{"id":62395,"date":"2020-09-15T10:56:01","date_gmt":"2020-09-15T13:56:01","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=62395"},"modified":"2020-09-15T10:56:01","modified_gmt":"2020-09-15T13:56:01","slug":"o-magisterio-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-magisterio-da-igreja\/","title":{"rendered":"O Magist\u00e9rio da Igreja"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nos \u00faltimos dias, voltou \u00e0 discuss\u00e3o a import\u00e2ncia do Magist\u00e9rio da Igreja. A Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Doutrina da F\u00e9, da CNBB, publicou um subs\u00eddio ao Povo de Deus com o t\u00edtulo <em>O Magist\u00e9rio dos Bispos<\/em>. Visa ajudar a melhor entender a import\u00e2ncia \u00edmpar do verdadeiro Magist\u00e9rio no segmento das palavras de Cristo, Nosso Senhor: \u201cQuem vos ouve a mim ouve; e quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou\u201d (Lc 10,16). \u00c9 importante recordar a doutrina da Igreja a respeito deste tema. Principalmente em tempos nos quais \u2013 como nos nossos \u2013 h\u00e1 abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es. \u00c9 imprescind\u00edvel sabermos distinguir o que \u00e9 ensinamento oficial da Igreja do que \u00e9 opini\u00e3o pessoal, ainda que essa se refira a assuntos eclesiais, teol\u00f3gicos ou doutrinais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Temos, enquanto cat\u00f3licos, o Magist\u00e9rio da Igreja como norma da f\u00e9, conforme ensina o <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em>, \u00e0 luz da <em>Dei Verbum<\/em> e <em>Lumen Gentium<\/em>: \u201cO encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus, escrita ou contida na Tradi\u00e7\u00e3o, foi confiado unicamente ao Magist\u00e9rio vivo da Igreja, cuja autoridade \u00e9 exercida em nome de Jesus Cristo, isto \u00e9, aos bispos em comunh\u00e3o com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma. Todavia, este Magist\u00e9rio n\u00e3o est\u00e1 acima da Palavra de Deus, mas sim ao seu servi\u00e7o, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assist\u00eancia do Esp\u00edrito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a exp\u00f5e fielmente, haurindo deste dep\u00f3sito \u00fanico da f\u00e9 tudo quanto prop\u00f5e \u00e0 f\u00e9 como divinamente revelado. Os fi\u00e9is, lembrados da palavra de Cristo aos Ap\u00f3stolos: \u2018Quem vos escuta escuta-me a Mim\u2019\u00a0(Lc\u00a010,16), recebem com docilidade os ensinamentos e as diretrizes que os seus pastores lhes d\u00e3o, sob diferentes formas\u201d (n. 85-87). Proposta essa doutrina basilar, tentemos detalh\u00e1-la do melhor modo poss\u00edvel, ainda que reconhecendo as limita\u00e7\u00f5es de um modesto artigo como este.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus, escrita ou contida na Tradi\u00e7\u00e3o, foi confiado ao Magist\u00e9rio vivo da Igreja\u201d. Sim, o Senhor Jesus, ao voltar para o Pai, n\u00e3o poderia, por l\u00f3gica, deixar sua Palavra \u2013 que \u00e9 uma s\u00f3, mas a n\u00f3s transmitida por dois canais: a Tradi\u00e7\u00e3o ou a mensagem n\u00e3o escrita (cf. Jo 21,25; cf. ainda: Jo 20,30; 1Ts2,15; 2Tm 1,12-14; 2,2) e a Escritura \u2013 jogada ao vento de interpreta\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias (Guardar o s\u00e1bado ou o domingo? Batizar crian\u00e7as ou adultos? Ter episcopado ou n\u00e3o? etc.), por isso fundou a Igreja e a entregou a Pedro e aos seus sucessores. A eles prometeu assist\u00eancia at\u00e9 o fim dos tempos (cf. Mt 16,16-18; Lc 22,31-32; Jo 21,15-17; 14,26; 