{"id":58235,"date":"2020-04-08T09:05:51","date_gmt":"2020-04-08T12:05:51","guid":{"rendered":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/?p=58235"},"modified":"2020-04-08T13:07:42","modified_gmt":"2020-04-08T16:07:42","slug":"papa-francisco-assim-eu-vivo-a-emergencia-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/catolicanet.net\/wp-cnet\/papa-francisco-assim-eu-vivo-a-emergencia-pandemia\/","title":{"rendered":"Papa Francisco: assim eu vivo a emerg\u00eancia pandemia"},"content":{"rendered":"<div class=\"article__subTitle\" style=\"text-align: justify;\">Como o Papa est\u00e1 vivendo a crise causada pelo Covid-19? E como se preparar para o p\u00f3s-emerg\u00eancia? Entrevista com o Papa Francisco realizada pelo jornalista ingl\u00eas Austen Ivereig<\/div>\n<div class=\"title__separator\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div class=\"article__text\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>VATICAN NEWS<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o Papa Francisco est\u00e1 vivendo a crise causada pelo Covid-19? E como se preparar para viver depois? Francisco respondeu \u00e0s perguntas do jornalista e escritor brit\u00e2nico Austen Ivereig.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Na primeira pergunta o jornalista pede ao Papa como ele vive a pandemia e o isolamento.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA C\u00faria \u2013 explicou Francisco \u2013 busca trabalhar em continua\u00e7\u00e3o, viver normalmente, organizando-se em turnos para que nunca tenha muitas pessoas juntas. Muito bem pensado. Mantemos as medidas estabelecidas pelas autoridades sanit\u00e1rias. Aqui na Casa Santa Marta temos dois hor\u00e1rios para o almo\u00e7o, para atenuar o afluxo dos residentes. Cada um trabalha no seu escrit\u00f3rio ou em casa com instrumentos digitais. Todos trabalham, ningu\u00e9m fica no \u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cComo eu vivo espiritualmente? Rezo mais ainda, porque acredito que devo fazer assim, e penso nas pessoas. Preocupa-me isso: as pessoas. Pensar nas pessoas me ajuda, me faz bem, me subtrai ao ego\u00edsmo. Obviamente tenho meus ego\u00edsmos: na ter\u00e7a-feira recebo meu confessor, \u00e9 ent\u00e3o que coloco no lugar este tipo de coisa. Penso nas minhas responsabilidades atuais e no que acontecer\u00e1 depois. Qual ser\u00e1, nesse depois, o meu servi\u00e7o como bispo de Roma, como chefe da Igreja? Aquele depois j\u00e1 come\u00e7ou a se mostrar tr\u00e1gico, doloroso, por isso conv\u00e9m come\u00e7ar a pensar desde agora. Com o dicast\u00e9rio para o Desenvolvimento Humano Integral organizamos uma comiss\u00e3o que trabalha sobre este tema e se re\u00fane aqui comigo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA minha maior preocupa\u00e7\u00e3o \u2013 ao menos a que sinto na ora\u00e7\u00e3o \u2013 \u00e9 como acompanhar o povo de Deus e estar mais pr\u00f3ximo dele. Este \u00e9 o significado da Missa das sete da manh\u00e3 ao vivo em streaming, seguida por muitas pessoas que se sentem acompanhadas, assim como de algumas minhas interven\u00e7\u00f5es e do rito de 27 de mar\u00e7o na Pra\u00e7a S\u00e3o Pedro. Tamb\u00e9m de um trabalho bastante intenso de presen\u00e7a, por meio da Esmolaria Apost\u00f3lica, para acompanhar as situa\u00e7\u00f5es de fome e de doen\u00e7as. Estou vivendo este momento com muita incerteza. \u00c9 um momento de muita inventiva, de criatividade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Na segunda pergunta Austen Ivereigt fala sobre a obra liter\u00e1ria \u201cOs Noivos\u201d de Alessandro Manzoni, ambientado no tempo da peste de 1630 em Mil\u00e3o. O livro descreve o comportamento de v\u00e1rios eclesi\u00e1sticos. E perguntou como o Papa v\u00ea a miss\u00e3o da Igreja neste momento.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO cardeal Federico \u2013 responde Francisco \u2013 \u00e9 um verdadeiro her\u00f3i da peste em Mil\u00e3o. Todavia, h\u00e1 um cap\u00edtulo que diz que passava saudando as pessoas, por\u00e9m fechado em uma liteira, talvez por tr\u00e1s da janelinha, para se proteger. O povo n\u00e3o gostou daquilo. O povo de Deus precisa do pastor ao seu lado, que n\u00e3o se proteja demais. Hoje o povo de Deus precisa do pastor muito pr\u00f3ximo de si, com a abnega\u00e7\u00e3o daqueles capuchinhos, que faziam assim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA criatividade do crist\u00e3o deve se manifestar em abrir novos horizontes, abrir novas janelas, abrir transcend\u00eancia para com Deus e os homens, e deve se redimensionar em casa. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ficar fechado em casa. Recordo-me de um verso da \u201cEneida\u201d que, no contexto de uma derrota, d\u00e1 o conselho de n\u00e3o desistir. Preparem-se para tempos melhores, porque naquele momento isso nos ajudar\u00e1 a recordar as coisas que aconteceram agora. Cuidem-se bem para um futuro que vir\u00e1. E quando este futuro chegar, far\u00e1 muito bem recordar o que aconteceu agora\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCuidar do agora, mas para o amanh\u00e3. Tudo isso com criatividade. Uma criatividade simples, que todos os dias inventa alguma coisa. Em fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil descobri-la. Mas n\u00e3o se pode fugir, buscar evas\u00f5es alienantes, que neste momento n\u00e3o s\u00e3o \u00fateis\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>A terceira pergunta refere-se \u00e0s pol\u00edticas dos Governos em resposta \u00e0 crise.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAlguns governos \u2013 disse o Papa \u2013 tomaram medidas exemplares, com prioridades bem definidas, para defender a popula\u00e7\u00e3o. Mas estamos nos dando conta de que todas as nossas preocupa\u00e7\u00f5es, queira ou n\u00e3o, est\u00e3o ligadas \u00e0 economia. Dir-se-ia que no mundo financeiro sacrificar seja uma coisa normal. Uma pol\u00edtica da cultura do descarte. Do in\u00edcio ao fim. Penso, por exemplo, \u00e0 seletividade pr\u00e9-natal. Hoje \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar pela rua pessoas com a s\u00edndrome de Down. Quando s\u00e3o detectados nos exames de ultrassom, s\u00e3o renegados. Uma cultura da eutan\u00e1sia, legalizada ou oculta, na qual s\u00e3o dados rem\u00e9dios ao idoso at\u00e9 um certo ponto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordo-me da enc\u00edclica do Papa Paulo VI, a\u00a0<i>Humanae vitae.<\/i>\u00a0A grande problem\u00e1tica da \u00e9poca que\u00a0os pastoralistas\u00a0se concentravam era a p\u00edlula. E n\u00e3o se deram conta da for\u00e7a prof\u00e9tica daquela enc\u00edclica que antecipava o neomalthusianismo que estava sendo preparando em todo o mundo. \u00c9 uma advert\u00eancia de Paulo VI sobre a onda de neomalthusianismo que hoje vemos na sele\u00e7\u00e3o das pessoas segundo a possibilidade de produzir, de ser \u00fatil: a cultura do descarte\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs sem-teto, continuam sem-teto. Alguns dias atr\u00e1s vimos uma fotografia de Las Vegas, na qual eles tinham sido colocados em quarentena em um estacionamento aberto. E os hot\u00e9is estavam vazios. Mas um sem-teto n\u00e3o pode ir a um hotel. Aqui pode-se ver a pr\u00e1tica da teoria do descarte\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Na pergunta seguinte Ivereigh pergunta se o impacto da crise pode levar a uma revis\u00e3o do nosso modo de viver, a uma convers\u00e3o ecol\u00f3gica e a uma sociedade e economia mais humanas.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 um prov\u00e9rbio espanhol que diz: \u201cDeus perdoa sempre, n\u00f3s, algumas vezes, a natureza nunca\u201d. N\u00e3o demos ouvido \u00e0s cat\u00e1strofes parciais. Quem \u00e9 que fala dos inc\u00eandios na Austr\u00e1lia? E do fato que um ano e meio atr\u00e1s um navio atravessou o Polo Norte, que tinha se tornado naveg\u00e1vel por causa do derretimento das geleiras? Quem fala das inunda\u00e7\u00f5es? N\u00e3o sei se \u00e9 uma vingan\u00e7a da natureza, mas certamente \u00e9 a sua resposta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTemos uma mem\u00f3ria seletiva. Gostaria de insistir nisso. Impressionou-me a celebra\u00e7\u00e3o do 70\u00ba anivers\u00e1rio do desembarque na Normandia. Com a presen\u00e7a de personagens da pol\u00edtica e da cultura internacional. E festejavam. Certamente foi o in\u00edcio do fim da ditadura, mas ningu\u00e9m recordava dos 10 mil jovens que morreram naquela praia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando fui \u00e0 cidade de Redipuglia, no centen\u00e1rio do fim da I Guerra Mundial, via-se um belo monumento e nomes gravados em uma pedra, e nada mais. Pensei em Bento XV (ao \u201cin\u00fatil massacre\u201d), o mesmo ocorreu em Anzio, no dia de finados, pensando em todos os soldados norte-americanos sepultados ali. Cada um tinha uma fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHoje, na Europa, quando se come\u00e7am a ouvir discursos populistas ou decis\u00f5es pol\u00edticas de tipo seletivo n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil recordar dos discursos de Hitler em 1933, mais ou menos os mesmos que alguns pol\u00edticos fazem hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recorda-me um verso de Virg\u00edlio:\u00a0<i>Meminisce iuvabit<\/i>. Far\u00e1 bem recuperar a mem\u00f3ria, porque a mem\u00f3ria nos ajudar\u00e1. Hoje \u00e9 tempo de recuperar a mem\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 a primeira pestil\u00eancia da humanidade. As outras