{"id":6309,"date":"2015-08-07T14:38:29","date_gmt":"2015-08-07T17:38:29","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-dor-do-luto\/"},"modified":"2017-04-11T09:28:15","modified_gmt":"2017-04-11T12:28:15","slug":"a-dor-do-luto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-dor-do-luto\/","title":{"rendered":"A dor do luto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/aceita realidade.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Aceitar a realidade da morte \u00e9 o primeiro passo para superar um luto<\/p>\n<p>A gente sente mesmo quando a dor n\u00e3o \u00e9 nossa.<\/p>\n<p>Sente o aperto e a afli\u00e7\u00e3o daqueles que choram pelo seu ente querido.<\/p>\n<p>Pelo vendaval que vem e entra de repente levando aos poucos ou rapidamente algu\u00e9m querido.<\/p>\n<p>Um amigo, um colega, um familiar ou um conhecido.<\/p>\n<p>Aquele vizinho que v\u00edamos passar na rua e nem sab\u00edamos seu nome.<\/p>\n<p>Tudo acontece sem escolher o dia e a hora.<\/p>\n<p>Chega e bate na porta deixando tudo escuro e o cora\u00e7\u00e3o \u00e0s lagrimas.<\/p>\n<p>Tentamos entender mesmo querendo n\u00e3o acreditar, parece um pesadelo irreal.<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 confuso, a medicina, o abra\u00e7o e as palavras dadas para confortar.<\/p>\n<p>Nada \u00e9 favor\u00e1vel, nem o silencio e nem o grito, nada muda ou refaz o f\u00f4lego voltar.<\/p>\n<p>Sentimos como crian\u00e7as perdidas, com medo, fr\u00e1geis e queremos colo.<\/p>\n<p>Acolhemo-nos e analisamos tudo e todos e a m\u00fasica f\u00fanebre nos toca.<\/p>\n<p>O corpo sente, vem dor de cabe\u00e7a, ins\u00f4nia, ang\u00fastia, depress\u00e3o e dores da alma.<\/p>\n<p>Tentamos refazer cada segundo e parece que a estrutura acaba ali, o fim \u00e9 esse.<\/p>\n<p>As flores, tudo preparado para o funeral, e a despedida n\u00e3o s\u00e3o agrad\u00e1veis e aceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Choramos, as coisas ficam sem significado e palavras n\u00e3o mudam nada.<\/p>\n<p>Tudo fica cinza, horr\u00edvel, a dor ser\u00e1 a companhia de meses.<\/p>\n<p>S\u00f3 Deus e o tempo aliviar\u00e3o as feridas e aceita\u00e7\u00e3o de caminhar sem o outro.<\/p>\n<p>Mas jamais nos permitir\u00e1 esquecer e apagar os momentos vivenciados.<\/p>\n<p>As controv\u00e9rsias, as brincadeiras, as atrapalhadas e as lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Momentos insignificantes que valeram a pena, simples dias de estar ao lado apenas.<\/p>\n<p>Sentiremos tanta falta dos momentos lembrados, anivers\u00e1rios, festas e fotos, mesmo depois de anos.<\/p>\n<p>Uma saudade que de tanto doer trar\u00e1 o choro.<\/p>\n<p>Mas a vida continuar\u00e1 e caminharemos com a eterna parte do outro.<\/p>\n<p>Aquilo que nos ensinou e nos direcionou, e o que vivemos juntos.<\/p>\n<p>As trocas, o amor, o presente, o sorriso, a dor, a fantasia, a mentira em meio \u00e0s verdades.<\/p>\n<p>E tudo que ficar\u00e1 ser\u00e1 uma saudade amenizada e confortada por Deus.<\/p>\n<p>Uma vida para relatar em seus instantes em meio \u00e0 vida que por n\u00f3s passou.<\/p>\n<p>Com suas manias e jeito de ser \u00fanico e insubstitu\u00edvel que se foi e sempre ter\u00e1 sua parte conosco.<\/p>\n<p>Tudo sempre ser\u00e1 lembrado e recordado, mas nunca ser\u00e1 o final que quisemos.<\/p>\n<p>Mas a aceita\u00e7\u00e3o do tempo que marcou a partida e levou quem amamos.<\/p>\n<p>Que nos apunhalou e escolheu chegar e roubar o que jamais dar\u00edamos.<\/p>\n<p>N\u00e3o quis nada em troca e apenas levou num piscar de olhos.<\/p>\n<p>Parece ter levado por completo a voz, a frescura, os beijos e jeito que n\u00e3o veremos nunca mais.<\/p>\n<p>Para sempre ser\u00e1 um carimbo escrito dentro de n\u00f3s fazendo falta.<\/p>\n<p>Uma necessidade de ter e n\u00e3o poder, querer e n\u00e3o ser ouvido e atendido.<\/p>\n<p>O dia passar\u00e1 e com a noite a dor diminuir\u00e1 e \u00e0s vezes um sino tocar\u00e1 para perturbar.<\/p>\n<p>Mas continuaremos de p\u00e9 a fazer o que o outro faria por n\u00f3s.<\/p>\n<p>Continuar e recome\u00e7ar, pois nem os nossos sonhos s\u00e3o t\u00e3o importante como o outro que nos envolveu.<\/p>\n<p>Caminhar sem rumo e tocar a vida sem ter a presen\u00e7a do outro.<\/p>\n<p>Despedir-se aos poucos e aceitar que o fim vem do mesmo modo que iniciou, do nada.<\/p>\n<p>No sil\u00eancio do enterro, l\u00e1grimas, solu\u00e7o, dor como a dor de parto, mas no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao descer p\u00f3 se transformar\u00e1 e ali ficar\u00e1 tudo, sem nada levar consigo.<\/p>\n<p>E assim encerrar\u00e1 sua jornada e nos deixar\u00e1 com o sentimento de perda e recorda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E tudo para sempre ser\u00e1 guardado como em um ba\u00fa, no consciente, inconsciente e pr\u00e9-consciente, tesouros imensur\u00e1veis de uma vida vivida plenamente!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aceitar a realidade da morte \u00e9 o primeiro passo 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