{"id":6263,"date":"2015-08-05T17:01:30","date_gmt":"2015-08-05T20:01:30","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/reflexoes-do-papa-sobre-quando-tentam-nos-roubar-o-evangelho-o-amor-fraterno-e-a-forca-missionaria\/"},"modified":"2017-04-11T10:15:32","modified_gmt":"2017-04-11T13:15:32","slug":"reflexoes-do-papa-sobre-quando-tentam-nos-roubar-o-evangelho-o-amor-fraterno-e-a-forca-missionaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/reflexoes-do-papa-sobre-quando-tentam-nos-roubar-o-evangelho-o-amor-fraterno-e-a-forca-missionaria\/","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es do papa sobre quando tentam nos roubar o Evangelho, o amor fraterno e a for\u00e7a mission\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/reflexao1.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Antes de prosseguir, n\u00e3o deixe de ler a primeira e a segunda partes deste bel\u00edssimo artigo.<\/p>\n<p>Quinta advert\u00eancia: N\u00e3o deixemos que nos roubem o Evangelho<\/p>\n<p>\u201cA alegria do Evangelho \u00e9 tal que nada e ningu\u00e9m no-la poder\u00e1 tirar\u201d, diz o papa com base em Jo\u00e3o (16,22; Evangelii Gaudium n. 84). Evangelho n\u00e3o \u00e9 exposi\u00e7\u00e3o de uma doutrina, mas a vida de uma pessoa. Vida de uma pessoa especial, salvadora, divina, encarnada. A pessoa de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que uma enxurrada de mundanismos nos leve embora o Evangelho. Isso pode acontecer quando \u201cnegamos a nossa hist\u00f3ria de Igreja, que \u00e9 gloriosa por ser hist\u00f3ria de sacrif\u00edcios, de esperan\u00e7a, de luta di\u00e1ria, de vida gasta no servi\u00e7o, de const\u00e2ncia no trabalho fadigoso\u201d (Evangelii Gaudium n. 96). J\u00e1 com todo o esfor\u00e7o de que somos capazes, temos dificuldade de manifestar a beleza do Evangelho; imagine-se como ficar\u00e3o as coisas se houver concord\u00e2ncia com as ondas do mundanismo (cf. n. 195).<\/p>\n<p>O Evangelho \u201c\u00e9 a alegria de um Pai que n\u00e3o quer que se perca nenhum dos seus pequeninos\u201d (Evangelii Gaudium n. 237), pois todos fomos criados para aquilo que o Evangelho nos prop\u00f5e: a amizade com Jesus e o amor fraterno\u201d (n. 265).<\/p>\n<p>As tenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o muitas. Os ladr\u00f5es \u00e0 espreita s\u00e3o numerosos quando se tem de enfrentar tarefas que n\u00e3o nos d\u00e3o a satisfa\u00e7\u00e3o desejada, quando as mudan\u00e7as esperadas s\u00e3o lentas. O que pode ent\u00e3o suceder? \u201cO Evangelho, que \u00e9 a mensagem mais bela que h\u00e1 neste mundo, fica sepultado sob muitas desculpas\u201d (Evangelii Gaudium n. 277).<\/p>\n<p>Como pode, Senhor, algu\u00e9m nos roubar o Evangelho? O Evangelho n\u00e3o \u00e9s tu? O Evangelho n\u00e3o \u00e9 a tua Boa Nova? Santa Teresinha do Menino Jesus \u00e9 exemplo para mim, para n\u00f3s, no sentido de buscar com toda profundidade as riquezas inesgot\u00e1veis do Evangelho, pois ela declara: \u201c\u00c9 acima de tudo o Evangelho que me ocupa durante as minhas ora\u00e7\u00f5es; nele encontro tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio para a minha pobre alma. Descubro nele sempre novas luzes, sentidos escondidos e misteriosos\u201d (in Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n. 127). O Evangelho \u00e9 vida. Vida sempre. Vida tua, Senhor, que venceste o mundo. Que o Evangelho n\u00e3o nos falte jamais e que sejamos capazes de sustentar a nossa fidelidade a ele. Am\u00e9m.