{"id":5899,"date":"2015-06-18T15:12:01","date_gmt":"2015-06-18T18:12:01","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-reino-de-deus\/"},"modified":"2017-04-10T11:04:42","modified_gmt":"2017-04-10T14:04:42","slug":"o-reino-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/o-reino-de-deus\/","title":{"rendered":"O Reino de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Jesus n\u00e3o foi um te\u00f3logo no sentido que hoje damos ao termo. Mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o tenha sido claro sobre aquilo que pretendia transmitir aos que o ouviam. E, para isso, escolheu uma linguagem que sugeria mais do que dizia; que abria pistas para que as pessoas pudessem pensar por si mesmas. Ainda que n\u00e3o oferecesse um sistema fechado de pensamento. Sua mensagem fundamental foi o an\u00fancio do Reino de Deus.<br \/>Mas, o que \u00e9 o Reino? Surpreendentemente, Jesus jamais o diz. Gosta de falar do Reino por meio de compara\u00e7\u00f5es e par\u00e1bolas. S\u00e3o compara\u00e7\u00f5es simples, facilmente compreens\u00edveis pelos que o ouviam, quer fossem camponeses pobres na sua maioria, quer escribas e estudiosos da lei. Suas par\u00e1bolas fazem refer\u00eancia a diversos aspectos do Reino. Mas nunca o definem de maneira completa. Seus ouvintes v\u00e3o entendendo pouco a pouco. Quase poder\u00edamos dizer que eles compreendem na medida em que querem entender. Porque \u00e9 certo que alguns dos que foram ouvi-lo se afastaram dele julgando que aquele homem n\u00e3o fazia mais que contar hist\u00f3rias para crian\u00e7as.<br \/>O Evangelho do d\u00e9cimo primeiro domingo do Tempo Comum nos rememora as par\u00e1bolas de Jesus. Uma acentua o car\u00e1ter misterioso do crescimento. O Reino se parece com a semente que o campon\u00eas espalha e que logo cresce, sem que ningu\u00e9m saiba como, na escurid\u00e3o da terra. Cresce e acaba por dar seu fruto. Tanto faz que o campon\u00eas esteja dormindo ou em vig\u00edlia. Chegar\u00e1 o momento em que a \u00fanica coisa que ter\u00e1 de fazer ser\u00e1 guardar a colheita. A outra par\u00e1bola diz que o Reino assemelha-se \u00e0 semente de mostarda, a menor delas, que logo se torna \u00e1rvore t\u00e3o grande que at\u00e9 os p\u00e1ssaros buscam abrigo na planta nascida daquela semente. De igual maneira, o Reino crescer\u00e1 at\u00e9 acolher todos os filhos de Deus, sem exce\u00e7\u00e3o.<br \/>\u00c9 que o Reino \u00e9 a obra de Deus que completa misteriosamente sua cria\u00e7\u00e3o, contando com a colabora\u00e7\u00e3o do homem, com certeza, mas n\u00e3o apenas com ela, pois a gra\u00e7a de Deus atua at\u00e9 mesmo quando o homem dorme. Assim \u00e9 o Reino, muito maior que a Igreja, que \u00e9 apenas seu sinal vis\u00edvel.<br \/>N\u00f3s, crist\u00e3os, nos comprometemos a trabalhar a servi\u00e7o do Reino, a preparar o campo para que receba a semente do Reino. E Deus ser\u00e1 aquele que, muitas vezes sem percebermos, far\u00e1 com que cres\u00e7a em lugares e formas que n\u00e3o podemos imaginar, pois o campo de Deus \u00e9 o mundo e a semente \u00e9 a planta nos cora\u00e7\u00f5es de todas as pessoas que s\u00e3o seus filhos e filhas. Por isso, n\u00f3s, crist\u00e3os, vivemos guiados pela f\u00e9. Hoje, talvez n\u00e3o vejamos o resultado da obra de Deus que constr\u00f3i o Reino, mas estamos certos de que Ele a levar\u00e1 a bom termo. At\u00e9 que chegue a sua plenitude.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jesus n\u00e3o foi um te\u00f3logo no sentido que hoje damos ao termo. Mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o tenha sido claro sobre aquilo que pretendia transmitir aos que o ouviam. E, para isso, escolheu uma linguagem que sugeria mais do que dizia; que abria pistas para que as pessoas pudessem pensar por si mesmas. Ainda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-5899","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5899"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10765,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5899\/revisions\/10765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}