{"id":62609,"date":"2020-09-22T09:18:21","date_gmt":"2020-09-22T12:18:21","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=62609"},"modified":"2020-09-22T12:21:16","modified_gmt":"2020-09-22T15:21:16","slug":"a-eutanasia-e-um-crime-contra-a-vida-incuravel-nao-significa-incuidavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-eutanasia-e-um-crime-contra-a-vida-incuravel-nao-significa-incuidavel\/","title":{"rendered":"\u201cA eutan\u00e1sia \u00e9 um crime contra a vida. Incur\u00e1vel n\u00e3o significa incuid\u00e1vel\u201d"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">\u201cSamaritanus bonus\u201d, a carta da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 aprovada pelo Papa, reitera a condena\u00e7\u00e3o a todas as formas de eutan\u00e1sia e de suic\u00eddio assistido levando em conta os casos dos \u00faltimos anos. O apoio \u00e0s fam\u00edlias e aos profissionais da sa\u00fade<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>VATICAN NEWS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cIncur\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 jamais sin\u00f4nimo de incuid\u00e1vel&#8221;: os que sofrem de uma doen\u00e7a em fase terminal como os que nascem com uma previs\u00e3o de sobreviv\u00eancia limitada t\u00eam o direito de ser acolhido, cuidado, rodeado de afeto. A Igreja se op\u00f5e \u00e0 obstina\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, mas refor\u00e7a como &#8220;ensinamento definitivo&#8221; que &#8220;a eutan\u00e1sia \u00e9 um crime contra a vida humana&#8221;.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe!<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-62609-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/09\/22\/11\/135724562_F135724562.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/09\/22\/11\/135724562_F135724562.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/09\/22\/11\/135724562_F135724562.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">E que &#8220;qualquer coopera\u00e7\u00e3o formal ou material imediata a um tal ato \u00e9 um pecado grave&#8221; que nenhuma autoridade &#8220;pode legitimamente&#8221; impor ou permitir. \u00c9 o que lemos em &#8220;Samaritanus bonus&#8221;, a carta da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 &#8220;sobre o cuidado das pessoas nas fases cr\u00edticas e terminais da vida&#8221;, aprovada pelo Papa Francisco em junho passado e publicada hoje, 22 de setembro de 2020.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Atualidade do Bom Samaritano<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto, que reafirma a posi\u00e7\u00e3o j\u00e1 expressa v\u00e1rias vezes pela Igreja sobre o assunto, tornou-se necess\u00e1rio devido \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o de casos de cr\u00f4nica e ao avan\u00e7o da legisla\u00e7\u00e3o que em um n\u00famero crescente de pa\u00edses autoriza a eutan\u00e1sia e o suic\u00eddio assistido de pessoas gravemente doentes, mas tamb\u00e9m dos que vivem s\u00f3s ou com problemas psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo da carta \u00e9 fornecer indica\u00e7\u00f5es concretas para atualizar a mensagem do Bom Samaritano. Tamb\u00e9m quando &#8220;a cura \u00e9 imposs\u00edvel ou improv\u00e1vel, o acompanhamento m\u00e9dico\/ enfermeiro, psicol\u00f3gico e espiritual, \u00e9 um dever imprescind\u00edvel, j\u00e1 que o oposto constituiria o desumano abandono do doente&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Incur\u00e1vel, mas jamais incuid\u00e1vel<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCurar se for poss\u00edvel, cuidar sempre\u201d. Estas palavras de Jo\u00e3o Paulo II explicam que incur\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 jamais sin\u00f4nimo de incuid\u00e1vel. O cuidado at\u00e9 o fim, &#8220;estar com&#8221; o doente, acompanhando-o escutando-o, fazendo-o sentir-se amado e desejado, \u00e9 o que pode evitar a solid\u00e3o, o medo do sofrimento e da morte, e o des\u00e2nimo que vem junto: elementos que hoje est\u00e3o entre as principais causas dos pedidos de eutan\u00e1sia ou de suic\u00eddio assistido. Ao mesmo tempo, \u00e9 sublinhado que &#8220;s\u00e3o frequentes os abusos denunciados pelos pr\u00f3prios m\u00e9dicos pela supress\u00e3o da vida de pessoas que jamais teriam desejado para si a aplica\u00e7\u00e3o da