{"id":64243,"date":"2020-11-10T16:44:51","date_gmt":"2020-11-10T19:44:51","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=64243"},"modified":"2020-11-10T16:44:51","modified_gmt":"2020-11-10T19:44:51","slug":"transtorno-de-personalidade-borderline","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/transtorno-de-personalidade-borderline\/","title":{"rendered":"Transtorno de Personalidade Borderline"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que \u00e9 o Transtorno de Personalidade Borderline?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um padr\u00e3o de comportamento anormal caracterizado por instabilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na imagem de si pr\u00f3prio e instabilidade emotiva. Em muitos casos observa-se comportamentos de risco e autoles\u00e3o. A pessoa pode tamb\u00e9m debater-se com uma sensa\u00e7\u00e3o de vazio e medo intenso de abandono emocional. Os sintomas podem ser espoletados por eventos aparentemente normais. O comportamento tem geralmente in\u00edcio no in\u00edcio da idade adulta e ocorre em diferentes contextos. Em muitos casos a condi\u00e7\u00e3o est\u00e1 associada a outras perturba\u00e7\u00f5es, como abuso de subst\u00e2ncias, depress\u00e3o e perturba\u00e7\u00f5es alimentares. Estima-se que preval\u00eancia m\u00e9dia seja de 1,6%, mas pode chegar a 5,9% da popula\u00e7\u00e3o mundial. Cerca de 75% dos pacientes diagnosticados com esse transtorno s\u00e3o mulheres. At\u00e9 10% das pessoas afetadas morrem por suic\u00eddio.<strong> \u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo &#8220;borderline&#8221;, que em ingl\u00eas significa &#8220;fronteiri\u00e7o&#8221;, teve origem na psican\u00e1lise: esses pacientes n\u00e3o podiam ser classificados como neur\u00f3ticos (ansiosos e exagerados), nem como psic\u00f3ticos (que enxergam a realidade de forma distorcida), mas estariam em um estado intermedi\u00e1rio entre esses dois espectros. O primeiro autor a usar o termo foi o psiquiatra e c\u00e9lebre psicanalista americano Adolph Stern (1879-1958), em 1938, que descreveu o transtorno como um tipo de &#8220;hemorragia ps\u00edquica&#8221; diante das frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-64244 size-full aligncenter\" src=\"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/1-2.png\" alt=\"\" width=\"526\" height=\"629\" srcset=\"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/1-2.png 526w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/1-2-251x300.png 251w, https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-content\/uploads\/1-2-351x420.png 351w\" sizes=\"auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Causas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estresses durante a primeira inf\u00e2ncia podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno de personalidade borderline. Hist\u00f3ria infantil de abuso f\u00edsico e sexual, neglig\u00eancia, separa\u00e7\u00e3o dos cuidadores e\/ou perda de um pai \u00e9 comum entre pacientes com transtorno de personalidade borderline.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certas pessoas podem apresentar tend\u00eancia gen\u00e9tica de ter respostas patol\u00f3gicas ao estresse do meio-ambiente e o transtorno de personalidade borderline parece claramente ter um componente heredit\u00e1rio. Parentes de primeiro grau de pacientes com transtorno de personalidade borderline s\u00e3o 5 vezes mais propensos a ter a doen\u00e7a do que a popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos pesquisadores concorda que um trauma na inf\u00e2ncia pode ser um fator que contribui para o desenvolvimento do transtorno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sintomas<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Esfor\u00e7os desesperados para evitar o abandono (real ou imaginado)<\/li>\n<li>Relacionamentos intensos e inst\u00e1veis que se alternam entre idealiza\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o da outra pessoa<\/li>\n<li>Autoimagem ou senso do eu inst\u00e1vel<\/li>\n<li>Impulsividade em: 2 \u00e1reas que pode prejudic\u00e1-los (p. ex., sexo inseguro, compuls\u00e3o alimentar, dirigir de forma imprudente)<\/li>\n<li>Comportamentos, gestos ou amea\u00e7as repetidos de suic\u00eddio ou automutila\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Mudan\u00e7as r\u00e1pidas no humor, normalmente durando apenas algumas horas e raramente mais do que alguns dias<\/li>\n<li>Sentimentos persistentes de vazio<\/li>\n<li>Raiva inadequadamente intensa ou problemas para controlar a raiva<\/li>\n<li>Pensamentos paranoicos tempor\u00e1rios ou sintomas dissociativos graves desencadeados por estresse<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comportamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comportamento impulsivo \u00e9 comum, incluindo: <strong>abuso de subst\u00e2ncias e alcoolismo,<\/strong> <strong>transtorno alimentar, sexo de risco ou indiscriminado com m\u00faltiplos parceiros, <\/strong>gastar dinheiro e dirigir imprudentemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comportamento impulsivo tamb\u00e9m pode <strong>incluir abandonar empregos e relacionamentos, fugir e se automutilar.