{"id":63041,"date":"2020-10-03T09:53:40","date_gmt":"2020-10-03T12:53:40","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=63041"},"modified":"2020-10-05T12:55:13","modified_gmt":"2020-10-05T15:55:13","slug":"trabalhar-na-vinha-do-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/trabalhar-na-vinha-do-senhor\/","title":{"rendered":"Trabalhar na vinha do Senhor!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia do 27\u00ba Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem da \u201cvinha de Deus\u201d para falar desse Povo que aceita o desafio do amor de Deus e que se coloca ao servi\u00e7o de Deus. Desse Povo, Deus exige frutos de amor, de paz, de justi\u00e7a, de bondade e de miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira leitura, o profeta Isa\u00edas d\u00e1 conta do amor e da solicitude de Deus pela sua \u201cvinha\u201d. Esse amor e essa solicitude n\u00e3o podem, no entanto, ter como contrapartida frutos de ego\u00edsmo e de injusti\u00e7a. O Povo de Deus tem de deixar-se transformar pelo amor sempre fiel de Deus e produzir os frutos bons que Deus aprecia &#8211; a justi\u00e7a, o direito, o respeito pelos mandamentos, a fidelidade \u00e0 Alian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Evangelho, Jesus retoma a imagem da \u201cvinha\u201d. Critica fortemente os l\u00edderes judaicos que se apropriaram em benef\u00edcio pr\u00f3prio da \u201cvinha de Deus\u201d e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a \u201cvinha\u201d vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obstina\u00e7\u00e3o dos vinhateiros em maltratarem e matarem os enviados do dono da vinha contrasta abertamente com a obstina\u00e7\u00e3o do dono da vinha em crer e esperar nos frutos de seu amor para a convers\u00e3o dos vinhateiros. Com isso, o Santo Evangelho deste domingo nos apresenta duas li\u00e7\u00f5es important\u00edssimas para a vida cotidiana: 1) \u2013 Deus nos ama \u201cat\u00e9 o fim\u201d(Jo 13,1), e nunca \u201colha para os nossos pecados, mas para a f\u00e9 que anima a sua Igreja\u201d(cf. Rito da Comunh\u00e3o da Missa); 2) \u2013 Todo aquele que se obstinar em crer, esperar e amar a Deus, enfrentar\u00e1 a morte \u2013 espiritualmente, ao morrermos para nossos pecados; mas tamb\u00e9m fisicamente, ao n\u00e3o se conformar com o modo de viver do \u201cmundo\u201d. Essa santa obstina\u00e7\u00e3o na f\u00e9, na esperan\u00e7a e no amor \u00e9 que nos leva a aceitar Jesus como pedra angular de nossas vidas e, com e pela sua gra\u00e7a, formarmos um \u201cpovo que produzir\u00e1 frutos\u201d(Mt 21,43).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda leitura, S\u00e3o Paulo exorta os crist\u00e3os da cidade grega de Filipos \u2013 \u00a0e todos os que fazem parte da \u201cvinha de Deus\u201d \u2013 a viverem na alegria e na serenidade, respeitando o que \u00e9 verdadeiro, nobre, justo e digno. S\u00e3o esses os frutos que Deus espera da sua \u201cvinha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os novos vinhateiros, os pecadores, os pag\u00e3os, os criminosos, os alco\u00f3latras, as prostitutas, os exclu\u00eddos que acolhendo a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo que os chama a rasgar os seus cora\u00e7\u00f5es e n\u00e3o as vestes, a fazer penit\u00eancia com jejum e ora\u00e7\u00e3o por causa dos seus pecados convertidos se tornam verdadeiramente os cultivadores da nova vinha. O Reino de Deus \u00e9 assim tamb\u00e9m, o Reino de Deus foi dado, primeiro, para um povo, para que este produzisse frutos e n\u00e3o produziram os frutos que esperavam deles. O Reino de Deus \u00e9 dado a n\u00f3s para que tamb\u00e9m produzamos frutos. N\u00e3o \u00e9, simplesmente, para nos acharmos donos da Igreja, donos da f\u00e9, n\u00e3o \u00e9 para nos acharmos propriet\u00e1rios de Deus, dos dons e da gra\u00e7a d\u2019Ele. N\u00e3o somos propriet\u00e1rios do Reino de Deus; na verdade, somos filhos d\u2019Ele, estamos cuidando do que \u00e9 d\u2019Ele, mas Ele \u00e9 o dono. \u00c9 Deus que deve cuidar de n\u00f3s. N\u00f3s nos apropriamos do Reino de Deus, mas n\u00e3o produzimos frutos. \u00c9 por isso que, muitas vezes, perdemos a gra\u00e7a, o Reino de Deus e o sentido da vida. Perdemos o sentido da entrega, da consagra\u00e7\u00e3o e do batismo. Muitas vezes, perdemos o sentido do casamento, o sentido daquilo que fazemos, e a\u00ed vem o des\u00e2nimo, a falta de alento, a falta de compromisso e comprometimento com as coisas de Deus. Vamos perdendo a gra\u00e7a, e a gra\u00e7a de Deus vai se esvaziando em n\u00f3s. Outros v\u00e3o se apropriando, v\u00e3o recebendo de Deus o que era para cuidarmos. Que possamos, neste m\u00eas mission\u00e1rio, produzir muitos frutos para a \u201cVinha do Senhor\u201d. Neste sentido muito nos ajudar\u00e1 o tema do M\u00eas Mission\u00e1rio: \u201cA vida \u00e9 miss\u00e3o!\u201d e o Lema: \u201cEis-me aqui, enviai-me\u201d(Is 6,8). Que possamos anunciar a Boa Nova do Evangelho para todas as gentes! Trabalhemos com ardor na Vinha do Senhor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia do 27\u00ba Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem da \u201cvinha de Deus\u201d para falar desse Povo que aceita o desafio do amor de Deus e que se coloca ao servi\u00e7o de Deus. Desse Povo, Deus exige frutos de amor, de paz, de justi\u00e7a, de bondade e de miseric\u00f3rdia. 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