{"id":60668,"date":"2020-07-14T09:16:42","date_gmt":"2020-07-14T12:16:42","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=60668"},"modified":"2020-07-14T16:19:16","modified_gmt":"2020-07-14T19:19:16","slug":"a-igreja-precisa-aprender-de-jesus-a-falar-facil-defende-dom-guilherme-werlang","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/a-igreja-precisa-aprender-de-jesus-a-falar-facil-defende-dom-guilherme-werlang\/","title":{"rendered":"\u201cA Igreja precisa aprender de Jesus a falar f\u00e1cil\u201d defende dom Guilherme Werlang"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/Dom-Guilherme.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-242233 alignleft\" src=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/Dom-Guilherme.jpg\" srcset=\"https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/Dom-Guilherme.jpg 225w, https:\/\/www.cnbb.org.br\/wp-content\/uploads\/sites\/32\/2020\/07\/Dom-Guilherme-150x150.jpg 150w\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" \/><\/a>Em artigo, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cA Igreja precisa apender de Jesus a falar f\u00e1cil\u201d, o bispo de Lages (SC) dom Guilherme Ant\u00f4nio Werlang defende a ideia que, na Igreja, \u00e9 necess\u00e1rio buscar na comunica\u00e7\u00e3o a simplicidade com que Jesus se comunicava, traduzindo conceitos complexos para a realidade das pessoas de sua \u00e9poca por meio das par\u00e1bolas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu ainda era estudante de teologia na PUC de Porto Alegre, quando um dia na aula de Exegese sobre o evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o, eu perguntei ao professor, meu amigo at\u00e9 hoje, padre doutor Johan Konings, porque os te\u00f3logos e exegetas gostam de complicar tanto e falar t\u00e3o dif\u00edcil, se Jesus fez quest\u00e3o de falar em linguagem t\u00e3o f\u00e1cil e simples?\u201d, escreveu. Johan Konings \u00e9 um dos tradutores da B\u00edblia de Jerusal\u00e9m e da Confer\u00eancia Nacional dos Bispo do Brasil (CNBB) e segundo o pr\u00f3prio dom Guilherme \u00e9 simples como um \u201cZ\u00e9 Ningu\u00e9m\u201d, at\u00e9 hoje seu grande amigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dom Guilherme defende que para um m\u00e9dico, \u00e9 f\u00e1cil falar dif\u00edcil sobre doen\u00e7as e rem\u00e9dios. Afinal ele estudou e sabe todos os nomes dif\u00edceis e seus significados. O dif\u00edcil \u00e9 ele explicar de um jeito e numa linguagem f\u00e1cil, as coisas dif\u00edceis e complicadas da medicina.\u00a0 O bispo aponta que assim \u00e9 com todas as outras ci\u00eancias. No meio eclesial, dom Guilherme disse existir pessoas que muitas vezes fazem quest\u00e3o de mostrar que \u201csabem\u201d e por isso tamb\u00e9m falam \u201cdif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTodo mundo fica olhando admirado de toda a nossa \u2018sabedoria e intelig\u00eancia\u2019, mas poucos conseguem compreender o que realmente estamos falando e explicando\u201d, defende o religioso. Isto, para dom Guilherme, se estende aos documentos da Igreja. \u201cNossos documentos, livros, homilias s\u00e3o irretoc\u00e1veis em sua exatid\u00e3o, em seu portugu\u00eas ou outra l\u00edngua.\u00a0At\u00e9 fazemos quest\u00e3o de usar palavras dif\u00edceis do grego, latim, alem\u00e3o, etc, sem no entanto, traduzi-las para uma linguagem do \u2018feij\u00e3o com arroz\u2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dom Guilherme faz uma pergunta: \u201cPara que servem documentos se eles n\u00e3o s\u00e3o acess\u00edveis e compreens\u00edveis ao povo em geral?\u00a0 A proposta apresentada pelo bispo \u00e9 retomar, na Igreja no Brasil, uma pr\u00e1tica adotada pela Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil nos anos de 1970 a 1980. \u00c0 \u00e9poca se produzia, segundo o bispo, duas vers\u00f5es dos documentos da CNBB: uma numa linguagem oficial e para guardar para pesquisas e outra, numa vers\u00e3o de linguagem popular. O bispo lembra que houve um ensaio de tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia em linguagem popular e teve uma boa vendagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bispo adverte, contudo, que defende esta ideia n\u00e3o como cr\u00edtica aos te\u00f3logos que s\u00e3o, em sua avalia\u00e7\u00e3o, sumamente necess\u00e1rios e sua pesquisa e linguagem tamb\u00e9m o s\u00e3o, nem para criticar religiosos que s\u00e3o impec\u00e1veis em seus ensinamentos e homilias, numa precis\u00e3o invej\u00e1vel. \u201cDesejo apenas dizer que ao ensinar e pregar, o que \u00e9 diferente que produzir documentos, temos, na minha opini\u00e3o, sempre olhar para Jesus\u201d, escreveu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando est\u00e1 com camponeses usa exemplos da ro\u00e7a e do campo; quando est\u00e1 com pastores ou criadores de ovelhas, fala de pastores, mercen\u00e1rios e ovelhas; quando est\u00e1 com pescadores, fala de rede, de pesca, de escolha de peixes bons e do que n\u00e3o tem valor no mercado e por isso s\u00e3o jogados fora; quando fala com as mulheres fala de farinha, de fermento, de moedas perdidas na casa e de varrer a casa at\u00e9 encontrar; quando fala com comerciantes fala de tesouros escondidos, de compra de campo em que possam estar riquezas\u201d, escreveu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus, escreveu dom Guilherme, dizia as coisas dif\u00edceis de um modo f\u00e1cil, numa linguagem f\u00e1cil era entendida pelos disc\u00edpulos e pelo povo em geral. \u201cFalar para ningu\u00e9m ou para poucos entender, \u00e9 a mesma coisa que falar para as paredes ou para est\u00e1tuas\u201d, escreve dom Guilherme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dom Guilherme defende que a grande sabedoria \u00e9 fazer-se entender. Este \u00e9 um trabalho a ser buscado pela catequese e de nossa liturgia para cativar, fazer seguidores e motivar, tornado a religi\u00e3o e o evangelho a coisa mais saborosa e gostosa da vida. \u201cAs outras linguagens que o povo entende, arrastam nossos fi\u00e9is para outros rebanhos\u201d, defende o bispo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs estudos profund\u00edssimos da teologia s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rios para quem deve assumir ao\u00a0 miss\u00e3o de ensinar, conduzir e apascentar o Povo de Deus, mas todo este estudo \u00e9 para traduzir tudo em linguagem do cotidiano do povo e n\u00e3o para mostrar, \u201ceu sei\u201d. Teses de doutorado s\u00e3o indispens\u00e1veis, estudos profundos s\u00e3o imprescind\u00edveis, mas homilia \u00e9 ou deveriam ser, a fala do Pai com sua fam\u00edlia, com seus filhos\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cA Igreja precisa apender de Jesus a falar f\u00e1cil\u201d, o bispo de Lages (SC) dom Guilherme Ant\u00f4nio Werlang defende a ideia que, na Igreja, \u00e9 necess\u00e1rio buscar na comunica\u00e7\u00e3o a simplicidade com que Jesus se comunicava, traduzindo conceitos complexos para a realidade das pessoas de sua \u00e9poca por meio das [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":60669,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-60668","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cnbb"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60668"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60670,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60668\/revisions\/60670"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}