{"id":63025,"date":"2020-10-05T09:42:07","date_gmt":"2020-10-05T12:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=63025"},"modified":"2020-10-05T12:42:47","modified_gmt":"2020-10-05T15:42:47","slug":"a-nova-enciclica-social-fratelli-tutti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-nova-enciclica-social-fratelli-tutti\/","title":{"rendered":"A nova enc\u00edclica social \u201cFratelli tutti\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Papa Francisco publicou neste dia 4 de outubro, mem\u00f3ria de S\u00e3o Francisco de Assis, neste ano celebrando o 27\u00ba domingo do tempo comum, uma nova Enc\u00edclica social sobre a fraternidade e a amizade social. Ele a assinou neste s\u00e1bado, dia 3, na Bas\u00edlica inferior de S\u00e3o Francisco, em Assis. Ela se inicia com as palavras do pobrezinho de Assis, em italiano: \u201cFratelli tutti\u201d (<em>Admoesta\u00e7\u00f5es<\/em>, 6, 1): \u201cTodos irm\u00e3os\u201d, em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo no in\u00edcio, como ocorre em todas as enc\u00edclicas, o Papa lhe d\u00e1 o t\u00edtulo e exp\u00f5e sinteticamente o seu grande objetivo: \u201c<em>FRATELLI TUTTI<\/em>\u201d: escrevia S\u00e3o Francisco de Assis, dirigindo-se a seus irm\u00e3os e irm\u00e3s para lhes propor uma forma de vida com sabor do Evangelho. Destes conselhos, quero destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espa\u00e7o; nele declara feliz quem ama o outro, \u2018o seu irm\u00e3o, tanto quando est\u00e1 longe, como quando est\u00e1 junto de si\u2019 (<em>Admoesta\u00e7\u00f5es<\/em>, 25: <em>o. c.<\/em>, 175). Com poucas e simples palavras, explicou o essencial duma fraternidade aberta, que permite reconhecer, valorizar e amar a todas as pessoas independentemente da sua proximidade f\u00edsica, do ponto da terra onde cada uma nasceu ou habita\u201d (n. 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O desejo do Santo Padre n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o o de fazer renascer, entre todos, um anseio mundial de fraternidade (cf. n. 8). Embora n\u00e3o pretenda resumir de modo total a doutrina sobre o amor fraterno, quer deter-se na sua dimens\u00e3o universal, na sua abertura a todos; por isso, \u00e9 dirigida a todas as pessoas de boa vontade (cf. n. 6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confessa o Papa que o est\u00edmulo para escrever a \u201cFratelli tutti\u201d nasceu de um mu\u00e7ulmano. S\u00e3o palavras do Sumo Pont\u00edfice: \u201cSenti-me especialmente estimulado pelo Grande Im\u00e3 Ahmad Al-Tayyeb, com quem me encontrei, em Abu Dhabi, para lembrar que Deus \u2018criou todos os seres humanos iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade, e os chamou a conviver entre si como irm\u00e3os\u2019 (Francisco \u2013 Ahmad Al-Tayyeb, <em>Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da conviv\u00eancia comum<\/em> (Abu Dhabi 4 de fevereiro de 2019): <em>L\u2019Osservatore Romano<\/em> (ed. semanal portuguesa de 05\/II\/2019), 21). N\u00e3o se tratou de mero ato diplom\u00e1tico, mas duma reflex\u00e3o feita em di\u00e1logo e dum compromisso conjunto. Esta enc\u00edclica re\u00fane e desenvolve grandes temas expostos naquele documento que assinamos juntos. E aqui, na minha linguagem pr\u00f3pria, acolhi tamb\u00e9m numerosas cartas e documentos com reflex\u00f5es que recebi de tantas pessoas e grupos de todo o mundo\u201d (n. 