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) agem impulsivamente pois isso lhes d\u00e1 al\u00edvio imediato de sua dor emocional. Entretanto, a longo prazo, as pessoas com TPB sofrem de uma crescente vergonha e culpa que seguem esse tipo de a\u00e7\u00e3o. Tais pessoas sentem dor emocional por conta dos sentimentos de vergonha e culpa e ent\u00e3o experimentam uma maior compuls\u00e3o por se engajar em um comportamento impulsivo para aliviar a nova dor. Conforme o tempo passa, o comportamento impulsivo pode se tornar uma resposta autom\u00e1tica diante a dor emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dr. S\u00e9rgio Ricardo Hototian, psiquiatra no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (Unisa), afirma: \u201cO ambiente muda muito o humor dessas pessoas, que, em geral, reagem mal quando s\u00e3o contrariadas\u201d. \u201cQuando a crise \u00e9 acompanhada de forte paranoia, elas podem chegar a cometer viol\u00eancias f\u00edsicas contra outras pessoas\u201d,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relacionamentos interpessoais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pessoas com TPB podem ser muito sens\u00edveis ao modo como outros a tratam, sentindo intensa alegria e gratid\u00e3o diante do que percebem como express\u00f5es de bondade, e intensa tristeza e raiva ao que entendem como uma cr\u00edtica ou ofensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Combinado com os dist\u00farbios do humor, idealiza\u00e7\u00e3o e desvaloriza\u00e7\u00e3o podem minar relacionamentos com a fam\u00edlia, amigos e colegas de trabalho. A autoimagem tamb\u00e9m pode mudar rapidamente do positivo para o negativo. As pessoas com TPB tendem a ter dificuldade em ver uma imagem clara de sua pr\u00f3pria identidade. Em particular, eles tendem a ter dificuldade em saber o que valorizam e apreciam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora desejando fortemente a intimidade, as pessoas com TPB tendem a ser inseguras, esquivas ou ambivalentes, ou terrivelmente preocupadas com padr\u00f5es de apego em relacionamentos e muitas vezes veem o mundo como perigoso e mau. O TPB est\u00e1 ligado ao aumento dos n\u00edveis de estresse cr\u00f4nico e aos conflitos nos relacionamentos amorosos, diminui\u00e7\u00e3o da satisfa\u00e7\u00e3o dos parceiros rom\u00e2nticos, abuso dom\u00e9stico e gravidez indesejada. No entanto, estes fatores parecem estar ligados aos transtornos de personalidade em geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manipula\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica para obter carinho \u00e9 considerada uma caracter\u00edstica comum de TPB por muitos que tratam o transtorno, bem como pelo DSM-IV. A \u00faltima vers\u00e3o do Manual Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstico de Desordens Mentais vers\u00e3o IV (DSM-IV) &#8211; o guia americano amplamente usado por m\u00e9dicos \u00e0 procura de um diagn\u00f3stico de doen\u00e7as mentais \u2013 define o TPB (c\u00f3digo do DSM-IV-TR: 301.83) como: \u201cum padr\u00e3o invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, autoimagem e afetos e acentuada impulsividade, que come\u00e7a no in\u00edcio da idade adulta e est\u00e1 presente em uma variedade de contextos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Familiares<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pessoas com TPB tendem a sentir raiva e afastamento de seus familiares. Por sua vez, os familiares muitas vezes sentem raiva e desamparo pela forma como o membro da fam\u00edlia com TPB se relaciona com eles. Um estudo de 2003 descobriu que quanto mais os membros da fam\u00edlia sabem sobre TPB maiores s\u00e3o suas sensa\u00e7\u00f5es de fardo, sofrimento emocional e hostilidade com rela\u00e7\u00e3o a pessoa com TPB (1).