{"id":6297,"date":"2015-08-07T11:47:35","date_gmt":"2015-08-07T14:47:35","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/tempo-de-valorizar-a-familia\/"},"modified":"2017-04-11T09:53:18","modified_gmt":"2017-04-11T12:53:18","slug":"tempo-de-valorizar-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/tempo-de-valorizar-a-familia\/","title":{"rendered":"Tempo de valorizar a fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O segundo domingo de agosto, m\u00eas vocacional, \u00e9 dedicado aos pais vivos ou falecidos, e, por conseguinte, \u00e0 fam\u00edlia, cuja semana \u00e9 celebrada em seguida, de modo que esta reflex\u00e3o quer ajudar cada um dos nossos leitores sobre este tema t\u00e3o nobre e urgente, especialmente nos dias de hoje.<br \/>Para n\u00f3s que professamos a f\u00e9 cat\u00f3lica, falar em pai \u00e9 lembrar automaticamente de Deus, o Pai por excel\u00eancia, e de S\u00e3o Jos\u00e9, o homem escolhido pelo mesmo Senhor para ser, na terra, o pai adotivo de seu Filho, Jesus Cristo, quando este, \u201cna plenitude dos tempos\u201d (Gl 4,4), sem deixar de ser Deus, assumiu, no seio da Virgem Maria, sem o concurso de homem algum, mas por obra do Esp\u00edrito Santo, a nossa humanidade a fim de resgat\u00e1-la do pecado e elev\u00e1-la, novamente, \u00e0 filia\u00e7\u00e3o divina.<br \/>Importa, por\u00e9m, notar que o plano divino n\u00e3o privilegia apenas o pai ou a m\u00e3e ou o filho, mas, sim, toda a fam\u00edlia unida a partir do casamento, v\u00ednculo natural elevado a sacramento e que \u00e9 o lugar por excel\u00eancia para a forma\u00e7\u00e3o das futuras gera\u00e7\u00f5es, de modo que n\u00e3o podemos nos cansar de repetir, como o Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, duas grandes afirma\u00e7\u00f5es: \u201ca fam\u00edlia \u00e9 a c\u00e9lula mater da sociedade\u201d, ou ainda, \u201co futuro da humanidade passa pela fam\u00edlia\u201d.<br \/>Ao escrever \u00e0s fam\u00edlias no dia 2 de fevereiro do ano passado, o Papa Francisco, como lhe \u00e9 habitual, chama a aten\u00e7\u00e3o, a partir do relato evang\u00e9lico da Apresenta\u00e7\u00e3o de Jesus no Templo, sobre o encontro entre as gera\u00e7\u00f5es: casal, jovens, crian\u00e7as e idosos. Vemos a\u00ed a import\u00e2ncia de uma vida familiar sadia e equilibrada. Afinal, existe sempre o perigo de construirmos uma sociedade com as exclus\u00f5es, especialmente das crian\u00e7as, incluindo, \u00e9 \u00f3bvio, aquelas ainda por nascer, por meio do aborto; dos jovens, negando-lhes a oportunidade do emprego, ou dos idosos, desejando abreviar-lhes a vida por meio da eutan\u00e1sia etc.<br \/>Contudo, entre n\u00f3s crist\u00e3os deve ser diferente. Somos chamados a ser sinais de que uma sociedade nova sempre seja poss\u00edvel. A cena do Evangelho precisa e deve, sempre que poss\u00edvel, se repetir a fim de se mostrar ao mundo, n\u00e3o por ostenta\u00e7\u00e3o, mas por testemunho, que vale a pena ser fam\u00edlia no modelo sonhado por Deus. S\u00e3o palavras do Papa Francisco: \u201cO evangelista Lucas conta que Nossa Senhora e S\u00e3o Jos\u00e9, de acordo com a Lei de Mois\u00e9s, levaram o Menino ao templo para oferec\u00ea-lo ao Senhor e, nessa ocasi\u00e3o, duas pessoas idosas \u2013 Sime\u00e3o e Ana \u2013, movidas pelo Esp\u00edrito Santo, foram ter com eles e reconheceram em Jesus o Messias (cf. Lc 2,22-38). Sime\u00e3o tomou-o nos bra\u00e7os e agradeceu a Deus, porque tinha finalmente \u2018visto\u2019 a salva\u00e7\u00e3o; Ana, apesar