eutan\u00e1sia&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o documento est\u00e1 centralizado no sentido da dor e do sofrimento \u00e0 luz do Evangelho e do sacrif\u00edcio de Jesus: \u201ca dor \u00e9 suport\u00e1vel existencialmente apenas onde h\u00e1 esperan\u00e7a\u201d e a esperan\u00e7a que Cristo transmite ao sofredor e ao doente \u201c\u00e9 aquela da sua presen\u00e7a, da sua real proximidade\u201d. Os cuidados paliativos n\u00e3o bastam \u201cse n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que \u2018esteja\u2019 junto ao doente e lhe testemunhe o seu valor \u00fanico e irrepet\u00edvel\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O valor inviol\u00e1vel da vida<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO valor inviol\u00e1vel da vida \u00e9 uma verdade basilar da lei moral natural e um fundamento essencial da ordem jur\u00eddica\u201d afirma a carta. \u201cAssim como n\u00e3o se pode aceitar que um outro homem seja nosso escravo, mesmo se no-lo pedisse, do mesmo modo n\u00e3o se pode escolher diretamente atentar contra a vida de um ser humano, mesmo se este o requeresse\u201d. Suprimir um doente que pede a eutan\u00e1sia \u201cn\u00e3o significa reconhecer a sua autonomia e valoriz\u00e1-la\u201d, mas ao inv\u00e9s significa \u201cdesconhecer o valor da sua liberdade, fortemente condicionada pela doen\u00e7a e pela dor, e o valor da sua vida\u201d. Fazendo assim \u201cdecide-se no lugar de Deus o momento da morte\u201d. Por isso, \u201caborto, eutan\u00e1sia e suic\u00eddio volunt\u00e1rio corrompem a civiliza\u00e7\u00e3o humana, desonram mais aqueles que assim procedem do que os que os padecem; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador\u00bb .<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Obst\u00e1culos que obscurecem o valor sagrado da vida<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento cita alguns fatores que limitam a capacidade de colher o valor da vida. O primeiro \u00e9 um uso equ\u00edvoco do conceito de &#8220;morte digna&#8221; em rela\u00e7\u00e3o ao de &#8220;qualidade de vida&#8221;, com uma perspectiva antropol\u00f3gica utilitarista. A vida \u00e9 considerada \u201cdigna\u201d somente em presen\u00e7a de determinadas caracter\u00edsticas ps\u00edquicas ou f\u00edsicas. Um segundo obst\u00e1culo \u00e9 uma err\u00f4nea compreens\u00e3o da \u201ccompaix\u00e3o\u201d. A verdadeira compaix\u00e3o humana \u201cn\u00e3o consiste em provocar a morte, mas em acolher o doente, em dar-lhe suporte nas dificuldades\u201d oferecendo-lhe afeto e meios para aliviar o sofrimento. Um outro aspecto \u00e9 individualismo crescente, raiz da doen\u00e7a mais latente do nosso tempo: a solid\u00e3o\u201d. Diante de leis que legalizam pr\u00e1ticas eutan\u00e1sicas surgem \u201c\u00e0s vezes dilemas infundados sobre a moralidade de a\u00e7\u00f5es que, na verdade, n\u00e3o s\u00e3o mais que atos devidos de simples aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa, como hidratar e alimentar um doente em estado de inconsci\u00eancia, sem perspectiva de cura\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O magist\u00e9rio da Igreja<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da dissemina\u00e7\u00e3o de protocolos m\u00e9dicos de fim de vida, h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o com &#8220;o amplamente divulgado abuso de uma perspectiva eutan\u00e1sica&#8221; sem consulta ao paciente ou \u00e0s fam\u00edlias. Por esta raz\u00e3o, o documento reafirma como um ensinamento definitivo que &#8220;a eutan\u00e1sia \u00e9 um crime contra a vida humana&#8221;, um &#8220;ato inerentemente maligno em qualquer ocasi\u00e3o e circunst\u00e2ncia&#8221;. Portanto, qualquer coopera\u00e7\u00e3o imediata formal ou material \u00e9 um pecado grave contra a vida humana que nenhuma autoridade &#8220;pode legitimamente&#8221; impor ou permitir. &#8220;Aqueles que aprovam leis sobre eutan\u00e1sia e suic\u00eddio assistido s\u00e3o, portanto, c\u00famplices do pecado grave&#8221; e s\u00e3o &#8220;culpados de esc\u00e2ndalo porque tais leis contribuem para deformar a consci\u00eancia, mesmo dos fi\u00e9is&#8221;. Ajudar o suicida \u00e9 portanto, \u201cuma indevida colabora\u00e7\u00e3o a um ato il\u00edcito\u201d. O ato eutan\u00e1sico permanece inadmiss\u00edvel mesmo que o desespero ou a ang\u00fastia possam diminuir e at\u00e9 mesmo tornar insubstancial a responsabilidade pessoal daqueles que o pedem. \u201cTrata-se, por isso, de uma escolha sempre errada\u201d e os profissionais da sa\u00fade n\u00e3o podem prestar-se a nenhuma pr\u00e1tica eutan\u00e1sica nem mesmo a pedido do interessado, menos ainda dos seus familiares\u201d. As leis que legalizam a eutan\u00e1sia s\u00e3o, portanto, injustas. As s\u00faplicas dos doentes muito s\u00e9rios que invocam a morte &#8220;n\u00e3o devem ser&#8221; entendidas como &#8220;a express\u00e3o de uma verdadeira vontade eutan\u00e1sica&#8221;, mas como um pedido de ajuda e afeto.