{"id":63974,"date":"2020-11-01T09:41:22","date_gmt":"2020-11-01T12:41:22","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=63974"},"modified":"2020-11-02T22:42:37","modified_gmt":"2020-11-03T01:42:37","slug":"dogma-da-assuncao-de-nossa-senhora-70-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/dogma-da-assuncao-de-nossa-senhora-70-anos\/","title":{"rendered":"Dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora: 70 anos!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No dia 1\u00ba de novembro de 1950, o Papa Pio XII, pela Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Munificentissimus Deus<\/em> (Deus munificent\u00edssimo), proclamou o dogma da assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma. Eis a raz\u00e3o de refletirmos, de modo um tanto teol\u00f3gico-catequ\u00e9tico, sobre t\u00e3o importante acontecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Faz-se oportuno, antes do mais, esclarecer o que \u00e9 um dogma de f\u00e9 e como se chega \u00e0 sua elabora\u00e7\u00e3o final. Pois bem: \u00e9 dogma de f\u00e9 \u2013 a t\u00edtulo gen\u00e9rico \u2013 tudo aquilo que o Magist\u00e9rio da Igreja, de modo ordin\u00e1rio e costumeiro, proclama como verdade revelada por Deus e que, enquanto cat\u00f3licos, aceitamos na Profiss\u00e3o de F\u00e9 ou no Credo. Ao lado desse magist\u00e9rio ordin\u00e1rio, h\u00e1 o magist\u00e9rio extraordin\u00e1rio, que \u00e9 exercido por um Conc\u00edlio Ecum\u00eanico (universal) ou pelo Papa, doutor supremo da Igreja, com uma declara\u00e7\u00e3o <em>ex cathedra<\/em> (a partir da cadeira) ao definir uma verdade de f\u00e9 e proclam\u00e1-la solenemente. Um exemplo desse tipo de proclama\u00e7\u00e3o, que obriga a todos os fi\u00e9is, se deu com Pio XII, em 1950, ao definir solenemente, a pedido do Povo de Deus, o dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Maria ao c\u00e9u em corpo e alma (cf.<em> Dicion\u00e1rio de Teologia: conceitos fundamentais da Teologia atual<\/em>, vol. I, S\u00e3o Paulo: Loyola, 1970, p. 439-440).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No entanto, importa dizer \u2013 em contr\u00e1rio do que, \u00e0s vezes, se fala, de modo infundado \u2013 que a Igreja n\u00e3o cria ou inventa novos dogmas, pois ela n\u00e3o est\u00e1 acima, mas a servi\u00e7o da Palavra de Deus (cf. <em>Dei Verbum,<\/em> 10; <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em> n. 85-87). Da\u00ed, para proclamar solenemente um dogma, faz-se necess\u00e1rio que 1) exista fundamento b\u00edblico, expl\u00edcito ou impl\u00edcito, para a cren\u00e7a em quest\u00e3o e 2) tal cren\u00e7a seja difundida em \u00e2mbito geral e universal, ou seja, que a ampla maioria dos cat\u00f3licos em todo o mundo a professe como sendo uma verdade certa de f\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o item 1, temos os textos b\u00edblicos que tratam da gl\u00f3ria de Maria. Ei-los: o Sl 44,10.14-16 que diz: \u201cEntre as tuas amadas est\u00e3o as filhas do rei; \u00e0 tua direita uma dama, ornada com ouro de Ofir. Com muitas j\u00f3ias cravejadas de ouro. Vestida com brocados, a filha do rei \u00e9 levada para dentro, at\u00e9 o rei, com s\u00e9quito de virgens. Introduzem as companheiras a ela destinadas, e com j\u00fabilo e alegria elas entram no pal\u00e1cio do rei\u201d. Tamb\u00e9m Ct 3,6 no qual se l\u00ea: \u201cQue \u00e9 aquilo que sobe do deserto como colunas de fuma\u00e7a perfumada como incense e mirra, e perfumes dos mercadores?