{"id":59756,"date":"2020-06-05T10:10:44","date_gmt":"2020-06-05T13:10:44","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=59756"},"modified":"2020-06-05T12:20:43","modified_gmt":"2020-06-05T15:20:43","slug":"o-papa-a-scholas-occurrentes-educar-e-ouvir-criar-cultura-celebrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-papa-a-scholas-occurrentes-educar-e-ouvir-criar-cultura-celebrar\/","title":{"rendered":"O Papa a Scholas Occurrentes: educar \u00e9 ouvir, criar cultura, celebrar"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Francisco diz na videomensagem que \u201cScholas nasceu de uma crise, mas n\u00e3o levantou os punhos para lutar com a cultura, nem baixou os bra\u00e7os para se resignar, nem saiu chorando: Que calamidade, que tempos terr\u00edveis! Saiu para ouvir o cora\u00e7\u00e3o dos jovens, para cultivar a nova realidade\u201d.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Mariangela Jaguraba &#8211; Vatican News<\/b><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Papa Francisco: pobre humanidade sem crise!\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/su5Az1vOkeI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mensagem de v\u00eddeo, divulgada nesta sexta-feira (05\/06), o Papa Francisco falou aos jovens que participam do encontro virtual, atrav\u00e9s da plataforma Zoom, promovido por Scholas Occurrentes, para celebrar a Universidade do Sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 uma grande alegria poder cham\u00e1-los de \u201ccomunidade\u201d. Comunidade de amigos, comunidade de irm\u00e3os, irm\u00e3s\u201d, diz o Papa, recordando o in\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o da universidade: \u201cDois professores, em meio a uma crise, com um pouco de loucura e um pouco de intui\u00e7\u00e3o. Uma coisa n\u00e3o programada, vivida enquanto se prosseguia. A crise naqueles tempos deixava uma terra de viol\u00eancia e aquela educa\u00e7\u00e3o uniu os jovens, gerando sentido, gerando beleza\u201d.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"article__embed article__embed--unwrap article__embed--dark\">\n<div class=\"article__innerTitle\">Ou\u00e7a e compartilhe<\/div>\n<div>\n<!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('audio');<\/script><![endif]-->\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-59756-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/06\/05\/13\/135614933_F135614933.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/06\/05\/13\/135614933_F135614933.mp3\">https:\/\/media.vaticannews.va\/media\/audio\/s1\/2020\/06\/05\/13\/135614933_F135614933.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Papa, tr\u00eas imagens desse caminho ele conserva em seu cora\u00e7\u00e3o, \u201ctr\u00eas imagens que guiaram os tr\u00eas anos de reflex\u00e3o e encontro: o louco de \u201cLa strada\u201d de Fellini, \u201cA voca\u00e7\u00e3o de Mateus\u201d de Caravaggio, e \u201cO idiota\u201d de Dostoevskij.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Crise significa ruptura, mas tamb\u00e9m oportunidade<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO sentido, o louco, o chamado, Mateus e a beleza. As tr\u00eas hist\u00f3rias s\u00e3o a hist\u00f3ria de uma crise. E nas tr\u00eas, a responsabilidade humana est\u00e1 em jogo.\u00a0<b>Crise significa ruptura, corte, abertura, perigo, mas tamb\u00e9m oportunidade.\u201d<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando as ra\u00edzes precisam de espa\u00e7o para continuar crescendo, o vaso acaba se rompendo. A quest\u00e3o \u00e9 que a vida \u00e9 maior que a nossa pr\u00f3pria vida e, portanto, se quebra. Mas isso \u00e9 a vida! Cresce, se rompe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Pobre humanidade sem crise! Toda perfeita, toda arrumada, toda engomada. Pobre! Uma humanidade assim seria uma humanidade doente, muito doente. Gra\u00e7as a Deus que isso n\u00e3o acontece. Seria uma humanidade adormecida.