{"id":63019,"date":"2020-10-05T09:32:25","date_gmt":"2020-10-05T12:32:25","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=63019"},"modified":"2020-10-05T12:33:51","modified_gmt":"2020-10-05T15:33:51","slug":"a-nova-enciclica-social-fratelli-tutti-iv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-nova-enciclica-social-fratelli-tutti-iv\/","title":{"rendered":"A nova enc\u00edclica social \u201cFratelli tutti\u201d (IV)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C<\/strong>om este artigo sobre os cap\u00edtulos 5 a 7 da nova enc\u00edclica \u201cFratelli tutti\u201d, sobre a fraternidade e a amizade social, do Papa Francisco, avan\u00e7o um pouco mais na minha apresenta\u00e7\u00e3o desse documento que muito tem a dizer a todos os fi\u00e9is cat\u00f3licos e demais homens e mulheres de boa vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O cap\u00edtulo V, com o t\u00edtulo \u201cA pol\u00edtica melhor\u201d (n. 154-197), \u00e9 um convite muito pr\u00e1tico a superar as \u201cm\u00e1s\u201d ou at\u00e9 as consideradas \u201cboas\u201d pol\u00edticas por uma \u201cmelhor\u201d. Que \u00e9 essa pol\u00edtica melhor? \u2013 \u00c9 \u201ca pol\u00edtica colocada ao servi\u00e7o do verdadeiro bem comum\u201d (n. 154; cf. n. 176-177) e que vista desta maneira, \u201c\u00e9 mais nobre do que a apar\u00eancia, o marketing, as diferentes formas de maquilhagem medi\u00e1tica\u201d (n. 197). Ela se choca com a forma liberalista e populista de fazer pol\u00edtica, que \u00e9 longamente explanada na \u201cFratelli tutti\u201d (cf. n. 155-161). No entanto, o Santo Padre recorda que populismo \u00e9 diferente de popular, este \u00faltimo voc\u00e1bulo se aplica apenas a quem promove o bem do povo em geral, n\u00e3o s\u00f3 oferecendo dinheiro aos pobres, mas, sim, garantindo-lhes vida digna. Afinal, \u201cpor mais que mudem os sistemas de produ\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica n\u00e3o pode renunciar ao objetivo de conseguir que a organiza\u00e7\u00e3o duma sociedade assegure a cada pessoa uma maneira de contribuir com as suas capacidades e o seu esfor\u00e7o\u201d (cf. n. 162).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda: s\u00e3o falsamente acusados como \u201cpopulistas quantos defendem os direitos dos mais fr\u00e1geis da sociedade\u201d (n. 163); todavia, n\u00e3o pode haver garantias aos sadios direitos particulares sem a presen\u00e7a apoiadora do Estado, dado que \u201cde fato, n\u00e3o h\u00e1 vida privada, se n\u00e3o for protegida por uma ordem p\u00fablica; um lar acolhedor dom\u00e9stico n\u00e3o tem intimidade, se n\u00e3o estiver sob a tutela da legalidade, dum estado de tranquilidade fundado na lei e na for\u00e7a e com a condi\u00e7\u00e3o dum m\u00ednimo de bem-estar garantido pela divis\u00e3o do trabalho, pelas trocas comerciais, pela justi\u00e7a social e pela cidadania pol\u00edtica\u201d (Paul Ricoeur, \u2018Le<em> socius<\/em> et le prochain\u2019, in: Idem, <em>Histoire et v\u00e9rit\u00e9<\/em> (Paris 1967), 122). A verdadeira caridade inclui tudo isso e nada desperdi\u00e7a do que pode servir \u2013 de verdade e n\u00e3o por interesses escusos \u2013 o pr\u00f3ximo. Sim, afirma o Papa que \u201c\u00e0s vezes deparamo-nos com ideologias de esquerda ou pensamentos sociais cultivando h\u00e1bitos individualistas e procedimentos ineficazes, porque beneficiam a poucos; entretanto a multid\u00e3o dos abandonados fica \u00e0 merc\u00ea da poss\u00edvel boa vontade de alguns. Isto demonstra que \u00e9 necess\u00e1rio fazer crescer n\u00e3o s\u00f3 uma espiritualidade da fraternidade, mas tamb\u00e9m e ao mesmo tempo uma organiza\u00e7\u00e3o mundial mais eficiente para ajudar a resolver os problemas prementes dos abandonados que sofrem e morrem nos pa\u00edses pobres\u201d (n. 165). Tamb\u00e9m a pol\u00edtica econ\u00f4mica ativa, que \u00e9 necess\u00e1ria, deve ser acompanhada pela solidariedade e confian\u00e7a m\u00fatua, tendo a dignidade humana no centro (n. 168) e o apoio ao chamados \u201cmovimentos populares\u201d (n. 169).