{"id":63590,"date":"2020-10-21T09:34:07","date_gmt":"2020-10-21T12:34:07","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=63590"},"modified":"2020-10-21T13:35:55","modified_gmt":"2020-10-21T16:35:55","slug":"francisco-so-o-amor-e-o-caminho-para-a-plena-comunhao-entre-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/francisco-so-o-amor-e-o-caminho-para-a-plena-comunhao-entre-nos\/","title":{"rendered":"Francisco: s\u00f3 o amor \u00e9 o caminho para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">\u201cSalve-se a si mesmo!\u201d \u201cTrata-se duma tenta\u00e7\u00e3o crucial que amea\u00e7a a todos, mesmo a n\u00f3s crist\u00e3os: a tenta\u00e7\u00e3o de pensar s\u00f3 em se defender ou ao pr\u00f3prio grupo, pensar apenas nos pr\u00f3prios problemas e interesses&#8221;, disse o Papa em sua homilia.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Mariangela Jaguraba &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRezar juntos \u00e9 uma d\u00e1diva.\u201d Assim, o Papa Francisco iniciou sua homilia no encontro de Ora\u00e7\u00e3o pela Paz no Esp\u00edrito de Assis, na Bas\u00edlica de Santa Maria em Aracoeli, em Roma, na tarde desta ter\u00e7a-feira (20\/10), a fim de recordar o encontro convocado por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, em 1986, em Assis. A iniciativa foi promovida pela Comunidade de Santo Eg\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pont\u00edfice agradeceu, em particular, a presen\u00e7a do Patriarca Ecum\u00eanico de Constantinopla, Bartolomeu I, e do presidente do Conselho da Igreja Evang\u00e9lica na Alemanha, Heinrich Bedford-Strohm.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-63590-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/10\/20\/15\/135757717_F135757717.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/10\/20\/15\/135757717_F135757717.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/10\/20\/15\/135757717_F135757717.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Tenta\u00e7\u00e3o de pensar s\u00f3 em se defender<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua homilia, o Papa recordou o trecho da Paix\u00e3o do Senhor. Enquanto Jesus vive o momento mais elevado da dor e do amor, muitos, sem piedade, lhe diziam: \u201cSalve-se a si mesmo!\u201d \u201cTrata-se duma tenta\u00e7\u00e3o crucial que amea\u00e7a a todos, mesmo a n\u00f3s crist\u00e3os:\u00a0<b>a tenta\u00e7\u00e3o de pensar s\u00f3 em se defender ou ao pr\u00f3prio grupo, pensar apenas nos pr\u00f3prios problemas e interesses, quando tudo mais n\u00e3o importa. \u00c9 um instinto muito humano, mas mau, e constitui o \u00faltimo desafio a Deus crucificado<\/b>\u201d, frisou o Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSalve-se a si mesmo!\u201d Os primeiros a diz\u00ea-lo s\u00e3o \u00abos que passavam\u00bb. Eram pessoas comuns, que ouviram Jesus falar e fazer prod\u00edgios. Agora lhe dizem : \u00abSalve-se a si mesmo, descendo da cruz\u00bb. \u201cN\u00e3o tinham compaix\u00e3o, mas desejo de milagres, de o ver descer da cruz\u201d, disse Francisco, acrescentando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Talvez n\u00f3s tamb\u00e9m preferimos \u00e0s vezes um deus espetacular em vez de compassivo, um deus poderoso aos olhos do mundo, que se imp\u00f5e pela for\u00e7a e dispersa quantos nos querem mal. Mas este n\u00e3o \u00e9 Deus; \u00e9 o nosso eu. Quantas vezes queremos um deus \u00e0 nossa medida, em vez de nos configurarmos \u00e0 medida de Deus; um deus como n\u00f3s, em vez de nos tornarmos como Ele! Mas, desta forma, preferimos o culto do eu \u00e0 adora\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 um culto que cresce e se alimenta mediante a indiferen\u00e7a para com o outro. De fato, \u00e0queles que passavam, s\u00f3 lhes interessava Jesus para satisfazer os seus desejos. Mas assim reduzido a um desperd\u00edcio na cruz, j\u00e1 n\u00e3o lhes interessava. Estava diante dos seus olhos, mas longe do seu cora\u00e7\u00e3o. A indiferen\u00e7a os mantinha longe do verdadeiro rosto de Deus.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o descarregar o mal sobre os outros<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os segundos a dizerem \u201cSalve-se a si mesmo\u201d s\u00e3o os pr\u00edncipes dos sacerdotes e os escribas. \u201cForam os mesmos que condenaram Jesus, porque representava um perigo para eles.