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Scholas saiu para ouvir o cora\u00e7\u00e3o dos jovens<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor outro lado\u201d, disse ainda o Papa,\u00a0<b>\u201cassim como a crise nos anima chamando-nos ao aberto, o perigo se apresenta quando n\u00e3o nos ensina a nos relacionar com essa abertura.<\/b>\u00a0<b>Portanto, as crises, se n\u00e3o forem bem acompanhadas, s\u00e3o perigosas, porque \u00e9 poss\u00edvel se desorientar.<\/b>\u00a0O conselho dos s\u00e1bios, mesmo para as pequenas crises pessoais, conjugais e sociais \u00e9: \u201cNunca entre na crise sozinho, seja acompanhado\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNa crise, o medo nos invade, nos fechamos como indiv\u00edduos, ou come\u00e7amos a repetir o que muito pouco serve, esvaziando-nos de sentido, escondendo o pr\u00f3prio chamado, perdendo a beleza. Isso \u00e9 o que acontece quando algu\u00e9m \u00a0atravessa uma crise sozinho, sem reservas. Essa beleza que, como disse Dostoevskij, salvar\u00e1 o mundo\u201d, sublinhou o Papa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Scholas nasceu de uma crise, mas n\u00e3o levantou os punhos para lutar com a cultura, nem baixou os bra\u00e7os para se resignar, nem saiu chorando: Que calamidade, que tempos terr\u00edveis! Saiu para ouvir o cora\u00e7\u00e3o dos jovens, para cultivar a nova realidade. Isto n\u00e3o est\u00e1 funcionando? Vamos procurar ali.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Educar \u00e9 ouvir, criar cultura, celebrar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cScholas olha atrav\u00e9s das fendas do mundo, n\u00e3o com a cabe\u00e7a, mas com todo o corpo, para ver se atrav\u00e9s da abertura retorna outra resposta. E isso \u00e9 educar. A educa\u00e7\u00e3o ouve ou ent\u00e3o n\u00e3o educa. Se n\u00e3o se escuta, n\u00e3o se educa. A educa\u00e7\u00e3o cria cultura ou n\u00e3o educa. A educa\u00e7\u00e3o nos ensina a celebrar ou n\u00e3o educa.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algu\u00e9m poderia me dizer: \u201cMas como, educar n\u00e3o \u00e9 saber as coisas?\u201d\u00a0 N\u00e3o. \u201cIsso \u00e9 saber\u201d, sublinhou o Papa.\u00a0<b>\u201cEducar \u00e9 ouvir, criar cultura, celebrar.\u00a0<\/b>E deste modo Scholas foi crescendo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Vi nas Scholas professores e estudantes japoneses dan\u00e7arem com colombianos. \u00c9 imposs\u00edvel? Eu vi isso. Vi jovens israelenses brincando com jovens palestinos. Eu os vi. Os estudantes haitianos pensarem com os de Dubai. As crian\u00e7as mo\u00e7ambicanas desenhar com as de Portugal. Vi, entre Oriente e Ocidente, uma oliveira criar a cultura do encontro.<\/i><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Gratid\u00e3o, sentido e beleza<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa concluiu, dizendo que \u201cnesta nova crise que a humanidade est\u00e1 enfrentando hoje, onde a cultura demonstrou que perdeu sua vitalidade\u201d ele deseja \u201ccomemorar o fato de que Scholas, como comunidade que educa, como institui\u00e7\u00e3o que cresce, abre as portas da Universidade do Sentido. Porque educar \u00e9 buscar e ensinar o sentido das coisas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNunca se esque\u00e7am dessas tr\u00eas palavras:\u00a0<b>gratid\u00e3o, sentido e beleza.<\/b>\u00a0Elas podem parecer in\u00fateis, sobretudo hoje. Quem cria uma empresa procurando gratid\u00e3o, sentido e beleza? N\u00e3o produz, n\u00e3o produz. No entanto, dessas coisas que parecem in\u00fateis dependem toda a humanidade, o futuro.\u201d<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco diz na videomensagem que \u201cScholas nasceu de uma crise, mas n\u00e3o levantou os punhos para lutar com a cultura, nem baixou os bra\u00e7os para se resignar, nem saiu chorando: Que calamidade, que tempos terr\u00edveis! Saiu para ouvir o cora\u00e7\u00e3o dos jovens, para cultivar a nova realidade\u201d. 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