16,13-15; cf. Mt 18,18). Essa miss\u00e3o \u00e9 exercida pelo Magist\u00e9rio da Igreja \u2013 de modo especial \u2013 ao tratar de F\u00e9 e Moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A autoridade desse Magist\u00e9rio \u201c\u00e9 exercida em nome de Jesus Cristo\u201d. Aqui, j\u00e1 podemos entender o seguinte: Cristo, o Enviado do Pai (cf. Mt 10,40; Lc 10,16), tamb\u00e9m chama e envia seus ap\u00f3stolos (cf. Lc 6,12-19). Cada ap\u00f3stolo n\u00e3o transmite a \u201csua\u201d mensagem, em \u201cseu\u201d pr\u00f3prio nome, mas comunica o que viu e ouviu de Nosso Senhor (cf. Lc 24,47-48; At 1,8; 2,32; 3,15; 5,32; 1Cor 15,3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Clemente de Roma (\u2020 97) escreve sobre a sucess\u00e3o apost\u00f3lica, bem no in\u00edcio da Igreja, o que o <em>Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica<\/em> assim nos apresenta: \u201cPara que a miss\u00e3o que lhes fora confiada pudesse ser continuada depois da sua morte, os Ap\u00f3stolos, como que por testamento, mandataram os seus cooperadores imediatos para levarem a cabo a sua tarefa e consolidarem a obra por eles come\u00e7ada, recomendando-lhes a guarda do rebanho em que o Esp\u00edrito Santo os tinha institu\u00eddo para apascentar a Igreja de Deus. Assim, institu\u00edram homens nestas condi\u00e7\u00f5es e tudo dispuseram para que, ap\u00f3s a sua morte, outros homens provados tomassem conta do seu minist\u00e9rio\u201d (n. 861; cf. <em>I Carta aos Cor\u00edntios<\/em> 42,44).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, pergunta-se: como \u00e9 exercido esse Magist\u00e9rio? \u2013 De dois modos: o ordin\u00e1rio e o extraordin\u00e1rio. Sim, o <em>ordin\u00e1rio<\/em> \u00e9 exercido pelos Bispos em uni\u00e3o com o Papa, cabe\u00e7a do Col\u00e9gio apost\u00f3lico, e em unanimidade moral entre si, ao ensinarem constantemente verdades relativas \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 moral; o <em>extraordin\u00e1rio<\/em> se realiza em dois modos: 1) pelos Bispos, reunidos em Conc\u00edlio Ecum\u00eanico sob a presid\u00eancia do Papa ou com a sua aprova\u00e7\u00e3o ou 2) pelo Papa sozinho, em defini\u00e7\u00f5es <em>ex cathedra<\/em> que s\u00e3o, ali\u00e1s, raras na hist\u00f3ria bimilenar da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre este ensinamento que acabamos de relembrar, \u00e9 importante citar o extenso e did\u00e1tico n. 25 da <em>Lumen Gentium<\/em>: \u201cEnsinando em comunh\u00e3o com o Romano Pont\u00edfice, devem por todos ser venerados como testemunhas da verdade divina e cat\u00f3lica. E os fi\u00e9is devem conformar-se ao parecer que o seu Bispo emite em nome de Cristo sobre mat\u00e9ria de f\u00e9 ou costumes, aderindo a ele com religioso acatamento. Esta religiosa submiss\u00e3o da vontade e do entendimento \u00e9 por especial raz\u00e3o devida ao magist\u00e9rio aut\u00eantico do Romano Pont\u00edfice, mesmo quando n\u00e3o fala\u00a0<em>ex cathedra<\/em>; de maneira que o seu supremo magist\u00e9rio seja reverentemente reconhecido, se preste sincera ades\u00e3o aos ensinamentos que dele emanam, segundo o seu sentir e vontade; estes manifestam-se sobretudo quer pela \u00edndole dos documentos, quer pelas frequentes repeti\u00e7\u00f5es da mesma doutrina, quer pelo modo de falar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEmbora os Bispos, individualmente, n\u00e3o gozem da prerrogativa da infalibilidade, anunciam, por\u00e9m, infalivelmente a doutrina de Cristo sempre que, embora dispersos pelo mundo, mas unidos entre si e com o sucessor de