{"id":65053,"date":"2020-12-14T10:48:53","date_gmt":"2020-12-14T13:48:53","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=65053"},"modified":"2020-12-14T10:48:53","modified_gmt":"2020-12-14T13:48:53","slug":"as-3-mais-belas-tradicoes-de-natal-e-suas-origens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/as-3-mais-belas-tradicoes-de-natal-e-suas-origens\/","title":{"rendered":"As 3 mais belas tradi\u00e7\u00f5es de Natal e suas origens"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Por que temos o h\u00e1bito de acender a coroa do Advento antes do Natal?\u00a0Desde quando come\u00e7amos a montar a \u00e1rvore de natal no m\u00eas de dezembro?\u00a0E por que o panetone se tornou a sobremesa tradicional de Natal?\u00a0Vivemos todas essas tradi\u00e7\u00f5es, cujas origens \u00e0s vezes s\u00e3o desconhecidas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo ano convivemos com \u00e1rvores de Natal, panetones, guirlandas, pres\u00e9pios, dentre outros objetos que representam esse tempo.\u00a0Algumas tradi\u00e7\u00f5es de Natal, no entanto, t\u00eam um significado espiritual. Nascidas de\u00a0festas pag\u00e3s pr\u00e9-existentes ou simplesmente inventadas pela piedade popular, essas tradi\u00e7\u00f5es nos ajudam a adentrar o mist\u00e9rio do Natal.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>As luzes: em honra daquele que salva das trevas<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dia 25 de dezembro j\u00e1 foi o festival pag\u00e3o da luz em meio ao solst\u00edcio de inverno do hemisf\u00e9rio norte: o renascimento do sol, chamado Sol\u00a0Invictus. Esse dia\u00a0corresponde \u00e0 data a partir da qual os dias come\u00e7am a se alongar.\u00a0Por isso, foi escolhido pelos crist\u00e3os para celebrar o nascimento de Cristo: \u201cLuz do mundo\u201d, \u201cSol da justi\u00e7a\u201d.\u00a0Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual velas, guirlandas e outras luzes s\u00e3o comumente acesas mais particularmente na noite do dia 24.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>O pres\u00e9pio: inicialmente um teatro vivo<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os primeiros s\u00e9culos, a Manjedoura de Natal \u2013 o lugar e momento do nascimento de Jesus \u2013 \u00e9 reproduzida, muitasr\u00e9plicas s\u00e3o constru\u00eddas.\u00a0As cenas do pres\u00e9pio, na maioria das vezes pintadas ou esculpidas, s\u00e3o veneradas pela piedade popular.\u00a0Os mist\u00e9rios revividos nas igrejas sobre os temas da Natividade e da Adora\u00e7\u00e3o dos Magos sem d\u00favida influenciaram S\u00e3o Francisco de Assis.\u00a0\u00c9 a ele que atribu\u00edmos o primeiro pres\u00e9pio vivo, na v\u00e9spera de Natal de 1223, na aldeia de\u00a0Greccio, na It\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco a pouco, as representa\u00e7\u00f5es vivas foram sendo substitu\u00eddas por cenas paradas, que por muitas vezes deram origem a verdadeiras obras de arte.\u00a0Artistas italianos se destacaram no s\u00e9culo 18 com figuras policromadas em tamanho real.\u00a0O gosto pela cria\u00e7\u00e3o de pres\u00e9pios espalhou-se ent\u00e3o pela Europa.\u00a0Cada pa\u00eds e cada regi\u00e3o desenvolveu suas representa\u00e7\u00f5es tradicionais, mais ou menos aleg\u00f3ricas.\u00a0Os personagens passaram a se multiplicar,\u00a0e cada par\u00f3quia, cada fam\u00edlia passou a ter a sua.\u00a0Desde os primeiros s\u00e9culos, e especialmente na \u00e9poca do Natal, os crist\u00e3os costumam rezar diante dessas representa\u00e7\u00f5es do mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u00e1rvore de Natal: um h\u00e1bito recente<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma coisa que n\u00e3o pode faltar!\u00a0Quem n\u00e3o se lembra das \u00e1rvores da inf\u00e2ncia que mont\u00e1vamos em fam\u00edlia?\u00a0Pensadas para estarem sempre verdes, mesmo no auge do inverno, ela \u00e9 um s\u00edmbolo de vida enquanto as outras \u00e1rvores parecem mortas.\u00a0Os antigos sempre a utilizaram ou mesmo honraram.\u00a0Desde o s\u00e9culo 11, no tempo do Advento, o pinheiro passou a adornar as igrejas enquanto os mist\u00e9rios de natal eram representados atrav\u00e9s do teatro religioso e popular.\u00a0Quando essas cenas tinham como tema o pecado original, a \u00e1rvore chegava a ser decorada com ma\u00e7\u00e3s e h\u00f3stias vermelhas (n\u00e3o consagradas!).\u00a0As ma\u00e7\u00e3s simbolizavam a culpa de Ad\u00e3o, j\u00e1 as h\u00f3stias, representam a reden\u00e7\u00e3o dadapor\u00a0Cristo.\u00a0No s\u00e9culo 15, a representa\u00e7\u00e3o dos mist\u00e9rios foi sendo proibida e assim foi se perdendo. Mas a tradi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore decorada acabou sendo mantida nos ambientes comuns, como em empresas, e depois nas casas.<\/p>\n<div class=\"nativo-inread\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no s\u00e9culo 15, o costume da \u00e1rvore de Natal era comum na Alemanha.\u00a0Aos poucos, as decora\u00e7\u00f5es frut\u00edferas foram se transformando e surgiram flores, fitas e guirlandas.\u00a0Os protestantes tamb\u00e9m contribu\u00edram para a cria\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore de Natal pois recusavam a representa\u00e7\u00e3o da Encarna\u00e7\u00e3o na manjedoura.\u00a0A \u00e1rvore de Natal n\u00e3o precisa sernecessariamente um pinheiro, pois ela \u00e9 antes de tudo a representa\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore do Conhecimento do Bem e do Mal, a \u00e1rvore do Para\u00edso perdido. No s\u00e9culo 17, virou costume guardar\u00a0brinquedos e presentes\u00a0ao\u00a0p\u00e9\u00a0da \u00e1rvore de Natal. E foi no s\u00e9culo 19 que a tradi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore de Natal se espalhou pelo mundo.\u00a0Na Fran\u00e7a, a primeira \u00e1rvore foi plantado em 1837 no Jardim de Tulherias pela duquesa de Orleans, e se espalhou por outras cidades e campos ap\u00f3s a guerra de 1870.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">B\u00e9n\u00e9dicte Drouin<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que temos o h\u00e1bito de acender a coroa do Advento antes do Natal?\u00a0Desde quando come\u00e7amos a montar a \u00e1rvore de natal no m\u00eas de dezembro?\u00a0E por que o panetone se tornou a sobremesa tradicional de Natal?\u00a0Vivemos todas essas tradi\u00e7\u00f5es, cujas origens \u00e0s vezes s\u00e3o desconhecidas Todo ano convivemos com \u00e1rvores de Natal, panetones, guirlandas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":65054,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-65053","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65053"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65053\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65055,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65053\/revisions\/65055"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}