da sua idade avan\u00e7ada, encheu-se de novo vigor e p\u00f4s-se a falar a todos do Menino. \u00c9 uma imagem bela: um casal de pais jovens e duas pessoas idosas reunidos devido a Jesus. Verdadeiramente, Jesus faz com que as gera\u00e7\u00f5es se encontrem e se unam! Ele \u00e9 a fonte inesgot\u00e1vel daquele amor que vence todo o isolamento, toda a solid\u00e3o, toda a tristeza. No vosso caminho familiar, partilhais tantos momentos belos: as refei\u00e7\u00f5es, o descanso, o trabalho em casa, a divers\u00e3o, a ora\u00e7\u00e3o, as viagens e as peregrina\u00e7\u00f5es, as a\u00e7\u00f5es de solidariedade&#8230; Todavia, se falta o amor, falta a alegria; e Jesus \u00e9 quem nos d\u00e1 o amor aut\u00eantico: oferece-nos a sua Palavra, que ilumina a nossa estrada; d\u00e1-nos o P\u00e3o da vida, que sustenta a labuta di\u00e1ria do nosso caminho\u201d.<br \/>N\u00e3o obstante esta bel\u00edssima passagem do Evangelho, vivemos tempos dif\u00edceis de uma sociedade que, salvo raras exce\u00e7\u00f5es, j\u00e1 excluiu muitos dos valores que levam \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia como n\u00facleo formado por pai, m\u00e3e e filho, e nele se acolhe com amor a vida desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim natural, ou seja, por meio de uma prote\u00e7\u00e3o integral do homem e da mulher, dentro daquilo que o pr\u00f3prio Papa Francisco chama de \u201cecologia humana\u201d, pois respeita a pessoa dentro da natureza toda em que ela foi criada e \u00e9 chamada a servir a Deus e ao pr\u00f3ximo.<br \/>Na Catequese dada por ocasi\u00e3o da Audi\u00eancia Geral de 20 de maio \u00faltimo, o mesmo Papa reflete sobre a forma como os pais educam ou tentam educar os seus filhos nos dias de hoje, levando em conta, \u00e9 claro, as dificuldades de nossos tempos, nos quais a correria do dia a dia se torna febricitante e a oportunidade de falar com os filhos \u00e9 cada vez mais escassa.<br \/>Diz o Santo Padre, o Papa Francisco: \u201cHoje ponderaremos acerca de uma caracter\u00edstica essencial da fam\u00edlia, ou seja, a sua voca\u00e7\u00e3o natural para educar os filhos a fim de que cres\u00e7am na responsabilidade por si mesmos e pelo pr\u00f3ximo. O que lemos do ap\u00f3stolo Paulo \u00e9 muito bonito: \u2018Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. Pais, n\u00e3o irriteis os vossos filhos, para que eles n\u00e3o desanimem\u2019. (Cl 3,20-21). Trata-se de uma regra s\u00e1bia: o filho que \u00e9 educado a ouvir e a obedecer aos pais, os quais n\u00e3o devem mandar de uma maneira inoportuna para n\u00e3o desencorajar os filhos. Com efeito, os filhos devem crescer passo a passo, sem desanimar. Se v\u00f3s, pais, dizeis aos vossos filhos: \u2018Subamos por esta escada\u2019 e pegais na sua m\u00e3o, ajudando-os a subir passo a passo, as coisas correr\u00e3o bem. Mas se v\u00f3s dizeis: \u2018Sobe!\u2019 \u2013 \u2018Mas n\u00e3o consigo\u2019 \u2013 \u2018Vai!\u2019, isto chama-se exasperar os filhos, pedindo-lhes aquilo que eles n\u00e3o s\u00e3o capazes de fazer. Por isso, a rela\u00e7\u00e3o entre pais e filhos deve ser s\u00e1bia, profundamente equilibrada. Filhos, obedecei aos vossos pais, porque isto agrada a Deus. E v\u00f3s, pais, n\u00e3o exaspereis os vossos filhos, pedindo-lhes coisas que eles n\u00e3o conseguem fazer. \u00c9 preciso agir assim, para que os filhos cres\u00e7am na responsabilidade por si mesmos e pelo pr\u00f3ximo\u201d.