{"id":63298,"date":"2020-10-13T10:07:13","date_gmt":"2020-10-13T13:07:13","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=63298"},"modified":"2020-10-13T13:08:01","modified_gmt":"2020-10-13T16:08:01","slug":"devemos-reproduzir-nos-filhos-a-educacao-que-recebemos-de-nossos-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/devemos-reproduzir-nos-filhos-a-educacao-que-recebemos-de-nossos-pais\/","title":{"rendered":"Devemos reproduzir nos filhos a educa\u00e7\u00e3o que recebemos de nossos pais?"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Todos n\u00f3s recebemos uma educa\u00e7\u00e3o que pode apoiar ou contradizer a educa\u00e7\u00e3o que pretendemos dar aos nossos filhos. Na realidade, nem a rejei\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o recebida, nem sua reprodu\u00e7\u00e3o cega trazem benef\u00edcios ao desenvolvimento de nossos filhos.<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">\u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">N\u00e3o me sinto muito livre no que diz respeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que recebi dos meus pais<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d, suspira Leona, de 35 anos. Como muitos pais, ela tenta n\u00e3o repetir os erros que a fizeram sofrer. Sua m\u00e3e muitas vezes se esquecia dela na sa\u00edda da escola, e por isso hoje ela superprotege o filho. Conclus\u00e3o: ele tem medo de tudo e n\u00e3o quer emprestar nada a ningu\u00e9m. \u201cEu sinto que estou no controle\u201d, resume a jovem. Da mesma forma, Jean, que sofreu muito com os conflitos e brigas entre seus irm\u00e3os costuma dizer repetidamente para seus filhos \u201cEu os pro\u00edbo de discutir\u201d, o que aumenta em dez vezes as desaven\u00e7as entre irm\u00e3os e irm\u00e3s. Ao se concentrarem excessivamente nas armadilhas educacionais que desejam evitar, esses pais obt\u00eam o efeito oposto e caem em uma armadilha que os deixa ligados ao sofrimento inicial.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancia<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">No manual de educa\u00e7\u00e3o\u00a0<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">Pais sob influ\u00eancia<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">, a romancista C\u00e9cile David-Weill aborda o assunto. Enquanto aponta a armadilha da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o recebida, ela tamb\u00e9m mostra os perigos da reprodu\u00e7\u00e3o cega da educa\u00e7\u00e3o dada pelos nossos pais. Em ambos os casos, o pai continua tendo a educa\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios pais como \u00fanica refer\u00eancia, ao inv\u00e9s de focar nas reais necessidades do filho. Segundo a autora, desvencilhar-se de uma reprodu\u00e7\u00e3o indiscriminada da educa\u00e7\u00e3o parental s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel analisando nossa rela\u00e7\u00e3o com o que recebemos. Portanto, ela incentiva a todos a fazerem uma \u201can\u00e1lise de sua educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Cada um pode identificar os comportamentos parentais que os fizeram sofrer e dos quais gostariam de poupar seus filhos, mas tamb\u00e9m identificar aqueles que os fizeram crescer. Analisar os pontos positivos e negativos da nossa educa\u00e7\u00e3o e principalmente os pontos que queremos evitar ou repassar, permite-nos separar o joio do trigo e fazer uma s\u00edntese construtiva. Por exemplo, pais r\u00edgidos foram capazes de transmitir ao mesmo tempo um grande senso de justi\u00e7a. Portanto, n\u00e3o se trata de rejeitar completamente uma educa\u00e7\u00e3o que nos moldou e que certamente n\u00e3o pode ser totalmente boa ou m\u00e1. Essa tese \u00e9 tamb\u00e9m confirmada pela psic\u00f3loga Marie Pascal: \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">Trata-se de acertar contas simbolicamente com a educa\u00e7\u00e3o de seus pais. Entre \u201cHonre seu pai e sua m\u00e3e\u201d e \u201cUm homem deixar\u00e1 seu pai e sua m\u00e3e\u201d, h\u00e1 um bom equil\u00edbrio a ser encontrado<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Liberte-se das feridas da inf\u00e2ncia e escolha suas prioridades educacionais<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Essa reflex\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria principalmente quando voc\u00ea guarda rancor contra seus pais. A cr\u00edtica recorrente \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dos pais levanta a quest\u00e3o do perd\u00e3o e faz pensar sobre qual exemplo eles mesmos est\u00e3o dando aos seus filhos. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o de subst\u00e2ncia, de f\u00e9 e de consist\u00eancia na vida\u201d. Madre Teresa n\u00e3o disse: \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">Se voc\u00ea quer paz no mundo, v\u00e1 e fa\u00e7a as pazes em sua fam\u00edlia\u201d?<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d, pergunta a psic\u00f3loga. O Padre Xavier Cormary especifica como a cadeia do perd\u00e3o pode libertar ressentimentos e culpas: \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">Uma rela\u00e7\u00e3o profunda com Deus permite-nos receber o perd\u00e3o, para podermos perdoar a n\u00f3s pr\u00f3prios, antes mesmo de perdoar os nossos pais, e para finalmente poder pedir perd\u00e3o com simplicidade aos seus filhos<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d. Essa vis\u00e3o retrospectiva e o fato de perdoar podem ajudar a viver o luto da perda de pais ideais que muitos gostariam de ter tido.