{"id":63123,"date":"2020-10-07T09:14:04","date_gmt":"2020-10-07T12:14:04","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=63123"},"modified":"2020-10-07T12:16:08","modified_gmt":"2020-10-07T15:16:08","slug":"papa-francisco-enfrentar-a-cultura-do-descarte-com-a-fraternidade-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-enfrentar-a-cultura-do-descarte-com-a-fraternidade-humana\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: enfrentar a cultura do descarte com a fraternidade humana"},"content":{"rendered":"<figure class=\"article__image\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"didascalia_img\">O Pont\u00edfice tamb\u00e9m aborda o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o e da vacina contra a Covid-19 na entrevista\u00a0 (Vatican Media)<\/span><\/figure>\n<div class=\"article__meta\">\n<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Em entrevista \u00e0 edi\u00e7\u00e3o espanhola da revista semanal &#8220;Il mio Papa&#8221;, Francisco aborda v\u00e1rios temas que v\u00e3o da pandemia e das crises atuais at\u00e9 o &#8220;grande desafio social&#8221; que devemos enfrentar: a cultura do descarte que \u201cimpregnou a nossa maneira de nos relacionar\u201d e que \u201cnos amea\u00e7a continuamente\u201d. O Pont\u00edfice oferece caminhos para contrastar essa realidade, atrav\u00e9s da fraternidade humana ao &#8220;viver a cultura do receber, do acolher, da proximidade, da fraternidade. Hoje, mais do que nunca, somos solicitados a ser fraternos&#8221;, ir ao encontro do outro, do mais fraco e vulner\u00e1vel para cuidar dele, para nos sentirmos respons\u00e1veis por ele por n\u00e3o ter os mesmos recursos que os outros.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text \">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Pe. Manuel Cubias, Andressa Collet &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a a reportagem especial e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-63123-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/10\/07\/12\/135742620_F135742620.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/10\/07\/12\/135742620_F135742620.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/10\/07\/12\/135742620_F135742620.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco concedeu entrevista \u00e0 revista semanal italiana \u201cIl mio Papa\u201d, a primeira do g\u00eanero no mundo dedicada inteiramente ao Pont\u00edfice. Em particular, o resultado da conversa com a a diretora e jornalista Carmen Magall\u00f3n foi publicado na edi\u00e7\u00e3o mensal veiculada na Espanha, quando foram abordados temas relacionados \u00e0 pandemia e \u00e0 crise vivida atualmente. A revista, fundada um ano depois da elei\u00e7\u00e3o de Francisco, hoje est\u00e1 presente tamb\u00e9m em outros pa\u00edses, como no Brasil (onde \u00e9 chamada \u201cO meu Papa\u201d), nas Filipinas, na Alemanha e na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O desafio das futuras gera\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pandemia est\u00e1 mudando o mundo e nos colocando em crise, afirma Francisco na entrevista. Entretanto, insiste o Papa, &#8220;de uma crise n\u00e3o se sai da mesma forma. Ou sa\u00edmos melhores ou sa\u00edmos piores. E a maneira que sa\u00edmos depende das decis\u00f5es que tomamos durante a crise\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pont\u00edfice, assim, devolve a pergunta \u00e0 humanidade: qual ser\u00e1 o modo de vida que deixaremos para as futuras gera\u00e7\u00f5es? Para Francisco, trata-se de deixar de pensar apenas em n\u00f3s mesmos ou no nosso presente:<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cDevemos nos encarregar do futuro, de preparar a terra para que outros a trabalhem. E essa \u00e9 a cultura que temos que elaborar na pandemia, segundo esse grande princ\u00edpio de que n\u00e3o se sai de uma crise da mesma maneira. Sa\u00edmos piores ou melhores, mas nunca iguais.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Como enfrentar o luto na pandemia<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionado sobre como enfrentar o luto pelas v\u00edtimas da pandemia, Francisco lembra de todos os pequenos e grandes gestos que tantas pessoas no mundo fizeram para com seus semelhantes e se pergunta: &#8220;e como se enfrenta esse luto? Somente tentando ficar pr\u00f3ximos. (&#8230;) \u00c9 o momento do sil\u00eancio, da proximidade e de fazer o poss\u00edvel para estar junto&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os santos da porta ao lado s\u00e3o tantos&#8221;, acrescenta o Papa na entrevista, referindo-se a todas as pessoas que deram a vida servindo os mais necessitados. Pessoas que &#8220;n\u00e3o queriam &#8216;escapar&#8217;, mas