{"id":61501,"date":"2020-08-14T14:18:57","date_gmt":"2020-08-14T17:18:57","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=61501"},"modified":"2020-08-14T14:18:57","modified_gmt":"2020-08-14T17:18:57","slug":"assuncao-de-nossa-senhora-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/assuncao-de-nossa-senhora-4\/","title":{"rendered":"Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A liturgia da Igreja, sempre s\u00e1bia e s\u00f3bria, resumiu o essencial de nossa caminha nessa solenidade sant\u00edssima da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora. Celebrada no dia 15 de agosto e, no Brasil, transferida para o domingo seguinte (neste ano no dia 16), d\u00e1 in\u00edcio tamb\u00e9m, dentro do m\u00eas vocacional \u00e0 ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es \u00e0 vida consagrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deus elevou \u00e0 gl\u00f3ria do c\u00e9u em corpo e alma a Imaculada Virgem Maria! Ela, uma simples criatura, ela, pequena e humilde, foi elevada a Deus, ao c\u00e9u, \u00e0 plenitude em todo o seu ser, corpo e alma! Como isso \u00e9 poss\u00edvel? N\u00e3o \u00e9 a morte o destino comum e final de tudo quanto vive? Isso dizem os pag\u00e3os, isso dizem os descrentes, os s\u00e1bios segundo o mundo, que se conformam com a morte\u2026 Mas, n\u00f3s, n\u00f3s sabemos que n\u00e3o \u00e9 assim! Nosso destino \u00e9 a vida, nosso ponto final \u00e9 a gl\u00f3ria no cora\u00e7\u00e3o de Deus: gl\u00f3ria no corpo, gl\u00f3ria na alma, gl\u00f3ria em tudo que somos! Foi isso que Deus nos preparou \u2013 bendito seja ele para sempre!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A presente solenidade da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora \u00e9, ent\u00e3o, primeiramente, exalta\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria do Cristo: n\u2019Ele est\u00e1 a vida e a ressurrei\u00e7\u00e3o; n\u2019Ele, a esperan\u00e7a de liberta\u00e7\u00e3o definitiva! Por isso, todo aquele que cr\u00ea em Jesus e \u00e9 batizado no seu Esp\u00edrito Santo no sacramento do Batismo, morrer\u00e1 com Cristo e com Cristo ressuscitar\u00e1. Ap\u00f3s a morte nossos olhos se abrem para a eternidade, e nossa vida ser\u00e1 glorificada e estaremos para sempre com o Senhor se tivermos andado pelos Seus caminhos. Quanto ao nosso corpo, ser\u00e1 destru\u00eddo e, no final dos tempos, quando Cristo nossa vida aparecer, ser\u00e1 tamb\u00e9m ressuscitado em gl\u00f3ria e unido \u00e0 nossa alma. Ser\u00e1 assim com todos os que buscaram sinceramente ao Senhor e viveram de acordo com a Sua vontade. Mas, n\u00e3o foi assim com a Virgem Maria! Aquela que n\u00e3o teve pecado tamb\u00e9m n\u00e3o foi tocada pela corrup\u00e7\u00e3o da morte! Imediatamente ap\u00f3s a sua passagem para Deus, que os orientais chamam de \u201cdormi\u00e7\u00e3o\u201d e que na tradi\u00e7\u00e3o antiga popular do interior do Brasil chamam de N. Sra. da Boa Morte, ela foi ressuscitada, glorificada em corpo e alma, foi elevada ao c\u00e9u! Podemos, portanto, exclamar como Isabel:\u00a0<em>\u201c<\/em><em>Bendita \u00e9s tu entre as mulheres! Bendito \u00e9 o fruto do teu ventre! Bem-aventurada aquela que acreditou, porque ser\u00e1 cumprido o que o Senhor lhe prometeu!\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em>Esta \u00e9, portanto, a festa de plenitude de Nossa Senhora, a sua chegada a gl\u00f3ria, no seu destino pleno de criatura. Nela aparece claro a obra da salva\u00e7\u00e3o que Cristo realizou! Ela \u00e9 aquela Mulher vestida do sol, que \u00e9 o Cristo, pisando a instabilidade deste mundo, representada pela lua inconstante, toda coroada de doze estrelas, n\u00famero das tribos de Israel e dos ap\u00f3stolos da Igreja! A leitura do Apocalipse (cf. Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab) mostra-nos tudo isso; mas, termina afirmando:\u00a0<em>\u201cAgora realizou-se a salva\u00e7\u00e3o, a for\u00e7a e a realeza do nosso Deus e o poder do seu Cristo!