{"id":62323,"date":"2020-09-11T09:58:09","date_gmt":"2020-09-11T12:58:09","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=62323"},"modified":"2020-09-11T12:21:15","modified_gmt":"2020-09-11T15:21:15","slug":"4-atracoes-no-netflix-para-entender-o-racismo-estrutural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/4-atracoes-no-netflix-para-entender-o-racismo-estrutural\/","title":{"rendered":"4 atra\u00e7\u00f5es no Netflix para entender o racismo estrutural"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Dois filmes e duas s\u00e9ries retratam a condi\u00e7\u00e3o negra no Brasil e nos EUA<\/h2>\n<div class=\"base-post-content\">Muito se discute, hoje, a quest\u00e3o do racismo estrutural. Passados 132 anos da Lei \u00c1urea, nossa sociedade ainda conserva mecanismos e at\u00e9 uma mentalidade escravocratas, o que atrapalha nossa compreens\u00e3o da verdadeira condi\u00e7\u00e3o do negro no pa\u00eds, que, embora seja a maioria populacional do Brasil, ainda vive sob opress\u00e3o, longe de uma igualdade de condi\u00e7\u00f5es e oportunidades com rela\u00e7\u00e3o aos brancos e sofrendo com o abuso de viol\u00eancia por parte da pol\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entender melhor essa quest\u00e3o, recomendo a leitura de te\u00f3ricos como Djamila Ribeiro, Silvio Almeida e Adilson Moreira. Muitos deles afirmam que o primeiro passo para um branco refletir e mudar essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecer o racismo em si mesmo \u2013 afinal, fomos educados sob essas mesmas estruturas de pensamento que privilegiam os brancos e jogam o racismo para debaixo do tapete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ajudar nessa tarefa de reflex\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o, selecionamos quatro atra\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no Netflix que retratam a condi\u00e7\u00e3o negra tanto no Brasil quanto nos EUA, onde vem ocorrendo v\u00e1rios casos de discrimina\u00e7\u00e3o expl\u00edcita, como o homic\u00eddio de George Floyd.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira:<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>Filmes<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>1- Destacamento Blood (2020), de Spike Lee<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme parte um dado hist\u00f3rico ultrajante que nunca foi de conhecimento comum. Na \u00e9poca da Guerra do Vietn\u00e3 (1955-1975), os negros consistiam em 11% da popula\u00e7\u00e3o norte-americana, e mesmo vivendo em condi\u00e7\u00f5es de segrega\u00e7\u00e3o, formavam 16% do ex\u00e9rcito e, de todos os soldados enviados para combate em solo inimigo, 23% eram negros. At\u00e9 que, nos dias de hoje, um grupo de veteranos negros se reencontra e coloca na mesa as mazelas do passado. Estrelado pelo sempre brilhante Delroy Lindo e pelo rec\u00e9m-falecido Chadwick Boseman, estrela de Pantera Negra.<\/p>\n<div class=\"nativo-inread\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>2- A 13\u00aa Emenda (2016), de Ava DuVernay<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma diretora de\u00a0<i>Selma\u00a0<\/i>(2014), dramatiza\u00e7\u00e3o da marcha liderada pelo \u00edcone Martin Luther King em 1965. Com depoimentos de estudiosos, ativistas e pol\u00edticos como Angela Davis, Bryan Stevenson e Michelle Alexander que mostram como a popula\u00e7\u00e3o negra nos Estados Unidos ainda vive em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o sob muitos aspectos, e como o Estado funciona na manuten\u00e7\u00e3o desse status quo. O t\u00edtulo se refere \u00e0 emenda que aboliu a escravid\u00e3o em 1865.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><b>S\u00e9ries<\/b><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>3- Irmandade (2019), de Pedro Morelli\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de 20 anos sem contato com seu irm\u00e3o (interpretado por Seu Jorge), a advogada Cristina (Naruna Costa) descobre que ele est\u00e1 preso e \u00e9 l\u00edder da fac\u00e7\u00e3o criminosa Irmandade, na qual ela se infiltra com a inten\u00e7\u00e3o de salv\u00e1-lo. Ent\u00e3o ela realmente entende os mecanismos e os contextos sociais nos quais os negros est\u00e3o inseridos, o que faz com que questione sua pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a. A s\u00e9rie tamb\u00e9m retrata de maneira realista a precariedade das instala\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias do Brasil, onde 65% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 formada por negros e, destes, 41,5% est\u00e3o presos em regime provis\u00f3rio aguardando julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>4- Quem Matou Malcolm X? (2020), de Rachel Dretzin e Phil Bertelsen<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecer a hist\u00f3ria do ativista Malcolm X, assim como de Martin Luther King, \u00e9 fundamental para entender o ativismo negro nos anos 60 e, principalmente, como \u00e9 poss\u00edvel normalizar qualquer tipo de absurdo, como segregar negros no fundo dos \u00f4nibus, n\u00e3o atend\u00ea-los em restaurantes e impossibilit\u00e1-los de votar. Essa s\u00e9rie documental mostra a revoltante sequ\u00eancia de eventos que levaram ao seu assassinato, em 1965.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois filmes e duas s\u00e9ries retratam a condi\u00e7\u00e3o negra no Brasil e nos EUA Muito se discute, hoje, a quest\u00e3o do racismo estrutural. 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