{"id":6331,"date":"2015-08-10T19:37:26","date_gmt":"2015-08-10T22:37:26","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nagasaki-lembra-os-70-anos-do-lancamento-da-segunda-bomba-atomica\/"},"modified":"2017-04-11T09:13:55","modified_gmt":"2017-04-11T12:13:55","slug":"nagasaki-lembra-os-70-anos-do-lancamento-da-segunda-bomba-atomica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/nagasaki-lembra-os-70-anos-do-lancamento-da-segunda-bomba-atomica\/","title":{"rendered":"Nagasaki lembra os 70 anos do lan\u00e7amento da segunda bomba at\u00f4mica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/70 anos.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Tr\u00eas dias depois de Hiroshima, foi a vez de Nagasaki lembrar, neste domingo (hora local), o ataque nuclear que arrasou esta cidade do oeste do Jap\u00e3o e matou 74.000 pessoas h\u00e1 70 anos, em meio \u00e0s cr\u00edticas a uma reforma do governo que busca fortalecer o papel do ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>Em 9 de agosto de 1945, \u00e0s 11H02 locais, a explos\u00e3o at\u00f4mica destruiu 80% dos edif\u00edcios de Nagasaki, entre eles sua c\u00e9lebre catedral de Urakami, situada a 500 metros do ponto de impacto.<\/p>\n<p>Na mesma hora do domingo (23H02 de s\u00e1bado no Brasil), a popula\u00e7\u00e3o observou um minuto de sil\u00eancio enquanto soaram sinos e sirenes em toda Nagasaki, antigo centro de interc\u00e2mbios comerciais entre o Jap\u00e3o e o exterior e cidade conhecida por sua importante comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p>Batizado de &#8220;Fat Man&#8221;, o proj\u00e9til de plut\u00f4nio estava destinado inicialmente \u00e0 cidade de Kokura (norte de Nagasaki), onde ficava uma importante f\u00e1brica de armas. Mas, condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas desfavor\u00e1veis levaram o bombardeiro americano B-29 a mudar a rota.<\/p>\n<p>Tr\u00eas dias antes, uma primeira bomba at\u00f4mica, a &#8220;Little Boy&#8221;, tinha causado 140.000 mortes em Hiroshima (oeste). Os dois bombardeios precipitaram a rendi\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o, em 15 de agosto de 1945, e o fim da Guerra do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p>Em dezembro de 1967, o governo japon\u00eas se comprometeu solenemente a n\u00e3o fabricar, possuir nem permitir a entrada de armas nucleares em seu territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;Eu apelo aos jovens: escutem a palavra dos mais velhos e refletam sobre o que voc\u00ea pode fazer para a paz&#8221;, declarou o prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, diante de uma multid\u00e3o de 6.700 japoneses, incluindo o primeiro-ministro Shinzo Abe e a embaixadora americana no Jap\u00e3o, Caroline Kennedy, entre representantes de 75 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O prefeito convidou &#8220;o presidente dos Estados Unidos (Barack) Obama e representantes de todos os pa\u00edses detentores de armas nucleares&#8221; a visitar Nagasaki.<\/p>\n<p>Em seguida, o prefeito criticou o primeiro-ministro Abe. &#8220;Agora h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o e ansiedade entre n\u00f3s com a perspectiva de que este compromisso assumido h\u00e1 70 anos, o princ\u00edpio da paz na Constitui\u00e7\u00e3o japonesa, possa estar em risco&#8221;, disse ele, recebendo os aplausos da multid\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos sobreviventes, Sumiteru Taniguchi, de 86 anos, tamb\u00e9m criticou as tentativas de Abe de reformar o car\u00e1ter pacifista da Constitui\u00e7\u00e3o japonesa.<\/p>\n<p>&#8220;A lei de seguran\u00e7a que o governo est\u00e1 tentando promover \u00e9 uma amea\u00e7a aos muitos anos do movimento para a aboli\u00e7\u00e3o das armas nucleares e \u00e0s esperan\u00e7as dos hibakushas (sobreviventes v\u00edtimas da bomba)&#8221;, afirmou com o a voz embargada.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos tolerar essas leis&#8221;, insistiu.<\/p>\n<p>A m\u00e9dia de idade dos &#8220;hibakushas&#8221; supera os 80 anos.<\/p>\n<p>As cidades de Hiroshima e Nagasaki, atrav\u00e9s destas cerim\u00f4nias e campanhas recorrentes contra as armas nucleares, buscam perpetuar a lembran\u00e7a destes ataques, embora os sobreviventes dos dois ataques v\u00e3o desaparecendo com o passar dos anos.<\/p>\n<p>Como fez em Hiroshima na quinta-feira passada, Abe reiterou a vontade do Jap\u00e3o de militar a favor da aboli\u00e7\u00e3o das armas nucleares e em favor da n\u00e3o-prolifera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Renovo a vontade do Jap\u00e3o, como o \u00fanico pa\u00eds atingido pela bomba, de ser um ator do movimento global contra as armas nucleares&#8221;, disse ele, listando os acontecimentos internacionais em que prometeu tentar transmitir essa mensagem.<\/p>\n<p>Abe tem sido criticado por sua vontade de ampliar o papel do ex\u00e9rcito, conhecido no pa\u00eds como For\u00e7as de Autodefesa.<\/p>\n<p>Esta reforma permitiria, por exemplo, que os contingentes entrassem em combate para defender aliados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas dias depois de Hiroshima, foi a vez de Nagasaki lembrar, neste domingo (hora local), o ataque nuclear que arrasou esta cidade do oeste do Jap\u00e3o e matou 74.000 pessoas h\u00e1 70 anos, em meio \u00e0s cr\u00edticas a uma reforma do governo que busca fortalecer o papel do ex\u00e9rcito. 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