{"id":6262,"date":"2015-08-05T16:49:54","date_gmt":"2015-08-05T19:49:54","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/por-que-se-casar-na-igreja-segundo-sao-joao-paulo-ii\/"},"modified":"2017-04-11T10:16:00","modified_gmt":"2017-04-11T13:16:00","slug":"por-que-se-casar-na-igreja-segundo-sao-joao-paulo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/por-que-se-casar-na-igreja-segundo-sao-joao-paulo-ii\/","title":{"rendered":"Por que se casar na Igreja, segundo S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/casados5.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>Divulgado o artigo at\u00e9 agora in\u00e9dito que apareceu recentemente em uma sele\u00e7\u00e3o de textos escritos por Karol Wojtyla entre 1952 e 1962<\/p>\n<p>Para a maioria das pessoas, as n\u00fapcias celebradas na Igreja s\u00e3o ainda um atrativo: desejam celebrar o matrim\u00f4nio religioso. Por que \u00e9 assim? Karol Wojtylase perguntava j\u00e1 tempos antes de se tornar papa, como demonstra um artigo at\u00e9 agora in\u00e9dito que apareceu recentemente em uma sele\u00e7\u00e3o de textos escritos por ele entre 1952 e 1962, intitulada: \u201cEducar e amar. Escritos sobre o matrim\u00f4nio e a fam\u00edlia\u201d (Cantagalli, It\u00e1lia).<\/p>\n<p>No texto, de extraordin\u00e1ria atualidade, Wojtyla ressalta que o casamento celebrado na Igreja \u00e9 mais atraente que o realizado em um Cart\u00f3rio Civil para \u201ca grande maioria das pessoas\u201d, tamb\u00e9m aqueles \u201cn\u00e3o muito crentes\u201d.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, escrevia Wojtyla, \u00e9 preciso esclarecer o que significa celebrar o casamento na Igreja. Assim como no casamento civil \u2013 explica \u2013, no religioso existem dois momentos, o contrato e a declara\u00e7\u00e3o, mas enquanto no primeiro caso a declara\u00e7\u00e3o est\u00e1 nos acordos da sociedade, do poder civil, o matrim\u00f4nio religioso \u201colha muito mais alto e assume o car\u00e1ter tipicamente religioso, at\u00e9 mesmo solene. \u00c9 o juramento a definir o car\u00e1ter religioso da declara\u00e7\u00e3o. O ato n\u00e3o tem sentido se n\u00e3o se aceita a exist\u00eancia de Deus. O juramento chama o Senhor como testemunha\u201d.<\/p>\n<p>Por que se casar na Igreja?<\/p>\n<p>\u201cAntes de tudo\u201d, responde Jo\u00e3o Paulo II, \u201cporque isto corresponde plenamente \u00e0 dignidade e ao valor da pessoa humana. Sabemos que o matrim\u00f4nio sacramental \u00e9 o fundamento da liga\u00e7\u00e3o indissol\u00favel do homem e da mulher, e somente esta vis\u00e3o do matrim\u00f4nio permanece em certo relacionamento com a dignidade da pessoa humana, em certo relacionamento com aquilo que o homem \u00e9\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA pessoa possui um particular valor, e tal valor da pessoa merece uma particular afirma\u00e7\u00e3o. A pessoa n\u00e3o pode se tornar um objeto a se utilizar \u2013 e assim seria se as rela\u00e7\u00f5es sexuais n\u00e3o fossem mantidas pela institui\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio, da institui\u00e7\u00e3o do matrim\u00f4nio monog\u00e2mico e indissol\u00favel.\u201d<\/p>\n<p>Existe uma outra raz\u00e3o, que \u201ccome\u00e7a a se formar na nossa consci\u00eancia quando com os olhos da f\u00e9 olhamos o destino e avoca\u00e7\u00e3o de cada ser humano\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO ser humano \u00e9 destinado n\u00e3o somente a cumprir grandes obras neste mundo, a subjugar a terra, a criar a cultura e a civiliza\u00e7\u00e3o, mas o homem \u2013 a pessoa humana \u2013 \u00e9 chamado a encontrar pessoalmente Deus, a unir-se definitivamente a Deus. Cada homem possui este destino e cada um \u00e9 chamado a isto, mesmo quando ainda pouco percebe.\u201d<\/p>\n<p>Se \u00e9 assim, serve \u201cum voto (juramento), um ato de virtude religiosa at\u00e9 que dois batizados, dois crentes, homem e mulher, possam se unir no matrim\u00f4nio e iniciar as rela\u00e7\u00f5es sexuais mediante as quais duas pessoas se doam reciprocamente\u201d, porque \u201co Senhor deve, de qualquer maneira, ceder; Ele que tem o direito a cada pessoa humana em um certo modo o deve permitir. E \u00e9 aquilo que acontece no momento da celebra\u00e7\u00e3o religiosa das n\u00fapcias, enquanto ambos se ajoelham, sentindo sob si a majestade divina, vendo diante de si a grandeza do Seu amor e compreendendo plenamente o Seu direito sobrenatural sob cada um deles\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto ambos juram, prometendo-se o amor, a fidelidade e a honestidade conjugal, pelo pr\u00f3prio fato do juramento recebem do Senhor a permiss\u00e3o, o direito de pertencer um ao outro.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPor que se casar na Igreja?\u201d, perguntava-se Wojtyla. \u201cPorque o casamento se torna um sacramento que transmite os recursos da reden\u00e7\u00e3o de Cristo, aquela for\u00e7a sobrenatural que permite aos homens, que permanecem seres humanos, viver segundo o plano de Deus, viver como filhos de Deus\u201d.<\/p>\n<p>Para viver o matrim\u00f4nio deste modo, conclui, \u201cno momento da celebra\u00e7\u00e3o os esposos devem atingir a gra\u00e7a, acolher na alma tantas daquelas energias sobrenaturais que permitem que eles correspondam ao pensamento de Deus, ao grande plano do Criador e Redentor\u201d.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a este grande plano, de fato, o homem \u201cse encontra em um n\u00edvel inferior e fr\u00e1gil\u201d, e para viver no matrim\u00f4nio segundo o plano de Deus \u201cdeve sempre transcender-se, sair fora daquilo que comporta a pr\u00f3pria fraqueza. Sa\u00edrem juntos, ambos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Divulgado o artigo at\u00e9 agora in\u00e9dito que apareceu recentemente em uma sele\u00e7\u00e3o de textos escritos por Karol Wojtyla entre 1952 e 1962 Para a maioria das pessoas, as n\u00fapcias celebradas na Igreja s\u00e3o ainda um atrativo: desejam celebrar o matrim\u00f4nio religioso. Por que \u00e9 assim? 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