{"id":6050,"date":"2015-07-20T16:51:38","date_gmt":"2015-07-20T19:51:38","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/aborto-quando-o-preco-da-liberdade-e-a-vida-de-um-bebe\/"},"modified":"2017-04-10T14:36:13","modified_gmt":"2017-04-10T17:36:13","slug":"aborto-quando-o-preco-da-liberdade-e-a-vida-de-um-bebe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/aborto-quando-o-preco-da-liberdade-e-a-vida-de-um-bebe\/","title":{"rendered":"Aborto: quando o pre\u00e7o da liberdade \u00e9 a vida de um beb\u00ea"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/catolicanet.com.br\/images\/stories\/geral\/aborto de.jpg\" border=\"0\" align=\"left\" \/>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil entender uma Carta Magna que declara a vida como um direito inviol\u00e1vel \u2013 com exce\u00e7\u00e3o da vida dos nascituros<\/p>\n<p>&#8220;Deixai que as criancinhas venham a mim&#8221; (Mt 19, 14): esta \u00e9 uma das muitas alus\u00f5es que Jesus faz \u00e0s crian\u00e7as no Evangelho. \u00c9 como se, propositalmente, Ele quisesse nos fazer entender o lugar que cada crian\u00e7a ocupa no seu cora\u00e7\u00e3o e no cora\u00e7\u00e3o de Deus Pai.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que hoje existem campanhas de defesa da vida, da educa\u00e7\u00e3o, do bem-estar e da integridade f\u00edsica e emocional de todos estes pequenos no mundo inteiro. Os direitos das crian\u00e7as est\u00e3o acima dos direitos dos adultos, a quem corresponde proteg\u00ea-las.<\/p>\n<p>Apesar de tudo isso, testemunhamos in\u00fameras a\u00e7\u00f5es que atentam contra a vida das crian\u00e7as. Desde antes de nascer, seu direito de viver \u00e9 violado, pois se considera mais importante o direito \u00e0 sa\u00fade ou &#8220;honra&#8221; da m\u00e3e.<\/p>\n<p>A manipulada e eufem\u00edstica linguagem dos que afirmam que no \u00f3vulo fecundado h\u00e1 vida, mas n\u00e3o existe um ser humano, ou dos que falam de &#8220;limpeza uterina&#8221;, mas n\u00e3o de aborto, para n\u00e3o atormentar a pr\u00f3pria consci\u00eancia, leva a ideias cada vez mais fortes nas legisla\u00e7\u00f5es de muitos pa\u00edses que se declaram modernos e laicistas (como contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja ou \u00e0s diversas confiss\u00f5es religiosas, como se a f\u00e9 fosse contra a l\u00f3gica ou amea\u00e7asse a liberdade humana).<\/p>\n<p>Antes, os abortos eram praticados de maneira clandestina, e o medo de ser julgados pela lei levava muitas pessoas a camuflar-se nas cl\u00ednicas de aborto. Hoje, com a garantia da pr\u00f3pria lei (que estabelece na Constitui\u00e7\u00e3o a defesa da vida e o direito a ela), defende-se a interrup\u00e7\u00e3o da gravidez em diversos casos: m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o, risco de vida para a m\u00e3e, estupro.<\/p>\n<p>Parece que todos t\u00eam direito de viver, menos os n\u00e3o nascidos. Este \u00e9 o jogo do Estado frente a uma Constitui\u00e7\u00e3o que cheira a hipocrisia. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil entender uma Carta Magna que declara a vida como um direito inviol\u00e1vel, com exce\u00e7\u00e3o da vida dos n\u00e3o nascidos.<\/p>\n<p>Ainda assim, muitos continuam praticando abortos clandestinos, talvez por saber que, ainda que a lei permita, o cora\u00e7\u00e3o dita outra coisa. \u00c9 mais f\u00e1cil optar pela clandestinidade, para n\u00e3o ter de enfrentar a censura moral externa nem ter de explicar a ningu\u00e9m os motivos da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>O fato de uma a\u00e7\u00e3o ser legal n\u00e3o significa que ela seja moralmente boa. O consenso, a democracia, a tomada de decis\u00f5es generalizadas n\u00e3o muda o objeto da a\u00e7\u00e3o. O aborto sempre ser\u00e1 um crime \u2013 a raz\u00e3o e o instinto humanos sabem isso perfeitamente. Ainda que se conte com o aval de um juiz, a pessoa carregar\u00e1 nos ombros e na consci\u00eancia o peso de uma vida interrompida.<\/p>\n<p>O aborto \u00e9 a clara manifesta\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, da ruptura dos valores humanos, que antes reconheciam que a vida est\u00e1 acima de tudo, mas hoje concebem o livre arb\u00edtrio, a comodidade e o prazer como os verdadeiros referenciais da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, todos os que defendem a vida da concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural s\u00e3o considerados como uma &#8220;seita minorit\u00e1ria&#8221; e atacados pelo fato de buscarem ser a voz dos que n\u00e3o t\u00eam voz; s\u00e3o declarados intolerantes por aqueles que acham que sua liberdade vale uma vida alheia e que ningu\u00e9m tem o direito de interferir em suas funestas decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Nosso mundo \u00e9 estranho: uns buscam mil maneiras de evitar filhos, optando inclusive pelo aborto, enquanto outros procuram conceb\u00ea-los a qualquer pre\u00e7o, com t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o assistida \u2013 porque o filho \u00e9 entendido como um direito, n\u00e3o como um dom.<\/p>\n<p>E aqui reside o engano de muitos, pois o outro \u00e9 concebido como um objeto a ser adquirido. Parece que o mundo j\u00e1 n\u00e3o precisa do an\u00fancio do final dos tempos, porque n\u00f3s mesmos estamos causando a condena\u00e7\u00e3o e o desaparecimento da ra\u00e7a humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Aleteia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil entender uma Carta Magna que declara a vida como um direito inviol\u00e1vel \u2013 com exce\u00e7\u00e3o da vida dos nascituros &#8220;Deixai que as criancinhas venham a mim&#8221; (Mt 19, 14): esta \u00e9 uma das muitas alus\u00f5es que Jesus faz \u00e0s crian\u00e7as no Evangelho. \u00c9 como se, propositalmente, Ele quisesse nos fazer entender o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-6050","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cotidiano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6050","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6050"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6050\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10916,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6050\/revisions\/10916"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}