\u00a0\u00a0 <\/p>\n<p>Sexta advert\u00eancia: N\u00e3o deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno<\/p>\n<p>O papa Francisco \u00e9 bem expl\u00edcito: \u201cToda a experi\u00eancia aut\u00eantica de verdade e de beleza procura, por si mesma, a expans\u00e3o; e qualquer pessoa que viva uma liberta\u00e7\u00e3o profunda adquire maior sensibilidade face \u00e0s necessidades dos outros. E uma vez comunicado, o bem se radica e se desenvolve. Por isso, quem deseja viver com dignidade e em plenitude, n\u00e3o tem outro caminho sen\u00e3o reconhecer o outro e buscar o seu bem\u201d (n.9).<\/p>\n<p>Nosso amor fraterno \u00e9 uma extens\u00e3o de n\u00f3s para al\u00e9m de n\u00f3s mesmos. Como diz o papa, \u00e9 \u201cprimariamente uma aten\u00e7\u00e3o prestada ao outro, considerando-o um s\u00f3 consigo mesmo\u201d (S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino). E o papa continua: \u201cEsta aten\u00e7\u00e3o amiga \u00e9 o in\u00edcio de uma verdadeira preocupa\u00e7\u00e3o com a sua pessoa e, a partir dela, um desejo procurar efetivamente o seu bem. Isto implica apreciar o pobre na sua bondade pr\u00f3pria, com o seu modo de ser, com a sua cultura, com a sua forma de viver a f\u00e9. O amor aut\u00eantico \u00e9 sempre contemplativo, permitindo-nos servir o outro n\u00e3o por necessidade ou vaidade, mas porque ele \u00e9 belo, independentemente de sua apar\u00eancia: \u2018Do amor, pelo qual uma pessoa \u00e9 agrad\u00e1vel \u00e0 outra, depende que lhe d\u00ea algo de gra\u00e7a\u2019 (S\u00e3o Tom\u00e1s)\u201d. E o documento papal prossegue: \u201cQuando amado, o pobre \u2018\u00e9 estimado como de alto valor\u2019 (S\u00e3o Tom\u00e1s), e isto diferencia a aut\u00eantica op\u00e7\u00e3o pelos pobres de qualquer ideologia, de qualquer tentativa de utilizar os pobres ao servi\u00e7o de interesses pessoais ou pol\u00edticos. Unicamente a partir desta proximidade real e cordial \u00e9 que podemos acompanh\u00e1-los adequadamente no seu caminho de liberta\u00e7\u00e3o. S\u00f3 isto tornar\u00e1 poss\u00edvel que os pobres se sintam, em cada comunidade crist\u00e3, como \u2018em casa\u2019. N\u00e3o seria este estilo a maior e mais eficaz apresenta\u00e7\u00e3o da boa nova do Reino?\u201d (Evangelii Gaudium n. 199).<br \/>Em uma passagem um pouco mais \u00e0 frente, Francisco vai dizer: \u201cCada vez que nos encontramos com um ser humano no amor, ficamos capazes de descobrir algo de novo sobre Deus (&#8230;) Cada vez que os nossos olhos se abrem para reconhecer o outro, ilumina-se mais a nossa f\u00e9 para reconhecer a Deus. Em consequ\u00eancia disto, se queremos crescer na vida espiritual, n\u00e3o podemos renunciar a ser mission\u00e1rios. A tarefa da evangeliza\u00e7\u00e3o enriquece a mente e o cora\u00e7\u00e3o, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sens\u00edveis para reconhecer a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados\u201d (Evangelii Gaudium n. 272).<\/p>\n<p>Senhor Jesus, \u201ctu \u00e9s o evangelizador por excel\u00eancia e o Evangelho em pessoa\u201d. Tu te identificaste especialmente com os mais pequeninos. Assim recordas a n\u00f3s, crist\u00e3os e crist\u00e3s, de que somos chamados a cuidar dos mais fr\u00e1geis da Terra. Desse modo, ajuda-nos a ter boa percep\u00e7\u00e3o da realidade ao nosso redor, a ter sensibilidade diante das necessidades dos outros, a reconhecer o outro, a ter preocupa\u00e7\u00e3o com o outro para que ele atinja o seu bem almejado, principalmente se este se situar onde se situa a tua vontade, Jesus. Somos todos fr\u00e1geis e limitados, mas, se nos dermos as m\u00e3os, teremos a tua for\u00e7a para avan\u00e7ar e gozarmos de grande proximidade contigo.<\/p>\n<p>S\u00e9tima advert\u00eancia: N\u00e3o deixemos que nos roubem a for\u00e7a mission\u00e1ria<\/p>\n<p>Existe o perigo de nos ser roubada a for\u00e7a mission\u00e1ria, mas, diante dessa tenta\u00e7\u00e3o, Deus nos d\u00e1 os meios para sairmos dela vitoriosos (cf. 1Cor 10,13). Paulo confessa que o Senhor lhe disse: \u201cPara ti, basta a minha gra\u00e7a, pois \u00e9 na fraqueza que a for\u00e7a manifesta todo o seu poder\u201d (2Cor 12,9). Em vista disso, Paulo acrescenta: \u201cPor isso eu me alegro nas fraquezas, humilha\u00e7\u00f5es, necessidades, persegui\u00e7\u00f5es e ang\u00fastias, por causa de Cristo, pois quando sou fraco, ent\u00e3o \u00e9 que sou forte\u201d (2Cor 12,10).