Pedro, ensinam autenticamente mat\u00e9ria de f\u00e9 ou costumes concordando em que uma doutrina deve ser tida por definida. O que se verifica ainda mais manifestamente quando, reunidos em Conc\u00edlio Ecum\u00eanico, s\u00e3o doutores e ju\u00edzes da f\u00e9 e dos costumes para toda a Igreja, devendo-se aderir com f\u00e9 \u00e0s suas defini\u00e7\u00f5es. Mas esta infalibilidade com que o divino Redentor quis dotar a Sua igreja, na defini\u00e7\u00e3o de doutrinas de f\u00e9 ou costumes, estende-se tanto quanto se estende o dep\u00f3sito da divina Revela\u00e7\u00e3o, o qual se deve religiosamente guardar e fielmente expor. Desta infalibilidade goza o Romano Pont\u00edfice em raz\u00e3o do seu of\u00edcio de cabe\u00e7a do col\u00e9gio episcopal, sempre que, como supremo pastor dos fi\u00e9is crist\u00e3os, que deve confirmar na f\u00e9 os seus irm\u00e3os (cf. Lc 22,32), define alguma doutrina em mat\u00e9ria de f\u00e9 ou costumes. As suas defini\u00e7\u00f5es com raz\u00e3o se dizem irreform\u00e1veis por si mesmas e n\u00e3o pelo consenso da Igreja, pois foram pronunciadas sob a assist\u00eancia do Esp\u00edrito Santo, que lhe foi prometida na pessoa de S. Pedro. N\u00e3o precisam, por isso, de qualquer alheia aprova\u00e7\u00e3o, nem s\u00e3o suscept\u00edveis de apela\u00e7\u00e3o a outro ju\u00edzo. Pois, nesse caso, o Romano Pont\u00edfice n\u00e3o fala como pessoa privada, mas exp\u00f5e ou defende a doutrina da f\u00e9 cat\u00f3lica como mestre supremo da Igreja universal, no qual reside de modo singular o carisma da infalibilidade da mesma Igreja. A infalibilidade prometida \u00e0 Igreja reside tamb\u00e9m no col\u00e9gio episcopal, quando este exerce o supremo magist\u00e9rio em uni\u00e3o com o sucessor de Pedro. A estas defini\u00e7\u00f5es nunca pode faltar o assentimento da Igreja, gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo, que conserva e faz progredir na unidade da f\u00e9 todo o rebanho de Cristo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continua o <em>Catecismo<\/em>, no qual nos fundamentamos, a dizer: \u201cTodavia, este Magist\u00e9rio n\u00e3o est\u00e1 acima da Palavra de Deus, mas sim ao seu servi\u00e7o, ensinando apenas o que foi transmitido, enquanto, por mandato divino e com a assist\u00eancia do Esp\u00edrito Santo, a ouve piamente, a guarda religiosamente e a exp\u00f5e fielmente, haurindo deste dep\u00f3sito \u00fanico da f\u00e9 tudo quanto prop\u00f5e \u00e0 f\u00e9 como divinamente revelado\u201d. Aqui, fica claro que o Magist\u00e9rio da Igreja n\u00e3o \u00e9 dono, mas servidor fiel da Palavra de Deus. Sob assist\u00eancia infal\u00edvel do Esp\u00edrito Santo, ouve-a com piedade, guarda-a religiosamente e a exp\u00f5e com fidelidade a fim de que n\u00e3o se deteriore o sagrado dep\u00f3sito da f\u00e9 (1Tm 6,20; cf. nota <em>f <\/em>da B\u00edblia de Jerusal\u00e9m desse vers\u00edculo). Se \u00e9 dever moral do Bispos guardar o dep\u00f3sito da f\u00e9, \u00e9 direito de todos os fi\u00e9is \u2013 cl\u00e9rigos, religiosos(as) e leigos(as) \u2013 receber essa verdade intacta de seus pastores (cf. <em>C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico<\/em>, c\u00e2non 213) a eles os mesmos fi\u00e9is devem obedi\u00eancia e rever\u00eancia (cf. <em>idem<\/em>, c\u00e2non 212 \u00a7 1).