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Alma que nos foi confiada<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Em um segundo momento, podemos redefinir a ideia que fazemos sobre o papel dos pais: a crian\u00e7a \u00e9, como sugere Montaigne, \u201cum vaso que enchemos ou um fogo que acendemos\u201d? Ela \u00e9 uma alma que nos foi confiada ou um ser a ser disciplinado de acordo com a nossa boa vontade? Pais intransigentes correm o risco de exigir filhos irrepreens\u00edveis. Escolher as batalhas certas \u00e9 essencial para se manter eficaz na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, especialmente durante a adolesc\u00eancia. Ponto importante para C\u00e9cile David-Weill, que pensa que muitos pais \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">usam sua autoridade em assuntos secund\u00e1rios como na hora de dormir, da alimenta\u00e7\u00e3o ou durante as brigas entre irm\u00e3os e irm\u00e3s, o que polariza a troca entre pais e crian\u00e7a em torno de regras, em vez de permitir-lhes um debate substantivo<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d. Identificar os pontos inegoci\u00e1veis \u200b\u200bda fam\u00edlia, e aqueles em que a flexibilidade continua sendo poss\u00edvel, permanece, portanto, um passo essencial.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Conversem enquanto casal e confiem um no outro<\/b><\/h3>\n<div id=\"aleteia-welcome\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Nessa an\u00e1lise, as conversas com o c\u00f4njuge permanecem insubstitu\u00edveis. Ele tem a dist\u00e2ncia e a proximidade necess\u00e1rias para perceber aquilo que na educa\u00e7\u00e3o dos sogros n\u00e3o foi t\u00e3o bom. O marido de Leona a fazia refletir sobre a liga\u00e7\u00e3o dela com o seu pai, que a havia abandonado, e uma frase que ela repetia v\u00e1rias vezes para o filho: \u201cNingu\u00e9m \u00e9 confi\u00e1vel\u201d. Por sua vez, o marido tamb\u00e9m herdou uma educa\u00e7\u00e3o que pode ofender ou refor\u00e7ar aquela que se pretende dar. O di\u00e1logo deve ser constantemente retomado no centro do relacionamento \u00e0 dois porque, segundo Marie Pascal, \u201cas quest\u00f5es-chave da educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o descobertas ao passo que o filho cresce\u201d. Ela aconselha pais solteiros a enviarem seus filhos para conversar com outros \u201ctutores\u201d como amigos bem-intencionados, l\u00edderes de grupos religiosos, familiares ou refer\u00eancias espirituais, que \u00e0s vezes podem compensar um pai ausente ou falecido.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Responsabilidade<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">C\u00e9cile David-Weill \u00e9 bastante r\u00edgida com os pais que ficam paralisados \u200b\u200bpela ideia de se sair mal. N\u00e3o querendo repetir erros ou cometer novos, muitas vezes eles pr\u00f3prios s\u00e3o v\u00edtimas de uma educa\u00e7\u00e3o excessivamente autorit\u00e1ria, eles desistiram de educar. Se recusam a assumir total responsabilidade e muitas vezes se escondem por tr\u00e1s de uma m\u00e1scara de total confian\u00e7a em seus filhos. Essa atitude pode lev\u00e1-los a sentir \u201cum vazio emocional, uma sede de reconhecimento; a ter rela\u00e7\u00f5es humanas delicadas, falta de autoconfian\u00e7a, um comportamento agressivo, uma preocupa\u00e7\u00e3o permanente\u201d, especifica a romancista.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Claro, os pais n\u00e3o s\u00e3o \u201cespecialistas\u201d em educa\u00e7\u00e3o, mas devem confiar em si. E com raz\u00e3o, \u201co casamento consagra o casal \u00e0 educa\u00e7\u00e3o\u201d, como nos lembra S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II na\u00a0<a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/apost_exhortations\/documents\/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Familiaris consortio<\/a>. O Padre David Lamballe explica: \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">No casamento, os pais foram enriquecidos com a gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo para ajudar os filhos no seu crescimento humano e crist\u00e3o. Um pai pode ser o culpado, ter um relacionamento ruim com um filho e cometer erros, mas Deus o equipou para escolh\u00ea-lo como o educador dessa crian\u00e7a, e ele n\u00e3o faz as coisas ao acaso! Essa palavra que alivia a culpa pode ajudar os pais que n\u00e3o se sentem \u00e0 altura da tarefa\u201d. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o precisa ser um pai perfeito para educar seus filhos<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d, confirma C\u00e9cile David-Weill. \u00c9 um engano fabricado pela sociedade que quer apagar nossas fraquezas e nos empurra a esconder nossas falhas.