{"id":6371,"date":"2015-08-13T12:08:21","date_gmt":"2015-08-13T15:08:21","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/que-pecados-nos-impedem-de-comungar\/"},"modified":"2017-04-11T13:11:31","modified_gmt":"2017-04-11T16:11:31","slug":"que-pecados-nos-impedem-de-comungar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/que-pecados-nos-impedem-de-comungar\/","title":{"rendered":"Que pecados nos impedem de comungar?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/venais.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Ok, n\u00e3o posso ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais?<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo expressou com contund\u00eancia que nem todos est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de receber a comunh\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8220;Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse p\u00e3o e beba desse c\u00e1lice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua pr\u00f3pria condena\u00e7\u00e3o.&#8221; (1 Cor 11, 28-29)<\/p>\n<p>Estas palavras destacam a gravidade do assunto, mas n\u00e3o proporcionam um crit\u00e9rio claro sobre quando uma pessoa \u00e9 digna e quando n\u00e3o \u00e9. Por isso, esta quest\u00e3o tamb\u00e9m foi submetida a debate.<\/p>\n<p>D\u00e1 a impress\u00e3o, no entanto, que os destinat\u00e1rios da carta \u2013 os cor\u00edntios \u2013 j\u00e1 tinham alguma ideia a respeito disso. Por isso, \u00e9 importante ver as fontes conhecidas da vida da Igreja primitiva.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo I ou come\u00e7o do s\u00e9culo II, foi escrita a chamada &#8220;Didach\u00e9&#8221; (ou &#8220;Doutrina dos Doze Ap\u00f3stolos&#8221;), na qual se fala bastante da Eucaristia. Ap\u00f3s indicar que o sacramento \u00e9 somente para os batizados, acrescenta a seguinte frase: &#8220;Quem for santo, aceda; quem for menos, fa\u00e7a penit\u00eancia&#8221;. Ainda que exija um esclarecimento posterior, este continua sendo um crit\u00e9rio v\u00e1lido, \u00e0 luz do qual se entende o que foi determinado.<\/p>\n<p>Alguns podem objetar, e com raz\u00e3o: &#8220;Mas quem pode dizer que \u00e9 santo?&#8221;. Livre de todo pecado, ningu\u00e9m. Por isso, aproximar-se da comunh\u00e3o deve ser penitencial, para purificar-nos ao m\u00e1ximo. O mais adequado \u00e9 receber a comunh\u00e3o quando j\u00e1 h\u00e1 uma comunh\u00e3o da alma com o Senhor.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 diversas situa\u00e7\u00f5es, como tamb\u00e9m h\u00e1 diversos tipos de pecado. O pecado mortal rompe totalmente esta comunh\u00e3o e, neste caso, a penit\u00eancia requerida exige a recep\u00e7\u00e3o do sacramento da Penit\u00eancia como condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/p>\n<p>Por isso, o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico estabelece que, quem tiver consci\u00eancia de estar em pecado grave, n\u00e3o celebre Missa (no caso de ser padre) nem comungue o Corpo do Senhor sem recorrer antes \u00e0 confiss\u00e3o sacramental (n. 916).<\/p>\n<p>Vale a pena esclarecer algo: n\u00e3o existe penit\u00eancia verdadeira nem confiss\u00e3o v\u00e1lida sem prop\u00f3sito de emenda. Isso serve para entender por que algumas pessoas n\u00e3o podem receber a comunh\u00e3o, j\u00e1 que vivem em uma situa\u00e7\u00e3o habitual de pecado.<\/p>\n<p>Mas ainda resta o pecado venial. Ningu\u00e9m consegue escapar dele, e pretender estar livre de todo pecado venial \u00e9 presun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste caso \u2013 quando se est\u00e1 em estado de gra\u00e7a, mas com pecados veniais \u2013, a penit\u00eancia \u00e9 interior e est\u00e1 inclusa na liturgia. O pecado venial n\u00e3o impede a pessoa de comungar (pelo contr\u00e1rio: \u00e9 alimento interior que d\u00e1 for\u00e7as para combat\u00ea-lo), mas, ao mesmo tempo, para participar dos sagrados mist\u00e9rios, \u00e9 preciso come\u00e7ar reconhecendo nossos pecados.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 familiar para quem vai \u00e0 missa com frequ\u00eancia, pois o ato penitencial faz parte da celebra\u00e7\u00e3o (&#8220;Confesso a Deus todo-poderoso, e a v\u00f3s, irm\u00e3os&#8230;&#8221;). Depois, a prepara\u00e7\u00e3o imediata nos recorda que vamos comungar como convidados (&#8220;Felizes os convidados para a ceia do Senhor&#8221;) e que n\u00e3o somos dignos de receber Jesus (&#8220;Senhor, eu n\u00e3o sou digno de que entreis em minha morada&#8230;&#8221;). De certa maneira, estas tamb\u00e9m s\u00e3o palavras de contri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar que, mesmo na celebra\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o fora da santa missa, a liturgia \u00e9 muito mais breve, mas inclui estas duas partes penitenciais, as mesmas. \u00c9 importante recordar isso e renovar-nos na viv\u00eancia da missa e de cada uma de suas partes!<\/p>\n<p>Em resumo: para comungar, \u00e9 preciso estar em gra\u00e7a de Deus. Mas, mesmo estando, nunca somos dignos de receber Jesus. Isso n\u00e3o \u00e9 um obst\u00e1culo para comungar, mas a dignidade do sacramento exige que procuremos nos tornar o mais dignos poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ok, n\u00e3o posso ter pecado mortal. Mas o que fazer com os pecados veniais? S\u00e3o Paulo expressou com contund\u00eancia que nem todos est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de receber a comunh\u00e3o: &#8220;Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse p\u00e3o e beba desse c\u00e1lice. 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