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cMas todos somos especialistas em colocar os outros na cruz, contanto que nos salvemos a n\u00f3s mesmos. Pelo contr\u00e1rio, Jesus deixa-se crucificar, para nos ensinar a n\u00e3o descarregar o mal sobre os outros.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles l\u00edderes religiosos tomavam os outros como motivo para o acusar: \u00abSalvou os outros, mas n\u00e3o pode salvar-se a si mesmo!\u00bb. Conheciam Jesus, lembravam-se das curas e liberta\u00e7\u00f5es por Ele realizadas e fazem uma dedu\u00e7\u00e3o maliciosa: insinuam que salvar, socorrer os outros n\u00e3o traz bem algum; Ele que tanto se prodigalizou pelos outros, perde-se a si mesmo! A acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em tom de esc\u00e1rnio e serve-se de termos religiosos, usando duas vezes o verbo salvar. Mas o \u00abevangelho\u00bb do salve-se a si mesmo n\u00e3o \u00e9 o Evangelho da salva\u00e7\u00e3o. Antes, \u00e9 o evangelho ap\u00f3crifo mais falso, que coloca as cruzes nos ombros dos outros. O Evangelho verdadeiro assume as cruzes dos outros.\u201d<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Pensar apenas em si mesmo \u00e9 o pai de todos os males<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSalve-se a si mesmo\u201d. At\u00e9 mesmo aqueles que foram crucificados com Jesus se unem ao ambiente de desafio contra Ele.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cComo \u00e9 f\u00e1cil criticar, falar contra, ver o mal nos outros e n\u00e3o em n\u00f3s mesmos, chegando-se ao ponto de descarregar as culpas sobre os mais fracos e marginalizados!\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mas, por que motivo aqueles crucificados atacam Jesus? Procuram Jesus somente para resolver os problemas deles\u201d, disse o Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Mas Deus vem n\u00e3o tanto para nos livrar dos problemas, que sempre reaparecem, como sobretudo para nos salvar do verdadeiro problema: a falta de amor. Esta \u00e9 a causa profunda dos nossos males pessoais, sociais, internacionais, ambientais. Pensar apenas em si mesmo \u00e9 o pai de todos os males. Mas um dos malfeitores p\u00f5e-se a observar Jesus, admirando, n\u2019Ele, a amorosa mansid\u00e3o. E obt\u00e9m o Para\u00edso, fazendo apenas uma coisa: deslocando a aten\u00e7\u00e3o de si mesmo para Jesus, de si mesmo para Quem estava ao seu lado.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Da cruz, brotou o perd\u00e3o, renasceu a fraternidade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Papa, \u201cno Calv\u00e1rio aconteceu o grande duelo entre Deus que veio nos salvar e o homem que quer salvar-se a si mesmo, entre a f\u00e9 em Deus e o culto do eu, entre o homem que acusa e Deus que desculpa. E chegou a vit\u00f3ria de Deus; a sua miseric\u00f3rdia desceu sobre o mundo. Da cruz, brotou o perd\u00e3o, renasceu a fraternidade: \u00abA cruz nos torna irm\u00e3os\u00bb. Os bra\u00e7os de Jesus, abertos na cruz, assinalam uma mudan\u00e7a radical, porque Deus n\u00e3o aponta o dedo contra ningu\u00e9m, mas abra\u00e7a a cada um. Pois s\u00f3 o amor apaga o \u00f3dio, s\u00f3 o amor vence completamente a injusti\u00e7a. S\u00f3 o amor d\u00e1 espa\u00e7o ao outro. S\u00f3 o amor \u00e9 o caminho para a plena comunh\u00e3o entre n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco concluiu, convidando todos a pedirem \u201ca Deus crucificado a gra\u00e7a de sermos mais unidos, mais fraternos. Quando nos sentirmos tentados a seguir as l\u00f3gicas do mundo, recordemos as palavras de Jesus: \u00abQuem quiser salvar a sua vida, h\u00e1 de perd\u00ea-la; mas, quem perder a sua vida por causa de Mim e do Evangelho, h\u00e1 de salv\u00e1-la\u00bb. Quanto mais estivermos agarrados ao Senhor Jesus, tanto mais seremos abertos e \u00abuniversais\u00bb, porque nos sentiremos respons\u00e1veis pelos outros\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSalve-se a si mesmo!\u201d \u201cTrata-se duma tenta\u00e7\u00e3o crucial que amea\u00e7a a todos, mesmo a n\u00f3s crist\u00e3os: a tenta\u00e7\u00e3o de pensar s\u00f3 em se defender ou ao pr\u00f3prio grupo, pensar apenas nos pr\u00f3prios problemas e interesses&#8221;, disse o Papa em sua homilia. 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