\u201d(cf. Ap12,10ab)<\/em>\u00a0Eis: a plenitude da Virgem \u00e9 realiza\u00e7\u00e3o da obra de Cristo, da vit\u00f3ria de Cristo nela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Virgem Maria, M\u00e3e de Deus, \u00e9 sem d\u00favida uma grande for\u00e7a da nossa viv\u00eancia crist\u00e3, porque, longe de desviar nossa aten\u00e7\u00e3o do Cristo, ela nos integra no plano de salva\u00e7\u00e3o proposto por Deus e realizado por seu Filho \u00fanico, Jesus Cristo, que se encarnou e veio ao mundo por meio dela. N\u00f3s celebramos Maria porque \u00e9 M\u00e3e de Deus, porque nos deu o Salvador e todas as suas prerrogativas v\u00eam desse fato de ser aquela que aceitou o plano de Deus aceitando ser m\u00e3e do Salvador. E foi Deus que assim o quis. Foi Deus que, em sua infinita sabedoria e bondade, estabeleceu que a reden\u00e7\u00e3o da humanidade acontecesse atrav\u00e9s de seu Filho \u00fanico nascido de uma virgem; e a virgem escolhida foi Maria. Ora, se Deus, o Senhor de todas as coisas, o Infinito e o Absoluto, n\u00e3o se envergonhou de escolher Maria, e a fez Cheia de Gra\u00e7a, para ser a M\u00e3e de seu Filho, por que haver\u00edamos n\u00f3s, simples mortais, de recusar-nos a ter para com ela uma devo\u00e7\u00e3o toda especial?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Assun\u00e7\u00e3o de Maria \u00e9 uma preciosa antecipa\u00e7\u00e3o da nossa ressurrei\u00e7\u00e3o e baseia-se na Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, que transformar\u00e1 o nosso corpo corrupt\u00edvel, fazendo-o semelhante ao seu corpo glorioso. Por isso S\u00e3o Paulo recorda-nos na segunda leitura (1 Cor 15, 20-27a): \u201cSe a morte veio por um homem (pelo pecado de Ad\u00e3o), tamb\u00e9m por um homem, Cristo, veio a ressurrei\u00e7\u00e3o. Por Ele, todos retornar\u00e3o \u00e0 vida, mas cada um a seu tempo: como prim\u00edcias, Cristo; em seguida, quando Ele voltar, todos os que s\u00e3o de Cristo; depois, os \u00faltimos, quando Cristo devolver a Deus Pai o seu reino\u2026Essa vinda de Cristo, de que fala o Ap\u00f3stolo, disse S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, \u201cn\u00e3o devia por acaso cumprir-se, neste \u00fanico caso (o da Virgem), de modo excepcional, por diz\u00ea-lo assim, imediatamente, quer dizer, no momento da conclus\u00e3o da sua vida terrena? Esse final da vida que para todos os homens \u00e9 a morte, a Tradi\u00e7\u00e3o, no caso de Maria, chama-o com mais propriedade \u201cdormi\u00e7\u00e3o\u201d. \u00a0Para n\u00f3s, a Solenidade de hoje \u00e9 como uma continua\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa, da Ressurrei\u00e7\u00e3o e da Ascens\u00e3o do Senhor. \u00a0E \u00e9, ao mesmo tempo, o sinal e a fonte da esperan\u00e7a da vida eterna e da futura ressurrei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Maria \u00e9 causa de nossa alegria! Pois foi atrav\u00e9s dela que nos veio a alegria, Jesus Cristo, e \u00e9 nela que n\u00f3s vemos o que seremos: gloriosos com aquela gl\u00f3ria que tomar\u00e1 conta do nosso corpo e da nossa alma no dia eterno\u2026 no c\u00e9u, no qual ela, gloriosamente, em corpo e alma, j\u00e1 nos precedeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nossa Senhora da Assun\u00e7\u00e3o, da Gl\u00f3ria, da Vit\u00f3ria, dos Prazeres, rogai por n\u00f3s!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A liturgia da Igreja, sempre s\u00e1bia e s\u00f3bria, resumiu o essencial de nossa caminha nessa solenidade sant\u00edssima da Assun\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora. Celebrada no dia 15 de agosto e, no Brasil, transferida para o domingo seguinte (neste ano no dia 16), d\u00e1 in\u00edcio tamb\u00e9m, dentro do m\u00eas vocacional \u00e0 ora\u00e7\u00e3o pelas voca\u00e7\u00f5es \u00e0 vida consagrada. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":55819,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-61501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61501"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61502,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61501\/revisions\/61502"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55819"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}