<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">M\u00e3es Borderline<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo relatos descritos por pacientes, (2)\u00a0uma das caracter\u00edsticas marcantes da m\u00e3e borderline \u00e9 a escolha de um homem calmo, passivo e submisso como c\u00f4njuge ou parceiro. Quando a m\u00e3e borderline possui um ou mais filhos, apenas com rela\u00e7\u00e3o a um \u00fanico, o tratamento \u00e9 diferenciado da seguinte maneira:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Distor\u00e7\u00e3o de frases ditas pelo filho ao relat\u00e1-las<\/li>\n<li>Distor\u00e7\u00e3o de acontecimentos realizados pelo filho ao relat\u00e1-los<\/li>\n<li>Distin\u00e7\u00e3o no tratamento do filho com rela\u00e7\u00e3o aos irm\u00e3os<\/li>\n<li>Tratamento do filho com alto tom de voz<\/li>\n<li>Descontrole e f\u00faria no tratamento do filho<\/li>\n<li>Destrui\u00e7\u00e3o de pertences do filho<\/li>\n<li>A\u00e7\u00e3o de constrangimento do filho perante amigos e familiares<\/li>\n<li>A\u00e7\u00e3o de isolamento afetivo do filho por meio do ci\u00fame e possess\u00e3o do c\u00f4njuge, irm\u00e3os e demais familiares.<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de inc\u00f4modo na privacidade do filho<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00e3o de inc\u00f4modo no<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Livre-arb%C3%ADtrio\">livre-arb\u00edtrio<\/a>\u00a0do filho<\/li>\n<li>A\u00e7\u00e3o de busca e leitura de objetos pessoais do filho<\/li>\n<li>Simula\u00e7\u00e3o de tentativa de suic\u00eddio, usando como argumentos caracter\u00edsticas do filho<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Adolesc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aparecimento dos sintomas ocorre tipicamente durante a adolesc\u00eancia ou no in\u00edcio da vida adulta, embora sintomas que sugerem o transtorno possam ser as vezes observados na inf\u00e2ncia. Os sintomas entre adolescentes que indicam o desenvolvimento de TPB na fase adulta podem incluir problemas com imagem corporal, extrema sensibilidade a rejei\u00e7\u00e3o, problemas de comportamento, automutila\u00e7\u00e3o n\u00e3o suicida, tentativas de encontrar relacionamentos exclusivos e grave vergonha. \u00a0Muitos adolescentes experimentam esses sintomas sem mais tarde desenvolverem TPB, mas aqueles que os experimentam tem 9 vezes mais chances de desenvolver TPB. Eles tamb\u00e9m tem mais chances de desenvolver outras inaptid\u00f5es sociais de longo prazo (3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cl\u00ednicos s\u00e3o desencorajados a diagnosticar TPB antes dos 18 anos de idade, devido aos altos e baixos naturais da adolesc\u00eancia e de uma personalidade ainda em desenvolvimento. Entretanto, o TPB as vezes pode ser diagnosticado antes dos 18 anos, nesse caso os sintomas devem estar presentes de maneira consistente por pelo menos 1 ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tratamento: <\/strong>Psicoterapia e F\u00e1rmacos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Psicoterapia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principal tratamento para o transtorno de personalidade borderline \u00e9 a psicoterapia. Muitas interven\u00e7\u00f5es psicoterap\u00eauticas s\u00e3o eficazes para reduzir comportamentos suicidas, melhorar a depress\u00e3o e a fun\u00e7\u00e3o em pacientes com esse transtorno.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">F\u00e1rmacos<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e1rmacos funcionam melhor quando usados com modera\u00e7\u00e3o e sistematicamente para sintomas espec\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os seguintes f\u00e1rmacos s\u00e3o eficazes para atenuar os sintomas do transtorno de personalidade borderline:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/transtornos-psiqui%C3%A1tricos\/transtornos-do-humor\/tratamento-farmacol%C3%B3gico-do-transtorno-bipolar\">Estabilizadores de humor<\/a>como a lamotrigina: para depress\u00e3o, ansiedade, labilidade de humor e impulsividade.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/transtornos-psiqui%C3%A1tricos\/esquizofrenia-e-transtornos-relacionados\/antipsic%C3%B3ticos#v39692737_pt\">Antipsic\u00f3ticos at\u00edpicos (de 2\u00aa gera\u00e7\u00e3o)<\/a>: para ansiedade, raiva e sintomas cognitivos, incluindo distor\u00e7\u00f5es cognitivas transit\u00f3rias relacionadas a estresse (p. ex., pensamentos paranoicos, pensamento manique\u00edsta, desorganiza\u00e7\u00e3o cognitiva grave) (4).