{"id":6381,"date":"2015-08-14T11:22:13","date_gmt":"2015-08-14T14:22:13","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/bicentenario-de-ordenacao\/"},"modified":"2017-04-11T11:50:41","modified_gmt":"2017-04-11T14:50:41","slug":"bicentenario-de-ordenacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/bicentenario-de-ordenacao\/","title":{"rendered":"Bicenten\u00e1rio de Ordena\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Exatamente nestes dias, o Cura d\u2019Ars completa 200 anos de ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal. Depois de termos comemorado solenemente o seu dia neste m\u00eas de agosto vocacional, a mem\u00f3ria de sua ordena\u00e7\u00e3o nos faz ser gratos ao Senhor pelo empenho para esse importante servi\u00e7o ao povo de Deus!<br \/>Como \u00e9 bom, para n\u00f3s sacerdotes e bispos, podermos louvar e bendizer a Deus o exerc\u00edcio santificado do minist\u00e9rio sacerdotal. Neste contexto, queremos agradecer os duzentos anos de ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal deste grande sacerdote que foi o Padre Jo\u00e3o Maria Vianney. Desprezado pela sua pouca cultura, era um homem enamorado por Deus e exemplo de grande confessor e de homem virtuos\u00edssimo.<br \/> S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney nasceu em Dardily, Diocese de Li\u00e3o, na Fran\u00e7a, no dia 8 de maio de 1786, filho de Mateus Vianney e Maria Belusa, piedosos camponeses. Desde a inf\u00e2ncia, deu ind\u00edcio de uma grande santidade. Certo dia, a m\u00e3e deu ao filho uma imagem de Nossa Senhora, que ele nunca deixava. Carregando-a respeitosamente nos bra\u00e7os aonde quer que fosse, muitas vezes no est\u00e1bulo, sem que ningu\u00e9m o visse, costumava rezar longo tempo diante dela.<br \/> Com oito anos j\u00e1 acostumava, com palavras e com o exemplo, ensinar o Ros\u00e1rio de Nossa Senhora \u00e0s crian\u00e7as. Quando a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa estourou, viveu dias tristes vendo as igrejas fechadas, os padres perseguidos e martirizados. De grande predile\u00e7\u00e3o pelos pobres, pelos abandonados que nada possuem, reunia-os pelos caminhos, pelos bosques e alegremente levava-os para sua casa, onde os pais, reputados desde h\u00e1 muito pela caridade, acolhiam a todos os desventurados.<br \/> Aos treze anos, com um fervor fora do comum, Jo\u00e3o Maria Vianney fez a Primeira Comunh\u00e3o. Neste dia, ele dizia baixinho para si mesmo: &#8220;Eu serei padre! Eu serei padre!&#8221; Depois ele o disse a seu pai. O pai, homem prudente e conhecedor da vida e dos arroubos da juventude, f\u00ea-lo esperar dois anos, para observ\u00e1-lo e para experiment\u00e1-lo.<br \/> Afinal, Jo\u00e3o Maria Vianney entrou na escola fundada pelo Padre Balley, ent\u00e3o p\u00e1roco de Eculy. Como seminarista foi modelo, mas como estudante, embora de comportamento exemplar, sua intelig\u00eancia, era muito limitada. Por isso chegou a ser despedido do Semin\u00e1rio. Ajudado pelo Padre Balley, teve uma segunda oportunidade e, vencendo todas as barreiras, chegou ao grande dia de sua ordena\u00e7\u00e3o Sacerdotal. Esta se deu no dia 13 de agosto de 1815, portanto h\u00e1 duzentos anos. Estava com 29 anos.\u00a0 <br \/>Depois de ordenado, passou tr\u00eas anos como auxiliar do Padre Balley e teve a oportunidade de rever com seu dedicado mestre toda a Teologia. Em 1818 foi nomeado para Ars, onde ficou at\u00e9 sua morte.<br \/> Quando estava a caminho, j\u00e1 pr\u00f3ximo de Ars, deu-se um fato muito edificante. O santo pediu informa\u00e7\u00e3o a um menino sobre como chegar at\u00e9 Ars. Depois de ouvir suas explica\u00e7\u00f5es, o santo lhe disse: \u201cVoc\u00ea me mostrou o caminho de Ars, e eu te mostrarei o caminho do c\u00e9u\u201d. Este menino, chamado Ant\u00f4nio Grive, foi o primeiro paroquiano a morrer depois de S\u00e3o Maria Vianney, que assim lhe ensinou o caminho do c\u00e9u. Os habitantes de Ars, quanto \u00e0 religi\u00e3o, viviam indiferentes. Quatro grandes males afastavam aquelas almas do caminho do bem: a bebida, a blasf\u00eamia os bailes e o trabalho no domingo.