{"id":61377,"date":"2020-08-11T08:52:19","date_gmt":"2020-08-11T11:52:19","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=61377"},"modified":"2020-08-11T12:55:56","modified_gmt":"2020-08-11T15:55:56","slug":"o-papa-batiza-as-gemeas-siamesas-a-carta-da-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-batiza-as-gemeas-siamesas-a-carta-da-mae\/","title":{"rendered":"O Papa batiza as g\u00eameas siamesas, a carta da m\u00e3e"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Hermine Nzotto, m\u00e3e das meninas que foram protagonistas no in\u00edcio de junho de uma cirurgia excepcional no Hospital pedi\u00e1trico Bambin Ges\u00f9 (Menino Jesus) de Roma, que lhes permitiu uma vida de normalidade, expressa sua gratid\u00e3o ao Papa, que dias atr\u00e1s batizou suas filhas. Se amanh\u00e3 \u201celas poder\u00e3o estar entre as crian\u00e7as mais sortudas do mundo\u201d, afirma Nzotto, \u00e9 pela porta santa aberta em Bangui em 2015, um caminho que \u201cos necessitados como eu podem atravessar\u201d<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Alessandro De Carolis &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-61377-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/08\/11\/10\/135682529_F135682529.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/08\/11\/10\/135682529_F135682529.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/08\/11\/10\/135682529_F135682529.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A visita \u00e0 Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, uma imensid\u00e3o que vista pela primeira vez quase arrebata, mas que se det\u00e9m diante da est\u00e1tua (<i>La Piet\u00e0<\/i>) com Nossa Senhora segurando Jesus sem vida. De repente, o resto da imensid\u00e3o perde o interesse, enquanto irrompe impetuosa uma pergunta sobre aquele \u201ccorpo sem culpa\u201d de Cristo que faz lembrar \u201co corpo de minhas filhas negadas \u00e0 normalidade em meus bra\u00e7os igualmente impotentes. Por qu\u00ea?\u201d \u00c9 uma das passagens mais eloquentes da carta endere\u00e7ada ao Papa por Hermine Nzotto, a m\u00e3e das g\u00eameas siameses da Rep\u00fablica Centro-Africana, submetidas dois m\u00eas atr\u00e1s a uma extraordin\u00e1ria opera\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o craniana e cerebral no Hospital Bambin Ges\u00f9 (Menino Jesus) de Roma. Duas meninas, Ervina e Prefina, que Francesco batizou dias atr\u00e1s na Casa Santa Marta durante uma cerim\u00f4nia reservada.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">A ponte dos pobres<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na carta, Hermine Nzotto relata sua vida como uma \u201cmenina da floresta\u201d, nascida num vilarejo a 100 km da capital Bangui, a cidade onde em 2015 o Papa iniciou o Jubileu da Miseric\u00f3rdia ao abrir a porta santa da catedral. Uma porta que para a m\u00e3e das duas meninas \u00e9 muito mais do que isso. \u201cBatizar minhas miraculadas Maria e Francisca por Vossa Santidade me d\u00e1 a confirma\u00e7\u00e3o de que Deus est\u00e1 verdadeiramente perto dos \u00faltimos\u201d, escreve Hermine. \u201cSe amanh\u00e3 minhas filhas poder\u00e3o estar entre as crian\u00e7as mais sortudas do mundo, ou seja, ir \u00e0 escola e aprender o que eu ignoro e que agora tamb\u00e9m eu aspiro saber, para ser capaz um amanh\u00e3 de ler os vers\u00edculos da B\u00edblia para minhas filhas, ent\u00e3o n\u00e3o foi uma porta santa que o senhor abriu em Bangui em 2015 e que foi fechada um ano depois, mas construiu uma ponte para a eternidade onde os necessitados, como eu fui, podem atravessar, e as pessoas de boa vontade como a equipe de m\u00e9dicos que cuidam de minhas insepar\u00e1veis separadas\u201d \u2013 diz ao Papa a autora da carta.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">\u201cVossa Santidade sabe do que \u00e9 que o mundo precisa\u201d<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">No pouco mais de uma p\u00e1gina da missiva, Hermine Nzotto agradece repetidamente aos m\u00e9dicos do Bambin Ges\u00f9, desde Mariella Enoc, presidente do Hospital pedi\u00e1trico, ao Dr. Carlo Efisio Marras, respons\u00e1vel pelo departamento de Neurocirurgia, cuja equipe \u201cmilagrosamente separou e ressuscitou\u201d seus beb\u00eas. \u201cA ora\u00e7\u00e3o \u2013 conclui Hermine Nzotto \u2013 \u00e9 o que pode unir os povos da terra; rezarei a Maria pelo senhor, mas n\u00e3o preciso pedir-lhe igualmente, porque quem, como Vossa Santidade, desafiou o perigo das picadas de mosquitos e a rebeli\u00e3o de 2015 na Rep\u00fablica Centro-Africana, sabe pedir a Maria aquilo de que o mundo precisa.\u201d<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hermine Nzotto, m\u00e3e das meninas que foram protagonistas no in\u00edcio de junho de uma cirurgia excepcional no Hospital pedi\u00e1trico Bambin Ges\u00f9 (Menino Jesus) de Roma, que lhes permitiu uma vida de normalidade, expressa sua gratid\u00e3o ao Papa, que dias atr\u00e1s batizou suas filhas. 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