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O Transtorno de Personalidade Borderline tem causado preju\u00edzos grav\u00edssimos de quem dele \u00e9 portador. Relacionamentos destru\u00eddos, incompatibilidade familiar, esc\u00e2ndalos, perda de emprego, de amigos, causador de inimizades, agressividade, aventuras perigosas, lux\u00faria e v\u00edcios. Tal portador n\u00e3o consegue lidar com opini\u00f5es contr\u00e1rias, desaprova\u00e7\u00e3o, rejei\u00e7\u00e3o ou abandono, causando um estresse muito mais intenso do que o normal diante dessas situa\u00e7\u00f5es. Todo esse quadro pode ser mudado com o tratamento e viver muito bem na dimens\u00e3o comportamental e emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Dr. In\u00e1cio Jos\u00e9 do Vale<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Psicanalista Cl\u00ednico, PhD.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualificado em Psicologia Cl\u00ednica e Educacional<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Membro da Sociedade Brasileira de Psican\u00e1lise Contempor\u00e2nea-SBPC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SBPC \u00e9 reconhecida e cadastrada na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas ONU &#8211; (United Nations Department of Economic and Social Affairs).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor do livro Terapia Psicanal\u00edtica: Demolindo a Ansiedade, a Depress\u00e3o e a Posse da Sa\u00fade F\u00edsica e Psicol\u00f3gica <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte e Bibliografia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Transtorno_de_personalidade_borderline\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Transtorno_de_personalidade_borderline<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/transtornos-psiqui%C3%A1tricos\/transtornos-de-personalidade\/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb\">https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/transtornos-psiqui%C3%A1tricos\/transtornos-de-personalidade\/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">https:\/\/translate.google.com.br\/translate?hl=pt-BR&#038;sl=es&#038;u=https:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Adolph_Stern&#038;prev=search&#038;pto=aue<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">https:\/\/hospitalsiriolibanes.org.br\/sua-saude\/Paginas\/transtorno-personalidade-borderline-provocar-euforia-depressao-num-mesmo-dia.aspx<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(1) Hoffman PD, Buteau E, Hooley JM, Fruzzetti AE, Bruce ML (2003). \u00abFamily members&#8217; knowledge about borderline personality disorder: correspondence with their levels of depression, burden, distress, and expressed emotion\u00bb. Fam Process. 42 (4): 469\u201378.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(2) SILVA, Ana Beatriz Barbosa (2012). Cora\u00e7\u00f5es descontrolados: o jeito borderline de ser. Rio de Janeiro: Objetiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(3) Gunderson, John G. (26 de maio de 2011). \u00abBorderline Personality Disorder\u00bb. The New England Journal of Medicine. 364 (21): 2037\u20132042.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(4)<a href=\"https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/transtornos-psiqui%C3%A1tricos\/transtornos-de-personalidade\/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb\">https:\/\/www.msdmanuals.com\/pt\/profissional\/transtornos-psiqui%C3%A1tricos\/transtornos-de-personalidade\/transtorno-de-personalidade-borderline-tpb<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">DALGALARRONDO, P.; VILELA, W. A. Transtorno Borderline: Hist\u00f3ria e Atualidade.\u00a0<em>Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental<\/em>, vol. II, cap.2, p. 52-71.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CAVALHEIRO, C. V.; MELO, W. V. Rela\u00e7\u00e3o Terap\u00eautica Com Pacientes\u00a0<em>Borderlines\u00a0<\/em>Na Terapia Comportamental Dial\u00e9tica.\u00a0<em>Psicologia em Revista<\/em>, Belo Horizonte, v. 22, n.3, p. 579-595, dez. 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que \u00e9 o Transtorno de Personalidade Borderline? \u00c9 um padr\u00e3o de comportamento anormal caracterizado por instabilidade nos relacionamentos interpessoais, instabilidade na imagem de si pr\u00f3prio e instabilidade emotiva. Em muitos casos observa-se comportamentos de risco e autoles\u00e3o. A pessoa pode tamb\u00e9m debater-se com uma sensa\u00e7\u00e3o de vazio e medo intenso de abandono emocional. 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