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Cuidado para n\u00e3o se anular nem buscar a onipot\u00eancia<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Alguns pais pensam que v\u00e3o educar seus filhos de uma maneira melhor do que a que foram educados, enquanto outros, muito conscientes de estarem marcados pelo pecado original que se repete de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, permanecem fatalistas, convencidos do contr\u00e1rio. \u201cNa B\u00edblia, Jeremias especifica que \u201cos pais comeram uvas verdes e prejudicados ficaram os dentes dos filhos\u201d (Jeremias 31, 29), diz o padre Xavier Cormary. No entanto, acrescenta de imediato que esta palavra convida \u00e0 verdadeira liberdade, porque os pais t\u00eam sempre a op\u00e7\u00e3o pessoal de discernir para se libertarem das feridas familiares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">A depend\u00eancia volunt\u00e1ria de Cristo n\u00e3o nos coloca, portanto, sob uma influ\u00eancia externa que nos impede de pensar por n\u00f3s mesmos. Com efeito, segundo o sacerdote, \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">Cristo, perito em humanidade, quer a felicidade do homem. Paradoxalmente, ele nos chama \u00e0 liberdade<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d, liberdade que se enra\u00edza em nossos cora\u00e7\u00f5es, como explica a enc\u00edclica Gaudium spes: \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">No fundo de sua consci\u00eancia, o homem descobre a presen\u00e7a de uma lei que ele n\u00e3o se deu, mas \u00e0 qual \u00e9 obrigado a obedecer. [\u2026] Porque \u00e9 uma lei escrita por Deus no cora\u00e7\u00e3o do homem\u201d<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 fatalidade.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Humildade<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Qualquer que seja a educa\u00e7\u00e3o que receberam, os pais devem cuidar para n\u00e3o ficar nem na anula\u00e7\u00e3o de si, como foi o caso com os da \u201cgera\u00e7\u00e3o de 68\u201d, nem na onipot\u00eancia. Em vez disso, \u00e9 para eles trilharem um caminho de humildade, aceitando sua pobreza educacional. \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">O primeiro erro dos pais \u00e9 pensar que \u00e9 sua responsabilidade incutir felicidade e autoconfian\u00e7a em seus filhos<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d, escreve C\u00e9cile David-Weill. \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">Quando seu dever se limita a tentar reunir as condi\u00e7\u00f5es para que eles possam adquiri-los por conta pr\u00f3pria<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d. Educar n\u00e3o significa etimologicamente \u201cconduzir para fora\u201d ao inv\u00e9s de desejar se apropriar dos filhos? \u201c<\/span><i><span class=\"css-1q1joro\">N\u00f3s, pais, somos apenas uma correia de transmiss\u00e3o do amor do Pai<\/span><\/i><span class=\"css-1q1joro\">\u201d, acrescenta Leona. Um psic\u00f3logo a ajudou apontando que os filhos sempre se constroem com os pais que t\u00eam.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Convertendo-se, os pais edificar\u00e3o sua descend\u00eancia<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">N\u00e3o existe uma educa\u00e7\u00e3o pronta, n\u00e3o h\u00e1 uma receita educacional que sirva para todos. Cada pai, condicionado, mas n\u00e3o determinado por sua pr\u00f3pria educa\u00e7\u00e3o, far\u00e1 o melhor que puder com o que recebeu, de acordo com as necessidades \u00fanicas de seus filhos. As armadilhas \u00e0s vezes s\u00e3o semeadas pelo pr\u00f3prio c\u00f4njuge e pela sociedade, que nem sempre tem as mesmas prioridades. A educa\u00e7\u00e3o continua a ser fruto de \u201cum triplo confronto entre o Evangelho, que pode tornar-nos mais humanos, o ensinamento da Igreja, e o bom senso humano iluminado pelo Esp\u00edrito Santo\u201d, analisa o padre Cormary.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"css-1q1joro\">Ao se converterem, os pais edificam seus descendentes. Padre Luc de Bellescize explica aos jovens do grupo Even: \u201cSempre faltar\u00e1 algo e algu\u00e9m nesta terra\u201d. Os pais sempre sentir\u00e3o falta de algu\u00e9m! Paradoxalmente, ser pai \u00e9 aceitar-se como filho do Pai\u2026 o mesmo Pai de seus filhos. \u00c9 ordenando-se a Ele, deixando-se amar por Ele nas feridas e na finitude, que os esposos poder\u00e3o abandonar a tenta\u00e7\u00e3o de ser educadores perfeitos ou insuficientes. \u00c0 medida que eles pr\u00f3prios se aproximam de Cristo, equipados com essa nova vis\u00e3o de si mesmos, eles ser\u00e3o capazes de ensinar seus filhos a depender, por sua vez, n\u00e3o de si mesmos, mas do Pai.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos n\u00f3s recebemos uma educa\u00e7\u00e3o que pode apoiar ou contradizer a educa\u00e7\u00e3o que pretendemos dar aos nossos filhos. Na realidade, nem a rejei\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o recebida, nem sua reprodu\u00e7\u00e3o cega trazem benef\u00edcios ao desenvolvimento de nossos filhos. \u201cN\u00e3o me sinto muito livre no que diz respeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que recebi dos meus pais\u201d, suspira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":63299,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-63298","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63298"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63298\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63300,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63298\/revisions\/63300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63299"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}