prio Deus, presente e vista nos acontecimentos; evidentemente, s\u00e3o obras de suas m\u00e3os maravilhosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somos convidados, com o rigor da raz\u00e3o e muito mais ainda com o rigor da f\u00e9, a contemplar a origem de tudo que existe: \u201cDeus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom\u201d, obra esta que encontra nos seres humanos, criaturas de Deus, seu pleno acabamento, quando na manjedoura somos convidados a perscrutar e admirar aquilo que nos foi prometido, com a promessa de restaurar todas as coisas consigo. Urge da nossa parte, criaturas de Deus, colocar o projeto de vida realizado acima dos nossos interesses ou projetos pessoais. O ideal seria uma rea\u00e7\u00e3o, com a retomada de um grande mutir\u00e3o de solidariedade, dando entona\u00e7\u00e3o e relev\u00e2ncia ao dom mais precioso: a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro do esp\u00edrito escatol\u00f3gico do Natal e nele o sonho do acabamento do mundo, o que resta \u00e0 humanidade \u00e9 uma \u00fanica coisa: radicalizar, distanciando-se da \u201cserpente\u201d como mal maior. Ignorar o esp\u00edrito do \u201cnegacionismo, obscurantismo e anticientificismo\u201d, que seja mais do que um sonho, sem esquecer-se da ideia delet\u00e9ria de se estabelecer uma pauta em que se estimule sempre mais o uso das armas, contrariando a paz e a aurora af\u00e1vel e terna da crian\u00e7a da estribaria, tendo como dr\u00e1stica consequ\u00eancia o espanto assombroso, quanto ao abismo da odiosa viol\u00eancia. Assim seja!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensemos no contexto b\u00edblico da cria\u00e7\u00e3o, com o para\u00edso, o pecado original (serpente), Caim e Abel, e muitos outros assuntos, no in\u00edcio do Livro do G\u00eanesis, que tem sua plaus\u00edvel sustenta\u00e7\u00e3o no bom Deus, ao tomar a decis\u00e3o de descer do c\u00e9u, encarnar-se na hist\u00f3ria humana e, de um modo pedag\u00f3gico, instaurar seu reino de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":55824,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-65277","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65277","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65277"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65277\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65278,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65277\/revisions\/65278"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65277"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65277"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}