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E por que, depois da <em>Laudato Si<\/em>, inspirada em S\u00e3o Francisco de Assis, o Santo Padre se volta novamente para ele ao tratar da fraternidade e da amizade social, tema t\u00e3o central ao Cristianismo? \u2013 Uma vez mais, o pr\u00f3prio Papa explica que foi por ver na vida do Santo de Assis um fato que d\u00e1 a cada ser humano exemplo grandioso. Ei-lo: \u201cNa sua vida, h\u00e1 um epis\u00f3dio que nos mostra o seu cora\u00e7\u00e3o sem fronteiras, capaz de superar as dist\u00e2ncias de proveni\u00eancia, nacionalidade, cor ou religi\u00e3o: \u00e9 a sua visita ao Sult\u00e3o Malik-al-Kamil, no Egito. A mesma exigiu dele um grande esfor\u00e7o, devido \u00e0 sua pobreza, aos poucos recursos que possu\u00eda, \u00e0 dist\u00e2ncia e \u00e0s diferen\u00e7as de l\u00edngua, cultura e religi\u00e3o. Aquela viagem, num momento hist\u00f3rico marcado pelas Cruzadas, demonstrava ainda mais a grandeza do amor que queria viver, desejoso de abra\u00e7ar a todos. A fidelidade ao seu Senhor era proporcional ao amor que nutria pelos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Sem ignorar as dificuldades e perigos, S\u00e3o Francisco foi ao encontro do Sult\u00e3o com a mesma atitude que pedia aos seus disc\u00edpulos: sem negar a pr\u00f3pria identidade, quando estiverdes \u2018entre sarracenos e outros infi\u00e9is (&#8230;), n\u00e3o fa\u00e7ais lit\u00edgios nem contendas, mas sede submissos a toda a criatura humana por amor de Deus\u2019 (S\u00e3o Francisco de Assis, <em>Regra n\u00e3o bulada dos Frades Menores<\/em>, 16, 3.6: <em>Fonti francescane<\/em>, 42-43). No contexto de ent\u00e3o, era um pedido extraordin\u00e1rio. \u00c9 impressionante que, h\u00e1 oitocentos anos, Francisco recomende evitar toda a forma de agress\u00e3o ou contenda e tamb\u00e9m viver uma \u2018submiss\u00e3o\u2019 humilde e fraterna, mesmo com quem n\u00e3o partilhasse a sua f\u00e9\u201d (n. 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Antes de prosseguir na leitura e no compartilhamento de trechos da enc\u00edclica em foco, desejo lembrar um ponto essencial que \u2013 de modo expl\u00edcito ou impl\u00edcito \u2013 se acha presente no documento pontif\u00edcio. Trata-se do fato de que, segundo a natureza, todos somos filhos de Deus; h\u00e1 uma perten\u00e7a de cada um dos seres humanos \u00e0 fraternidade universal. Real\u00e7ar isso numa enc\u00edclica j\u00e1 era \u2013 segundo fontes fidedignas \u2013 desejo do Papa Pio XI, pois essa doutrina \u2013 como hoje \u2013 se fazia importante no per\u00edodo imediatamente anterior \u00e0 Segunda Guerra Mundial (1939-1945) no qual ideologias anticrist\u00e3s \u2013 nazismo, fascismo e comunismo \u2013 se arvoravam como falsas solu\u00e7\u00f5es aos problemas humanos. Vejamos esse ponto que, por certo, muito ajudar\u00e1 cada um(a) a melhor entender o substrato teol\u00f3gico da abarcativa e oportuna \u201cFratelli tutti\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Teologia reconhece que, al\u00e9m da <em>filia\u00e7\u00e3o divina sobrenatural<\/em> \u2013 dada a cada um de n\u00f3s pelo Batismo, que nos possibilita, de modo pleno, o cons\u00f3rcio com Deus j\u00e1 aqui na terra e, depois, na eternidade feliz \u2013 h\u00e1 a <em>filia\u00e7\u00e3o natural<\/em> que nos faz todos irm\u00e3os, pois filhos do mesmo Pai. Duas cita\u00e7\u00f5es v\u00eam a prop\u00f3sito. A primeira \u00e9 de Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt, OSB, afamado te\u00f3logo brasileiro, a afirmar o seguinte: \u201cTodo ser humano, pelo fato de ter sido criado \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus, \u00e9 filho de Deus. Os vest\u00edgios desta filia\u00e7\u00e3o se encontram na realidade mesma do ser humano: em todos existe a sede do Infinito ou do Absoluto (muitas vezes mal entendido), todo homem pode reconhecer Deus como o Autor deste mundo e Pai da sua vida. Com outras palavras: todo homem aspira a algo de melhor do que aquilo que ele tem\u2026 aspira ao Bem que n\u00e3o se acaba, embora nem sempre saiba como atingir este Bem. Tais s\u00e3o as marcas do