{"id":60772,"date":"2020-07-20T11:07:18","date_gmt":"2020-07-20T14:07:18","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=60772"},"modified":"2020-07-20T11:07:18","modified_gmt":"2020-07-20T14:07:18","slug":"o-valor-do-reino-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-valor-do-reino-de-deus\/","title":{"rendered":"O VALOR DO REINO DE DEUS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Jesus, o Mestre divino, para mostrar o valor do Reino dos c\u00e9us empregou tr\u00eas compara\u00e7\u00f5es (Mt 13,44-52). Atrav\u00e9s delas Ele faz ver a seu seguidor qual o tesouro foi descoberto nele como Salvador, acolhendo a Boa Nova do Evangelho. O Reino do c\u00e9u \u00e9 comparado inicialmente a uma p\u00e9rola rara encontrada como resultado de uma pesca frutuosa. A outra compara\u00e7\u00e3o fala de um tesouro escondido num campo, quem o conhece e o sabe valorizar deixa qualquer outro bem para ser dono daquele terreno e, portanto, senhor daquela preciosidade nele contido, como lhe era garantido pelo direito judaico. A import\u00e2ncia do que desejava, justificava todos os meios l\u00edcitos a serem empregados para sua obten\u00e7\u00e3o. Isto com muita arg\u00facia e paci\u00eancia. Outra imagem empregada por Cristo foi a da pesca frutuosa com numerosos peixes, a exigir, por\u00e9m, uma sele\u00e7\u00e3o do que foi apanhado, valorizados apenas os bons e jogados fora os maus. Isto significa que cumpre ter como refer\u00eancia os valores do Reino. .Quando o homem n\u00e3o sabe fazer a escolha, Deus mesmo a far\u00e1 atrav\u00e9s dos anjos. As figuras empregadas por Cristo fazem ver a f\u00e9 como o verdadeiro tesouro que deve ser preferido de acordo com os crit\u00e9rios do Evangelho, que s\u00e3o superiores a todos os demais bens, muitas vezes olhados erroneamente de uma maneira ilus\u00f3ria. \u00c9 preciso saber assumir as responsabilidades humanas, profissionais e familiares, n\u00e3o como o mundo as consideram e justificam. Trata-se, portanto, de se verificar quais os ju\u00edzos cr\u00edticos que regem a vida do crist\u00e3o, ou seja, as verdades do mundo ou as propostas pelo Evangelho. \u00c9 necess\u00e1rio que o crist\u00e3o verdadeiro prefira Cristo, o amor de Deus, \u00e0s realidades que passam e que s\u00e3o ef\u00eameras. O que Deus oferece \u00e9 perene, eterno. Da\u00ed a necessidade de preservar o tesouro da f\u00e9 que d\u00e1 sentido \u00e0 vida de quem foi batizado. A f\u00e9 que deve ser a luz a guiar os passos daquele que cr\u00ea, a l\u00e2mpada da caminhada, a p\u00e9rola que d\u00e1 sentido a uma vida. Entretanto, o acolhimento da Palavra de Deus na vida de cada um, a valoriza\u00e7\u00e3o de sua obra de gra\u00e7as, tudo isto n\u00e3o se d\u00e1 sem o esfor\u00e7o humano e sem a participa\u00e7\u00e3o plena, radical, consciente na obra da pr\u00f3pria santifica\u00e7\u00e3o. A f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 simplesmente um dos muitos atos na vida do crist\u00e3o. A f\u00e9 que leva \u00e0 rela\u00e7\u00e3o com Deus n\u00e3o pode estar simplesmente no mesmo n\u00edvel que todas as outras rela\u00e7\u00f5es sociais. O relacionamento com Deus \u00e9 de outra ordem, ou seja, \u00e9 algo profundamente teol\u00f3gico, sobrenatural. O que muitas vezes se esquece \u00e9 que quer a f\u00e9, quer a sabedoria crist\u00e3 s\u00e3o n\u00e3o apenas refer\u00eancias para esta vida terrestre, mas s\u00e3o, sobretudo, uma abertura, uma porta para a vida eterna feliz junto de Deus. No contexto atual, por\u00e9m, campeia o relativismo, enclausurando a vida espiritual e religiosa numa esfera de dimens\u00f5es pequenas que impedem progredir espiritualmente. H\u00e1 um pernicioso nivelamento entre as realidades sobrenaturais e as realidades meramente humanas. Por isto mesmo, obriga\u00e7\u00f5es cultuais, como o dever da Missa dominical, s\u00e3o, por alguns, preteridas, diante de prgramas recreativos ou de encontros familiares. Quando se trata das preces pessoais elas s\u00e3o simplesmente ignoradas por for\u00e7a de atividades meramente secund\u00e1rias. N\u00e3o se pode, contudo agir segundo o esp\u00edrito mundano, postergando a ora\u00e7\u00e3o pessoal ou comunit\u00e1ria por causa de a\u00e7\u00f5es perfeitamente dispens\u00e1veis. Isto seria a demonstra\u00e7\u00e3o de uma f\u00e9 superficial que n\u00e3o se coaduna com a procura do Reino de Deus Trata-se da intelig\u00eancia dos mist\u00e9rios deste Reino nos quais est\u00e3o contidos todos os tesouros da sabedoria, segundo S\u00e3o Paulo (Col 2,3) Cumpre entrar no segredo desta compreens\u00e3o sob as luzes do Esp\u00edrito Santo. Deste modo, se pode saborear a luz, a alegria que fluem dos tesouros celestes. Estes tesouros, contudo, como adverte S\u00e3o Paulo n\u00f3s os levamos em vasos de argila, n\u00e3o, portanto, por nossos m\u00e9ritos, mas, sim, pelo poder de Deus \u00e9 que os possu\u00edmos, donde toda determina\u00e7\u00e3o para n\u00e3o os perder. (2 Cor 4,7). Eis, porque, todo esfor\u00e7o rumo \u00e0 santidade de vida \u00e9 pouco diante da grandiosidade oferecida pelo Reino de Deus. Ent\u00e3o, sim, ser\u00e1 poss\u00edvel introduzir neste mundo a marca do verdadeiro disc\u00edpulo de Jesus que vive em fun\u00e7\u00e3o deste Reino para o qual todos s\u00e3o chamados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus, o Mestre divino, para mostrar o valor do Reino dos c\u00e9us empregou tr\u00eas compara\u00e7\u00f5es (Mt 13,44-52). Atrav\u00e9s delas Ele faz ver a seu seguidor qual o tesouro foi descoberto nele como Salvador, acolhendo a Boa Nova do Evangelho. 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