{"id":6200,"date":"2015-07-31T13:42:48","date_gmt":"2015-07-31T16:42:48","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-pega-ladrao-e-a-ladra-tambem\/"},"modified":"2017-04-10T16:49:11","modified_gmt":"2017-04-10T19:49:11","slug":"papa-francisco-pega-ladrao-e-a-ladra-tambem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-pega-ladrao-e-a-ladra-tambem\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: Pega ladr\u00e3o! E a ladra tamb\u00e9m!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/ladra1.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>As advert\u00eancias do papa para n\u00e3o nos deixarmos roubar (parte 1)<\/p>\n<p>Em 2003, o m\u00e9dico e romancista afeg\u00e3o, Khaled Husseini, publicou o romance que celeremente correu o mundo, intitulado: \u201cO ca\u00e7ador de pipas\u201d, que conta a hist\u00f3ria do conv\u00edvio entre dois meninos, ressaltando epis\u00f3dios quase heroicos, como tamb\u00e9m registrando em palavras a profundidade de sentimentos que machucam, roubam e matam como, por exemplo, ci\u00fame e inveja.<\/p>\n<p>Em dado momento, o autor faz uma bonita reflex\u00e3o sobre o roubo, chamando-o de pecado, ali\u00e1s, segundo o escritor, o \u00fanico pecado existente. \u201cQualquer outro \u2013 frisa Husseini \u2013 \u00e9 simplesmente a varia\u00e7\u00e3o do roubo. Quando voc\u00ea mata um homem, est\u00e1 roubando uma vida. Est\u00e1 roubando \u00e0 esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, est\u00e1 roubando de algu\u00e9m o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, est\u00e1 roubando o direito \u00e0 justi\u00e7a&#8230;\u201d. Husseini, evidentemente, n\u00e3o \u00e9 te\u00f3logo, \u00e9 romancista, mas o que disse se posiciona ao lado do que \u00e9 verdadeiro. Teria o papa Francisco lido esse livro, quando ainda cardeal na capital portenha? \u00c9 poss\u00edvel. O fato \u00e9 que, por sete vezes, na sua Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii Gaudium \u2013 A Alegria do Evangelho, o papa adverte:<\/p>\n<p>N\u00c3O NOS DEIXEMOS ROUBAR&#8230;<\/p>\n<p>Ser\u00e1 um grande desastre e uma enorme derrota se nos deixarmos roubar aquilo que temos de mais precioso. No nosso caso de crist\u00e3os, ao falar de roubo, n\u00e3o estamos falando de pouca coisa. Estamos falando de toda riqueza espiritual da Igreja, por ela herdada de Jesus Cristo. A Igreja \u00e9 a detentora e deposit\u00e1ria de toda a plenitude dos meios de salva\u00e7\u00e3o, como diz claramente o Conc\u00edlio Vaticano II, em seu Decreto sobre o ecumenismo.<\/p>\n<p>Roubo \u00e9 subtra\u00e7\u00e3o de bens que pertencem a outrem, at\u00e9 mesmo usando de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Ou ser\u00e1 que em mim, em n\u00f3s, h\u00e1 sinais doentios de cleptomania, em que manifestamos a capacidade de tirar riquezas de n\u00f3s mesmos s\u00f3 para nos sentir livres de compromissos de carregar as mais belas riquezas interiores e as cruzes que se nos apresentam naturalmente ao longo dos nossos dias?&#8230; Que o Esp\u00edrito Santo nos torne capazes de n\u00e3o nos fecharmos em n\u00f3s mesmos, mas de enfrentar a vida com coragem contando com os dons da f\u00e9 e da esperan\u00e7a sempre.<\/p>\n<p>Primeira advert\u00eancia do papa Francisco:<br \/>N\u00e3o nos deixemos roubar o entusiasmo mission\u00e1rio<\/p>\n<p>Nada mais positivo do que o crist\u00e3o falar de entusiasmo mission\u00e1rio. Os que se dedicam a estudar a raiz das palavras e o seu percurso sem\u00e2ntico atrav\u00e9s do tempo, dizem que etimologicamente entusiasmo significa \u201cter um deus interior que impulsiona\u201d. Pois bem! Tamb\u00e9m nada melhor que isso, porque, de fato, n\u00f3s, crist\u00e3os, temos n\u00e3o um deus imagin\u00e1rio, mas um Deus pessoal, um Deus que interv\u00e9m na Hist\u00f3ria e at\u00e9 enviou seu Filho na Plenitude dos Tempos para nos impulsionar para a miss\u00e3o. Ele nos envia: \u201cV\u00e3o\u201d. \u201cEnsinem\u201d. \u201cBatizem\u201d. \u201cFa\u00e7am observar tudo o que ordenei\u201d. O nosso Deus interior, o Deus-entusiasmo, tem nome. \u00c9 Jesus Cristo, junto com o Pai que cria e recria e o Esp\u00edrito Santo que sopra sem cessar sobre a obra da cria\u00e7\u00e3o para santific\u00e1-la, acalent\u00e1-la e faz\u00ea-la crescer. Continuemos a falar do entusiasmo mission\u00e1rio. Ele \u00e9 um grande tesouro. Um tesouro que, no entanto, \u201ccarregamos em vasos de barro, para que todos reconhe\u00e7am que esse incompar\u00e1vel poder pertence a Deus e n\u00e3o \u00e9 propriedade nossa\u201d (2Cor 4,7). O entusiasmo mission\u00e1rio, em verdade, \u00e9 assim: \u201cSomos atribulados por todos os lados, mas n\u00e3o desanimamos; somos postos em extrema dificuldade, mas n\u00e3o somos vencidos