{"id":6320,"date":"2015-08-10T12:03:56","date_gmt":"2015-08-10T15:03:56","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/missao-mundo-novo\/"},"modified":"2017-04-11T09:21:13","modified_gmt":"2017-04-11T12:21:13","slug":"missao-mundo-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/missao-mundo-novo\/","title":{"rendered":"Miss\u00e3o mundo novo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, o mundo cient\u00edfico entrou em polvorosa, com a descoberta de um planeta bem similar ao nosso \u2013 pelo menos em tamanho, \u00f3rbita e proximidade de seu sol. Foi logo batizado com o nome da sonda que o registrou \u2013 Klepler, lan\u00e7ada em 2009, em miss\u00e3o denominada \u201cNew Horizons\u201d. Outros mil planetas foram registrados nesse projeto, mas nenhum em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis a qualquer ser vivente. J\u00e1 Klepler &#8211; 452b \u00e9 apenas 60% maior que a Terra, com transla\u00e7\u00e3o de 385 dias e rota\u00e7\u00e3o de 27 horas, al\u00e9m de uma dist\u00e2ncia solar que permite imaginar uma temperatura nem t\u00e3o quente, nem t\u00e3o fria. Fora disso, nada mais se sabe, sen\u00e3o um detalhe crucial para n\u00f3s humanos: aquele novo mundo est\u00e1 distante 1400 anos-luz do nosso mundinho, o que significa dizer que, \u00e0 velocidade da luz, saindo hoje (2015), chegar\u00edamos ao nosso destino por volta de 3415.<br \/> Considerando nossa documenta\u00e7\u00e3o b\u00edblica, nos conhecemos como gente a cinco mil anos. J\u00e1 o maluco-beleza cantava loas de ter nascido h\u00e1 dez mil. Pesquisadores e antrop\u00f3logos chegam a n\u00fameros absurdos, que oscilam entre 500 mil a um milh\u00e3o de anos da evolu\u00e7\u00e3o humana at\u00e9 nossa era. J\u00e1 a descoberta de Lucy (cr\u00e2nio bem assemelhado aos nossos) esticou esta hist\u00f3ria para tr\u00eas milh\u00f5es de anos. Que seja isso, ent\u00e3o! Que \u00e9 o tempo diante do infinito? De qualquer forma nossa hist\u00f3ria \u00e9 recente e ter\u00edamos que enfrentar ao menos duas novas evolu\u00e7\u00f5es para chegar at\u00e9 esse novo mundo, primo distante do nosso. Isso tudo se conseguirmos um dia um transporte t\u00e3o veloz quanto a luz, essa que viaja a trezentos mil quil\u00f4metros por segundo. Nenhum dos ve\u00edculos humanos, naves, foguetes ou imagin\u00e1rios disco voadores conseguiriam tamanha efici\u00eancia. E algu\u00e9m ainda pensa: buscamos planetas habit\u00e1veis para abrigar nossas futuras gera\u00e7\u00f5es. Ponham-se futuras nisso!<br \/> Al\u00e9m do mais, quando olhamos para as estrelas, olhamos para o passado. A estrela Alfa, por exemplo, da constela\u00e7\u00e3o de Centauro, \u00e9 uma vizinha bem pr\u00f3xima: 40 anos luz. Isso significa que, quando a observamos daqui desse planeta azul, estamos vendo como ela era quarenta anos atr\u00e1s, j\u00e1 que sua luz demorou esse tanto para chegar at\u00e9 n\u00f3s. Estamos olhando seu passado, bem como o passado de todo o Universo. <br \/> Melhor mesmo \u00e9 fincar nossos p\u00e9s neste ch\u00e3o que ainda temos, am\u00e1-lo e preserv\u00e1-lo como nossa casa comum, maior e \u00fanica riqueza do Universo que Deus nos deu. Afinal, outro mundo s\u00f3 em sonhos. Ou melhor, s\u00f3 mesmo aquele que Jesus um dia nos prometeu conquistar, o seu Reino que n\u00e3o era deste. O mundo novo com o qual sonhamos n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel de se alcan\u00e7ar, pois est\u00e1 latente em n\u00f3s, aguardando t\u00e3o somente a luz da revela\u00e7\u00e3o, a descoberta de que depende de n\u00f3s, de nossos esfor\u00e7os e boa vontade a conquista e preserva\u00e7\u00e3o deste. \u201cO universo desenvolve-se em Deus, que o preenche completamente\u201d, escreveu o papa Francisco (LS-233).<br \/> Essa \u00e9 a grande descoberta humana diante de seu pequenino mundo. Sem a compreens\u00e3o e o respeito \u00e0 magnitude divina e sua obra sem fim, ca\u00edmos no vazio da insignific\u00e2ncia que somos. S\u00f3 Deus para nos consolar. S\u00f3 Deus poder\u00e1 medir as dist\u00e2ncias que nos separam, f\u00edsica e espiritualmente, e apontar a trajet\u00f3ria da luz, aquela que nos leva al\u00e9m do Infinito e nos revela seus mist\u00e9rios. Jesus se dizia a luz do mundo, a luz no fim do t\u00fanel&#8230; \u201cNo fim, encontrar-nos-emos face a face com a beleza infinita de Deus (cf 1 Cor 13,12) e poderemos ler, com jubilosa admira\u00e7\u00e3o, o mist\u00e9rio do universo, o qual ter\u00e1 parte conosco na plenitude sem fim\u201d (LS 243). Surpreendentemente, essa \u00e9 nossa miss\u00e3o, a miss\u00e3o da humanidade a bordo de sua insignificante nave espacial, seu mundo, nossa Terra. S\u00f3 a f\u00e9 nos aponta um novo horizonte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, o mundo cient\u00edfico entrou em polvorosa, com a descoberta de um planeta bem similar ao nosso \u2013 pelo menos em tamanho, \u00f3rbita e proximidade de seu sol. Foi logo batizado com o nome da sonda que o registrou \u2013 Klepler, lan\u00e7ada em 2009, em miss\u00e3o denominada \u201cNew Horizons\u201d. 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