{"id":61004,"date":"2020-07-28T08:02:23","date_gmt":"2020-07-28T11:02:23","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=61004"},"modified":"2020-07-28T00:09:33","modified_gmt":"2020-07-28T03:09:33","slug":"o-milagre-dos-paes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-milagre-dos-paes\/","title":{"rendered":"O MILAGRE DOS P\u00c3ES"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ao multiplicar os p\u00e3es num lugar deserto e afastado Jesus n\u00e3o apenas demonstrou seu extraordin\u00e1rio poder, como tamb\u00e9m ofereceu a seus seguidores um gesto que levava a reflex\u00f5es atinentes a outras passagens b\u00edblicas (Mt 14,13-21). \u00a0Com efeito, trazia, por exemplo, \u00e0 tona as cenas do man\u00e1 que alimentava o povo no deserto, mostrando que a provid\u00eancia divina nunca deixa \u00e0 mingua os que lhe pertencem. Lembrava tamb\u00e9m o milagre do profeta Elizeu que multiplicou p\u00e3es para cem pessoas (2 Reis 4,43-44). Jesus inclusive se mostrava superior a estes servos de Deus, pois Mois\u00e9s foi apenas uma testemunha da cena do man\u00e1 e bem limitado foi o n\u00famero de pessoas assistidas por Eliseu. Naquele momento Jesus visava tamb\u00e9m suscitar a f\u00e9 nos moradores da Galil\u00e9ia.\u00a0 Estes n\u00e3o captavam a mensagem de seus milagres. Viam nele um poderoso messias, l\u00edder pol\u00edtico, mas n\u00e3o o Filho de Deus, o salvador de toda a humanidade, o enviado do Pai. Conforme registrou S\u00e3o Jo\u00e3o no seu Evangelho a rea\u00e7\u00e3o diante do milagre dos p\u00e3es foi querer faz\u00ea-lo Rei. Entretanto outra era a inten\u00e7\u00e3o de Jesus com este prod\u00edgio, ou seja, suscitar a f\u00e9 dos doze Ap\u00f3stolos, inspirando-lhes sentimentos de comisera\u00e7\u00e3o para com os famintos, por todos que passassem por qualquer necessidade. Eis por que Ele lhes disse: \u201cDai-lhes v\u00f3s mesmos de comer\u201d. Jesus desejava inclusive fazer ver ao povo a fome da palavra de Deus, palavra que sustenta para a vida eterna. J\u00e1 era uma prepara\u00e7\u00e3o para que estes Ap\u00f3stolos depois viessem alimentar seus seguidores com o p\u00e3o eucar\u00edstico, p\u00e3o vivo de seu Corpo que ressuscitaria imortal e impass\u00edvel, mas presente para todas as gera\u00e7\u00f5es crist\u00e3s no Sacramento da Eucaristia, no qual se daria uma multiplica\u00e7\u00e3o muito mais admir\u00e1vel. Na v\u00e9spera de sua Paix\u00e3o, reunido com os Ap\u00f3stolos no Cen\u00e1culo,outra \u00a0Jesus tomaria o p\u00e3o, o partiria, o aben\u00e7oaria e o daria aos Ap\u00f3stolos, que assim repartiriam o p\u00e3o em sua mem\u00f3ria. Ali no deserto os disc\u00edpulos, do que sobrou, totalizaram doze cestos cheios. Bela imagem do que se daria pelos s\u00e9culos afora, pois nos sacr\u00e1rios das Igrejas sempre haveria o p\u00e3o eucar\u00edstico que jamais faltaria a quem tivesse f\u00e9. Tal a felicidade dos que acreditassem no Reino messi\u00e2nico que Ele viera instaurar nesta terra. Ent\u00e3o se compreende melhor como a Eucaristia, o p\u00e3o multiplicado, condensa para os crist\u00e3os toda a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o. A Eucaristia iluminaria a exist\u00eancia do verdadeiro seguidor de Cristo. Ele que demonstrou seu poder imenso alimentando no deserto mais de cinco mil pessoas, poderia tamb\u00e9m, ao tomar o p\u00e3o no Cen\u00e1culo, dizer \u201cIsto \u00e9 o meu Corpo: isto \u00e9 o meu Sangue\u201d, dando em seguida uma ordem aos Ap\u00f3stolos: \u201cFazei isto em minha mem\u00f3ria\u201d. Tratava-se de um memorial, de uma presen\u00e7a e de uma promessa de vida eterna. Antes, naquele \u00a0lugar deserto, diante de uma multid\u00e3o que poderia passar fome, a estrat\u00e9gia dos Ap\u00f3stolos era despedir os que ali se achavam. Para Jesus havia, por\u00e9m, uma outra \u00a0solu\u00e7\u00e3o e Ele afirma: \u201cEles n\u00e3o t\u00eam necessidade de ir embora\u201d. \u00c9 que Ele com sua onipot\u00eancia haveria de providenciar o alimento para todos. Isto impelido Ele por sua compaix\u00e3o, agindo conforme ditava seu cora\u00e7\u00e3o amabil\u00edssimo. Para os Ap\u00f3stolos o problema era s\u00e9rio, mas Jesus n\u00e3o via problemas, limites. Ele contemplava uma multid\u00e3o que atentamente ouvira sua palavra repleta de consola\u00e7\u00e3o, de esperan\u00e7a, de verdade. Promoveu ent\u00e3o Jesus o festim da compaix\u00e3o e ningu\u00e9m ali haveria de passar fome. Esta seria a destrui\u00e7\u00e3o da vida, mas ali estava o Senhor da vida e se d\u00e1 ent\u00e3o aquele ato miraculoso que ficaria para sempre na mem\u00f3ria de seus disc\u00edpulos atrav\u00e9s dos tempos, como, ali\u00e1s, se d\u00e1 conosco no dia de hoje. Felizes os cora\u00e7\u00f5es que desejam estar assim com Jesus, que O procuram, em que O v\u00eaem sob os acidentes do p\u00e3o e do vinho e, depois, passa a a irradira esta felicidade por toda parte. \u00c9 que no encontro com Cristo no Sacrif\u00edcio Eucar\u00edstico da santa Missa n\u00e3o apenas Ele alimenta a todos com sua Palavra, mas a muitos, que para isto se prepararam, alimenta tamb\u00e9m com o seu Corpo, Sangue Alma e Divindade na hora da Comunh\u00e3o. Num e noutro caso, revelando-se um Deus de ternura e de miseric\u00f3rdia, lento \u00e0 impaci\u00eancia, cheio de amor e de verdade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao multiplicar os p\u00e3es num lugar deserto e afastado Jesus n\u00e3o apenas demonstrou seu extraordin\u00e1rio poder, como tamb\u00e9m ofereceu a seus seguidores um gesto que levava a reflex\u00f5es atinentes a outras passagens b\u00edblicas (Mt 14,13-21). \u00a0Com efeito, trazia, por exemplo, \u00e0 tona as cenas do man\u00e1 que alimentava o povo no deserto, mostrando que a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":55813,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-61004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":61005,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61004\/revisions\/61005"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}