{"id":64958,"date":"2020-12-10T09:30:30","date_gmt":"2020-12-10T12:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=64958"},"modified":"2020-12-10T09:30:30","modified_gmt":"2020-12-10T12:30:30","slug":"o-papa-nao-devemos-ter-vergonha-de-pedir-de-rezar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-nao-devemos-ter-vergonha-de-pedir-de-rezar\/","title":{"rendered":"O Papa: n\u00e3o devemos ter vergonha de pedir, de rezar"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 plenamente humana: inclui o louvor e a s\u00faplica&#8221;, disse Francisco na catequese da Audi\u00eancia Geral, recordando &#8220;que n\u00e3o devemos nos escandalizar se sentirmos a necessidade de rezar&#8221;. N\u00e3o ter vergonha de pedir, sobretudo quando estamos passando por dificuldades.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Mariangela Jaguraba &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA ora\u00e7\u00e3o de s\u00faplica\u201d foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audi\u00eancia Geral desta quarta-feira (09\/12), realizada na Biblioteca do Pal\u00e1cio Apost\u00f3lico.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-64958-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/12\/09\/12\/135815972_F135815972.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/12\/09\/12\/135815972_F135815972.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/12\/09\/12\/135815972_F135815972.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 plenamente humana: inclui o louvor e a s\u00faplica. De fato, quando Jesus ensinou os seus disc\u00edpulos a rezar, o fez com o \u201cPai-Nosso\u201d.\u201d Com esta ora\u00e7\u00e3o, \u201cimploramos a Deus pelos dons mais elevados: a santifica\u00e7\u00e3o de seu nome entre os homens, o advento de seu senhorio, a realiza\u00e7\u00e3o de sua vontade de bem em rela\u00e7\u00e3o ao mundo. Mas no \u201cPai-Nosso\u201d tamb\u00e9m pedimos os dons mais simples e di\u00e1rios, como o \u201cp\u00e3o de cada dia\u201d, que tamb\u00e9m significa sa\u00fade, casa, trabalho, a Eucaristia, necess\u00e1ria para a vida em Cristo, assim como o perd\u00e3o dos pecados e, portanto, a paz em nossas rela\u00e7\u00f5es; e, por fim, que nos ajude nas tenta\u00e7\u00f5es e nos liberte do mal\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O ser humano \u00e9 uma invoca\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPedir, suplicar: isto \u00e9 muito humano!\u201d, disse o Papa, acrescentando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>\u00c0s vezes acreditamos que n\u00e3o precisamos de nada, que nos bastamos e que vivemos na completa autossufici\u00eancia. Muitas vezes isso acontece! Mas cedo ou tarde esta ilus\u00e3o se desvanece. O ser humano \u00e9 uma invoca\u00e7\u00e3o, que \u00e0s vezes se torna um grito, muitas vezes retido. A alma se assemelha a uma terra \u00e1rida e sedenta. Todos n\u00f3s experimentamos, num momento o outro de nossa exist\u00eancia, o tempo da melancolia, da solid\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Papa, \u201ca B\u00edblia n\u00e3o se envergonha de mostrar a condi\u00e7\u00e3o humana marcada pela doen\u00e7a, injusti\u00e7a, trai\u00e7\u00e3o de amigos ou amea\u00e7a de inimigos. \u00c0s vezes parece que tudo desmorona, que a vida vivida at\u00e9 agora tenha sido em v\u00e3o. Nestas situa\u00e7\u00f5es aparentemente sem solu\u00e7\u00e3o, existe uma \u00fanica sa\u00edda: o grito, a ora\u00e7\u00e3o: \u201cAjuda-me, Senhor!\u201d A ora\u00e7\u00e3o abre fendas de luz nas trevas mais escuras, abre o caminho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s, seres humanos, partilhamos esta invoca\u00e7\u00e3o de ajuda com toda a cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somos os \u00fanicos a \u201crezar\u201d neste universo vasto: cada fragmento da cria\u00e7\u00e3o carrega inscrito o desejo de Deus. S\u00e3o Paulo o expressou desta forma: \u00abSabemos que toda a cria\u00e7\u00e3o sofre as dores do parto at\u00e9 hoje. N\u00e3o somente ela, mas tamb\u00e9m n\u00f3s, que possu\u00edmos as prim\u00edcias do Esp\u00edrito, gememos interiormente\u00bb\u201d, disse ainda Francisco.