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclui o <em>Catecismo<\/em>: \u201cOs fi\u00e9is, lembrando-se da palavra de Cristo aos Ap\u00f3stolos: \u2018Quem vos escuta escuta-me a Mim\u2019\u00a0(Lc\u00a010,16), recebem com docilidade os ensinamentos e as diretrizes que os seus pastores lhes d\u00e3o, sob diferentes formas\u201d. Sim, \u00e9 preciso \u2013 sob pena de se criarem cismas ou \u201cmagist\u00e9rios\u201d paralelos \u2013 dar, sob o grau de assentimento que os pronunciamentos do Papa e dos Bispos o exijam, ades\u00e3o aos seus ensinamentos e orienta\u00e7\u00f5es; do contr\u00e1rio, podem recusar a voz do Pastor para seguir a um ladr\u00e3o ou mercen\u00e1rio que, evidentemente, n\u00e3o \u00e9 Pastor (cf. Jo 10,11-16). Afinal, quem diz: \u201cN\u00e3o siga o Magist\u00e9rio da Igreja\u201d, de modo indireto ou at\u00e9 inconsciente, afirma: \u201cSigam a mim e \u00e0s minhas doutrinas\u201d. Eis o grave perigo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resta-nos, considerar, ainda que muito brevemente, dois pontos complementares: 1) Em outros temas \u2013 que n\u00e3o sejam de f\u00e9 e moral, ou n\u00e3o fa\u00e7am parte do Magist\u00e9rio aut\u00eantico \u2013 que assentimento se deve dar aos Bispos? \u2013 Deve-se dar a concord\u00e2ncia que a fundamenta\u00e7\u00e3o e a argumenta\u00e7\u00e3o suscitarem por sua consist\u00eancia e corre\u00e7\u00e3o, como bem explicita Dom Boaventura Kloppenburg, OFM: \u201cN\u00e3o se afirma que tais ensinamentos sejam falsos: apenas n\u00e3o s\u00e3o objeto do Magist\u00e9rio aut\u00eantico e, por conseguinte, n\u00e3o se exige do fiel um assentimento da ordem da f\u00e9\u201d (<em>Colheita na vetustez: fragmentos de teologia dogm\u00e1tica<\/em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2005, p. 262-263); 2). Afirma-se, \u00e0s vezes, que \u201cOs Bispos do Brasil est\u00e3o divididos\u201d. Que dizer? \u2013 Problema semelhante j\u00e1 foi proposto a Dom Est\u00eav\u00e3o Bettencourt, OSB, e ele, com profunda sabedoria, deu uma resposta que permanece atual: \u201cN\u00e3o se trata de diverg\u00eancias no tocante \u00e0 f\u00e9 ou \u00e0s linhas essenciais da Moral cat\u00f3lica, mas, sim, de diverg\u00eancias no plano disciplinar ou, melhor, no plano s\u00f3cio-pol\u00edtico-econ\u00f4mico\u201d (<em>Pergunte e Responderemos<\/em> n. 278, jan.\/fev., 1985, p. 20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, a dissens\u00e3o pode se dar em \u00e1reas fora da abrang\u00eancia do Magist\u00e9rio aut\u00eantico nas quais a diversidade de opini\u00e3o \u00e9 normal e leg\u00edtima, desde que n\u00e3o afronte a doutrina e a comunh\u00e3o da Igreja. O fiel cat\u00f3lico que discorde do Bispo nestes casos, pode \u2013 e at\u00e9 pode acontecer que deva \u2013 de acordo com a sua ci\u00eancia, compet\u00eancia e prest\u00edgio, manifestar, de forma respeitosa, sua opini\u00e3o ao seu Pastor, levando em conta o bem da Igreja (cf. <em>C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico<\/em>, c\u00e2non 213 \u00a7 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis o que, por ora, caberia dizer sobre o Magist\u00e9rio dos Bispos e a sua import\u00e2ncia no ontem, no hoje e no amanh\u00e3, recordando que a obedi\u00eancia devida por todos os fi\u00e9is ao Magist\u00e9rio da Igreja se dirige \u201cn\u00e3o a uma palavra humana, mas a Deus revelador\u201d (Congrega\u00e7\u00e3o para os Bispos. Diret\u00f3rio para o Minist\u00e9rio Pastoral dos Bispos, n. 119).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nos \u00faltimos dias, voltou \u00e0 discuss\u00e3o a import\u00e2ncia do Magist\u00e9rio da Igreja. A Comiss\u00e3o Episcopal Pastoral para a Doutrina da F\u00e9, da CNBB, publicou um subs\u00eddio ao Povo de Deus com o t\u00edtulo O Magist\u00e9rio dos Bispos. 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