Criador ou de Deus, que se imprimem em toda criatura feita \u00e0 imagem do Pai celeste\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMais ainda: todo homem tem em si a capacidade de cultivar as quatro virtudes cardeais, que ajudam a atingir o Fim Supremo ou a caminhar corretamente neste mundo: \u2013 a prud\u00eancia, que sabe escolher os meios que levam ao fim e sabe evitar os obst\u00e1culos que a ele se oponham; \u2013 a justi\u00e7a, que procura dar a cada um o que lhe compete; \u2013 a fortaleza, que robustece a vontade para que enfrente e supere os desafios da vida cotidiana; \u2013 a temperan\u00e7a, que modera os apetites da pessoa e a torna equilibrada entre os atrativos da vida presente. O homem que assim vive pode chegar a um certo grau da perfei\u00e7\u00e3o, fazendo muitos esfor\u00e7os para tanto. Era essa perfei\u00e7\u00e3o meramente humana que os fil\u00f3sofos estoicos gregos e romanos desejavam alcan\u00e7ar mediante a pr\u00e1tica da apatia (isen\u00e7\u00e3o de paix\u00f5es), pr\u00e1tica esta que os pr\u00f3prios estoicos julgavam muito dif\u00edcil de ser sustentada. Todavia \u00e9 de notar que, mesmo antes de Cristo, podiam alcan\u00e7ar a salva\u00e7\u00e3o os homens e as mulheres que n\u00e3o conheciam o verdadeiro Deus sem culpa pr\u00f3pria, mas viviam corretamente, seguindo os ditames de sua consci\u00eancia c\u00e2ndida e sincera, julgando, com certeza subjetiva, que o erro era a verdade\u201d (<em>Pergunte e Responderemos<\/em> n. 547, janeiro de 2008, p. 10-11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m Dom Amaury Castanho, 3\u00ba. Bispo Diocesano de Jundia\u00ed- SP, j\u00e1 falecido, oferece-nos importante reflex\u00e3o ao escrever, \u00e0 luz de G\u00eanesis 1-2, que \u201ctodos os homens pertencendo \u00e0 mesma esp\u00e9cie humana e descendendo de um s\u00f3 casal, segue-se, por natural consequ\u00eancia, que todos somos fundamentalmente iguais e irm\u00e3os entre n\u00f3s. Nada, portanto, justifica o racismo ou qualquer tipo de discrimina\u00e7\u00e3o entre os homens. As diferen\u00e7as s\u00e3o acidentais, secund\u00e1rias, devendo ser superadas pela solidariedade e fraternidade universais. Entre indiv\u00edduos e povos somente deveria haver di\u00e1logo e entreajuda, jamais \u00f3dios e guerras, jogando-se irm\u00e3os contra irm\u00e3os. Isso n\u00e3o est\u00e1 no plano de Deus. A fraternidade deve traduzir-se em gestos cotidianos de servi\u00e7os e delicadezas\u201d (<em>Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura da B\u00edblia<\/em>. 5\u00aa ed. Aparecida: Santu\u00e1rio, 2007, p. 45). Perguntaria, talvez, algu\u00e9m aqui: aquele bispo teria intu\u00eddo, naquele tempo, o que o Papa Francisco escreveria agora? Afinal, na transcri\u00e7\u00e3o que fiz, Dom Amaury parece, a seu modo, sintetizar a \u201cFratelli tutti\u201d&#8230; N\u00e3o \u00e9 nada disso. Propus esta cita\u00e7\u00e3o para deixar muito claro aos leitores que o tema abordado hoje pelo Santo Padre \u00e9, em sua ess\u00eancia, pertencente ao patrim\u00f4nio da nossa f\u00e9 cat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, foi publicado, em 1995, o livro <em>L\u2019Encyclique cachee de Pie XI<\/em> (A enc\u00edclica oculta de Pio XI. Editions La D\u00e9couverte. Paris 1995. p. 320 pp.), da autoria de Bernard Suchechky, historiador judeu, e do Pe. Georges Passelecq, beneditino belga que trabalhou na Resistencia ao nacional-socialismo e foi Vice-presidente da Comiss\u00e3o Nacional Belga para as Rela\u00e7\u00f5es com Povo Judeu. Eles apresentam, no referido livro, o texto de um esbo\u00e7o de enc\u00edclica de Pio XI sobre antissemitismo, esbo\u00e7o que nunca foi ulteriormente elaborado e, por isto, tamb\u00e9m n\u00e3o publicado. Tal enc\u00edclica devia come\u00e7ar pelas