<\/p>\n<p>A pastoral decididamente mission\u00e1ria \u00e9 fonte das maiores alegrias para a Igreja. \u201cSabemos bem que a vida com Jesus se torna muito mais plena e, com Ele, \u00e9 mais f\u00e1cil encontrar o sentido para cada coisa. \u00c9 por isso que evangelizamos. O verdadeiro mission\u00e1rio, que n\u00e3o deixa jamais de ser disc\u00edpulo, sabe que Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele (&#8230;). Se uma pessoa n\u00e3o o descobre presente no cora\u00e7\u00e3o mesmo da entrega mission\u00e1ria, depressa perde o entusiasmo e deixa de estar seguro do que transmite; faltam-lhe for\u00e7a e paix\u00e3o\u201d (Evangelii Gaudium n. 266). Com a for\u00e7a mission\u00e1ria, sendo necess\u00e1rio a ela o dom de n\u00f3s mesmos, \u201ctalvez o Senhor se sirva da nossa entrega para derramar b\u00ean\u00e7\u00e3os noutro lugar do mundo, aonde nunca iremos\u201d (Evangelii Gaudium n. 279).<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao sacramento da Crisma, ganhamos \u201cuma for\u00e7a especial do Esp\u00edrito Santo para difundir e defender a f\u00e9 pela palavra e pela a\u00e7\u00e3o, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar com valentia o nome de Cristo e para nunca sentir vergonha em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cruz\u201d (Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica n. 1303).<\/p>\n<p>Oremos: \u201cO louvor, a gl\u00f3ria, a sabedoria, a a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, a honra, o poder e a for\u00e7a pertencem ao nosso Deus, para sempre. Am\u00e9m\u201d (Ap 7,12).<\/p>\n<p>Senhor,<br \/>se eu nunca vesti um entusiasmo mission\u00e1rio tamanho \u201cG\u201d;<br \/>se eu j\u00e1 me deixei abater na alegria da evangeliza\u00e7\u00e3o;<br \/>se eu j\u00e1 deixei respingar em mim fagulhas de d\u00favida diante da beleza do tesouro imperd\u00edvel da esperan\u00e7a;<br \/>se eu j\u00e1 causei alvoro\u00e7o e deixei de somar dentro da comunidade;<br \/>se eu j\u00e1 desconsiderei a tua import\u00e2ncia e a do teu Evangelho em minha vida e no meu modo de proceder;<br \/>se eu j\u00e1 passei por momentos em que nem dei bola ao ideal do amor fraterno;<br \/>se eu j\u00e1 me senti sem for\u00e7a na minha for\u00e7a mission\u00e1ria;<br \/>o que fa\u00e7o, o que fa\u00e7o?<\/p>\n<p>A mim e a tantos outros que se veem pequenos, sem as melhores condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e espirituais, apesar de tudo, Maria, \u201cd\u00e1-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que n\u00e3o se apaga. Estrela da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, ajuda-nos a refulgir com o testemunho da comunh\u00e3o, do servi\u00e7o, da f\u00e9 ardente e generosa, da justi\u00e7a e do amor aos pobres, para que a alegria do evangelho chegue at\u00e9 os confins da terra e nenhuma periferia fique privada de sua luz. M\u00e3e do Evangelho vivente, manancial de alegria para os pequeninos, roga por n\u00f3s. Am\u00e9m, Aleluia!\u201d (Evangelii Gaudium n. 288).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de prosseguir, n\u00e3o deixe de ler a primeira e a segunda partes deste bel\u00edssimo artigo. Quinta advert\u00eancia: N\u00e3o deixemos que nos roubem o Evangelho \u201cA alegria do Evangelho \u00e9 tal que nada e ningu\u00e9m no-la poder\u00e1 tirar\u201d, diz o papa com base em Jo\u00e3o (16,22; Evangelii Gaudium n. 84). 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