<br \/>Eis aqui a harmonia de um lar bem constitu\u00eddo ou \u201cfundado sobre a rocha\u201d (cf. Mt 7,24-25). N\u00e3o h\u00e1 nele exagero de autoritarismo nem de desobedi\u00eancia, mas um sadio equil\u00edbrio crist\u00e3o capaz de levar cada membro da fam\u00edlia ao correto cumprimento de sua miss\u00e3o de acordo com a gra\u00e7a divina que a ningu\u00e9m falta.<br \/>Voltando, por\u00e9m, ao texto de S\u00e3o Paulo que fornece os elementos para a catequese do Papa, notamos que compete aos pais a educa\u00e7\u00e3o primeira dos filhos, seja no campo religioso, seja no campo social. A catequese e a escola s\u00f3 ir\u00e3o complement\u00e1-las naquilo que ainda lhes falta, salvo o fato de a escola supor a educa\u00e7\u00e3o de base, ou de ber\u00e7o, como se diz, para ministrar conhecimentos dentro de \u00e1reas espec\u00edficas e, sem se esquecer o lado humano, fazer daquele menino ou menina algu\u00e9m preparado para o futuro no campo acad\u00eamico.<br \/>Tamb\u00e9m no aspecto religioso, \u00e9 dever dos pais ensinar os filhos a rezarem, a lerem bons livros de acordo com a faixa et\u00e1ria de cada um, a participarem da Santa Missa Dominical, fazerem a Primeira Eucaristia, a Crisma e, sobretudo, seguirem a vida de f\u00e9 na comunidade, se integrando, de acordo com as aptid\u00f5es de cada um, a pastorais ou grupos que lhes fa\u00e7am bem (canto, liturgia, catequese, jovens, social etc.), sem deixar de velar, ainda, pelas amizades dos filhos, seus momentos de lazer, especialmente no que toca a contatos via internet ou programas de TV e tamb\u00e9m leituras, mesmo se esta \u00faltima pare\u00e7a muito em desuso no nosso tempo.<br \/>Esta forma\u00e7\u00e3o paterna e materna n\u00e3o tem limite de idade e vale, por meio de bons conselhos, para a vida toda dos filhos. Sempre a experi\u00eancia de quem j\u00e1 passou por algo pode ajudar a formar melhor os mais novos. Da\u00ed ser muito \u00fatil que pai e m\u00e3e n\u00e3o deleguem a estranhos uma tarefa que \u00e9 sua, seja por for\u00e7a da natureza, seja por for\u00e7a do pr\u00f3prio sacramento do matrim\u00f4nio. <br \/>No entanto, alerta o Santo Padre que muitas opini\u00f5es estranhas entraram na fam\u00edlia ultimamente, atrapalhando-a, n\u00e3o raras vezes: \u201cIntelectuais \u2018cr\u00edticos\u2019 de todos os tipos silenciaram os pais de mil maneiras para defender as jovens gera\u00e7\u00f5es contra os danos \u2014 verdadeiros ou presum\u00edveis \u2014 da educa\u00e7\u00e3o familiar. A fam\u00edlia foi acusada, entre outros, de autoritarismo, favoritismo, conformismo e repress\u00e3o afetiva que gera conflitos\u201d.<br \/>Com efeito, abriu-se uma ruptura entre fam\u00edlia e sociedade, entre fam\u00edlia e escola; hoje o pacto educativo interrompeu-se; e assim, a alian\u00e7a educativa da sociedade com a fam\u00edlia entrou em crise, porque foi minada a confian\u00e7a rec\u00edproca. Os sintomas s\u00e3o numerosos. Por exemplo, na escola comprometeram-se as rela\u00e7\u00f5es entre os pais e os professores. \u00c0s vezes existem tens\u00f5es e desconfian\u00e7a m\u00fatua; e naturalmente as consequ\u00eancias recaem sobre os filhos. Por outro lado, multiplicaram-se os chamados \u2018peritos\u2019, que passaram a ocupar o papel dos pais at\u00e9 nos aspectos mais \u00edntimos da educa\u00e7\u00e3o. Sobre a vida afetiva, a personalidade e o desenvolvimento, sobre os direitos e os deveres, os \u2018peritos\u2019 sabem tudo: finalidades, motiva\u00e7\u00f5es, t\u00e9cnicas. E os pais s\u00f3 devem ouvir, aprender a adaptar-se. Privados da sua fun\u00e7\u00e3o, tornam-se muitas vezes excessivamente apreensivos e possessivos em rela\u00e7\u00e3o aos seus filhos, a ponto de nunca os corrigir: \u2018Tu n\u00e3o podes corrigir o teu filho\u2019! Tendem a confi\u00e1-los cada vez mais aos \u2018peritos\u2019, at\u00e9 nos aspectos mais delicados e pessoais da sua vida, pondo-se de parte sozinhos; e assim, hoje, os pais correm o risco de se auto excluir da vida dos pr\u00f3prios filhos.