j\u00e1 se reduziram a casos sem import\u00e2ncia. Devemos recuperar a mem\u00f3ria das ra\u00edzes, da tradi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 \u201cmemoriosa\u201d. Nos Exerc\u00edcios de Santo In\u00e1cio, toda a primeira semana e a contempla\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar o amor na quarta semana, seguem inteiramente o sinal da mem\u00f3ria. \u00c9 uma convers\u00e3o com a mem\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsta crise nos toca a todos: ricos e pobres. \u00c9 um apelo \u00e0 aten\u00e7\u00e3o contra a hipocrisia. Preocupa-me a hipocrisia de alguns pol\u00edticos que dizem que querem enfrentar a crise, que falam da fome no mundo, enquanto fabricam armas. \u00c9 o momento de nos convertermos desta hipocrisia em a\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um tempo de coer\u00eancia. Ou sejamos coerentes ou perdemos tudo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO senhor pergunta-me sobre a convers\u00e3o. Toda a crise \u00e9 um perigo, mas tamb\u00e9m uma oportunidade. E \u00e9 a oportunidade de sair do perigo. Hoje acreditamos que devemos diminuir o ritmo de consumo e de produ\u00e7\u00e3o (<i>Laudato si\u2019<\/i>, 191) e aprender a compreender e a contemplar a natureza. Tamb\u00e9m, a entrar novamente em contato com o nosso ambiente real. Esta \u00e9 uma oportunidade de convers\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSim, vejo sinais iniciais de convers\u00e3o a uma economia menos l\u00edquida, mais humana. Mas n\u00e3o devemos perder a mem\u00f3ria depois que passar a situa\u00e7\u00e3o presente, n\u00e3o devemos arquiv\u00e1-la e voltar ao ponto anterior. \u00c9 o momento de dar o passo. De passar do uso e abuso da natureza \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o. N\u00f3s homens perdemos a dimens\u00e3o da contempla\u00e7\u00e3o, chegou a hora de recuper\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos, disse ainda Francisco citando o c\u00e9lebre romance de Dostoievski, \u201cdescer no subsolo, e passar da sociedade hipervirtualiada, desencarnada, \u00e0 carne sofredora do povo, \u00e9 uma convers\u00e3o obrigat\u00f3ria. Se n\u00e3o come\u00e7armos por ali, a convers\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 futuro. Penso nos santos do dia a dia nestes momentos dif\u00edceis. S\u00e3o her\u00f3is! M\u00e9dicos, volunt\u00e1rios, religiosas, sacerdotes, profissionais da sa\u00fade que fazem seu servi\u00e7o para que esta sociedade funcione\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prop\u00f3sito da Igreja do p\u00f3s-crise Francisco disse: \u201cAlgumas semanas atr\u00e1s me telefonou um bispo italiano. Aflito, dizia-me que ia de um hospital a outro para dar a absolvi\u00e7\u00e3o a todos os que estavam internados, ficando na entrada do hospital. Mas que alguns canonistas tinham chamado sua aten\u00e7\u00e3o dizendo que n\u00e3o podia fazer assim, a absolvi\u00e7\u00e3o \u00e9 permitida apenas com um contato direto. \u201cPadre, o que o senhor pode me dizer?\u201d, perguntou-me o bispo. Disse-lhe: \u201cO senhor fa\u00e7a o seu dever sacerdotal\u201d. E o bispo me respondeu: \u201cObrigado, entendi\u201d. Depois soube que dava absolvi\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios lugares\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm outras palavras, neste momento, diante de uma crise a Igreja \u00e9 a liberdade do Esp\u00edrito, e n\u00e3o uma Igreja fechada nas institui\u00e7\u00f5es\u2026 O \u00faltimo c\u00e2non diz que todo o Direito can\u00f4nico tem sentido para a salva\u00e7\u00e3o das almas, e \u00e9 aqui que nos \u00e9 aberta a porta para levarmos a consola\u00e7\u00e3o de Deus nos momentos de dificuldade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim o Papa observou que \u201cas pessoas que ficaram pobres por causa da crise s\u00e3o os despojados de hoje que se somam aos despojados de sempre, homens e mulheres que carregam \u201cdespojado\u201d como estado civil. Perderam tudo ou est\u00e3o perdendo tudo. Qual \u00e9 sentido para mim, hoje, perder tudo \u00e0 luz do Evangelho? Entrar no mundo dos \u201cdespojados\u201d, entender que os que antes tinham agora n\u00e3o t\u00eam mais. O que pe\u00e7o \u00e0s pessoas \u00e9 para que cuidem dos idosos e dos jovens. Cuidem da hist\u00f3ria. Cuidem destes despojados\u201d.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como o Papa est\u00e1 vivendo a crise causada pelo Covid-19? E como se preparar para o p\u00f3s-emerg\u00eancia? Entrevista com o Papa Francisco realizada pelo jornalista ingl\u00eas Austen Ivereig VATICAN NEWS Como o Papa Francisco est\u00e1 vivendo a crise causada pelo Covid-19? E como se preparar para viver depois? 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