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o ter vergonha de rezar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Papa, \u201cem n\u00f3s ressoa o gemido multiforme das criaturas: das \u00e1rvores, das rochas, dos animais. Tudo anseia por cumprimento. N\u00f3s somos os \u00fanicos a rezar com consci\u00eancia. Sabemos que nos dirigimos ao Pai, entramos em di\u00e1logo com o Pai\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Assim, n\u00e3o devemos nos escandalizar se sentirmos a necessidade de rezar, n\u00e3o ter vergonha, sobretudo quando estamos passando por dificuldades, pedir. Jesus falando sobre um homem desonesto que deve fazer as contas com o seu patr\u00e3o, diz: pedir, me envergonha. E muitos de n\u00f3s temos esse sentimento. Temos vergonha de pedir, de pedir ajuda, pedir alguma coisa a algu\u00e9m para me ajudar a alcan\u00e7ar um objetivo, e temos vergonha de pedir a Deus. Isso n\u00e3o pode ser feito. N\u00e3o ter vergonha de rezar. Senhor, preciso disso. Senhor, estou com esta dificuldade. Ajuda-me! O grito, o grito do cora\u00e7\u00e3o a Deus que \u00e9 Pai. Devemos fazer isso tamb\u00e9m nos momentos felizes; n\u00e3o somente nos momentos ruins, mas felizes. Agradecer a Deus por tudo o que nos \u00e9 dado, e n\u00e3o tomar nada por garantido ou devido: tudo \u00e9 gra\u00e7a. Devemos aprende isso. O Senhor sempre nos doa. Tudo \u00e9 gra\u00e7a de Deus.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Francisco, \u201cn\u00e3o devemos sufocar a s\u00faplica que surge espontaneamente em n\u00f3s. A ora\u00e7\u00e3o de s\u00faplica caminha de m\u00e3os dadas com a aceita\u00e7\u00e3o do nosso limite e da nossa criaturalidade. Pode-se at\u00e9 n\u00e3o chegar a crer em Deus, mas \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o crer na ora\u00e7\u00e3o: ela simplesmente existe; se apresenta a n\u00f3s como um grito; e todos n\u00f3s temos que lidar com esta voz interior que pode talvez ficar em sil\u00eancio por muito tempo, mas um dia acorda e grita\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 espera<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDeus responder\u00e1. N\u00e3o h\u00e1 orante no Livro dos Salmos que levante seu lamento e permane\u00e7a sem ser ouvido. Deus responde sempre, hoje, amanh\u00e3. Sempre responde. De uma maneira ou de outra. Responde sempre. A B\u00edblia o repete v\u00e1rias vezes: Deus escuta o clamor de quem o invoca. At\u00e9 mesmo os nossos pedidos gaguejados, mesmo aqueles que permanecem no fundo do cora\u00e7\u00e3o. O Pai quer nos dar o seu Esp\u00edrito, que anima cada ora\u00e7\u00e3o e transforma todas as coisas. \u00c9 uma quest\u00e3o de paci\u00eancia, de aguentar a espera\u201d, frisou o Papa, acrescentando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Agora estamos no tempo de Advento, um tempo de espera do Natal. Isso se v\u00ea bem. Mas tamb\u00e9m toda a nossa vida \u00e9 uma espera. E a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 espera sempre, porque sabemos que o Senhor responder\u00e1. At\u00e9 mesmo a morte recua, quando um crist\u00e3o reza, porque sabe que cada orante tem um aliado mais forte do que ela: o Senhor Ressuscitado. A morte j\u00e1 foi derrotada em Cristo, e vir\u00e1 o dia em que tudo ser\u00e1 definitivo, e ela n\u00e3o poder\u00e1 mais fazer esc\u00e1rnio de nossa vida e de nossa felicidade. Aprendamos a estar na expectativa, na espera do Senhor. O Senhor vem nos visitar, n\u00e3o somente nas grandes festas de Natal, P\u00e1scoa, mas Ele nos visita todos os dias na intimidade dos nossos cora\u00e7\u00f5es, se estamos \u00e0 sua espera.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMuitas vezes n\u00e3o percebemos que o Senhor est\u00e1 pr\u00f3ximo, que bate \u00e0 nossa porta e o deixamos passar. \u201cTenho medo de Deus quando passa\u201d, dizia Santo Agostinho. \u201cTenho medo que Ele passe e eu n\u00e3o perceba\u201d. \u00a0O Senhor passa. O Senhor vem, o Senhor bate, mas se voc\u00ea est\u00e1 com o ouvido cheio de outros barulhos, n\u00e3o ir\u00e1 ouvir o chamado do Senhor. Estar \u00e0 espera. Esta \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu o Papa.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA ora\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 plenamente humana: inclui o louvor e a s\u00faplica&#8221;, disse Francisco na catequese da Audi\u00eancia Geral, recordando &#8220;que n\u00e3o devemos nos escandalizar se sentirmos a necessidade de rezar&#8221;. N\u00e3o ter vergonha de pedir, sobretudo quando estamos passando por dificuldades. Mariangela Jaguraba &#8211; Vatican News \u201cA ora\u00e7\u00e3o de s\u00faplica\u201d foi o tema da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":64959,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,3],"tags":[],"class_list":["post-64958","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-featured","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64958"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64958\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64960,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64958\/revisions\/64960"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64959"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}