<br \/>\u00c9 certo que ningu\u00e9m defende agress\u00f5es verbais ou f\u00edsicas contra crian\u00e7as, adolescentes ou jovens nos estabelecimentos de ensino, mas a corre\u00e7\u00e3o tem de existir, a fim de que todos saiamos melhores e mais bem preparados para a vida. Sem corre\u00e7\u00e3o repetimos os mesmos erros e nos estagnamos sem progresso algum. E mais: aprendemos a ser ou a formar uma gera\u00e7\u00e3o vazia de valores, de apre\u00e7o pelo que \u00e9 certo ou errado, pois h\u00e1 normas naturais v\u00e1lidas a todos os seres humanos de todos os tempos e lugares. Cabe aos pais e educadores nunca deixarem de lado o seu papel que \u00e9, sem d\u00favida, insubstitu\u00edvel.<br \/>Por fim, \u00e9 preciso que nessa ajuda dos pais aos filhos, eles n\u00e3o interfiram em coisas que lhes fere a dignidade humana e crist\u00e3, ao querer, por exemplo, escolher o estado de vida que seus filhos levar\u00e3o, a profiss\u00e3o, a(o) esposa(o) etc. (cf. Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n. 2230). Os filhos, por\u00e9m, t\u00eam o dever moral de cuidar dos pais idosos ou doentes e nunca abandon\u00e1-los (Idem, n. 2218).<br \/> Neste segundo domingo de agosto rezemos pelos nossos pais!\u00a0 Recomendo, vivamente, a todos os meus arquidiocesanos que marquem missas em sufr\u00e1gio das almas dos pais falecidos. E, da mesma maneira, que rezemos pelos pais que est\u00e3o na nossa companhia. Rezar nos traz a prote\u00e7\u00e3o divina. Como \u00e9 bom tomar a b\u00ean\u00e7\u00e3o do pai! Mas, como \u00e9 melhor ainda, depois de ser aben\u00e7oado pelo nosso pai, rezar para que ele continue sempre aben\u00e7oando seus filhos. <br \/>Com o Dia dos Pais iniciamos na Igreja do Brasil a Semana Nacional da Fam\u00edlia, que tem como tema: &#8220;o amor \u00e9 a nossa miss\u00e3o: a fam\u00edlia plenamente viva&#8221;. \u00c9 muito importante que cada par\u00f3quia aproveite os movimentos e grupos familiares que, juntos com a pastoral familiar atuem de maneira incisiva na sociedade, testemunhando e aprofundando a import\u00e2ncia da fam\u00edlia segundo o Plano de Deus. <br \/> A todas as fam\u00edlias, e, sobretudo aos pais neste domingo, envio uma b\u00ean\u00e7\u00e3o especial, pois eles s\u00e3o, por primeiro, os transmissores da f\u00e9 cat\u00f3lica!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O segundo domingo de agosto, m\u00eas vocacional, \u00e9 dedicado aos pais vivos ou falecidos, e, por conseguinte, \u00e0 fam\u00edlia, cuja semana \u00e9 celebrada em seguida, de modo que esta reflex\u00e3o quer ajudar cada um dos nossos leitores sobre este tema t\u00e3o nobre e urgente, especialmente nos dias de hoje.Para n\u00f3s que professamos a f\u00e9 cat\u00f3lica, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-6297","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6297"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11193,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6297\/revisions\/11193"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}