\u201d ou Ap 12,1 que narra: \u201cUm sinal grandioso apareceu no c\u00e9u: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua sob os p\u00e9s e sobre a cabe\u00e7a uma coroa de doze estrelas\u201d. Com rela\u00e7\u00e3o a este \u00faltimo texto, a nota <em>b<\/em> da B\u00edblia de Jerusal\u00e9m comenta que essa \u201cMulher\u201d relembra aquela de Gn 3,15-16; no entanto, lembra ainda a Igreja, povo santo dos tempos messi\u00e2nicos em luta contra o mal. \u201c\u00c9 poss\u00edvel que Jo\u00e3o pense tamb\u00e9m em Maria, a nova Eva, a filha de Si\u00e3o, que deu nascimento ao Messias (cf. Jo 19,25)\u201d. H\u00e1 tamb\u00e9m textos que falam da assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u por ser isenta do pecado original: assim, Gn 3,15, ao prever a vit\u00f3ria da Mulher e sua descend\u00eancia (o Protoevangelho); e \u2013 como comentam os estudiosos \u2013 aplicam-se tamb\u00e9m \u00e0 Virgem Maria todos os textos de S\u00e3o Paulo a demonstrarem a ressurrei\u00e7\u00e3o corporal dos seres humanos, tendo o Senhor Jesus por modelo primeiro (cf. Rm 5-6; 1Tm 1,1 e, sobretudo, 1Cor 15,21-26;54-57). A diferen\u00e7a, no entanto, da Virgem Maria para conosco \u00e9 que n\u00f3s esperamos essa ressurrei\u00e7\u00e3o em corpo glorioso no \u00faltimo dia (cf. Jo 6,44; 1Cor 15,22s; 1Ts 4,16s), ao passo que Nossa Senhora j\u00e1 foi, de modo singular, assunta ao c\u00e9u em corpo e alma (cf.<em> Munificentissimus Deus<\/em> n. 4-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sobre o item 2 vale a pena ler com vagar o que o Papa Pio XII apresenta na Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica <em>Munificentissimus Deus<\/em> n. 12-37, pois sustentam a f\u00e9 da Igreja inteira, desde antiqu\u00edssima data, na assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma. Eis a regra do <em>sensus fidei<\/em> (senso da f\u00e9) conforme ensina S\u00e3o Vicente de Lerins (\u2020 450) ao escrever: \u201c\u00c9 pois, sumamente necess\u00e1rio, ante as m\u00faltiplas e arrevesadas tortuosidades do erro, que a interpreta\u00e7\u00e3o dos Profetas e dos Ap\u00f3stolos se fa\u00e7a seguindo a pauta do sentir cat\u00f3lico. Na Igreja Cat\u00f3lica, deve-se ter maior cuidado para manter aquilo em que se cr\u00ea em todas as partes, sempre e por todos. Isto \u00e9 o verdadeiro e propriamente cat\u00f3lico, segundo a ideia de universalidade que se encerra na pr\u00f3pria etimologia da palavra. Mas isto se conseguir\u00e1 se n\u00f3s seguimos a universalidade, a antiguidade e o consenso geral. Seguiremos a universalidade se confessamos como verdadeira e \u00fanica f\u00e9 a que a Igreja inteira professa em todo o mundo; a antiguidade, se n\u00e3o nos separamos de nenhuma forma dos sentimentos que notoriamente proclamaram nossos santos predecessores e pais; o consenso geral, por \u00faltimo, se, nesta mesma antiguidade, abra\u00e7amos as defini\u00e7\u00f5es e as doutrinas de todos, ou de quase todos, os Bispos e Mestres\u201d (<em>Commonitorium<\/em>, 2).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, Pio XII seguiu essa s\u00e1bia norma ao considerar os pedidos de defini\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica que chegavam \u00e0 Santa S\u00e9 (cf. <em>Munificentissimus Deus<\/em> n. 7-10) e ao consultar o episcopado do mundo todo por meio enc\u00edclica <em>Deiparae Virginis Mariae<\/em>, de 1\u00ba de maio de 1946, na qual colocava aos bispos a seguinte consulta: \u201c[&#8230;] V\u00f3s, vener\u00e1veis irm\u00e3os, na vossa ex\u00edmia sabedoria e prud\u00eancia, julgais que a assun\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea da sant\u00edssima Virgem pode ser proposta e definida como dogma de f\u00e9, e se desejais que o seja, tanto v\u00f3s como o vosso clero e fi\u00e9is\u201d (<em>idem<\/em> n. 11 e 41). Das 1181 respostas recebidas, 1169 \u2013 a esmagadora maioria, portanto \u2013, era totalmente favor\u00e1vel \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do dogma da assun\u00e7\u00e3o da Virgem Maria ao c\u00e9u em corpo e alma (cf. Justo Collantes. <em>La fe de la Iglesia Cat\u00f3lica: las ideas y los hombres en los documentos doctrinales del Magisterio. <\/em>3\u00aa ed. Madri: BAC, 1986, p. 302). Para Dom Pedro Carlos Cipollini, meu irm\u00e3o no episcopado, bispo de Santo Andr\u00e9, SP, esse tipo de consulta aos bispos \u2013 como tamb\u00e9m Pio IX fizera antes de proclamar o dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o