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>N\u00e3o \u00e0 obstina\u00e7\u00e3o terap\u00eautica<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento explica que \u201ctutelar a dignidade do morrer significa excluir seja a antecipa\u00e7\u00e3o da morte, seja sua dila\u00e7\u00e3o com a assim chamada \u201cobstina\u00e7\u00e3o terap\u00eautica\u201d, hoje poss\u00edvel pela medicina moderna que disp\u00f5e de meios capazes de \u201cretardar artificialmente a morte, sem que o paciente receba, em alguns casos, um real benef\u00edcio\u201d. Portanto, na imin\u00eancia de uma morte inevit\u00e1vel \u201c\u00e9 l\u00edcito tomar a decis\u00e3o, em ci\u00eancia e consci\u00eancia, de renunciar a tratamentos que provocariam somente um prolongamento prec\u00e1rio e penoso da vida\u201d, sem todavia interromper os cuidados normais devidos ao doente em casos similares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ren\u00fancia a meios extraordin\u00e1rios e desproporcionais expressa, portanto, a aceita\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana diante da morte. Mas a alimenta\u00e7\u00e3o e a hidrata\u00e7\u00e3o devem ser devidamente assegurados porque &#8220;um cuidado b\u00e1sico devido a cada homem \u00e9 administrar os alimentos e l\u00edquidos necess\u00e1rios\u201d. S\u00e3o importantes os par\u00e1grafos dedicados aos cuidados paliativos, &#8220;um instrumento precioso e irrenunci\u00e1vel&#8221; para acompanhar o paciente: a aplica\u00e7\u00e3o destes cuidados reduz drasticamente o n\u00famero daqueles que pedem a eutan\u00e1sia. Entre os cuidados paliativos, que jamais podem incluir a possibilidade de eutan\u00e1sia ou suic\u00eddio assistido, o documento tamb\u00e9m inclui assist\u00eancia espiritual ao paciente e seus familiares.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Ajudar as fam\u00edlias<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tratamento, \u00e9 essencial que o doente n\u00e3o sinta um peso, mas &#8220;tenha a proximidade e o afeto de seus entes queridos&#8221;. Nesta miss\u00e3o, a fam\u00edlia precisa de ajuda e de meios adequados&#8221;. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio&#8221;, afirma a carta, &#8220;que os Estados &#8220;reconhe\u00e7am a fun\u00e7\u00e3o social prim\u00e1ria e fundamental da fam\u00edlia e seu papel insubstitu\u00edvel, tamb\u00e9m nesta \u00e1rea, fornecendo os recursos e as estruturas necess\u00e1rias para sustent\u00e1-la&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O cuidado em idade pr\u00e9-natal e pedi\u00e1trica<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde a concep\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as atingidas por malforma\u00e7\u00f5es ou patologias de qualquer g\u00eanero s\u00e3o \u201cpequenos pacientes que a medicina hoje \u00e9 capaz de assistir e acompanhar, de modo a respeitar a vida\u201d. Na carta se explica que \u201cem caso de patologias pr\u00e9-natais que seguramente levar\u00e3o \u00e0 morte dentro de breve lapso de tempo \u2013 e em aus\u00eancia de terapias capazes de melhorar as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade destas crian\u00e7as, de nenhum modo sejam elas abandonadas no \u00e2mbito assistencial, mas sejam acompanhadas como todo outro paciente at\u00e9 que sobrevenha a morte natural\u201d \u00a0sem suspender a nutri\u00e7\u00e3o e hidrata\u00e7\u00e3o. Palavras que tamb\u00e9m podem se referir a v\u00e1rias not\u00edcias recentes. \u00c9 condenado o &#8220;uso \u00e0s vezes obsessivo do diagn\u00f3stico pr\u00e9-natal&#8221; e o surgimento de uma cultura hostil \u00e0 defici\u00eancia que muitas vezes leva \u00e0 escolha do aborto, que &#8220;jamais \u00e9 l\u00edcito&#8221;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Seda\u00e7\u00e3o