por nenhum obst\u00e1culo; somos perseguidos, mas n\u00e3o abandonados; prostrados por terra, mas n\u00e3o aniquilados\u201d (2 Cor 4, 8-9). S\u00e3o Paulo fala e assim procede. Tamb\u00e9m o papa Francisco assim fala e assim d\u00e1 forte testemunho: \u201cPara manter vivo o ardor mission\u00e1rio, \u00e9 necess\u00e1ria uma decidida confian\u00e7a no Esp\u00edrito Santo, porque Ele \u201cvem em aux\u00edlio da nossa fraqueza\u201d (Rm 8,26). Mas esta confian\u00e7a generosa tem de ser alimentada e, para isso, precisamos invoc\u00e1-lo constantemente. Ele pode curar-nos de tudo o que nos faz esmorecer no compromisso mission\u00e1rio [&#8230;]. N\u00e3o h\u00e1 maior liberdade do que a de se deixar conduzir pelo Esp\u00edrito&#8230; permitindo que Ele nos ilumine, guie, dirija e impulsione para onde quiser\u201d (Evangelii Gaudium, n. 280).<br \/>Uma constata\u00e7\u00e3o: para que algu\u00e9m chegue a roubar-nos o entusiasmo mission\u00e1rio \u00e9 preciso que o tenhamos agora ou que o tenhamos tido no passado, pois ningu\u00e9m nos roubar\u00e1 o que n\u00e3o possu\u00edmos.<\/p>\n<p>Ainda insistimos: o que \u00e9 ter entusiasmo mission\u00e1rio? Identificando-nos com o Cristo, \u00e9:<\/p>\n<p>&#8211; dar a vida por amor;<br \/>&#8211; ajudar tantas pessoas a curar os males de seu corpo e de sua alma;<br \/>&#8211; ajudar tantas pessoas a morrer em paz;<br \/>&#8211; ajudar tantas pessoas a levantar-se depois que ca\u00edram escravas de diversos v\u00edcios;<br \/>&#8211; difundir, comunicar valores em ambientes hostis;<br \/>&#8211; oferecer a vida e o tempo com alegria (cf. Evangelii Gaudium, n. 76).<\/p>\n<p>O papa Francisco reconhece que at\u00e9 mesmo a globaliza\u00e7\u00e3o apresenta valores e oferece possibilidades; contudo, tamb\u00e9m arrasta um volume incr\u00edvel de for\u00e7as contr\u00e1rias, capazes de combalir-nos. Assim, por exemplo, por parte de agentes pastorais h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o exagerada na busca de espa\u00e7os pessoais, \u201co que leva a viver os pr\u00f3prios deveres como mero ap\u00eandice da vida\u201d \u2013 diz o papa. Nota-se \u201cuma acentua\u00e7\u00e3o do individualismo, uma crise de identidade e um decl\u00ednio de fervor\u201d (n. 78).<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 cultura midi\u00e1tica h\u00e1 agentes pastorais que \u201cdesenvolvem uma esp\u00e9cie de complexo de inferioridade, que os leva a relativizar ou esconder sua identidade crist\u00e3 e [&#8230;], assim, n\u00e3o se sentem felizes com o que s\u00e3o nem com o que fazem, n\u00e3o se sentem identificados com a miss\u00e3o evangelizadora (Evangelii Gaudium, n. 79). O que pode roubar o entusiasmo mission\u00e1rio \u00e9 esse relativismo. Trava-se verdadeira batalha entre o entusiasmo mission\u00e1rio e esse ladr\u00e3o que quer lev\u00e1-lo embora. O ladr\u00e3o, astuto como \u00e9, at\u00e9 negocia. Leva embora o entusiasmo e oferece em troca mais tempo livre para preencher a zona de conforto. Dessa forma, o entusiasmo mission\u00e1rio esmorece e deixa de ser \u201cuma resposta alegre ao amor de Deus\u201d (Evangelii Gaudium, n. 81). O papa sugere o que ele vive: \u201cuma espiritualidade que impregne a a\u00e7\u00e3o e a torne desej\u00e1vel\u201d (n. 82).<\/p>\n<p>Trindade santa, por ti, todos fomos criados; por ti, todos somos amados; eu e muitos outros fomos lavados no Batismo e confirmados pelo Dom do Esp\u00edrito. No entusiasmo mission\u00e1rio, eu e outros estamos sujeitos a vacila\u00e7\u00f5es, a retrocessos e a desist\u00eancias. Quando deixamos de vigiar como dev\u00edamos, nos damos conta de que ladr\u00f5es e ladras levaram o nosso entusiasmo mission\u00e1rio ou o deixaram ferido \u00e0 beira do caminho. Senhor, somos filhos e herdeiros teus. N\u00e3o permitas esse nosso grosseiro descuido. Sustenta-nos no alto do servi\u00e7o para encontrarmos alegria nos desafios e coragem ao encar\u00e1-los em companhia de outros irm\u00e3os e irm\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As advert\u00eancias do papa para n\u00e3o nos deixarmos roubar (parte 1) Em 2003, o m\u00e9dico e romancista afeg\u00e3o, Khaled Husseini, publicou o romance que celeremente correu o mundo, intitulado: \u201cO ca\u00e7ador de pipas\u201d, que conta a hist\u00f3ria do conv\u00edvio entre dois meninos, ressaltando epis\u00f3dios quase heroicos, como tamb\u00e9m registrando em palavras a profundidade de sentimentos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-6200","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6200"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11106,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6200\/revisions\/11106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}