{"id":58369,"date":"2020-04-14T10:52:15","date_gmt":"2020-04-14T13:52:15","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=58369"},"modified":"2020-04-14T10:52:15","modified_gmt":"2020-04-14T13:52:15","slug":"reacoes-a-carta-do-papa-aos-movimentos-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/reacoes-a-carta-do-papa-aos-movimentos-populares\/","title":{"rendered":"Rea\u00e7\u00f5es \u00e0 carta do Papa aos movimentos populares"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">No Domingo de P\u00e1scoa, o Papa Francisco falou aos movimentos populares do mundo atrav\u00e9s de uma carta. Nela, o Pont\u00edfice expressa sua proximidade aos trabalhadores pobres, que \u201cforam exclu\u00eddos dos benef\u00edcios da globaliza\u00e7\u00e3o\u201d, mas n\u00e3o de seus efeitos negativos: \u201cOs males que afetam a todos os afetam em dobro\u201d.<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Manuel Cub\u00edas\/Mariangela Jaguraba \u2013 Cidade do Vaticano<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa expressou sua proximidade \u00e0s lutas realizadas todos os dias pelos pobres, dos quais disse: \u201cEles s\u00e3o um verdadeiro ex\u00e9rcito invis\u00edvel que luta nas trincheiras mais perigosas (&#8230;) sem outra arma a n\u00e3o ser a solidariedade, esperan\u00e7a e sentimento de comunidade que se renova nesses dias em que ningu\u00e9m se salva sozinho.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bispo de Roma tamb\u00e9m pediu um sal\u00e1rio universal, pois os pobres vivem \u201ctodos os dias sem nenhum tipo de garantia jur\u00eddica \u00a0que os proteja\u201d. O Papa insiste que, uma vez terminada a pandemia, \u00e9 importante colocar as pessoas no centro da vida.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Carolina Parrales, leiga e organizadora da comunidade F\u00e9 e A\u00e7\u00e3o, Los Angeles<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA carta do Papa Francisco me deu muita for\u00e7a ao ver como novamente ele nos convida a continuar o nosso trabalho e nos chama de \u201cex\u00e9rcito sem outra arma a n\u00e3o ser a solidariedade\u201d e, na verdade, nesses dias, minha \u00fanica arma para continuar meu minist\u00e9rio \u00e9 saber que existem pessoas que mais do que nunca precisam estar conectadas e n\u00e3o isoladas em suas casas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cuidar das grandes partes da popula\u00e7\u00e3o que s\u00e3o mais afetadas e menos beneficiadas durante essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 nossa prioridade atual, porque os l\u00edderes do nosso movimento tamb\u00e9m vivem na mesma situa\u00e7\u00e3o: empregadas dom\u00e9sticas, bab\u00e1s, motoristas, etc. Irm\u00e3os que n\u00e3o t\u00eam sal\u00e1rio fixo mensal e ainda n\u00e3o possuem benef\u00edcios sociais ou m\u00e9dicos, aqui neste pa\u00eds desenvolvido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ajuda m\u00fatua tem sido uma ferramenta bonita entre as fam\u00edlias com as quais trabalho. Temos grupos do WhatsApp onde nos comunicamos e estamos cientes dos outros. Estamos entrando em contato atrav\u00e9s de telefonemas, coletando hist\u00f3rias e apresentando-as \u00e0s autoridades locais para ver o que pode ser feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui na Calif\u00f3rnia, continuaremos lutando para que a dignidade desse trabalhador essencial seja reconhecida, do contribuinte de impostos que paga justamente sua obriga\u00e7\u00e3o como todos os outros residentes, mas que \u00e9 injustamente exclu\u00eddo por n\u00e3o ter um n\u00famero de previd\u00eancia social. E esperamos obter um benef\u00edcio financeiro de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Papa Francisco, continuaremos como o ex\u00e9rcito invis\u00edvel lutando para que a dignidade de todo ser humano seja reconhecida, sobretudo aqueles que vivem nas periferias, mas que est\u00e3o no centro respondendo com seu esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o durante este per\u00edodo de emerg\u00eancia mundial\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Dom Jos\u00e9 H. G\u00f3mez, arcebispo de Los Angeles<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAqui, no pa\u00eds mais pr\u00f3spero do mundo, fomos humilhados e castigados pela pandemia de coronav\u00edrus. Muitos de n\u00f3s, pela primeira vez, agora partilhamos a inseguran\u00e7a e a ansiedade que definem a vida comum de milh\u00f5es de nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s em todo o mundo. Muitos, de repente, perderam o emprego e est\u00e3o preocupados sobre como sustentar\u00e3o suas fam\u00edlias. Muitos est\u00e3o doentes sem acesso a tratamentos m\u00e9dicos adequados. Muitos sentem estresse e medo, sentindo que seu futuro depende de for\u00e7as al\u00e9m