{"id":6458,"date":"2015-08-20T14:06:24","date_gmt":"2015-08-20T17:06:24","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/voce-ainda-justifica-seu-fracasso-dizendo-que-o-amor-acabou\/"},"modified":"2017-04-11T10:32:19","modified_gmt":"2017-04-11T13:32:19","slug":"voce-ainda-justifica-seu-fracasso-dizendo-que-o-amor-acabou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/voce-ainda-justifica-seu-fracasso-dizendo-que-o-amor-acabou\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea ainda justifica seu fracasso dizendo que \u201co amor acabou\u201d?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/amoracabou.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>N\u00e3o coloque a culpa no \u201camor\u201d: o amor somos n\u00f3s!<\/p>\n<p>Voltei a ler as cartas que minha esposa conserva desde o in\u00edcio do nosso relacionamento. Estas cartas s\u00e3o um testemunho de que ainda me faltava a decis\u00e3o de envolver-me total e pessoalmente no nosso amor. Nelas, redescubro o vai-e-vem afetivo de um aprendiz de escritor e poeta, em frases de intensos sentimentos com um estilo nada original. Quanto aprendi desde ent\u00e3o!<\/p>\n<p>Leio a primeira que lhe escrevi, logo que nos conhecemos, e ela come\u00e7a com a t\u00edpica frase: \u201cA vida nos fez coincidir!\u201d, para depois fazer uma descri\u00e7\u00e3o dos meus sentimentos, com as que eu considerava belas e emotivas palavras, que seduziam, cantavam, dan\u00e7avam&#8230; capazes de conquistar o esp\u00edrito de qualquer mulher que as lesse.<\/p>\n<p>Depois, encontrei outra carta, que lhe escrevi depois de um momento ruim; nela, eu assumia como fato uma definitiva separa\u00e7\u00e3o. Comecei-a com a frase lapid\u00e1ria: \u201cA vida nos separou\u201d, e sabia que a dirigia a algu\u00e9m que me amava.<\/p>\n<p>Depois, acrescentava uma lista de frases que convidavam \u00e0 resigna\u00e7\u00e3o, ao consolo e ao esquecimento, desculpando-a e desculpando-me; referindo-me ao amor como algo que havia chegado de fora, de alguma misteriosa gal\u00e1xia do universo, um ataque que deveria ser atribu\u00eddo ao Cupido, a algo ou a algu\u00e9m alheio que havia se apoderado de n\u00f3s, submetendo-nos a emo\u00e7\u00f5es, sentimentos, desejos, anseios, dores e frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Felizmente, chegou o momento no qual compreendi que o amor n\u00e3o \u00e9 um terceiro ao qual atribu\u00ed-lo; esse \u201calgo\u201d pelo qual lavamos as m\u00e3os e ao qual podemos atribuir toda a responsabilidade de que em n\u00f3s tenha nascido o amor, de que nos tenha feito viver, desfrutar e padecer, sobretudo, de que tenha morrido em nossas m\u00e3os sem saber como, quando nem onde ele ficou doente.<\/p>\n<p>Est\u00e1 claro que, como em toda hist\u00f3ria amorosa, assim como em um grande musical, interv\u00eam muitos atores, core\u00f3grafos, m\u00fasicos etc. Mas os protagonistas s\u00e3o os protagonistas. N\u00f3s, e unicamente n\u00f3s, somos o que amamos, vivificamos, sustentamos, acrescentamos, restauramos ou matamos nossos amores. Os respons\u00e1veis somos n\u00f3s, mesmo quando tentamos nos esconder em outro, t\u00e3o bem camuflados, que os primeiros em cair no engano somos n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o renuncio a ser o protagonista da minha pr\u00f3pria vida, do meu pr\u00f3prio amor. Reconhe\u00e7o claramente minha capacidade de amar e, sobretudo, minha necessidade de ser amado, contando com todas as caracter\u00edsticas humanas, pois amamos como somos.<\/p>\n<p>Que caracter\u00edsticas? As boas, as m\u00e1s e as confusas, sua grandeza e sua mis\u00e9ria, suas contradi\u00e7\u00f5es, suas limita\u00e7\u00f5es, suas verdades e apar\u00eancias, enganos e autoenganos, o crescimento, os desertos e rotinas, os fracassos, quedas e regressos.<\/p>\n<p>E a volta perseverante para recome\u00e7ar, t\u00e3o humilde e repleta de humanidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o transfiro a outro ser misterioso meus comportamentos e responsabilidades no amor. Ficou l\u00e1 atr\u00e1s aquela atitude, aquele af\u00e3 liter\u00e1rio que recorria a fadas, ao destino.<\/p>\n<p>Reflex\u00e3o: a responsabilidade \u00e9 a maturidade da liberdade; o compromisso \u00e9 a maturidade da responsabilidade; e o amor \u00e9 a maturidade do compromisso. O ser precede o agir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o coloque a culpa no \u201camor\u201d: o amor somos n\u00f3s! Voltei a ler as cartas que minha esposa conserva desde o in\u00edcio do nosso relacionamento. Estas cartas s\u00e3o um testemunho de que ainda me faltava a decis\u00e3o de envolver-me total e pessoalmente no nosso amor. Nelas, redescubro o vai-e-vem afetivo de um aprendiz de escritor [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-6458","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6458"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6458\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11239,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6458\/revisions\/11239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}