<br \/> &#8230;\u00c0 noite disciplinava-se at\u00e9 o sangue. O pouco que dormia, era sem nenhum conforto. Em seus serm\u00f5es, procurou mostrar ao povo, com bastante realismo, a gravidade do pecado, o valor da alma, do sangue de Nosso Senhor etc. Cinco anos depois, Ars apresentava-se com outra fisionomia: acabaram os trabalhos aos domingos; a blasf\u00eamia, que antes se escutava pelos campos, foi substitu\u00edda por ora\u00e7\u00f5es e c\u00e2nticos religiosos; o v\u00edcio da embriaguez foi afastado e as dan\u00e7as foram paulatinamente sendo eliminadas. <br \/> &#8230;\u00c0s persegui\u00e7\u00f5es dos homens, juntou-se a do dem\u00f4nio, furioso por ver que aquele humilde sacerdote lhe estava arrebatando as almas. E a luta foi terr\u00edvel. Durou trinta e cinco anos. Fantasmas horr\u00edveis, insultantes vocifera\u00e7\u00f5es transformavam sua casa durante a noite num verdadeiro inferno, com pesadelos assustadores e mesmo ataques diretos do dem\u00f4nio. Certa vez o dem\u00f4nio incendiou a cama do Cura d\u2019Ars. Referindo-se a isso, S. Jo\u00e3o Maria Vianney dizia: \u201cN\u00e3o podendo pegar o p\u00e1ssaro, queimou a gaiola\u201d.<br \/> Sustentado pela gra\u00e7a divina, Jo\u00e3o Maria Vianney saiu vitorioso de todos os assaltos do maligno. E Nossa Senhora, aparecendo-lhe repetidas vezes, encorajava-o. Deus lhe concedeu o dom dos milagres. Ele, por humildade, atribu\u00eda os milagres que fazia a Santa Filomena, de quem era grande devoto. Em 1824, abriu uma escola gratuita para as meninas. Logo depois apareceu um orfanato cont\u00edguo.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <br \/> O programa di\u00e1rio de nosso Santo era exaustivo: de madrugada, \u00e0 uma hora, ia \u00e0 igreja para rezar, antes da aurora, confessava as mulheres; \u00e0s seis, no ver\u00e3o e \u00e0s sete no inverno, celebrava a Santa Missa. Depois da a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, os peregrinos rodeavam-no, implorando b\u00ean\u00e7\u00e3os, curas, palavras de conforto, convers\u00f5es, conselhos para os mais variados casos etc. \u00c0s dez horas recitava parte de seu brevi\u00e1rio, depois ia sentar-se no confession\u00e1rio; \u00e0s onze horas era o catecismo, aquele catecismo que ficou famoso; depois de um almo\u00e7o, como dir\u00edamos n\u00f3s, de passarinho, era a cl\u00e1ssica visita aos doentes, quando ent\u00e3o a multid\u00e3o se comprimia para v\u00ea-lo passar, para tocar-lhe as vestes. Depois de rezar as V\u00e9speras e as Completas, voltava para o confession\u00e1rio onde permanecia muitas vezes at\u00e9 altas horas da noite. Chegava a passar 16 horas por dia no confession\u00e1rio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <br \/> .S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney morreu no dia 4 de agosto de 1859. Foi beatificado por S\u00e3o Pio X aos 5 de janeiro de 1905 e canonizado por Pio XI no dia 31 de maio de 1925, poucos dias depois de Santa Teresinha.\u00a0 Ars tornou-se rapidamente em um dos grandes centros de peregrina\u00e7\u00e3o. Junto \u00e0 antiga igreja de Ars, conforme o desejo do Santo, foi constru\u00edda uma magn\u00edfica igreja dedicada a Santa Filomena. Num belo altar lateral desta igreja, foi colocado o corpo de S\u00e3o Jo\u00e3o Maria Vianney. <br \/> Vamos pedir a sua prote\u00e7\u00e3o a todos os sacerdotes para que, na sua simplicidade e dedica\u00e7\u00e3o ao confession\u00e1rio, possam cada vez mais se configurarem a Nosso Senhor! <br \/> Santo Cura d\u2019Ars, interceda pelas voca\u00e7\u00f5es sacerdotais santas, piedosas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exatamente nestes dias, o Cura d\u2019Ars completa 200 anos de ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal. 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