{"id":62832,"date":"2020-09-28T09:48:43","date_gmt":"2020-09-28T12:48:43","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=62832"},"modified":"2020-09-28T12:49:24","modified_gmt":"2020-09-28T15:49:24","slug":"a-resposta-libertadora-de-deus-para-a-pergunta-quem-sou-eu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-resposta-libertadora-de-deus-para-a-pergunta-quem-sou-eu\/","title":{"rendered":"A resposta libertadora de Deus para a pergunta: \u201cQuem sou eu?\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Costumava haver um consenso sobre quem somos e para que servimos. Mas isso come\u00e7ou a mudar, especialmente no s\u00e9culo XX<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\" style=\"text-align: justify;\">Em todo o mundo, os escritores est\u00e3o preocupados com o impacto das m\u00eddias sociais na identidade pessoal. Fil\u00f3sofos dispostos a descrever sobre personalidade e identidade pessoal est\u00e3o ganhando muito dinheiro hoje em dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um lado, as empresas de alta tecnologia dizem que protegem nossa identidade.\u00a0Na outra ponta do espectro, os imigrantes est\u00e3o tentando entender quem s\u00e3o quando deixam sua terra natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato \u00e9 que nossa confus\u00e3o sobre quem somos \u00e9 um grande fator de estresse em nossas vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Costumava haver um consenso sobre quem somos e para que servimos. Mas isso come\u00e7ou a mudar, especialmente no s\u00e9culo XX. O bispo Robert Barron deu uma palestra magistral sobre como o pensamento de figuras filos\u00f3ficas importantes levou \u00e0s manchetes de hoje. Ao longo do caminho, ele mostra como perder a f\u00e9 em Deus nos faz esquecer quem somos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Friedrich Nietzsche disse: \u201cDeus est\u00e1 morto\u201d. Depois, ele detalhou as consequ\u00eancias da aus\u00eancia de Deus. Sem Deus, n\u00e3o h\u00e1 fundamento para a verdade objetiva e temos que afirmar nossas pr\u00f3prias verdades pela for\u00e7a de vontade. John Paul Sartre levou Nietzsche um passo adiante, dizendo que cada um decide o que \u00e9, e ningu\u00e9m pode criticar quem escolhemos ser.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora as grandes mentes de Nietzsche e Sartre possam ter achado revigorante e libertador afirmar sua vontade sobre o universo e se inventar, isso deixa a maioria de n\u00f3s exausta ou perdida.<\/p>\n<div class=\"nativo-inread\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Francisco aponta que a f\u00e9 oferece um caminho melhor. Segundo o pont\u00edfice, o Livro do G\u00eanesis conta hist\u00f3rias sobre nossa origem e tem coisas poderosas e profundas a dizer sobre nossa identidade. \u201cDepois de ter criado o universo e todos os seres vivos, Deus criou a sua obra-prima, o ser humano, feito \u00e0 sua imagem: \u2018\u00e0 imagem de Deus os criou; homem e mulher ele os criou\u2019\u201d, disse Francisco. \u201cDeus nos deu seu DNA, ou seja, nos fez seus filhos\u201d, acrescentou. Aqueles que \u201cse parecem muito ou pouco com Ele s\u00e3o seus filhos: eles receberam essa identidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, seu pr\u00f3prio corpo diz quem voc\u00ea \u00e9: um filho de Deus. \u201cO corpo humano compartilha da dignidade da imagem de Deus\u201d, diz o Catecismo, acrescentando que o esp\u00edrito e a mat\u00e9ria \u201cn\u00e3o s\u00e3o duas naturezas unidas, mas sua uni\u00e3o forma uma \u00fanica natureza\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As consequ\u00eancias desse fato s\u00e3o enormes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus \u00e9 amor, e nossos corpos refletem seu amor. A Igreja mostra isso desde o batismo (onde a \u00e1gua em nossa cabe\u00e7a muda nossa alma), ao casamento (onde nosso corpo \u00e9 unido a outro) e \u00e0 morte, quando nossos corpos ou cinzas s\u00e3o enterrados, em vez de espalhados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A missa nos treina a amar a Deus com nossos corpos enquanto nos ajoelhamos e ficamos de p\u00e9. Lembramos continuamente que nossas vidas foram salvas quando Jesus ofereceu seu corpo na cruz, e nossa esperan\u00e7a assegurada quando seu corpo ressuscitou dos mortos, o que nossos corpos far\u00e3o um dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Arist\u00f3teles chama o homem de \u201canimal racional\u201d cuja maior felicidade se encontra no exerc\u00edcio de sua raz\u00e3o \u2013 em contemplar o que \u00e9 verdadeiro. Para n\u00f3s, a maior atividade humana \u00e9 conhecer a Deus por meio da ora\u00e7\u00e3o e do estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo considerando nossa evolu\u00e7\u00e3o, nosso intelecto nos diferencia dos outros animais. \u00a0Quem somos como seres humanos foi conquistado por nossa sede de conhecimento. Isso acontece no n\u00edvel de um cientista de Cambridge que estuda V\u00eanus ou no n\u00edvel de uma crian\u00e7a que pergunta perpetuamente \u201cpor qu\u00ea?\u201d E isso acontece quando ambos ouvem as Escrituras juntos na missa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, nossa vontade nos torna quem somos. Temos uma vontade que nos permite amar de uma forma diferente de qualquer outro animal, e esta \u00e9 a express\u00e3o m\u00e1xima de quem somos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus resume os Dez Mandamentos como \u201cAmar\u00e1s o Senhor teu Deus de todo o teu cora\u00e7\u00e3o\u201d e \u201camar\u00e1s o teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo\u201d. Esta \u00e9 a descri\u00e7\u00e3o final de quem somos: amantes de Deus e amantes uns dos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso nos torna muito mais do que poder\u00edamos ter inventado ou afirmado a n\u00f3s mesmos. Uma certeza que nos tira das m\u00e3os do acaso cego e nos coloca nas m\u00e3os de Deus, que quer nos levar, atrav\u00e9s da morte, para o seu lado.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costumava haver um consenso sobre quem somos e para que servimos. 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