{"id":58499,"date":"2020-04-20T10:44:01","date_gmt":"2020-04-20T13:44:01","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=58499"},"modified":"2020-04-20T10:44:01","modified_gmt":"2020-04-20T13:44:01","slug":"misericordia-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/misericordia-senhor\/","title":{"rendered":"MISERIC\u00d3RDIA, SENHOR!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nada h\u00e1 de mais significativo do que a origem da palavra miseric\u00f3rdia: a mis\u00e9ria humana passando pelo cora\u00e7\u00e3o de Deus. Por isso, os vinte anos da institui\u00e7\u00e3o do Domingo da Divina Miseric\u00f3rdia, institu\u00eddo por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, e que celebramos no segundo domingo depois da P\u00e1scoa, deve sim ser mais valorizado e testemunhado como um dia de maiores louvores e gratid\u00e3o. Especialmente hoje. Especialmente em tempos de pandemia e total mis\u00e9ria humana diante de suas fraquezas biol\u00f3gicas. O mundo grita: miseric\u00f3rdia, Senhor!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Miseric\u00f3rdia! Esse grito de socorro ilustra bem a grande inseguran\u00e7a humana nos momentos de priva\u00e7\u00f5es ou prova\u00e7\u00f5es. Foi assim desde sempre. Centenas de passagens b\u00edblicas, do antigo e novo testamento, provam que a mis\u00e9ria humana foi sempre seu maior clamor e a interven\u00e7\u00e3o divina uma resposta eficiente. A hist\u00f3ria est\u00e1 eivada desses acontecimentos. O povo de Deus sofreu escravid\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es desde seus prim\u00f3rdios. Amassou barro no Egito. Viveu um lento e maravilhoso processo de purifica\u00e7\u00e3o durante quarenta anos no deserto. Assim cresceu e amadureceu no sonhado direito de liberdade e soberania. Ganhou sua terra prometida e viveu tempos de bonan\u00e7a e alegria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como sempre, decaiu. A pandemia virulenta da prepot\u00eancia o levou a um novo processo de escravid\u00e3o. Esse vai e vem, essa situa\u00e7\u00e3o de efervescente respeito ao que \u00e9 sagrado, em especial seu temor a Deus, constituiu a maior e mais significativa caracter\u00edstica humana diante dos mist\u00e9rios da pr\u00f3pria vida. Reconhecer e valorizar sua ess\u00eancia, raz\u00e3o dos seus dias, prova de sua origem divina, \u00e9 um precioso momento que a espiritualidade humana vivencia a partir de suas fraquezas. Ent\u00e3o, em un\u00edssono, nos lembramos do Pai e recorremos a Ele. A f\u00e9 salta aos olhos da sociedade fragilizada e carente e o mundo crist\u00e3o pede socorro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tal qual aquele cego nas ruas da pequena Jeric\u00f3: \u201cFilho de Davi, tem piedade de mim!\u201d Ou o leproso no seu apelo quase inseguro: \u201cSenhor, se queres, podes curar-me\u201d. Ou mesmo aquele centuri\u00e3o romano intercedendo por seu servo: \u201cEu n\u00e3o sou digno que entreis em minha casa, mas dizei uma s\u00f3 palavra e meu servo ser\u00e1 curado\u201d. Uma s\u00f3 palavra divina e obterei a cura desejada! Ainda h\u00e1 d\u00favidas? Pois a sogra de Pedro ardia em febre e pediram por sua cura: \u201cInclinando-se sobre ela, ordenou ele \u00e0 febre, e a febre deixou-a\u201d. Ordenou Cristo e a cura se fez! Ent\u00e3o o detalhe: \u201cEla levantou-se imediatamente, e se p\u00f4s a servir\u201d&#8230;\u00a0 Esse detalhe da gra\u00e7a n\u00e3o nos pode fugir. Porque o processo de cura exige n\u00e3o s\u00f3 uma disposi\u00e7\u00e3o renovada de servi\u00e7o ao irm\u00e3o, como tamb\u00e9m a renova\u00e7\u00e3o espiritual como na cura do paral\u00edtico, onde a primeira gra\u00e7a foi o perd\u00e3o dos pecados. \u201cQuem \u00e9 esse homem que profere blasf\u00eamias? Quem pode perdoar pecados sen\u00e3o unicamente Deus?\u201d Essa \u00e9 a grande quest\u00e3o do mundo diante da f\u00e9 crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eis porque a imagem da divina miseric\u00f3rdia est\u00e1 relacionada com o momento em que Jesus ressuscitado aparece a seus disc\u00edpulos, em especial a Tom\u00e9, aquele que duvidou, e lhe apresenta suas chagas (Jo 20, 19-31). Restabelece e evoca em parte o grito dos dez leprosos aos clamar: \u201cJesus, Mestre, tem compaix\u00e3o de n\u00f3s!\u201d. A cura se processa, mas s\u00f3 um, um samaritano, algu\u00e9m fora do rebanho, \u00e9 capaz de reconhecer a gra\u00e7a e voltar para agradecer. S\u00f3 Tom\u00e9, o incr\u00e9dulo, foi capaz de se humilhar diante do milagre da vida restabelecida em Cristo e por Cristo e exclamar diante de sua miseric\u00f3rdia: \u201cMeu Senhor e meu Deus!\u201d O momento \u00e9 esse, o mundo precisa reconhecer e clamar: \u201cDeus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de n\u00f3s e do mundo inteiro\u201d. Repita. Seu grito n\u00e3o \u00e9 \u00fanico, mas precioso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nada h\u00e1 de mais significativo do que a origem da palavra miseric\u00f3rdia: a mis\u00e9ria humana passando pelo cora\u00e7\u00e3o de Deus. 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