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria importante uma autoridade internacional capaz de garantir a viv\u00eancia da justi\u00e7a entendida como o \u201cdar a cada um o que lhe \u00e9 devido\u201d (n. 171). Contudo, \u201cquando se fala duma poss\u00edvel forma de autoridade mundial regulada pelo direito (Cf. Bento XVI, Carta enc. <em>Caritas in veritate<\/em> (29 de junho de 2009), 67: <em>AAS<\/em> 101 (2009), 700-701.), n\u00e3o se deve necessariamente pensar numa autoridade pessoal. Mas deveria prever pelo menos a cria\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es mundiais mais eficazes, dotadas de autoridade para assegurar o bem comum mundial, a erradica\u00e7\u00e3o da fome e da mis\u00e9ria e a justa defesa dos direitos humanos fundamentais\u201d (n. 172). N\u00e3o se pode esquecer que, na debilidade ou aus\u00eancia de atua\u00e7\u00e3o de Organiza\u00e7\u00f5es Internacionais, alguns grupos civis t\u00eam ajudado a suprir a lacuna (cf. n. 175). Em tudo, no entanto, h\u00e1 de reinar a caridade, s\u00edntese de toda lei (cf. Mt 22,36-40). \u201cEsta caridade pol\u00edtica sup\u00f5e ter maturado um sentido social que supere toda a mentalidade individualista\u201d (n. 182), pois s\u00f3 \u201ca caridade pode construir um mundo novo\u201d (n. 183), \u00e0 luz da raz\u00e3o e da f\u00e9, sem relativismos (cf. n. 185). Ainda mais: \u201cEsta caridade, cora\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito da pol\u00edtica, \u00e9 sempre um amor preferencial pelos \u00faltimos, que subjaz a todas as a\u00e7\u00f5es realizadas em seu favor\u201d (cf. S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, Carta enc. <em>Sollicitudo rei socialis<\/em> (30 de dezembro de 1987), 42: <em>AAS<\/em> 80 (1988), 572-574; Idem, Carta enc. <em>Centesimus annus<\/em> (1 de maio de 1991), 11: <em>AAS<\/em> 83 (1991), 806-807). Sejam pois lembrados os princ\u00edpios \u201cde <em>subsidiariedade<\/em>, insepar\u00e1vel do princ\u00edpio de <em>solidariedade<\/em>\u201d (n. 187) e uma pol\u00edtica voltada a \u201celiminar efetivamente a fome\u201d (n. 189).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vem a t\u00edtulo de fecho deste cap\u00edtulo um ponto destacado por Francisco: \u201cNeste contexto, gostaria de lembrar que eu juntamente com o Grande Im\u00e3 Ahmad Al-Tayyeb pedimos \u2018aos art\u00edfices da pol\u00edtica internacional e da economia mundial, para se comprometer seriamente na difus\u00e3o da toler\u00e2ncia, da conviv\u00eancia e da paz; para intervir, o mais breve poss\u00edvel, a fim de se impedir o derramamento de sangue inocente\u2019 (<em>Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da conviv\u00eancia comum<\/em> (Abu Dhabi 4 de fevereiro de 2019): <em>L\u2019Osservatore Romano<\/em> (ed. semanal portuguesa de 05\/II\/2019), 21). E quando uma determinada pol\u00edtica semeia o \u00f3dio e o medo em rela\u00e7\u00e3o a outras na\u00e7\u00f5es em nome do bem do pr\u00f3prio pa\u00eds, \u00e9 necess\u00e1rio estar alerta, reagir a tempo e corrigir imediatamente o rumo\u201d (n. 192).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cap\u00edtulo VI, \u201cDi\u00e1logo e amizade social\u201d (n. 198-224), reafirma \u2013 em suma \u2013 um verbo muito caro ao atual Pont\u00edfice: dialogar (cf. n. 198) e promover, apesar das dificuldades, a \u201ccultura do encontro que supere as dial\u00e9ticas que colocam um contra o outro\u201d (n. 215; cf. n. 216-217). Tal di\u00e1logo jamais se confunde com \u201cuma troca febril de opini\u00f5es nas redes sociais, muitas vezes pilotada por uma informa\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica nem sempre fi\u00e1vel\u201d (n. 200) com menosprezo a quem pensa diferente (cf. n. 201). Ali\u00e1s, essa \u201cfalta de di\u00e1logo sup\u00f5e que ningu\u00e9m, nos diferentes setores, est\u00e1 preocupado com o bem comum, mas com obter as vantagens que o poder lhe proporciona ou, na melhor das hip\u00f3teses, com impor o seu pr\u00f3prio modo de pensar\u201d (n. 202). Sim, \u201co di\u00e1logo social aut\u00eantico pressup\u00f5e a capacidade de respeitar o ponto de vista do outro, aceitando como poss\u00edvel que contenha convic\u00e7\u00f5es ou interesses leg\u00edtimos\u201d (n. 203). Nisso, se bem usada, \u201ca <em>internet<\/em> pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos\u201d (n. 205).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo \u2013 e isso \u00e9 deveras importante \u2013, o di\u00e1logo n\u00e3o pode ceder lugar ao relativismo a professar sermos incapazes de chegar \u00e0 verdade como tal (cf. n. 206), ao qual se junta \u201co risco de que o poderoso ou o mais h\u00e1bil consiga impor uma suposta verdade\u201d (n. 209). E d\u00e1 exemplo do n\u00e3o matar. \u201c\u00c9 uma verdade irrenunci\u00e1vel que reconhecemos com a raz\u00e3o e aceitamos com a consci\u00eancia. Uma sociedade \u00e9 nobre e respeit\u00e1vel, nomeadamente porque cultiva a busca da verdade e pelo seu apego \u00e0s verdades fundamentais\u201d (n. 207). \u201cTemos de nos exercitar em desmascarar as v\u00e1rias modalidades de manipula\u00e7\u00e3o, deforma\u00e7\u00e3o e ocultamento da verdade nas esferas p\u00fablica e privada\u201d (n. 208). Afinal, as verdades morais b\u00e1sicas v\u00e3o al\u00e9m do mero consenso, est\u00e3o inscritas na natureza humana (cf. n. 211-212).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais: \u201cSe devemos em qualquer situa\u00e7\u00e3o respeitar a dignidade dos outros, isto significa que esta n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o nem uma suposi\u00e7\u00e3o nossa, mas que existe realmente neles um valor superior \u00e0s coisas materiais e independente das circunst\u00e2ncias e exige um tratamento distinto\u201d (n. 213). Nessa sociedade, h\u00e1 de se reconhecer no outro o direito de ser ele mesmo, sem viol\u00eancia, dado que \u201cpor tr\u00e1s da repulsa de certas formas vis\u00edveis de viol\u00eancia, muitas vezes esconde-se outra viol\u00eancia mais dissimulada: a daqueles que desprezam o diferente, sobretudo quando as suas reivindica\u00e7\u00f5es prejudicam de alguma maneira os pr\u00f3prios interesses\u201d (n. 218).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m somos convidados a respeitar os povos nativos, especialmente os ind\u00edgenas (cf. n. 220), bem como abrirmo-nos ao di\u00e1logo com todos os povos e at\u00e9 a ceder algo pelo bem comum (cf. n. 221). J\u00e1 contra o individualismo consumista (cf. n. 222), S\u00e3o Paulo prop\u00f5e \u201cum fruto do Esp\u00edrito Santo com a palavra grega <em>chrestotes<\/em> (Gl 5,22), que expressa um estado de \u00e2nimo n\u00e3o \u00e1spero, rude, duro, mas benigno, suave, que sustenta e conforta. A pessoa que possui esta qualidade ajuda os outros, para que a sua exist\u00eancia seja mais suport\u00e1vel, sobretudo quando sobrecarregados com o peso dos seus problemas, urg\u00eancias e ang\u00fastias\u201d (n. 223) e \u00e9 levada a viver a amabilidade do \u201ccom licen\u00e7a\u201d, \u201cdesculpe\u201d, \u201cobrigado\u201d (n. 224).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao concluir este cap\u00edtulo da \u201cFratelli tutti\u201d, a tratar da amizade social, n\u00e3o posso, enquanto monge cisterciense agradecido a Deus pelo dom da minha consagra\u00e7\u00e3o, deixar de recomendar a obra de um grande Padre cisterciense. Trata-se da \u201cAmizade espiritual\u201d, de Aelredo de Rievaulx, monge e abade do s\u00e9culo XII, que ajuda a cada ser humano a, valendo-se dos sadios la\u00e7os humanos, transcend\u00ea-los ou elev\u00e1-los a Deus. Para Aelredo, a amizade deve ser uma escada que conduz ao c\u00e9u (cf. <em>Amizade espiritual. Ora\u00e7\u00e3o pastoral<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cultor de Livros, 2017). Elevemo-nos \u2013 pela gra\u00e7a divina que a ningu\u00e9m falta \u2013, com esse monge ingl\u00eas, a t\u00e3o altos patamares espirituais!