profunda<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para aliviar a dor do paciente, a terapia analg\u00e9sica utiliza drogas que podem causar a supress\u00e3o da consci\u00eancia. A Igreja &#8220;afirma a liceidade da seda\u00e7\u00e3o como parte do cuidado oferecido ao paciente, para que o fim da vida sobrevenha na m\u00e1xima paz poss\u00edvel&#8221;. Isto se aplica tamb\u00e9m ao caso de tratamentos que &#8221; aproximam o momento da morte (seda\u00e7\u00e3o paliativa profunda em fase terminal), sempre, na medida do poss\u00edvel, com o consentimento informado do paciente&#8221;. Mas a seda\u00e7\u00e3o \u00e9 inaceit\u00e1vel se for administrada para &#8220;causar direta e intencionalmente a morte&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>O estado vegetativo ou de m\u00ednima consci\u00eancia<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sempre totalmente desviante &#8220;pensar que a falta de consci\u00eancia, em sujeitos que respiram autonomamente, seja um sinal de que o doente tenha deixado de ser pessoa humana com toda a dignidade que lhe \u00e9 pr\u00f3pria&#8221;. Mesmo neste estado de &#8220;persistente falta de consci\u00eancia, o chamado estado vegetativo ou consci\u00eancia m\u00ednima&#8221;, o paciente &#8220;deve ser reconhecido em seu valor e assistido com cuidado apropriado&#8221;, tem o direito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 hidrata\u00e7\u00e3o. Embora, o documento reconhe\u00e7a, &#8220;em alguns casos estas medidas podem se tornar desproporcionais&#8221;, porque n\u00e3o s\u00e3o mais eficazes ou porque os meios de administr\u00e1-las criam uma carga excessiva. O documento afirma que &#8220;deve ser fornecido apoio adequado aos membros da fam\u00edlia para carregar a carga prolongada de cuidados aos pacientes em estado vegetativo&#8221;.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Obje\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, a carta pede posi\u00e7\u00f5es claras e unificadas por parte das Igrejas locais sobre estas quest\u00f5es, convidando as institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas de sa\u00fade a darem testemunho, abstendo-se de comportamentos &#8220;de manifesta ilicitude moral&#8221;. As leis que aprovam a eutan\u00e1sia &#8220;n\u00e3o criam obriga\u00e7\u00f5es para a consci\u00eancia&#8221; e &#8220;levantam uma obriga\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e precisa de se opor a elas por obje\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia&#8221;. O m\u00e9dico &#8220;nunca \u00e9 um mero executor da vontade do paciente&#8221; e sempre mant\u00e9m &#8220;o direito e o dever de evitar o bem moral visto pela pr\u00f3pria consci\u00eancia&#8221;. O m\u00e9dico, em todo caso, \u201cn\u00e3o \u00e9 jamais um mero executor da vontade do paciente\u201d e \u201cconserva sempre o direito e o dever de subtrair-se a vontades discordantes do bem moral visto pela pr\u00f3pria consci\u00eancia\u201d. Por outro lado, recorda-se que &#8220;n\u00e3o existe o direito de dispor arbitrariamente da pr\u00f3pria vida, de modo que nenhum profissional da sa\u00fade pode se tornar o guardi\u00e3o executivo de um direito inexistente&#8221;. \u00c9 importante que m\u00e9dicos e profissionais da sa\u00fade sejam formados para um acompanhamento crist\u00e3o do moribundo, como mostraram os recentes eventos dram\u00e1ticos ligados \u00e0 epidemia da Covid-19. Quanto ao acompanhamento espiritual e sacramental daqueles que pedem a eutan\u00e1sia, &#8220;\u00e9 necess\u00e1ria uma proximidade que sempre convide \u00e0 convers\u00e3o&#8221;, mas &#8220;n\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel qualquer gesto exterior que possa ser interpretado como uma aprova\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o eutan\u00e1sica, como, por exemplo, o estar presente no momento de sua realiza\u00e7\u00e3o&#8221;. Tal presen\u00e7a n\u00e3o se pode interpretar sen\u00e3o como cumplicidade\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSamaritanus bonus\u201d, a carta da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9 aprovada pelo Papa, reitera a condena\u00e7\u00e3o a todas as formas de eutan\u00e1sia e de suic\u00eddio assistido levando em conta os casos dos \u00faltimos anos. 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