{"id":5877,"date":"2015-06-08T19:52:05","date_gmt":"2015-06-08T22:52:05","guid":{"rendered":"http:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/germinacao-e-crescimento-do-reino-de-deus\/"},"modified":"2017-04-10T10:14:59","modified_gmt":"2017-04-10T13:14:59","slug":"germinacao-e-crescimento-do-reino-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/germinacao-e-crescimento-do-reino-de-deus\/","title":{"rendered":"Germina\u00e7\u00e3o e crescimento do Reino de Deus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Marcos \u00e9 o \u00fanico evangelista que narra a par\u00e1bola da germina\u00e7\u00e3o e crescimento do Reino de Deus (Mc 4,26-29). Trata-se de uma vis\u00e3o otimista. Quando a esperan\u00e7a dos judeus levava as pessoas a procurar obras deslumbrantes do Messias e quando tudo induzia a crer na derrocada de Jesus, Ele mostra aos disc\u00edpulos que o destino do Reino era crescer. O gr\u00e3o foi lan\u00e7ado na terra. \u00c9 preciso esperar com paci\u00eancia. A germina\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o era t\u00e3o misteriosa como \u00e9 a pr\u00f3pria origem da vida. No gr\u00e3o de trigo est\u00e1 oculta uma for\u00e7a impercept\u00edvel, sempre ativa a dizer ao homem: que cumpre n\u00e3o desesperar, mas semear. O Reino de Deus neste mundo n\u00e3o caminha para a morte, mas para a vida e para a alegria da colheita. N\u00e3o obstante toda oposi\u00e7\u00e3o que se fazia \u00e0 prega\u00e7\u00e3o do Mestre divino, Ele tinha a certeza absoluta de que seu Reino haveria de misteriosamente se expandir. Dois mil e quinze anos depois, a\u00ed est\u00e3o, de fato, borbulhando na hist\u00f3ria sua Palavra redentora e, apesar de todas as borrascas a miss\u00e3o redentora prossegue e milhares s\u00e3o aqueles que marcham para o Reino eterno que Deus preparou para os que Lhe s\u00e3o fi\u00e9is. Jesus relacionou em seguida outra par\u00e1bola, dizendo que a semente lan\u00e7ada na terra pode ser t\u00e3o min\u00fascula como um gr\u00e3o de mostarda, cuja pequenez \u00e9 proverbial (Mc 34, 30-24). Deste germe quase invis\u00edvel nascer\u00e1 uma grande \u00e1rvore em cujas sombras se acolhem as aves do c\u00e9u. Cristo mostra que apesar do modesto in\u00edcio de sua Igreja a amplitude do Reino de Deus \u00e9 t\u00e3o grande que se acha aberto a todas as na\u00e7\u00f5es e a todos os povos. Esta Igreja seria cat\u00f3lica, isto \u00e9, como uma \u00e1rvore frondosa a abrigar todas as gentes atrav\u00e9s dos tempos. Jesus quis, assim, mostrar que quanto mais os problemas haveriam de parecer insuper\u00e1veis, maior deveria ser a confian\u00e7a face ao futuro. Cumpre, por\u00e9m, salientar que o dinamismo do Reino atua na Igreja. Isto significa somente que as duas realidades Igreja e Reino de Deus se situam num paralelismo que as relaciona entre si, embora sejam realidades diferentes. A Igreja como institui\u00e7\u00e3o de salva\u00e7\u00e3o \u00e9 essencialmente ordenada ao Reino e vai de encontro a este tesouro. A Igreja tornar-se-\u00e1 um dia a comunidade de Deus no Reino perfeito e definitivo. Neste caso fica claro que a Igreja, enquanto comunidade dos que esperam este Reino definitivo, \u00e9 o primeiro degrau rumo ao mesmo. A\u00ed j\u00e1 vem uma implica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de grande alcance: o fato de se pertencer \u00e0 Igreja n\u00e3o oferece nenhuma garantia de futura participa\u00e7\u00e3o no Reino eterno de Deus, pois os crist\u00e3os vivem um tempo de prova. Jesus, ali\u00e1s, foi bem claro, \u201cNem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrar\u00e1 no Reino dos c\u00e9us, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que est\u00e1 nos c\u00e9us\u201d (Mt 7,21). O Reino \u00e9, realmente, um tesouro, um dom de Deus, o valor essencial que \u00e9 preciso conquistar.\u00a0 Ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio cumprir certas condi\u00e7\u00f5es. Ele n\u00e3o \u00e9 uma paga devida por justi\u00e7a, mas uma conquista cont\u00ednua nesta terra. Por isto Jesus advertiu: \u201cDesde a \u00e9poca de Jo\u00e3o Batista at\u00e9 o presente, o Reino dos c\u00e9us \u00e9 arrebatado \u00e0 for\u00e7a e s\u00e3o os violentos que o conquistam&#8221; (Mt 11,12). Sua consecu\u00e7\u00e3o sup\u00f5e bravura, intrepidez, ousadia, resolu\u00e7\u00e3o, perseveran\u00e7a. Cumpre estar cada um de n\u00f3s comprometido com esta realidade misteriosa que Jesus veio instaurar aqui na terra. Duas quest\u00f5es fundamentais ent\u00e3o ficam levantadas, ou seja, bem entender qual a natureza do Reino de Deus e quais suas exig\u00eancias pr\u00e1ticas. Somos a Igreja que se sente amada pelo Pai, que \u00e9 apaixonada por Cristo e que, em consequ\u00eancia disso, se mostra entusiasmada pela causa de Jesus que veio propor o Reino do Pai. A tem\u00e1tica do Reino nos leva, deste modo, \u00e0quela realidade nova querida por Deus para este mundo no qual se vive, um reino onde a justi\u00e7a e a paz t\u00eam a primazia, onde o amor \u00e9 vivenciado como realidade e n\u00e3o apenas como ideal. Neste sentido, a Igreja \u00e9 a express\u00e3o palp\u00e1vel do Reino entre n\u00f3s e n\u00f3s, que somos a Igreja, os sujeitos da sua realiza\u00e7\u00e3o efetiva nesta terra devemos caminhar sem des\u00e2nimo, fazendo tudo que estiver ao alcance de cada um para um estar no Reino Eterno que Jesus preparou para todos. Lutar, al\u00e9m, disto, para que a Igreja cres\u00e7a na terra cada vez mais conduzindo multid\u00f5es para a Casa do Pai. <\/p>\n<p><strong>* Professor no Semin\u00e1rio de Mariana durante 40 anos.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Marcos \u00e9 o \u00fanico evangelista que narra a par\u00e1bola da germina\u00e7\u00e3o e crescimento do Reino de Deus (Mc 4,26-29). Trata-se de uma vis\u00e3o otimista. 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