de seu controle e de decis\u00f5es tomadas por outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carta de nosso Santo Padre nos recorda que o peso dessa pandemia, como o peso de todas as crises sociais, \u00e9 suportado pelos pobres e pelos que vivem \u00e0 margem da sociedade. Tamb\u00e9m estou profundamente preocupado com os crescentes custos pessoais e sociais dessa pandemia, e especialmente os custos emocional, mental e espiritual que s\u00f3 aumentar\u00e3o na medida em que as pol\u00edticas de isolamento social continuarem no futuro indefinido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como sociedade, estamos vendo muito claramente nesta emerg\u00eancia de sa\u00fade que somos respons\u00e1veis unas pelos outros e que somos chamados a servir e cuidar uns dos outros. Essa \u00e9 uma bela verdade que testemunhamos todos os dias durante esta pandemia, em nossos hospitais e lares, em nossas institui\u00e7\u00f5es de caridade e em todos os atos silenciosos e invis\u00edveis de sacrif\u00edcio e servi\u00e7o em nossas fam\u00edlias e comunidades.\u201d<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Dom Salvatore Cordileone, arcebispo de S\u00e3o Francisco<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUno minha voz \u00e0 do Papa Francisco para agradecer a nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s dos movimentos e organiza\u00e7\u00f5es populares por serem o rosto de Cristo compassivo, o rosto do Cristo sofredor. Mesmo com programas patrocinados pelo governo, em tempos de crise sempre s\u00e3o os pobres que mais sofrem, especialmente aqueles que vivem \u00e0s margens da sociedade. Obrigado por ser o ex\u00e9rcito invis\u00edvel, lutando nas trincheiras mais perigosas, levando luz, sustento e esperan\u00e7a ao mais queridos do nosso Deus amoroso\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Dom Robert McElroy, bispo da Diocese de San Diego<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo meio do nosso isolamento, medo e solid\u00e3o nesses dias de pandemia, experimentamos a profunda vulnerabilidade que une cada homem e mulher em perigo comum. No entanto, nessa mesma vulnerabilidade, tamb\u00e9m vemos refletidas em nosso mundo as cicatrizes das divis\u00f5es de ra\u00e7a e classe que comp\u00f5em cada elemento do sofrimento que o coronav\u00edrus traz para os pobres e marginalizados. Os elementos fundamentais da dignidade humana que nossa sociedade est\u00e1 tentando reunir neste momento de crise como base para a sobreviv\u00eancia, renda familiar b\u00e1sica, assist\u00eancia m\u00e9dica, moradia e acesso ao emprego, n\u00e3o s\u00e3o pr\u00e9-requisitos para um \u00fanico momento de vulnerabilidade. O Papa Francisco nos lembra hoje que eles s\u00e3o os fundamentos duradouros de uma ordem de justi\u00e7a que reflete o poder transformador da Ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, que celebramos esta e toda P\u00e1scoa\u201d.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">James Martin, SJ, sacerdote e escritor jesu\u00edta<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Papa Francisco se lembra mais uma vez, e agora em meio a uma pandemia, como as cat\u00e1strofes mundiais atingem com mais for\u00e7a os pobres e marginalizados. Ele nos pede, como Jesus, para que nos lembremos desses irm\u00e3os e irm\u00e3s quando tomamos decis\u00f5es para o bem comum do nosso mundo.\u201d<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Timothy P. Kesicki, S.J., presidente da Confer\u00eancia Jesu\u00edta do Canad\u00e1 e Estados Unidos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Papa Le\u00e3o XIII escreveu uma vez que \u201csempre que o interesse de uma classe em particular sofre, ou \u00e9 amea\u00e7ado por danos, que de forma alguma podem ser impedidos, a autoridade p\u00fablica deve dar um passo adiante para lidar com isso. Cento e vinte e nove anos depois, o Papa Francisco continua essa mensagem pedindo um sal\u00e1rio b\u00e1sico universal para proteger os direitos e a dignidade dos trabalhadores. N\u00e3o podemos simplesmente suportar essa pandemia, o Papa Francisco nos chama a uma convers\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o mais profunda como povo da P\u00e1scoa. Somos chamados a agir e garantir que todos os trabalhadores sejam atendidos neste momento cr\u00edtico\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Domingo de P\u00e1scoa, o Papa Francisco falou aos movimentos populares do mundo atrav\u00e9s de uma carta. Nela, o Pont\u00edfice expressa sua proximidade aos trabalhadores pobres, que \u201cforam exclu\u00eddos dos benef\u00edcios da globaliza\u00e7\u00e3o\u201d, mas n\u00e3o de seus efeitos negativos: \u201cOs males que afetam a todos os afetam em dobro\u201d. 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