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegamos, assim, ao cap\u00edtulo VII que tem por t\u00edtulo \u201cPercurso dum novo encontro\u201d (n. 225-270) capazes de nos conduzir \u00e0 paz sem desejos de vingan\u00e7a (cf. n. 226-227), mas a sermos promotores da reconcilia\u00e7\u00e3o e do encontro (cf. n. 229 e 232). Importa perdoar o rival de fora como se fosse membro da nossa fam\u00edlia (cf. n. 230). Embora longo, devo apenas apontar os itens tratados que recordam, na sua quase totalidade, temas trabalhados recentemente pelo Papa Francisco e que abordei, inclusive, de algum modo, em meus artigos \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos dizer que o Santo Padre recomenda neste cap\u00edtulo: 1) a amizade social com os mais pobres (cf. n. 233), uma vez que a desigualdade e a falta de inclus\u00e3o social pode ser geradora de viol\u00eancia (cf. n. 234-235); 2) o perd\u00e3o e a reconcilia\u00e7\u00e3o (237-239) superando o mal com o bem (cf. n. 243), apesar \u00a0de que \u201camar um opressor n\u00e3o significa consentir que continue a ser tal; nem lev\u00e1-lo a pensar que \u00e9 aceit\u00e1vel o que faz\u201d (n. 241); 3) n\u00e3o se esquecer de fatos graves da hist\u00f3ria para n\u00e3o repeti-los: A <em>Shoah<\/em>, os bombardeios at\u00f4micos de Hiroxima e Nagas\u00e1qui (cf. n. 246-247), \u201cas persegui\u00e7\u00f5es, o com\u00e9rcio dos escravos e os massacres \u00e9tnicos que se verificaram e verificam em v\u00e1rios pa\u00edses, e tantos outros factos hist\u00f3ricos que nos fazem envergonhar de sermos humanos\u201d (n. 248). Algu\u00e9m poderia perguntar: mas como entender o Papa se ele convida a perdoar, e, ao mesmo tempo, a n\u00e3o esquecer dos erros cometidos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis sua pr\u00f3pria explica\u00e7\u00e3o: \u201cAqueles que perdoam de verdade n\u00e3o esquecem, mas renunciam a deixar-se dominar pela mesma for\u00e7a destruidora que os lesou\u201d (n. 251). O que tamb\u00e9m n\u00e3o redunda em impunidade: quem erra tem de pagar pelo erro (cf. n. 252); 4) condena a guerra injusta e pede que elas nunca mais aconte\u00e7am, pois todas deixam o mundo pior do que antes (cf. n. 256-262); 5) recrimina a pena de morte, a pris\u00e3o perp\u00e9tua e as a\u00e7\u00f5es extrajudiciais (cf. n. 263-268) e 6) defende um mundo de paz no qual se cumpra a profecia de Isa\u00edas para os tempos messi\u00e2nicos: \u201ctransformar\u00e3o as suas espadas em relhas de arado\u201d (2,4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis, assim, mais um trecho da \u201cFratelli tutti\u201d a cada irm\u00e3o e irm\u00e3 interessado(a) em meditar, com alegria, este novo documento social da Igreja.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com este artigo sobre os cap\u00edtulos 5 a 7 da nova enc\u00edclica \u201cFratelli tutti\u201d, sobre a fraternidade e a amizade social, do Papa Francisco, avan\u00e7o um pouco mais na minha apresenta\u00e7\u00e3o desse documento que muito tem a dizer a todos os fi\u00e9is cat\u00f3licos e demais homens e mulheres de boa vontade. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O cap\u00edtulo V, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-63019","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63019","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63019"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63019\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63020,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63019\/revisions\/63020"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}