de Maria, em 1854 \u2013, \u00e9 \u201cuma esp\u00e9cie de Conc\u00edlio por escrito\u201d (<em>O dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o: Ela apareceu cheia de gra\u00e7a<\/em>. Bras\u00edlia: CNBB, 2017, p. 23). Serve para medir o <em>sensus fidei<\/em> sobre o assunto na Igreja: \u201cA totalidade dos fi\u00e9is que receberam a un\u00e7\u00e3o do Santo (cf. Jo 2,20.27) n\u00e3o pode enganar-se na f\u00e9; e esta sua propriedade peculiar manifesta-se por meio do sentir sobrenatural da f\u00e9 do povo todo, quando este, \u2018desde os Bispos at\u00e9 ao \u00faltimo dos leigos fi\u00e9is\u2019 (cf. S. Agostinho, <em>De Praed. <\/em><em>Sanct<\/em>. 14, 27: PL 44, 980), manifesta consenso universal em mat\u00e9ria de f\u00e9 e costumes\u201d (<em>Lumen Gentium<\/em>, 12). Esse <em>sensus fidei<\/em> \u00e9 \u201cuma \u2018peculiaridade\u2019 de \u2018todo\u2019 o povo de Deus. No contexto, mencionam-se \u2018a totalidade dos fi\u00e9is\u2019, \u2018povo todo\u2019, \u2018bispos e fi\u00e9is leigos\u2019. Portanto, n\u00e3o \u00e9 algo setorial, ou de uma categoria de fi\u00e9is\u201d (Dom Pedro Carlos Cipollini. <em>Os fi\u00e9is tamb\u00e9m sabem: o sentido da f\u00e9 (sensus fidei) na Igreja<\/em>. Bras\u00edlia: CNBB, 2018, p. 19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez bem confirmada a f\u00e9 de toda a Igreja, Pio XII proclamou, ent\u00e3o, solenemente o dogma da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma: \u201cPelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas s\u00faplicas, e de termos invocado a paz do Esp\u00edrito de verdade, para gl\u00f3ria de Deus onipotente que \u00e0 virgem Maria concedeu a sua especial benevol\u00eancia, para honra do seu Filho, Rei imortal dos s\u00e9culos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da gl\u00f3ria da sua augusta m\u00e3e, e para gozo e j\u00fabilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados ap\u00f3stolos S. Pedro e S. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada M\u00e3e de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma \u00e0 gl\u00f3ria celestial\u201d (<em>Munificentissimus Deus<\/em> n. 44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notemos que a express\u00e3o \u201cfoi assunta\u201d \u00e9 muito precisa no \u00e2mbito l\u00f3gico e teol\u00f3gico, uma vez que s\u00f3 Cristo, nosso Senhor, ascendeu ao c\u00e9u, ao passo que a Virgem Sant\u00edssima foi assunta ou elevada por Deus. Da\u00ed celebrarmos a <em>Ascens\u00e3o<\/em> (elevar-se por si mesmo) do Senhor e a <em>Assun\u00e7\u00e3o<\/em> (ser elevada por outro) de Nossa Senhora. Tal eleva\u00e7\u00e3o \u00e9 muito coerente, pois se a M\u00e3e de Deus e nossa n\u00e3o esteve, por especial predile\u00e7\u00e3o divina, sujeita ao pecado, tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ficar sob o poder da morte, consequ\u00eancia do pecado (cf. Rm 5,12). V\u00ea-se, com isso, que o dogma da assun\u00e7\u00e3o corporal de Nossa Senhora est\u00e1 estritamente ligado \u00e0 sua Imaculada Concei\u00e7\u00e3o, conforme dissemos e bem frisa Pio XII ao escrever que \u201ca Igreja sempre reconheceu esta grande liberalidade e a perfeita harmonia de gra\u00e7as, e durante o decurso dos s\u00e9culos sempre procurou estud\u00e1-la melhor. Nestes nossos tempos refulgiu com luz mais clara o privil\u00e9gio da assun\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea da M\u00e3e de Deus. Esse privil\u00e9gio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor de imortal mem\u00f3ria, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o. De fato, esses dois dogmas est\u00e3o estreitamente conexos entre si. Cristo com a pr\u00f3pria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo \u00e9 gerado, sobrenaturalmente, pela gra\u00e7a, vence tamb\u00e9m o pecado e a morte. Por\u00e9m Deus, por lei ordin\u00e1ria, s\u00f3 conceder\u00e1 aos justos o pleno efeito desta vit\u00f3ria sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e s\u00f3 no \u00faltimo dia se juntar\u00e3o com a pr\u00f3pria alma gloriosa. Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. Por um privil\u00e9gio inteiramente singular ela venceu o pecado com a sua concep\u00e7\u00e3o imaculada; e por esse motivo n\u00e3o foi sujeita \u00e0 lei de permanecer na corrup\u00e7\u00e3o do sepulcro, nem teve de esperar a reden\u00e7\u00e3o do corpo at\u00e9 ao fim dos tempos. Quando se definiu solenemente que a virgem Maria, M\u00e3e de Deus, foi imune desde a sua concep\u00e7\u00e3o de toda a mancha, logo os cora\u00e7\u00f5es dos fi\u00e9is conceberam uma mais viva esperan\u00e7a de que em breve o supremo magist\u00e9rio da Igreja definiria tamb\u00e9m o dogma da assun\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea da virgem Maria ao c\u00e9u\u201d (<em>Munificentissimus Deus<\/em> n. 3-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A t\u00edtulo pastoral, a defini\u00e7\u00e3o do dogma da assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma, tem muito a nos dizer. Lembremo-nos de dois aspectos apontados pelo Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, na Audi\u00eancia geral de 09\/07\/1997: 1) a correta exalta\u00e7\u00e3o da mulher: \u201cNa Assun\u00e7\u00e3o da Virgem, podemos ver tamb\u00e9m a vontade divina de promover a mulher. Em analogia a quanto se verificara na origem do g\u00eanero humano e da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, no projeto de Deus o ideal escatol\u00f3gico devia revelar-se n\u00e3o em um indiv\u00edduo, mas num casal. Por isso, na gl\u00f3ria celeste, ao lado de Cristo ressuscitado h\u00e1 uma mulher ressuscitada, Maria: o novo Ad\u00e3o e a nova Eva, prim\u00edcias da ressurrei\u00e7\u00e3o geral dos corpos da humanidade inteira. Sem d\u00favida, a condi\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica de Cristo e a de Maria n\u00e3o devem ser postas no mesmo plano. Maria, nova Eva, recebeu de Cristo, novo Ad\u00e3o, a plenitude de gra\u00e7a e de gl\u00f3ria celeste, tendo sido ressuscitada pelo poder soberano do Filho mediante o Esp\u00edrito Santo\u201d; 2) h\u00e1 um apelo \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da dignidade do corpo humano: \u201ca Assun\u00e7\u00e3o de Maria revela a nobreza e a dignidade do corpo humano. Diante das profana\u00e7\u00f5es e do aviltamento a que a sociedade moderna n\u00e3o raro submete em particular o corpo feminino, o mist\u00e9rio da Assun\u00e7\u00e3o proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua gl\u00f3ria. Maria entrou na gl\u00f3ria porque escutou no seu seio virginal e no seu cora\u00e7\u00e3o o Filho de Deus. Olhando para ela, o crist\u00e3o aprende a descobrir o valor do pr\u00f3prio corpo e a preserv\u00e1-lo como templo de Deus, na expectativa da ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que estes ensinamentos, nesta data t\u00e3o especial, calem fundo nos nossos cora\u00e7\u00f5es!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No dia 1\u00ba de novembro de 1950, o Papa Pio XII, pela Constitui\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Munificentissimus Deus (Deus munificent\u00edssimo), proclamou o dogma da assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora ao c\u00e9u em corpo e alma. Eis a raz\u00e3o de refletirmos, de modo um tanto teol\u00f3gico-catequ\u00e9tico, sobre t\u00e3o importante acontecimento. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Faz-se oportuno, antes do mais, esclarecer o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-63974","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63974","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63974"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63974\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63975,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63974\/revisions\/63975"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}