enfrentaram os problemas e procuraram solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para eles. E Deus compreende essa linguagem e a faz sua\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O desafio social diante da cultura do descarte<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma verdade fundamental para Francisco \u00e9 que o nosso compromisso com a vida n\u00e3o se reduz \u00e0 sa\u00fade, mas continua na preocupa\u00e7\u00e3o com os descartados, com os expulsos do sistema, com aqueles que n\u00e3o t\u00eam trabalho. O Papa afirma, assim, que estamos diante de um &#8220;grande desafio social&#8221; que coloca diante de nossos olhos como<b>\u00a0&#8220;a cultura do descarte impregnou nossa maneira de nos relacionar&#8221;.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o podemos continuar com o mesmo sistema econ\u00f4mico que tem a injusti\u00e7a entre os seus fundamentos. A pandemia, continua o Papa, nos fez perceber \u201ccomo nos acostumamos a esse clima do descarte: o descarte dos idosos, o descarte dos pobres, o descarte das crian\u00e7as, das crian\u00e7as por nascer&#8221; e, em vista disso, Francisco nos convida a recordar que &#8220;toda vida vale e merece ser defendida e respeitada&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o Papa, como sociedade devemos enfrentar corajosamente a cultura do descarte: uma \u201ccultura que nos amea\u00e7a continuamente. Viver descartando o que nos incomoda, o que nos sobra, o que nos impede de ter mais e mais. E, contra essa cultura do descarte, viver a cultura do receber, do acolher, da proximidade, da fraternidade. Hoje, mais do que nunca, somos solicitados a ser fraternos&#8221;, ir ao encontro do outro, do mais fraco e vulner\u00e1vel para cuidar dele, para nos sentirmos respons\u00e1veis por ele ou por ela porque n\u00e3o t\u00eam os mesmos recursos que os outros.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O Papa, em 27 de mar\u00e7o, na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jornalista tamb\u00e9m pergunta ao Papa sobre o que se passou no seu cora\u00e7\u00e3o no dia 27 de mar\u00e7o, na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro. Francisco responde que, num primeiro momento, tinha medo de escorregar ao subir as escadas, por\u00e9m:<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cMeu cora\u00e7\u00e3o estava em todo o Povo de Deus que sofria, em uma humanidade que tinha que suportar essa pandemia e, por outro lado, tinha a coragem de caminhar. Subi as escadas rezando, rezei o tempo todo e fui embora rezando. Foi assim que vivi aquele 27 de mar\u00e7o.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco, ent\u00e3o, tamb\u00e9m lembra das Audi\u00eancias Gerais sem a presen\u00e7a dos fi\u00e9is, um momento dif\u00edcil para o Papa: &#8220;foi como estar falando com fantasmas&#8221; e &#8220;compensei muitas dessas aus\u00eancias f\u00edsicas com o telefone e as cartas. Isso me ajudou muito a analisar a situa\u00e7\u00e3o de como as fam\u00edlias e comunidades estavam vivendo isso\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O futuro, a vacina contra a Covid-19 e o bem comum<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para sair da crise, o Papa afirma \u00e0 jornalista que n\u00e3o existe uma receita, mas que encontraremos o caminho se mudarmos o paradigma econ\u00f4mico, come\u00e7ando \u201cpelas periferias (&#8230;), pela dignidade das pessoas&#8221;. E Francisco acrescenta: &#8220;falei das periferias, mas tamb\u00e9m precisamos incluir a Casa Comum que \u00e9 o mundo, o cuidado do universo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, Francisco se refere \u00e0 enc\u00edclica recentemente publicada, em 4 de outubro, a &#8220;Fratelli tutti&#8221;, a fraternidade humana como uma das chaves para construir o futuro. E sobre a pr\u00f3pria distribui\u00e7\u00e3o da vacina contra o coronav\u00edrus, o Pont\u00edfice reitera: &#8220;a vacina n\u00e3o pode ser propriedade do pa\u00eds do laborat\u00f3rio que a encontrou ou de um grupo de pa\u00edses aliados para isso (&#8230;) A vacina \u00e9 patrim\u00f4nio da humanidade, de toda a humanidade, \u00e9 universal; porque a sa\u00fade dos nossos povos, como nos ensina a pandemia, \u00e9 patrim\u00f4nio comum, pertence ao bem comum&#8230; e esse deve ser o crit\u00e9rio&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Os migrantes s\u00e3o grande parte da humanidade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando perguntado sobre o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o, o Papa respondeu com firmeza: &#8220;com rela\u00e7\u00e3o aos migrantes, devemos nos responsabilizar por eles. O migrante deixa seu pa\u00eds porque est\u00e1 em busca de novos horizontes, porque