palavras <em>Humani Generis Unitas<\/em> (A Unidade do G\u00eanero Humano). Contudo, aquele Pont\u00edfice faleceu na noite de 9 para 10 de fevereiro de 1939, deixando-nos apenas o esquema do documento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como quer que seja, os dois renomados historiadores, afirmam que \u201ca inten\u00e7\u00e3o dominante do texto era colocar as bases filos\u00f3ficas, cient\u00edficas e teol\u00f3gicas da unidade do g\u00eanero humano; todos os homens t\u00eam a mesma origem; por conseguinte, s\u00e3o iguais entre si; da\u00ed serem perversas as discrimina\u00e7\u00f5es de ordem racial, religiosa, econ\u00f4mica, etc. [&#8230;]. O racismo \u00e9 condenado como contr\u00e1rio \u00e0 unidade do g\u00eanero humano e como avesso \u00e0 liberdade e \u00e0 dignidade da pessoa humana\u201d. Al\u00e9m da forte defesa dos judeus perseguidos pelo nazismo, o esbo\u00e7o do documento se volta para outros pontos fundamentais: <em>Unidade da estirpe humana<\/em>: \u201cA unidade do g\u00eanero humano pousa, em primeiro lugar, sobre um fundamento que \u00e9 a natureza humana comum a todos\u201d (n. 72). <em>Mist\u00e9rio do Sangue<\/em>: \u201cO sangue e o parentesco de sangue fundamentam a realidade da comunidade dos homens&#8230; ligam todos os homens entre si por aquilo que eles t\u00eam de mais profundo, a saber: as suas rela\u00e7\u00f5es com Deus\u201d (n. 75). <em>Racismo<\/em>: \u201cA teoria e a pr\u00e1tica do racismo, distinguindo ra\u00e7as superiores e inferiores, ignoram o v\u00ednculo da unidade, cuja exist\u00eancia est\u00e1 demonstrada\u201d (n. 112). O Papa Pio XII usou fragmentos desse rascunho de seu antecessor, principalmente os concernentes \u00e0 unidade do g\u00eanero humano, em sua enc\u00edclica inaugural do pontificado, a <em>Summi Pontificatus<\/em>, de 20\/10\/1939 (cf. <em>Pergunte e Responderemos<\/em> n. 407, abril de 1996, p. 159-163).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que assentimento o fiel cat\u00f3lico \u00e9 chamado a dar a essa importante enc\u00edclica? \u2013 Aquele que nos recomenda a M\u00e3e Igreja na <em>Lumen Gentium<\/em>: a religiosa submiss\u00e3o da vontade e do entendimento no que ela traz do magist\u00e9rio aut\u00eantico (f\u00e9 e moral). Diz textualmente o documento conciliar citado: \u201cEsta religiosa submiss\u00e3o da vontade e do entendimento \u00e9 por especial raz\u00e3o devida ao magist\u00e9rio aut\u00eantico do Romano Pont\u00edfice, mesmo quando n\u00e3o fala\u00a0<em>ex cathedra<\/em>; de maneira que o seu supremo magist\u00e9rio seja reverentemente reconhecido, se preste sincera ades\u00e3o aos ensinamentos que dele emanam, segundo o seu sentir e vontade; estes manifestam-se sobretudo quer pela \u00edndole dos documentos, quer pelas frequentes repeti\u00e7\u00f5es da mesma doutrina, quer pelo modo de falar\u201d (<em>LG<\/em>, 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isso, a t\u00edtulo de oportuno pano de fundo da enc\u00edclica \u201cFratelli tutti\u201d, ser\u00e1 muito importante o aprofundamento dos temas que o Papa Francisco desenvolve e atualiza com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es sociais em seus longos cap\u00edtulos. Que isso estimule a leitura integral e a reflex\u00e3o prof\u00edcua deste novo documento que vem integrar a rica Doutrina Social da Igreja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Papa Francisco publicou neste dia 4 de outubro, mem\u00f3ria de S\u00e3o Francisco de Assis, neste ano celebrando o 27\u00ba domingo do tempo comum, uma nova Enc\u00edclica social sobre a fraternidade e a amizade social. Ele a assinou neste s\u00e1bado, dia 3, na Bas\u00edlica inferior de S\u00e3o Francisco, em Assis. 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