escapa da fome ou da guerra. Basta pensar na S\u00edria&#8230;&#8221;. E o Pont\u00edfice acrescenta:<b>\u00a0&#8220;se n\u00e3o cuidarmos dos migrantes, perdemos uma grande parte da humanidade, da cultura que eles representam&#8221;<\/b>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa, ent\u00e3o, pede por sinceridade e que reconhe\u00e7amos a contribui\u00e7\u00e3o que pessoas vindas de outros pa\u00edses fizeram durante o confinamento: no lockdown, \u201ceram muitos os migrantes se expondo para trabalhar na terra, mantendo a cidade limpa, continuando os m\u00faltiplos servi\u00e7os. \u00c9 doloroso ver como eles n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos e valorizados e, como se aproveita de um fato distante ou perdido, para desacreditar tantas pessoas que, com o seu trabalho, sustentaram o nosso povo&#8221;. Francisco vai mais longe na sua argumenta\u00e7\u00e3o ao nos convidar a entrar nas causas da migra\u00e7\u00e3o, no caso do L\u00edbano ou da S\u00edria:<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--border embed_style\">\n<blockquote><p>\u201cS\u00e3o fam\u00edlias inteiras que est\u00e3o fugindo de uma guerra que n\u00e3o se entende. Nossos pa\u00edses podem permanecer neutros diante desta situa\u00e7\u00e3o dolorosa?\u201d<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Uma Igreja para os pobres<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa, ent\u00e3o, destaca e valoriza o fato de que &#8220;h\u00e1 sacerdotes, religiosos, leigos, religiosas, bispos que se esfor\u00e7am para conseguir isso\u201d, com belos exemplos \u201cque est\u00e3o abrindo caminho\u201d. Nesse contexto, Francisco expressa esperan\u00e7a em toda a humanidade: &#8220;a humanidade \u00e9 capaz de reagir, especialmente as periferias, se elas forem organizadas. E a cultura dos povos. Gosto de pensar na alma dos povos, nessa reserva espiritual que lhes permite ir sempre em frente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na recorda\u00e7\u00e3o do Pont\u00edfice vieram tamb\u00e9m os povos que s\u00e3o perseguidos, que est\u00e3o sofrendo: &#8220;portanto, ir at\u00e9 os povos que sofrem e, enquanto a humanidade inteira n\u00e3o se responsabilizar por isso, n\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a. Esperan\u00e7a da periferia, dos mais separados\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">As redes sociais e a unidade humana<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mudar de abordagem, a jornalista questiona sobre a rela\u00e7\u00e3o do Papa com as redes sociais, como instrumento de evangeliza\u00e7\u00e3o: &#8220;eu tinha alergia\u201d, responde o Pont\u00edfice, \u201cportanto, divirta-se um pouquinho com esse fracasso da minha alergia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Francisco, n\u00e3o h\u00e1 divis\u00e3o entre o que acontece com os seres humanos e o que acontece no planeta que vivemos. Somos uma \u00fanica unidade: &#8220;o clima est\u00e1 mudando, estamos perdendo oportunidades (&#8230;), n\u00e3o podemos brincar com o mar, com o universo. Temos que cuidar dele&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">O desejo de visitar Manresa<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente, no contexto dos 500 anos da convers\u00e3o de Santo In\u00e1cio de Loyola, o Papa expressa desejo de ir a Manresa, localidade catal\u00e3 onde In\u00e1cio come\u00e7ou a sua jornada de convers\u00e3o: &#8220;acredito que a convers\u00e3o de Santo In\u00e1cio \u00e9 tamb\u00e9m um reencontro com o cora\u00e7\u00e3o e pode nos convidar a refletir sobre a nossa convers\u00e3o pessoal, a pedir o dom da convers\u00e3o para amar mais e servir no estilo de Jesus Cristo&#8221;, finaliza Francisco.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Pont\u00edfice tamb\u00e9m aborda o fen\u00f4meno da migra\u00e7\u00e3o e da vacina contra a Covid-19 na entrevista\u00a0 (Vatican Media) Em entrevista \u00e0 edi\u00e7\u00e3o espanhola da revista semanal &#8220;Il mio Papa&#8221;, Francisco aborda v\u00e1rios temas que v\u00e3o da pandemia e das crises atuais at\u00e9 o &#8220;grande desafio social&#8221; que devemos enfrentar: a cultura do descarte que \u201cimpregnou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":63124,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-63123","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-vaticano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63123","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63123"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63123\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63125,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63123\/revisions\/63125"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}